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PSYCHOLOGY PRESENTATION
Inês Alexandra
Created on January 27, 2023
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Transcript
A APRENDIZAGEM
Psicologia BDiogo Oliveira n.º 9Gustavo Vidigal n.º 13 Inês Coito n.º 14 Miriam Couto n.º 20
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· Definição de aprendizagem:
· Fatores da aprendizagem
· Métodos da aprendizagem
·Instrumentos de medida da inteligência
Índice
· Teorias da inteligência
· Pensamento convergente e divergente
· A criatividade
01
Definição de aprendizagem
Aprendizagem é o processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação. Este processo pode ser analisado a partir de diferentes perspectivas, de forma que há diferentes teorias de aprendizagem. Aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes em humanos e animais e também pode ser aplicada a sistemas artificiais.
02
Uma mudança comportamental e de atitudes
A definição diz-nos que e também uma mudança de atitudes. As atitudes são crenças, ideias e sentimentos que temos acerca de objetos, factos e pessoas (sobretudo do comportamento destas). Quem não sabia que as aguas das praias do Mediterrâneo são mais quentes do que as do Norte de Portugal e, por experiência direta ou não, passa a sabê-lo sofre uma mudança de atitude. O mesmo se diga de quem não acreditava nas vantagens do exercício físico regular para a saúde ou de quem era contra a escolaridade obrigatória.
03
Uma mudança permanente e durável:
- A aprendizagem é uma mudança relativamente permanente e durável. Não faz sentido falar de aprendizagem sem memória ou fixação do que aprendemos, apesar de haver certas aprendizagens que duram mais do que outras, como vimos no capítulo sobre a memoria.
- A aprendizagem é um processo complexo porque envolve fatores cognitivos, motivacionais e emocionais. Há pessoas mais capazes de aprender certas coisas do que outras; há pessoas mais motivadas do que outras para aprender e pessoas que sentem mais prazer em aprender.
04
Uma mudança que requer experiência e prática:
- A aprendizagem tende a traduzir-se em comportamentos, mas nem todas as mudanças comportamentais resultam de aprendizagem. E o caso dos atos reflexos anteriormente rete-ridos e das alteraçoes comportamentais que derivam de doenças, acidentes e lesões cerebrais.
Ivan Pavlov
Ivan Petrovich Pavlov nasceu em 1849 em Riazan, Rússia. Pavlov é, sobretudo, conhecido por ser a pessoa que formulou a lei do reflexo condicionado. No campo da reflexologia, foi muito influenciado por Ivan Sechenov, que investigava sobre os reflexos cerebrais. Pavlov concentrou sua pesquisa nessa atividade nervosa superior em 1907. Em 27 de fevereiro de 1936, Ivan Pavlov faleceu de pneumonia aos 86 anos.
O condicionamento Clássico:
O condicionamento clássico é uma aprendizagem que ocorre quando um estimulo neutro - no exemplo, o ruido do avião comercial - é emparelhado com um estímulo incondicionado - o ruído do avião de guerra - que provoca uma resposta incondicionada ou natural - incómodo e medo, causados por ruído intenso.Por causa desta associação, o estímulo neutro perde a sua neutralidade e passa a provocar o mesmo tipo de resposta do que o estímulo incondicionado (que provoca uma dada resposta sem ter de ser associado a nada).
A Aprendizagem Associativa:
Ao estudar experimentalmente a fisiologia da digestão, Pavlov descobriu que os cães utilizados salivavam perante estímulos que não a comida (o som dos passos do tratador ou a sua simples presença). Surgiu então a seguinte questão: como pode uma resposta não condicionada e natural como a salivação estar associada com sons e outras perceções que em si são estímulos neutros? Pavlov dedicou vários anos ao estudo desta questão, descobrindo o tipo de aprendizagem a que se chama condicionamento clássico ou pavloviano. A experiência, feita com um cão, tal como é tradicionalmente apresentada, pode ser descrita de modo simples:
1- Apresentava-se ao cão um estímulo neutro (o som de uma campainha). Como seria de esperar, o cão não salivou.
3- Depois, apresentaram-se conjuntamente os dois estímulos - o som da campainha e a comida. O cão salivou. Pavlov teve o cuidado de associar ou emparelhar o som da campainha e a comida várias vezes.
