26 Poemas
26 Pinturas
Eugénio de Andrade
Pintura de Amália Soares
As amoras
O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade, O Outro Nome da Terra.
Pintura de Cácá
VER CLARO
Toda a poesia é luminosa,
até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.
Eugénio de Andrade, Os Sulcos da Sede, 2001
Pintura de Gonçalo Monteiro
À beira de água
Estive sempre sentado nesta pedra escutando, por assim dizer, o silêncio. Ou no lago cair um fiozinho de água. O lago é o tanque daquela idade em que não tinha o coração magoado. (Porque o amor, perdoa dizê-lo, dói tanto! Todo o amor. Até o nosso, tão feito de privação.) Estou onde sempre estive: à beira de ser água. Envelhecendo no rumor da bica por onde corre apenas o silêncio. Eugénio de Andrade
in Os Sulcos da Sede
Aos jacarandás de Lisboa São eles que anunciam o verão.
Não sei doutra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
E um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas – irmão dos pássaros –,
perder-me no ar.
Eugénio de Andrade, in Os Sulcos da Sede, 2001 ulo
Pintura de Madalena Pinheiro
Pintura de Fernando Barros
"Fim de Outono em Manhattan"
Começo este poema em Manhattan
mas é das oliveiras de Virgílio
e da Póvoa da Atalaia que vou falar.
É à sombra das suas folhas
que os meus dias
cantam ainda ao sol.
A sua canção vem do mar,
mas é com as cigarras e o trigo
maduro que aprendem a morrer.
O ar debaixo dos seus ramos dança,
alheio à luz suja de Manhattan.
.
Eugénio de Andrade
in. "Ofício de paciência" - 1994
Pintura de Adélia F.
O lugar da casa
Uma casa que nem fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
só um lugar
onde o lume foi aceso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia.
Eugénio de Andrade o sal da língua
Pintura de Isabel Aguiar
Último Poema
É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.
Eugénio de Andrade, em ‘Rente ao Dizer’.
Pintura de José Veloso
Encostas a face à melancolia…
Encostas a face à melancolia e nem sequer
ouves o rouxinol. Ou é a cotovia?
Suportas mal o ar, dividido
entre a fidelidade que deves
à terra de tua mãe e ao quase branco
azul onde a ave se perde.
A música, chamemos-lhe assim,
foi sempre a tua ferida, mas também
foi sobre as dunas a exaltação.
Não ouças o rouxinol. Ou a cotovia.
É dentro de ti
que toda a música é ave.
Poema de Eugénio de Andrade (in “Branco no Branco”
Pintura de Laura Maria
Breakfast em Maspalomas
Das coisas que menos esperava
num hotel de cinco estrelas
era encontrar um gato
no meu prato de torradas.
Como num dos poemas últimos de Montale,
enquanto o chá arrefecia,
foi-se afastando pelo muro do terraço
em leves e femininos passos de dança,
como o faria Nureiev se tivesse
tomado comigo o pequeno almoço.tulo
Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer
Pintura de Licínio Rego
O sorriso
Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
EUGÉNIO DE ANDRADE
O outro nome da terra
Pintura de Margarida Figueira
Ignoro o que seja a flor da água
mas conheço o seu aroma:
depois das primeiras chuvas
sobe ao terraço,
entra nu pela varanda,
o corpo inda molhado
procura o nosso corpo e começa a tremer:
então é como se na sua boca
um resto de imortalidade
nos fosse dado a beber,
e toda a música da terra,
toda a música do céu fosse nossa,
até ao fim do mundo,
até amanhecer.
poema de Eugénio de Andrade, Branco no Branco
Pintura de Rui Silva Teixeira
Sobre o caminho
Nada.
Nem o branco fogo do trigo
nem as agulhas cravadas na pupila dos pássaros
te dirão a palavra.
Não interrogues não perguntes
entre a razão e a turbulência da neve
não há diferença.
Não coleciones dejetos o teu destino és tu.
Despe-te
não há outro caminho.
