Centenário De Eugénio de Andrade
1923-2023
“Eu nem sequer gosto de escrever, Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.” Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade (1923-2005) foi um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Tem obras publicadas em várias línguas. Recebeu o Prémio Camões, em 2001. Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas Neto, nasceu em Póvoa de Atalaia, pequena aldeia da Beira Baixa, Portugal, no dia 19 de janeiro de 1923
Passamos pelas coisas sem as ver
Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
A sua extensa produção literária granjeou-lhe vários prémios e distinções, entre os quais o Prémio Camões, em 2001, mas também o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1988) e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989).
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memórias da escrita de Eugénio de Andrade
RTP arquivos
Morreu Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade – O Poeta
Eugénio de Andrade – Rosto Precário
Mário Viegas diz Eugénio de Andrade em Palavras Ditas
Pequena Elegia de Setembro
Poema "À Mãe"
Poema "Não canto porque sonho"
Um rio te espera”, de Eugénio de Andrade
Eunice Munoz recita o poema "Canção"
Poema "Corpo habitado"
Poema "Adeus"
“Os animais na POESIA de Eugénio de Andrade”
- Todos os gatos são pardos
Só através do corpo nos podemos erguer à divindade (Eugénio de Andrade, Rosto Precário)
jan 2023
Centenário de Eugénio de Andrade
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Created on December 21, 2022
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Centenário De Eugénio de Andrade
1923-2023
“Eu nem sequer gosto de escrever, Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.” Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade (1923-2005) foi um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Tem obras publicadas em várias línguas. Recebeu o Prémio Camões, em 2001. Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas Neto, nasceu em Póvoa de Atalaia, pequena aldeia da Beira Baixa, Portugal, no dia 19 de janeiro de 1923
Passamos pelas coisas sem as ver Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.
A sua extensa produção literária granjeou-lhe vários prémios e distinções, entre os quais o Prémio Camões, em 2001, mas também o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1988) e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989).
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Morreu Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade – O Poeta
Eugénio de Andrade – Rosto Precário
Mário Viegas diz Eugénio de Andrade em Palavras Ditas
Pequena Elegia de Setembro
Poema "À Mãe"
Poema "Não canto porque sonho"
Um rio te espera”, de Eugénio de Andrade
Eunice Munoz recita o poema "Canção"
Poema "Corpo habitado"
Poema "Adeus"
“Os animais na POESIA de Eugénio de Andrade”
Só através do corpo nos podemos erguer à divindade (Eugénio de Andrade, Rosto Precário)
jan 2023