2 -Seguidamente, apresentou-se ao cão um recipiente com carne picada. Como seria de esperar, dado que estava com fome, o cão respondeu a este estímulo (não condicionado ou natural) salivando.
4- Finalmente, bastava o som da campainha para que o cão salivasse.
A aprendizagem por condicionamento operante
- Considera-se que o condicionamento operante foi descoberto por Edward Thorndike mais ou menos na mesma época em que Pavlov descobria os reflexos condicionados nos seus experimentos com cães.
- Segundo Thorndike, há aprendizagem por condicionamento operante quando aprendemos com as consequências do que fazemos. As nossas ações ou comportamentos (operações no meio) podem ter consequências positivas ou negativas: no primeiro caso, é provável que voltemos a fazer o que fizemos; no segundo caso, é provável que não voltemos a fazer o que fizemos.
Edward Lee Thorndike
Edward Lee Thorndike (Williamsburg, 31 de agosto de 1874 — Montrose, 9 de agosto de 1949) foi um psicólogo norte-americano.Edward Lee Thorndike esteve na origem do surgimento do condicionamento operante, pois foi baseando-se nas suas primeiras experiências (descobriu que um ser vivo em resposta a uma consequência agradável tende a repetir o comportamento e faz exactamente o contrário quando recebe uma consequência desagradável) e B. F. Skinner desenvolveu a sua teoria sobre este processo de aprendizagem
Burrhus Frederic Skinner
Burrhus Frederic Skinner, conhecido como B. F. Skinner (Susquehanna, 20 de março de 1904 – Cambridge, 18 de agosto de 1990), foi um psicólogo behaviorista, inventor e filósofo norte-americano.Skinner considerava o livre arbítrio uma ilusão e ação humana dependente das conseqüências de ações anteriores. Se as conseqüências fossem ruins, havia uma grande chance de a ação não ser repetida; se as conseqüências fossem boas, a probabilidade de a ação ser repetida se torna mais forte. Skinner chamou isso de princípio de reforço
Se no caso do condicionamento clássico aprendíamos com o que nos acontecia - aprendizagem passiva, no caso do condicionamento operante aprendemos com o que fazemos, mais propriamente com as consequências das nossas ações. O condicionamento operante é segundo Skinner uma forma de aprendizagem na qual a probabilidade de ocorrência de uma resposta ou comportamento aumenta ou diminui conforme a sua consequência é um reforço (positivo ou negativo) ou uma punição. Entende-se por reforço toda e qualquer consequência de uma ação que fortalece a nossa tendência para a repetir. Entende-se por punição toda e qualquer consequência de uma ação que enfraquece a nossa tendência para a repetir.
Reforço Positivo e Negativo
Se uma ação tem consequências boas, dizemos que foi reforçada. Queremos com isto dizer que é provável que, quando desejável ou necessário, voltemos a realizar tais ações.Há duas formas de uma ação ser reforçada: 1. Porque com ela obtemos o que queremos e desejamos; 2. Porque com ela evitamos e eliminamos o que não queremos e não desejamos. Esta distinção corresponde à diferença entre reforço positivo e reforço negativo.
Fala-se de reforço positivo sempre que uma ação, em virtude das suas consequências, nos permite obter algo agradavel ou desejável. Tendemos, por isso, a repeti-la, a fazer com que ocorra de novo. O retorço positivo é o resultado de uma ação que se revelou um bom meio para conseguir ou alcançar algo agradável.Exemplo: Trabalhar bem e conseguir um aumento de ordenado.
Fala-se de reforço negativo quando uma ação tem como consequência evitar uma situação indesejável, remover um obstáculo ou pôr termo a uma situação desagradável. Tende por isso a ser repetida. O reforço negativo é o resultado de uma ação que se revelou um bom meio paraevitar ou eliminar algo de desagradável. Exemplo: Trabalhar bem e evitar assim ser despedido.