Eugénio de Andrade,
in "Véspera da Água"
Pintura de Félix Iglésias
ARTE DE NAVEGAR
Vê como o verão
subitamente
se faz água no teu peito,
e a noite se faz barco,
e a minha mão marinheiro.
Eugénio de Andrade, Obscuro Domínio
Pintura de Ana Vasco
Coração Habitado
Aqui estão as mãos. São os mais belos sinais da terra. Os anjos nascem aqui: frescos, matinais, quase de orvalho, de coração alegre e povoado. Ponho nelas a minha boca, respiro o sangue, o seu rumor branco, aqueço-as por dentro, abandonadas nas minhas, as pequenas mãos do mundo. Alguns pensam que são as mãos de Deus — eu sei que são as mãos de um homem, trémulas barcaças onde a água, a tristeza e as quatro estações penetram, indiferentemente. Não lhes toquem: são amor e bondade. Mais ainda: cheiram a madressilva. São o primeiro homem, a primeira mulher. E amanhece.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
Pintura de Maria Guia Pimpão
OS AMANTES SEM DINHEIRO
Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
d um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados,
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade
Os Amantes sem Dinheiro.
Pintura de José Queiroga
Green god
Trazia consigo a graça
das fontes, quando anoitece.
Era o corpo como um rio
em sereno desafio
com as margens, quando desce.
Andava como quem passa,
sem ter tempo de parar.
Ervas nasciam dos passos,
cresciam troncos dos braços
quando os erguia do ar.
Sorria como quem dança.
E desfolhava ao dançar
o corpo, que lhe tremia
num ritmo que ele sabia
que os deuses devem usar.
E seguia o seu caminho,
porque era um deus que passava.
Alheio a tudo o que via,
enleado na melodia
de uma flauta que tocava.
Eugénio de Andrade, As mãos e os frutos
Pintura de Helena Homem de Melo
URGENTEMENTE
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade, Até amanhã,
Pintura de Isabel Ribas
Poema para o meu amor doente
Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade, in As Mãos e os Frutos
Pintura Carlos Ferreira
Poema "Quase elegia"
Manuel Matias
Poema " Verdade poética"
Poema "Caem como pedras"
Pintura de Helena Oliveira
Pintura de Teh Sul
A pergunta de Stevens, poema de Eugénio de Andrade
Pintura de Alberto Péssimo
Pintura de Odília Rocha
Podias ensinar à mão, poema de Eugénio de Andrade.
É um dizer, poema de Eugénio de Andrade
Pintura de Isabel Amaral
É um dos teus mais belos sorrisos, poema de Eugénio de Andrade.
Pintura de Isabel Costa
"A solidão não é forçosamente negativa, pelo contrário, até me parece um privilégio. Talvez a minha solidão seja excessiva, mas eu detestei sempre as coisas mundanas. Estar com as pessoas apenas para gastar as horas é-me insuportável.”
Eugénio de Andrade
"26 poemas 26 pinturas"
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Created on December 25, 2022
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26 Poemas
26 Pinturas
Eugénio de Andrade
Pintura de Amália Soares
As amoras O meu país sabe a amoras bravas no verão. Ninguém ignora que não é grande, nem inteligente, nem elegante o meu país, mas tem esta voz doce de quem acorda cedo para cantar nas silvas. Raramente falei do meu país, talvez nem goste dele, mas quando um amigo me traz amoras bravas os seus muros parecem-me brancos, reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade, O Outro Nome da Terra.
Pintura de Cácá
VER CLARO Toda a poesia é luminosa, até a mais obscura. O leitor é que tem às vezes, em lugar de sol, nevoeiro dentro de si. E o nevoeiro nunca deixa ver claro. Se regressar outra vez e outra vez e outra vez a essas sílabas acesas ficará cego de tanta claridade. Abençoado seja se lá chegar.
