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Presságio - Fernando Pessoa
ines.pinoia.19396
Created on December 27, 2022
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Transcript
Presságio
Fernando Pessoa
Disciplina: Português Professora: Maria José Rodrigues
Inês Pinóia nº.12 12º.E
poema presságio
Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente! Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar…
O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar!
Fernando Pessoa - infância e juventude
13 de junho de 1888
Joaquim de Seabra Pessoa
Maria Madalena Pinheiro Nogueira Pessoa
Maria Magdalena com o segundo marido, João Miguel Rosa
A primeira casa de Fernando pessoa em Durban, na Ridge Road
Avaliações escolares de Fernando Pessoa, quando frequentava a Durban High School
Interior da Casa de Fernando Pessoa
Casa de Fernando Pessoa/Casa da Poesia
Mário de Sá-Carneiro
Almada Negreiros
Conteúdo do poema: assuntos/ ideias/ temas principais
Pessoa não versa acerca da felicidade que o amor lhe traz
Aflição e impossibilidade de viver um romance correspondido
O amor transforma-se em dor
O medo do sofrimento traduz-se em mais sofrimento
Paixão
- uma ilusão
- um sonho
- uma invenção
- uma fantasia
Nunca poderá ser alcançada
Acredita que está destinado à solidão
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena - Fernando Pessoa
Estrutura externa
f c f c
a b a b
Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente! Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar…
O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar!
c d c d
g b g b
e b e b
Figuras de estilo
Análise das três primeiras estrofes
O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar.
Pessoa fica perturbado pela maneira de como o amor se revela
O amor, quando se revela, Não se sabe revelar.
Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar…
Antítese
Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer...
Assonância
Demonstrar os nossos sentimentos como sentimos = Exagerar
Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer...
Não demonstrar os sentimentos = o amor não existe; é falso
Ouvir com o olhar
Sinestesia
Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar!
Compreender através do olhar; sem haver a necessidade de falar
Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente!
Anáfora
Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar…
Hipérbato
sentimentos despertados pela leitura e interpretação do poema
Relação do assunto do poema com a atualidade