A Punição:
O que e punir um comportamento? E tornar provável que ele não se repita ou, pelo menos, que diminua de frequência. Se a Joana recusa comer a sopa e os pais a proíbem, como consequência desse comportamento, de ver televisão, estamos perante uma punição, um meio para retirar algo agradável ou para evitar que se repita algo de desagradável. O reforço negativo e o positivo têm o mesmo efeito: fortalecem a probabilidade de ocor-rencia das respostas que reforçaram. Não podemos contundir punição e reforço negativo. Skin-ner sublinhou que a punição tem efeito oposto ao do reforço negativo: diminui a probabilidade de ocorrência ou repetição da resposta dada.
Albert Bandura
Albert Bandura é um dos nonagenários mais célebres no contexto da academia norte-americana. De seus méritos e investigações, a psicologia está em todos eles, assente na exploração daquilo que é a perceção da personalidade, do comportamento, da aprendizagem, e do papel social em todas estas vertentes psicológicas. Bandura construiu-se, assim, como um académico que nunca esqueceu a sua importância para lá das barreiras dos ensaios e das teorias, lançando-se, a partir do impulso dos seus postulados, para a discussão quotidiana social.
A experiência de Bandura sobre a aprendizagem observacional do comportamento agressivo
Partindo do princípio de que aprendemos observando os outros, Bandura realizou uma famosa experimentação envolvendo a imitação de comportamentos agressivos. Bandura mostrou a crianças com quatro anos de idade um filme em que um adulto esmurrava e pontapeava um boneco insuflável. No filme, um adulto encaminhava-se na direção do boneco insuflável (de dimensão apreciável) e ordenava-lhe que saísse da sua frente. Como facilmente se compreende, o boneco não «obedecia» e era vitima de uma série de atos agressivos.Todas as crianças assistiram a estes comportamentos agressivos, mas havia três versões dite- rentes.
Este grupo de crianças viu que o adulto agressivo (homem ou mulher) era recompensado por outro adulto que o elogiava chamando-lhe «campeão» e lhe dava uma grande quantidade de doces e de refrigerantes
1. Grupo do adulto recompensado
Este grupo de crianças, que, é claro, estava a ver o filme numa sala diferente, assistiu a uma versão final completamente diferente: o adulto agressivo foi asperamente censurado por um outro adulto que lhe chamou «ma pessoa»
2. Grupo do adulto punido
Este terceiro grupo assistiu aos comportamentos agressivos, mas não lhe foi exibido nenhum final mostrando se as consequências de tais comportamentos eram positivas ou negativas.
3. Grupo de condição neutral
Depois da exibição das diferentes versões do filme, foi permitido às crianças dos varios grupos brincarem com o boneco insuflável e outros brinquedos. Cada criança brincava sozinha numa pequena sala e era observada atrás de um espelho de sentido único.Como Bandura previra, as crianças do grupo que vira o adulto ser recompensado pelo seu comportamento agressivo mostraram maior índice de agressividade do que as outras, imitando os atos do adulto.
A motivação e a expetativa do reforço
Mas a observação de certos comportamentos não conduz necessariamente à sua imitação. Então, devemos perguntar: «O que nos leva a imitar comportamentos que observamos?». Todas as crianças dos diferentes grupos viram comportamentos agressivos e aprenderam o que era ser agressivo com o boneco. Mas nem todas exibiram comportamentos agressivos. O que e necessario para que haja predisposição para imitar o que se observou: Bandura apresentou várias razões ou fatores:
O fator motivação é crucial para a imitação ou desempenho efetivo do que foi observado.Há muito mais probabilidade de que um indivíduo imite um comportamento se houver da sua parte a expetativa de que tal produzirá reforço ou recompensa. Assim, virtualmente, todas as crianças eram capazes de imitar o comportamento agressivo visionado, mas a tendência para traduzir o aprendido em comportamento efetivo era bem mais acentuada no grupo do adulto recompensado do que no grupo do adulto punido.
Se observamos que o João tem boas notas a matemática porque esta com atenção nas aulas e faz sempre os trabalhos de casa, o comportamento do João e que e realmente reforçado (não somos nós que temos a nota que ele obteve). Falar de reforço indireto é dizer que a ação do João pode estimular-nos para estar nas aulas com atenção e fazer os trabalhos de casa com a expetativa de termos resultados parecidos ou iguais aos do João. Cria-se no observador a tendencia para imitar uma ação que se observou ser bem-sucedida com a expetativa de ser bem-sucedido se também fizer o mesmo.