Eugénio de Andrade, Os Sulcos da Sede, 2001
Pintura de Gonçalo Monteiro
À beira de água
Estive sempre sentado nesta pedra escutando, por assim dizer, o silêncio. Ou no lago cair um fiozinho de água. O lago é o tanque daquela idade em que não tinha o coração magoado. (Porque o amor, perdoa dizê-lo, dói tanto! Todo o amor. Até o nosso, tão feito de privação.) Estou onde sempre estive: à beira de ser água. Envelhecendo no rumor da bica por onde corre apenas o silêncio. Eugénio de Andrade in Os Sulcos da Sede
Aos jacarandás de Lisboa São eles que anunciam o verão. Não sei doutra glória, doutro paraíso: à sua entrada os jacarandás estão em flor, um de cada lado. E um sorriso, tranquila morada, à minha espera. O espaço a toda a roda multiplica os seus espelhos, abre varandas para o mar. É como nos sonhos mais pueris: posso voar quase rente às nuvens altas – irmão dos pássaros –, perder-me no ar. Eugénio de Andrade, in Os Sulcos da Sede, 2001 ulo
Pintura de Madalena Pinheiro
Pintura de Fernando Barros
"Fim de Outono em Manhattan"
Começo este poema em Manhattan mas é das oliveiras de Virgílio e da Póvoa da Atalaia que vou falar. É à sombra das suas folhas que os meus dias cantam ainda ao sol. A sua canção vem do mar, mas é com as cigarras e o trigo maduro que aprendem a morrer. O ar debaixo dos seus ramos dança, alheio à luz suja de Manhattan. . Eugénio de Andrade in. "Ofício de paciência" - 1994
Pintura de Adélia F.
O lugar da casa
Uma casa que nem fosse um areal deserto; que nem casa fosse; só um lugar onde o lume foi aceso, e à sua roda se sentou a alegria; e aqueceu as mãos; e partiu porque tinha um destino; coisa simples e pouca, mas destino: crescer como árvore, resistir ao vento, ao rigor da invernia, e certa manhã sentir os passos de abril ou, quem sabe?, a floração dos ramos, que pareciam secos, e de novo estremecem com o repentino canto da cotovia.
Eugénio de Andrade o sal da língua
Pintura de Isabel Aguiar
Último Poema É Natal, nunca estive tão só. Nem sequer neva como nos versos do Pessoa ou nos bosques da Nova Inglaterra. Deixo os olhos correr entre o fulgor dos cravos e os dióspiros ardendo na sombra. Quem assim tem o verão dentro de casa não devia queixar-se de estar só, não devia.
Eugénio de Andrade, em ‘Rente ao Dizer’.
Pintura de José Veloso
Encostas a face à melancolia…
Encostas a face à melancolia e nem sequer ouves o rouxinol. Ou é a cotovia? Suportas mal o ar, dividido entre a fidelidade que deves à terra de tua mãe e ao quase branco azul onde a ave se perde. A música, chamemos-lhe assim, foi sempre a tua ferida, mas também foi sobre as dunas a exaltação. Não ouças o rouxinol. Ou a cotovia. É dentro de ti que toda a música é ave.
Poema de Eugénio de Andrade (in “Branco no Branco”
Pintura de Laura Maria
Breakfast em Maspalomas
Das coisas que menos esperava num hotel de cinco estrelas era encontrar um gato no meu prato de torradas. Como num dos poemas últimos de Montale, enquanto o chá arrefecia, foi-se afastando pelo muro do terraço em leves e femininos passos de dança, como o faria Nureiev se tivesse tomado comigo o pequeno almoço.tulo
Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer
Pintura de Licínio Rego
O sorriso
Creio que foi o sorriso, o sorriso foi quem abriu a porta. Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso. Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
EUGÉNIO DE ANDRADE O outro nome da terra
Pintura de Margarida Figueira
Ignoro o que seja a flor da água
mas conheço o seu aroma: depois das primeiras chuvas sobe ao terraço, entra nu pela varanda, o corpo inda molhado procura o nosso corpo e começa a tremer: então é como se na sua boca um resto de imortalidade nos fosse dado a beber, e toda a música da terra, toda a música do céu fosse nossa, até ao fim do mundo, até amanhecer.
poema de Eugénio de Andrade, Branco no Branco
Pintura de Rui Silva Teixeira
Sobre o caminho
Nada. Nem o branco fogo do trigo nem as agulhas cravadas na pupila dos pássaros te dirão a palavra. Não interrogues não perguntes entre a razão e a turbulência da neve não há diferença. Não coleciones dejetos o teu destino és tu. Despe-te não há outro caminho.
