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Alberto Caeiro

Carolinices na cozinha

Created on December 12, 2022

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Transcript

A poesia de Alberto Caeiro

trabalho feito por: Carolina Ferreira

10

índice

02

temáticas a abordar

02

O poeta da Natureza

Primado da sensação

Alberto Caeiro

01

03

A comunhão com a natureza e rejeição das estéticas;

Poeta que deambula e observa;

O verdadeiro mestre de Fernando Pessoa;

04

05

06

Paganismo

Poema de Caeiro

Cariz anti-metafísico

Tudo que é natural é divino;

A recusa do mistério e pensamento;

"Excerto de "Livro Do Desassossego", de Fernando Pessoa

O nascimento de Alberto Caeiro

Alberto Caeiro da Silva foi um heterónimo criado por Fernando Pessoa. Nasceu em Lisboa em 1889 e morre na mesma, em 1915, de tuberculose. Teria apenas a quarta classe, pelo que de versos simples e livres, próximos da prosa. Escrevia mal o português, típico de um pastor, no entanto, de forma paradoxal, apresenta bastantes formas de raciocínio e bastante cultura. O vocabulário e campo lexical seria direcionado para a natureza, demarcado pela simplicidade estilística, pontuação expressiva, irregularidade estrófica e métrica e ausência de rima.

Alberto Caeiro

"poeta bucólico de espécie complicada"

Alberto Caeiro foi verdadeiramente o mestre de Fernando Pessoa, que desejava aproximar se do estilo de vida e filosofia do poeta-centro do drama heterónimico.A sua sabedoria provinha da ciência da sensação e teria como bem supremo a doutrina da felicidade. O mestre Caeiro procurava transmitir aos seus discípulos, o seu "rebanho", a sua verdade e perceção do mundo objetiva.

Poeta da natureza

Primado da sensação

Cariz anti-metafísico

Paganismo

Sensacionalismo

Integração na Natureza

Recusa no pensamento

Um Deus abrangente

O natural que o cerca seria a divindade e a apreensão imediata do real, sem qualquer análise posterior. Tudo seria Deus. Desvaloriza o tempo enquanto categoria conceptual e apresenta-se indiferente perante a morte.

Vê as coisas apenas com os olhos e não com a mente. Não atribuiu qualquer sentimento ou pensamento, pelo que de objetivismo absoluto. Recusa o mistério e misticismo.

Alusão aos elementos naturais e crença no panteísmo naturalista. Aparente simplicidade e defesa pela naturalidade, desprovida de qualquer convicção pessoal e convenção.

Deambula e observa o que o rodeia, filtrando-o pelas sensações, nas quais encotra respostas e plenitude. Tem como única fonte na obtenção da verdade a observação do plano da Natureza.

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