O reforço indireto ocorre quando observamos outra pessoa obter algo de agradável com determinada ação. O reforço direto significa: «A é reforçado pela ação ». O reforço indireto significa: «, observador da ação Y praticada por A, pensa que pode ser reforçado ou recompensado se realizar a ação , se agir como A».
O estatuto do modelo ou de quem podemos imitar
Segundo Bandura, a nossa tendência é a de imitar o comportamento de modelos atraentes, bem-sucedidos, agradáveis e com elevado estatuto social. E muitas vezes, basta o prestigio do «modelo» para nos levar a fazer o mesmo. Não sabemos se algumas pessoas famosas usam ou se dão bem com os produtos que publicitam, mas é frequente agirmos como julgamos que eles agem e usar ou comprar os produtos que anunciam. Sentimo-nos de certa forma também famosos.Os observadores tendem a imitar determinados modelos quando acreditam que são capazes de aprender e de desempenhar o comportamento-modelo, isto e, quando possuem um certo nivel de autoconfiança e de autoeficácia.
O estatuto do modelo ou de quem podemos imitar
Aprender com as consequências das ações dos outros - consequências em «segunda mão» - é uma forma de aprendizagem bastante generalizada entre os seres humanos a que Bandura também deu o nome de aprendizagem por condicionamento vicariante ou indireto.Para Albert Bandura, a aprendizagem observacional não e uma cópia mecânica de compor-tamentos, uma vez que envolve processos cognitivos que sao ativos e que implicam, enquanto Juizos ou avaliações, um certo distanciamento em relação ao comportamento observado.
Fatores que influenciam a aprendizagem
Deslocamo-nos agora da situação de aprendizagem para os fatores individuais de aprendizagem, isto é, ligados mais estritamente ao sujeito que aprende.
Os Fatores Individuais ligados a aprendizagem comummente reconhecidos são:
a) A inteligência
Muitos psicólogos concebem a inteligência como uma medida da capacidade de aprendizagem. Uma maior rapidez na aprendizagem está normalmente associada a um maior coeficiente de inteligência. Contudo, a medição da capacidade de aprender mediante os resultados de testes de inteligência levanta problemas porque reduz em certa medida a inteligência as aptidões verbais e de raciocínio abstrato (as mais tocadas na instrução formal ministrada pela instituição escolar). Ora, a aprendizagem não pode, segundo psicólogos como Howard Gardner e Robert Sternberg, confundir-se com a capacidade para aprender na escola.
b) A motivação
O empenho numa tarefa, sinal exterior de motivação, facilita o processo de aprendizagem. Quer a motivação seja intrínseca - aprender pelo gosto de aprender - ou extrínseca - aprender com vista a um objetivo externo -, a verdade é que o impulso motivacional é determinante. Contudo, se uma motivação demasiado fraca pode prejudicar o ritmo e o nível de aprendizagem, uma motivação excessiva - criadora de ansiedade e de tensão - pode ser um fator de perturbação, inibindo ou bloqueando, se não a capacidade de aprender, pelo menos a expressão objetiva da aprendizagem. Assim, uma forte motivação dinamiza o ritmo de aprendizagem e aumenta a concentração no que estamos a aprender. Se a motivação for demasiado forte ou muito fraca, a aprendizagem é dificultada ou mesmo inibida.
c) A aprendizagem anterior
O que já aprendemos pode condicionar o que aprenderemos. Considera-se, em termos gerais, que a aprendizagem ou a experiência anterior facilita a predisposição para a situação de aprendizagem e, em certa medida, para novas aquisições bem-sucedidas. Subjacente a esta ideia de que as aprendizagens anteriores são, em geral, facilitadoras das aprendizagens posteriores esta o conceito de transterência positiva. A transferência positiva é uma forma de generalização que facilita a aprendizagem nova em virtude de semelhanças com o comportamento exigido em aprendizagens anteriores.
Aprendemos mais facilmente quando o que aprendemos é motivação suficiente para o nosso empenho. Em termos gerais, quando o que vamos aprender se relaciona com algo que já sabemos e dominamos, a nova aprendizagem é facilitada.
