Produtividade
Reprodutividade
Em seu livro “Feminismo e Consciência de Classe no Brasil”, publicado em 2014, a pesquisadora Mirla Cisne explica como a chamada Divisão Sexual do Trabalho agrega sempre maior valor ao trabalho masculino. A hierarquização das atividades com base em estereótipos de gênero considerados “naturais”, incentivam os homens à esfera da produtividade, enquanto as mulheres são limitadas à esfera da reprodutividade. No Brasil, entidades religiosas e até mesmo acadêmicas, se basearam nesse sistema de valores para criar justificativas para a repressão feminina e a necessidade de distanciá-la do conhecimento científico e abstrato.
Mirla
Cisne
Já na dissertação “A Escola Normal da Bahia: Saberes Veiculados na Formação das Mulheres para o Magistério”, publicada em 2014, a Mestra em Educação pela UFBA, Débora Magali Vieira, analisa o tratamento desigual na educação e preparo de jovens para a atuação no ensino básico no período do Brasil Império.
A Escola Normal da Bahia foi a segunda a ser fundada no Brasil, em 1836. A escola funcionava no bairro de Nazaré, em Salvador, no prédio onde atualmente funciona o Ministério Público do Estado da Bahia
Essas instituições distinguiam não só as turmas, mas também a grade curricular por gênero. Para os meninos, eram ofertadas disciplinas como aritmética e gramática filosófica da língua portuguesa. Já as meninas, além das matérias do ensino primário, só poderiam estudar desenho linear e prenda doméstica. Os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e a associação da docência no ensino básico como uma extensão das atividades da maternidade, contribuíram fortemente para a feminização dessa profissão. Contudo, as mulheres ainda predominavam no ensino básico, enquanto os homens no secundário e ensino superior.
Estudantes do 4º ano da Escola Normal da Bahia durante a aula de prendas domésticas. Fonte: Acervo do Grupo de Pesquisa em Educação e Currículo.
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Gi h
Created on December 13, 2022
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Produtividade
Reprodutividade
Em seu livro “Feminismo e Consciência de Classe no Brasil”, publicado em 2014, a pesquisadora Mirla Cisne explica como a chamada Divisão Sexual do Trabalho agrega sempre maior valor ao trabalho masculino. A hierarquização das atividades com base em estereótipos de gênero considerados “naturais”, incentivam os homens à esfera da produtividade, enquanto as mulheres são limitadas à esfera da reprodutividade. No Brasil, entidades religiosas e até mesmo acadêmicas, se basearam nesse sistema de valores para criar justificativas para a repressão feminina e a necessidade de distanciá-la do conhecimento científico e abstrato.
Mirla
Cisne
Já na dissertação “A Escola Normal da Bahia: Saberes Veiculados na Formação das Mulheres para o Magistério”, publicada em 2014, a Mestra em Educação pela UFBA, Débora Magali Vieira, analisa o tratamento desigual na educação e preparo de jovens para a atuação no ensino básico no período do Brasil Império.
A Escola Normal da Bahia foi a segunda a ser fundada no Brasil, em 1836. A escola funcionava no bairro de Nazaré, em Salvador, no prédio onde atualmente funciona o Ministério Público do Estado da Bahia
Essas instituições distinguiam não só as turmas, mas também a grade curricular por gênero. Para os meninos, eram ofertadas disciplinas como aritmética e gramática filosófica da língua portuguesa. Já as meninas, além das matérias do ensino primário, só poderiam estudar desenho linear e prenda doméstica. Os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e a associação da docência no ensino básico como uma extensão das atividades da maternidade, contribuíram fortemente para a feminização dessa profissão. Contudo, as mulheres ainda predominavam no ensino básico, enquanto os homens no secundário e ensino superior.
Estudantes do 4º ano da Escola Normal da Bahia durante a aula de prendas domésticas. Fonte: Acervo do Grupo de Pesquisa em Educação e Currículo.
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