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Integração do poema em Mensagem
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O poema “Nevoeiro” é o último poema de Mensagem e enquadra-se na terceira parte da obra, dedicada ao Encoberto, na subdivisão "III. Os Tempos". Este apresenta um tom de tristeza e melancolia, marcado por expressões de negatividade.
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Na primeira estrofe do poema, Pessoa considera que Portugal está num estado indefinido, como um nevoeiro mas com um brilho exterior. Assim, Pessoa quis dizer que Portugal vive, mas é uma vida triste e inconsequente, sem destino.
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Na segunda estrofe, é realçada a antítese entre o desânimo do presente e a esperança no futuro. Como o seu país, os habitantes partilham do mesmo destino, no entanto, existe uma esperança ténue que reside em cada um, florindo um desejo de mudança.
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Dimensão simbólica do poema
Info
simboliza a indeterminação, a indefinição, a obscuridade e a promessa de um novo dia.
"Nevoeiro"
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"Nem rei nem lei, nem paz nem guerra"
verificamos a indeterminação da pátria, traduzida na crise política, na decadência, na incerteza e na desorientação.
"Ninguém(...)/Ninguém(...)"
mostra a ausência de caminho devido a um nevoeiro que está instalado.
mostra-nos o desejo intenso de enleio, de comoção do espírito que receia que uma coisa possa suceder ou não.
“(Que ansia de dis-tante perto chora?)”
desejo de uma mobilização que permita o renascimento de Portugal, esse renascimento irá por fim ao nevoeiro e acabará com a incerteza.
“É a Hora!”
um grito de felicidade e um apelo para que todos lutem por um novo Portugal.
“Valete, Fratres”
Exaltação patriótica
do império material ao império espiritual
Mensagem revela um compromisso com a pátria e com a expansão. Fernando Pessoa quer transformar os portugueses em agentes de construção de Portugal futuro, este elegeu o povo para instituir um novo império- O Quinto Império.
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Este império seria a união dos 4 impérios anteriores e seria o primeiro verdadeiramente universal. Este império será comandado por D. Sebastião quando o mesmo voltar num dia de nevoeiro.
Pessoa, diante da decadência e estagnação da pátria, exorta os portugueses, no verso "É a Hora!", a procurarem uma nova conquista, desta vez espiritual.
No final do poema, o sujeito poético dirige-se novamente aos portugueses dizendo “Valete, Frates” .
Natureza épico-lírica
Resulta da fusão de características da epopeia e da lírica, consiste na combinação de elementos épicos com uma capacidade lírica de exprimir os sentimentos íntimos.
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Em "Nevoeiro": Os versos "É a Hora!"e “Valete, Frates” dirigem-se ao herói, o povo português, como uma exortação e despedida, respetivamente, garantindo o carácter épico ao poema.
O carácter lírico do poema é garantido nas duas primeiras estrofes do mesmo, através da estrutura métrica e estrófica e do conteúdo. Nestes versos, Pessoa reflete sobre o estado de indefinição em que se encontra Portugal com um tom intimista e sentimental e linguagem expressiva.
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Estrutura estrófica, métrica e rimática
Quanto à estrutura formal do poema este é constituído por 14 versos, distribuídos por uma sextilha, uma sétima e um monóstico.
Quanto à métrica as primeiras duas estrofes são compostas por versos octossilábicos e o último verso isolado de três sílabas métricas.
O esquema rimático é “ababba” e “abbcddd” respetivamente.
Recursos expressivos e valor
Info
NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…
É a Hora!
antítese
personificação
comparação
paradoxo
anáfora
antítese
antítese
anáfora
antítese
apóstrofe
"Nevoeiro" de Fernando Pessoa
Beatriz Dinis
Created on January 14, 2023
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Transcript
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Integração do poema em Mensagem
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O poema “Nevoeiro” é o último poema de Mensagem e enquadra-se na terceira parte da obra, dedicada ao Encoberto, na subdivisão "III. Os Tempos". Este apresenta um tom de tristeza e melancolia, marcado por expressões de negatividade.
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Na primeira estrofe do poema, Pessoa considera que Portugal está num estado indefinido, como um nevoeiro mas com um brilho exterior. Assim, Pessoa quis dizer que Portugal vive, mas é uma vida triste e inconsequente, sem destino.
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Na segunda estrofe, é realçada a antítese entre o desânimo do presente e a esperança no futuro. Como o seu país, os habitantes partilham do mesmo destino, no entanto, existe uma esperança ténue que reside em cada um, florindo um desejo de mudança.
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simboliza a indeterminação, a indefinição, a obscuridade e a promessa de um novo dia.
"Nevoeiro"
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"Nem rei nem lei, nem paz nem guerra"
verificamos a indeterminação da pátria, traduzida na crise política, na decadência, na incerteza e na desorientação.
"Ninguém(...)/Ninguém(...)"
mostra a ausência de caminho devido a um nevoeiro que está instalado.
mostra-nos o desejo intenso de enleio, de comoção do espírito que receia que uma coisa possa suceder ou não.
“(Que ansia de dis-tante perto chora?)”
desejo de uma mobilização que permita o renascimento de Portugal, esse renascimento irá por fim ao nevoeiro e acabará com a incerteza.
“É a Hora!”
um grito de felicidade e um apelo para que todos lutem por um novo Portugal.
“Valete, Fratres”
Exaltação patriótica
do império material ao império espiritual
Mensagem revela um compromisso com a pátria e com a expansão. Fernando Pessoa quer transformar os portugueses em agentes de construção de Portugal futuro, este elegeu o povo para instituir um novo império- O Quinto Império.
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Este império seria a união dos 4 impérios anteriores e seria o primeiro verdadeiramente universal. Este império será comandado por D. Sebastião quando o mesmo voltar num dia de nevoeiro.
Pessoa, diante da decadência e estagnação da pátria, exorta os portugueses, no verso "É a Hora!", a procurarem uma nova conquista, desta vez espiritual.
No final do poema, o sujeito poético dirige-se novamente aos portugueses dizendo “Valete, Frates” .
Natureza épico-lírica
Resulta da fusão de características da epopeia e da lírica, consiste na combinação de elementos épicos com uma capacidade lírica de exprimir os sentimentos íntimos.
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Em "Nevoeiro": Os versos "É a Hora!"e “Valete, Frates” dirigem-se ao herói, o povo português, como uma exortação e despedida, respetivamente, garantindo o carácter épico ao poema.
O carácter lírico do poema é garantido nas duas primeiras estrofes do mesmo, através da estrutura métrica e estrófica e do conteúdo. Nestes versos, Pessoa reflete sobre o estado de indefinição em que se encontra Portugal com um tom intimista e sentimental e linguagem expressiva.
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Estrutura estrófica, métrica e rimática
Quanto à estrutura formal do poema este é constituído por 14 versos, distribuídos por uma sextilha, uma sétima e um monóstico. Quanto à métrica as primeiras duas estrofes são compostas por versos octossilábicos e o último verso isolado de três sílabas métricas. O esquema rimático é “ababba” e “abbcddd” respetivamente.
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NEVOEIRO Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer Brilho sem luz e sem arder, Como o que o fogo-fátuo encerra. Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro… É a Hora!
antítese
personificação
comparação
paradoxo
anáfora
antítese
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anáfora
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apóstrofe