Fatores Sociais
O sucesso na aprendizagem - essencialmente na aprendizagem escolar - está muitas vezesdependente do valor que num dado meio social se atribui à educação, da interação educativa entre pais e filhos e alunos e professores e das condições socioeconómicas (recursos educativos das famílias e do próprio Estado).
Métodos de Aprendizagem
No plano educativo, hoje em dia, valoriza-se mais a forma como se aprende (e como se ensina) do que a aquisição de conteúdos. Importa adquirir uma competência decisiva: aprender a aprender. No entanto, como não estamos num plano puramente formal, os métodos de aprendizagem visam facilitar a compreensão das matérias estudadas. Referir-se-ão alguns processos metodológicos gerais.
Aprendizagem Espaçada e Concentrada
Entende-se por aprendizagem espaçada aquela que distribui ao longo do tempo e de forma regular o que se está a aprender.É considerado o melhor método para consolidar e armazenar a longo prazo as aprendizagens efetuadas. Muitos professores aconselham-na aos seus alunos. Muitas aprendizagens mo-toras, como, por exemplo, nadar, jogar tenis, andar de bicicleta, adquirem-se deste modo.
Entende-se por aprendizagem concentrada um método que consiste em estudar intensivamente e sem intervalos de tempo significativos. Em termos simplistas, diremos que é «estudar tudo de uma só vez». Estudar em vésperas de um teste materia com a qual anteriormente se manteve um contacto muito esporádico - somente nas aulas, por exemplo - é um método, muito usado, de aprendizagem.
Qual destes métodos se deve utilizar?
Não há resposta objetiva: ela depende do sujeito, do seu ritmo e da sua facilidade de aprendizagem, dos hábitos adquiridos e também do que se aprende.Tendo em conta a curva do esquecimento (recordamos mais facilmente o que aprendemos ha pouco tempo), o metodo de aprendizagem concentrada terá as suas vantagens. Contudo, deve referir-se que uma retenção relativamente duravel dos conteúdos de aprendizagem é possível mediante a aprendizagem espaçada.
A importância do conhecimento dos resultados
E importante para quem aprende conhecer os efeitos do seu comportamento, isto e, ser avaliado ou autoavaliar-se. A informação sobre o efeito das respostas, seja de quem aprende a nadar ou de quem estuda Matemática, é conhecida pelo nome de feedback ou retroimpressão. Diversos estudos mostraram que fornecer indicações sobre os resultados da aprendizagem com relativa frequência possibilita uma aquisição mais rápida de novos conteúdos de aprendizagem (há mais hipoteses de correção e de autocorreção).
A importância do conhecimento dos resultados
Por outro lado, parece que, em certas circunstâncias, obter informação sobre os resultados e considerado pelo sujeito de aprendizagem como um reforço. E fácil de compreender que um professor que faz um teste sumativo por período, a meio do mesmo, entrega os resultados um mes depois e não taz testes formativos nem fichas de avaliação possa estar, eventualmente, a prejudicar o ritmo, o grau de aprendizagem e o empenho dos seus alunos na aquisição efetiva das competencias desejadas.
Aprendizagem parcial e Aprendizagem total
Referimo-nos a métodos de aprendizagem, ao modo como se adquirem os conteúdos da aprendizagem. Falta referir o modo como são apresentados os conteúdos a aprender. Em que condições aprendemos melhor? Quando os conteúdos são divididos em diversas unidades ou quando ele é apresentado de uma forma global?
Primeiro Caso
Divide-se o material informativo em várias unidades, estuda-se cada unidade separadamente e so depois de cada uma ter sido aprendida individualmente se apresenta uma visão global.
Segundo Caso
Ao aluno ou ao aprendiz é apresentada uma visão global do que vai aprender, inegrando-se depois cada aspeto particular nessa estrutura global: o todo antecede as partes.
O que é QI?