Eugénio de Andrade, in "Véspera da Água"
Pintura de Félix Iglésias
ARTE DE NAVEGAR
Vê como o verão subitamente se faz água no teu peito, e a noite se faz barco, e a minha mão marinheiro.
Eugénio de Andrade, Obscuro Domínio
Pintura de Ana Vasco
Coração Habitado
Aqui estão as mãos. São os mais belos sinais da terra. Os anjos nascem aqui: frescos, matinais, quase de orvalho, de coração alegre e povoado. Ponho nelas a minha boca, respiro o sangue, o seu rumor branco, aqueço-as por dentro, abandonadas nas minhas, as pequenas mãos do mundo. Alguns pensam que são as mãos de Deus — eu sei que são as mãos de um homem, trémulas barcaças onde a água, a tristeza e as quatro estações penetram, indiferentemente. Não lhes toquem: são amor e bondade. Mais ainda: cheiram a madressilva. São o primeiro homem, a primeira mulher. E amanhece.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
Pintura de Maria Guia Pimpão
OS AMANTES SEM DINHEIRO Tinham o rosto aberto a quem passava. Tinham lendas e mitos e frio no coração. Tinham jardins onde a lua passeava de mãos dadas com a água d um anjo de pedra por irmão. Tinham como toda a gente o milagre de cada dia escorrendo pelos telhados, e olhos de oiro onde ardiam os sonhos mais tresmalhados. Tinham fome e sede como os bichos, e silêncio à roda dos seus passos. Mas a cada gesto que faziam um pássaro nascia dos seus dedos e deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade Os Amantes sem Dinheiro.
Pintura de José Queiroga
Green god Trazia consigo a graça das fontes, quando anoitece. Era o corpo como um rio em sereno desafio com as margens, quando desce. Andava como quem passa, sem ter tempo de parar. Ervas nasciam dos passos, cresciam troncos dos braços quando os erguia do ar. Sorria como quem dança. E desfolhava ao dançar o corpo, que lhe tremia num ritmo que ele sabia que os deuses devem usar. E seguia o seu caminho, porque era um deus que passava. Alheio a tudo o que via, enleado na melodia de uma flauta que tocava.
Eugénio de Andrade, As mãos e os frutos
Pintura de Helena Homem de Melo
URGENTEMENTE É urgente o amor. É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer.
Eugénio de Andrade, Até amanhã,
Pintura de Isabel Ribas
Poema para o meu amor doente
Hoje roubei todas as rosas dos jardins e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade, in As Mãos e os Frutos
Pintura Carlos Ferreira
Poema "Quase elegia"
Manuel Matias
Poema " Verdade poética"
Poema "Caem como pedras"
Pintura de Helena Oliveira
Pintura de Teh Sul
A pergunta de Stevens, poema de Eugénio de Andrade
Pintura de Alberto Péssimo
Pintura de Odília Rocha
Podias ensinar à mão, poema de Eugénio de Andrade.
É um dizer, poema de Eugénio de Andrade
Pintura de Isabel Amaral
É um dos teus mais belos sorrisos, poema de Eugénio de Andrade.
Pintura de Isabel Costa
"A solidão não é forçosamente negativa, pelo contrário, até me parece um privilégio. Talvez a minha solidão seja excessiva, mas eu detestei sempre as coisas mundanas. Estar com as pessoas apenas para gastar as horas é-me insuportável.”
Eugénio de Andrade