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A resposta do racionalismo critico de Popper e Kuhn

Bruno Salvador

Created on January 21, 2023

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Transcript

Os problemas da evolução e da objetividade do conhecimento científico

Trabalho realizado por:

  • Afonso Almeida Nº1
  • Bruno Salvador Nº6
  • Maria Cunha Nº17
  • Ricardo Mendes Nº21

Clarificação dos problemas
  • Problema da evolução: Determinar se as teorias atuais são mais precisas do que as antigas ou se são simplesmente distintas.

Haverá progresso em ciência?

  • Problema da objetividade: Determinar se as teorias são construídas sobre princípios racionais ou se são influenciadas por fatores psicológicos.

Será a ciência objetiva?

A resposta do racionalismo crítico de Karl Popper
Quem foi Popper

Karl Popper foi um filósofo austríaco-britânico que defendeu o falsificacionismo, um método científico que argumenta que as teorias científicas são falsificáveis e não podem ser provadas. Popper é considerado um dos filósofos da ciência mais influentes do século XX, tendo influenciado a filosofia da ciência, epistemologia e teoria política.

Há progresso em ciência?

De acordo com Popper:

  • A ciência avança por meio de hipóteses ou teorias que são testadas e refutadas continuamente;
  • As teorias verdadeiras são aquelas que passam por muitos testes rigorosos e sobrevivem a muitas críticas, enquanto as teorias falsas são refutadas;
  • As teorias científicas são sempre provisórias e sujeitas a mudanças e revisões futuras;
  • A ciência é um processo contínuo de busca da verdade e não um conjunto de verdades absolutas e imutáveis.

Velha teoria(pior)

Nova teoria(melhor)

Verdade

A ciência é objetiva?
  • De acordo com as ideias de Popper, a ciência é afetada por diversos fatores, mas pode se aproximar da objetividade ao seguir um método científico rigoroso e crítico.
  • Ele defendeu que a ciência não é capaz de provar uma verdade absoluta, mas pode oferecer evidências que confirmam ou refutam hipóteses e deve estar aberta à crítica, capaz de revisar ou abandonar teorias que não sejam consistentes com os dados.

A objetividade é um ideal que a ciência pode buscar, embora nunca seja totalmente alcançável.

Críticas à perspetiva de Popper

Embora Popper tenha resolvido o problema da indução e tenha vários méritos, a sua perspetiva foi alvo de críticas devido a:

  • Ser historicamente incorreto;
  • Sobrevalorizar o papel do erro;
  • Desprezar as previsões bem sucedidas.

A resposta historicista de Thomas Kuhn
Quem foi Kuhn

Thomas Kuhn foi um historiador e filósofo da ciência dos Estados Unidos, conhecido pela sua teoria da revolução científica. Ele argumentou que o progresso científico não é linear, mas acontece por meio de mudanças fundamentais de paradigmas científicos, chamadas de "revoluções científicas".

Há progresso em ciência?
(Fase Normal)
  • Kuhn introduziu o conceito de "ciência normal" para se referir à pesquisa que se baseia firmemente em um paradigma ,ou seja, uma teoria-prática que é amplamente aceita pela comunidade científica como uma base apropriada para o trabalho.
  • Kuhn descreve a ciência normal como uma atividade que consiste em resolver enigmas seguindo as regras estabelecidas pelo paradigma.
Há progresso em ciência?
(Fase Normal)

De acordo com Kuhn, existem três tarefas envolvidas na ampliação do paradigma realizada pelos cientistas na ciência normal:

  • Determinação dos factos significativos;
  • Correspondência entre factos e teoria;
  • Reajustamento da teoria.
Embora a ciência normal seja vista por Kuhn como uma atividade conservadora e dogmática, ocasionalmente, durante esse processo, os cientistas deparam-se com anomalias, falhas ou resultados que não podem ser explicados pelo paradigma existente.

Há progresso em ciência?
(Fase Crítica)

Quando as anomalias surgem e são consideradas relevantes, a comunidade científica faz esforços para tentar manter a visão de mundo que o paradigma oferece. No entanto, se as anomalias não puderem ser superadas e continuarem a se acumular, enfraquecendo a confiança nas capacidades explicativas e preditivas das teorias fundamentais do paradigma, pode-se instaurar um período de crise. Nesse momento, o paradigma existente começa a ser questionado e a comunidade científica busca novas teorias para substituí-lo.

Há progresso em ciência?
(Fase Crítica)

Quando uma crise se instaura, pode haver uma atitude crítica em relação à teoria dominante, o que pode resultar em mudanças nas rotinas e práticas científicas, dando início a um período de ciência extraordinária. De acordo com Kuhn, todas as crises terminam de uma das três maneiras seguintes:

  • A ciência normal é capaz de resolver o problema que originou a crise;
  • O problema é rotulado e deixado para ser resolvido por uma geração futura;
  • Um novo paradigma emerge e inicia-se uma batalha pela sua aceitação.
Há progresso em ciência?
(Fase Revolucionária)

A revolução científica caracteriza-se por uma mudança radical e irreversível de paradigma. Essa mudança é tão significativa que põe fim à crise anterior e demonstra que a comunidade científica aceitou um novo paradigma, estabelecendo as bases para um novo período de ciência normal. Durante a revolução científica, ocorre uma quebra e uma descontinuidade com o paradigma anterior, o que leva a uma reconstrução completa do universo científico.

Há progresso em ciência?
(Fase Revolucionária)

Os cientistas que adotam paradigmas conflitantes possuem perspetivas de mundo diferentes, mesmo quando utilizam os mesmos termos, o que torna a comunicação entre os paradigmas não apenas difícil, mas muitas vezes impossível. Os paradigmas rivais não são apenas incompatíveis, são incomensuráveis. A ideia de incomensurabilidade entre paradigmas é altamente controversa e tem implicações significativas na noção de progresso científico.

Anomalias

Ciência normal

Ciclo das revoluções científicas, segundo Kuhn

Crise

Revolução Científica

Paradigma

A ciência é objetiva?

Kuhn compara a adesão dos cientistas a um paradigma, a um ato de conversão religiosa, pois argumenta que essa escolha implica uma mudança profunda na visão do mundo e na forma como se faz ciência.Kuhn defende que a escolha entre teorias rivais depende de critérios objetivos e subjetivos simultaneamente, ou seja, tanto de fatores partilhados entre a comunidade científica quanto de fatores individuais. Entre as características objetivas de uma boa teoria científica, Kuhn destaca:

  • A exatidão;
  • A consistência;
  • O alcance;
  • A simplicidade;
  • A fecundidade.

A ciência é objetiva?

Kuhn argumenta que a evolução da ciência não pode ser compreendida sem levar em conta fatores subjetivos e contextuais, e que não há nenhum conjunto de critérios objetivos que garanta que diferentes cientistas adotem as mesmas teorias. Ele considera que essas considerações reforçam a tese da incomensurabilidade entre paradigmas.

Críticas à perspetiva de Kuhn

A perspetiva de Kuhn gerou críticas que o acusaram de relativismo e irracionalismo.Algumas críticas alegam que ele introduziu contradições em seu sistema e no conceito de incomensurabilidade ao tentar responder a objeções. Além disso, Kuhn foi acusado de apresentar um retrato psicológico das decisões dos cientistas, com a ideia de conversão ou ato de fé subjacente à escolha entre teorias rivais, o que foi visto por alguns como irracionalismo.