QI significa Quociente de Inteligência, um fator que mede a inteligência das pessoas com base nos resultados de testes específicos. O QI mede o desempenho cognitivo de um indivíduo comparando a pessoas do mesmo grupo etário. O primeiro teste para medir a capacidade intelectual foi desenvolvido no início do século XX pelo psicólogo francês Alfred Binet. Inicialmente, o teste foi aplicado apenas nas escolas para identificar estudantes com dificuldades de aprendizado. Mais tarde, o psicólogo alemão William Stern criou a expressão Quociente de Inteligência, introduzindo os termos "IM (Idade Mental)" e "IC (Idade Cronológica)", para relacionar a capacidade intelectual de uma pessoa e a sua idade. As escalas de inteligência foram propostas pelo psicólogo Lewis Madison Terman, com base em vários trabalhos sobre crianças superdotadas. Através da fórmula QI = 100 x IM/IC, classificou o resultado superior a 140 como genialidade e os valores inferiores a 70 como raciocínio lento.
Com base em novos estudos, David Wechsler criou um teste desenvolvido exclusivamente para adultos, definindo a Escala de Inteligência Wechsler para Adultos que já passou por revisões. Os níveis de inteligência são classificados com base no resultado do teste, de acordo com a escala:
Igual ou superior a 130:
Superdotação
120 - 129:
Inteligência superior
110 - 119:
Inteligência acima da média
90 - 109:
Inteligência média
80 - 89:
Normal fraco
70 - 79:
Limite da deficiência
Igual ou inferior a 69:
Deficiente mental
Louis Thurstone
É um psicólogo norte-americano, nascido em 1887 e falecido em 1956, estudou na Universidade de Chicago onde veio a desenvolver a maior parte da sua vida profissional. Desenvolveu as suas investigações sobre a inteligência, demarcando-se das conceções de Spearman. Recusava a existência de uma inteligência geral considerando antes que existiriam múltiplas aptidões. Da aplicação de uma bateria de testes de aptidão, cujos resultados são submetidos à análise fatorial, identifica sete aptidões primárias: aptidões espaciais e visuais, rapidez percetual, aptidão numérica, compreensão verbal, memória, fluidez verbal e raciocínio.
Escala de atitudes
3. Aptidão numérica (n):
4. Aptidão (ões) espacial (is):
1. Compreensão verbal (fator v):
2. Fluência verbal (w):
O fator de compreensão verbal está associado ao conhecimento relacionado à linguagem em todas as suas manifestações (compreensão de leitura, de ordenação de segmentos de texto, ortografia, analogias verbais, etc.)
Os testes de proficiência numérica consistem principalmente em cálculos matemáticos básicos: adição, subtração, multiplicação e divisão.
O fator manifesta-se na orientação espacial, na representação de objetos no espaço ou em tarefas de rotação. Testes relevantes envolvem a previsão de movimentos, a comparação de figuras de diferentes perspectivas, etc.
Essa capacidade pode ser definida como a capacidade de uma pessoa para emitir sequências verbais coerentes e estruturadas de maneira rápida e natural. Por exemplo, o teste clássico de dar nomes de animais que começam com uma letra específica.
6. Velocidade da percepção (p):
7. Raciocínio geral (r) ou indução (i)
5. Memória associativa (m):
Esse fator está associado a um aspecto específico da memória: a capacidade de reter associações de pares de elementos . Assim, para medir a memória associativa, usa-se testes envolvendo imagens, palavras (em formato visual ou auditivo), símbolos, etc.
Algumas das pesquisas feitas em torno do modelo de Thurstone distinguem em parte o fator r do fator i. Enquanto o segundo corresponde à capacidade de pensamento indutivo (encontrar regras gerais com valor preditivo a partir de séries de elementos), o “raciocínio geral” tem um peso matemático mais acentuado.
No fator p, todos os testes cognitivos que se baseiam na comparação entre diferentes elementos ou na identificação de estruturas e sequências, a velocidade com a qual encontramos as semelhanças e diferenças entre vários itens.
Charles Spearman
Charles Edward Spearman nascido a 10 de setembro de 1863 e falecido a 17 de setembro de 1945, foi um psicólogo inglês conhecido pelo seu trabalho na área da estatística, como um pioneiro da análise fatorial e pelo coeficiente de correlação de postos de Spearman Após 10 anos como um oficial do Exército Britânico, ele demitiu-se para fazer um doutorado em psicologia experimental.
A inteligência geral
Spearman definiu a inteligência geral como “a capacidade de deduzir relacionamentos e deles extrair correlatos”. Ele também falou de um fenômeno neural g, que “é considerado em sua tese como uma energia potencial disponível em todo o cérebro, e postula que essa energia difere quantitativamente entre os indivíduos e seria determinada geneticamente” (inteligência fluída). Segundo Spearman, a inteligência é composta por dois fatores, "G e S":O fator G, é a base da inteligência; O fator S, é o desenvolvimento das faculdades específicas de cada um.
Também conhecidos como fatores s, são aqueles que correspondem a diferentes habilidades, como atividades mecânicas, verbais, numéricas, espaciais, entre outras.Portanto, a teoria bifatorial de Spearman diz-nos que se um menor de idade escolar tiver boas notas numa das disciplinas, será mais provável que obtenha boas notas nas demais também. Spearman acredita que, se uma pessoa tem um bom desempenho em uma determinada tarefa altamente exigente desse suposto fator G, pode-se prever que ela terá um bom desempenho em qualquer tarefa que exija esse fator G. Aqui vemos uma ideia de uma inteligência geral, estática e determinante - teoria bi-fatorial
Howard Gardner
Howard Gardner nascido em Scranton, Pensilvânia, a 11 de julho de 1943, é um psicólogo cognitivo e educacional estadounidense, ligado à Universidade de Harvard é conhecido em especial pela sua teoria das inteligências múltiplas. Em 1981 recebeu um prémio da MacArthur Foundation. Em 2011 foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias das Ciências Sociais. Ele é professor de Cognição e Educação na Universidade de Harvard, professor adjunto de Neurologia na Universidade de Boston.
Tipos de inteligência
Após a primeira Guerra Mundial este teste foi aplicado nos soldados com a finalidade de diagnosticar a inteligência dos soldados. Com a propagação deste teste pensou-se que era possível medir quantitativamente a inteligência, mas de acordo com Gardner, autor da teoria das Inteligências Múltiplas: "a inteligência é (...) a capacidade de responder a itens em testes de inteligência". Os testes psicométricos consideram que existe uma inteligência geral, nos quais os seres humanos diferem uns dos outros, que é denominada g. Este g pode ser medido através da análise estatística dos resultados dos testes. É importante acrescentar que tal maneira de encarar a inteligência ainda hoje está presente no senso comum e mesmo em muitas parcelas do meio científico
Pensamento divergente e convergente
Joy Paul Guilford foi um psicólogo americano que contribuiu para o desenvolvimento da psicometria da inteligência humana, incluindo a distinção entre produção convergente e divergente.
Pensamento Divergente
Capacidade de pensar, de explorar mentalmente soluções originais. Implica a exploração cognitiva de várias soluções diferentes e inovadoras para o mesmo problema.Neste tipo de pensamento predomina a intuição sobre as operações mentais de tipo lógico dedutivo que caracterizam o pensamento convergente.
Pensamento Convergente
Capacidade de elaborar soluções partindo dos conhecimentos, experiências e raciocínios lógicos.Pensamento orientado em direção a uma resposta que surge como a melhor, a mais correcta e eficaz. É um pensamento dominado pela lógica e objetividade em que dominam as operações mentais.
A Criatividade
- A criatividade está intimamente ligada ao pensamento divergente, manifestando-se nas mais diversas atividades humanas: desde a resolução inovadora de um problema que ocorra no dia-a-dia, até à produção científica, artística, política... .
- Guilford apresentou algumas características do pensamento criativo: originalidade, fluidez e flexibilidade.
Fluidez
Flexibilidade
Originalidade
A originalidade é a característica fundamental do pensamento criativo. Consiste na produção de algo de novo, na descoberta de novas soluções, novas formas e novas expressões.
A flexibilidade resulta das características anteriores: é um pensamento versátil, flexível que permite descoberta de várias soluções para um problema correndo-se risco de se cometerem erros quando se apresentam várias propostas.
A fluidez é a capacidade para imaginar e produzir muitas respostas para um problema ou para uma situação. Implica uma grande mobilidade do pensamento.
Muito Obrigada!