Famílias Desavindas
“O humorismo é a forma mais, não sei se diga mais eficaz, mas é com certeza a mais próxima de exprimir o desencanto”.
Mário de Carvalho
A reconciliação entre ambas, após o acidente de Paco, o que levou à intervenção do Dr. Paulo Beket na manutenção do funcionamento dos semáforos.
O conflito entre Dr. João Pedro Beket e Ramon – origem da inimizade que se perpetua pelos descendentes – duas “famílias desavindas”.
O relato das histórias pessoais das duas famílias: semaforeiros e médicos.
Um primeiro nível: correspondendo ao tópico “os semáforos e os semaforeiros”.
Um segundo nível correspondendo ao tópico “os médicos”.
O conflito irá manter-se ao longo do tempo, envolvendo as sucessivas gerações de médicos e semaforeiros, o que justifica o título da obra: duas famílias em permanente conflito até à atualidade.
Relação do médico correspondente à terceira geração (Dr. Paulo) com o terceiro semaforeiro (Asdrúbal), ilustrada por um episódio de agressividade entre as duas famílias à medida que o tempo passava.
Este terceiro médico também se relaciona com o quarto semaforeiro (Paco), estendendo, desta forma, o tempo da história deste segundo nível até à atualidade.
- Cada um destes dois níveis, o dos “semáforos e semaforeiros” e o dos “médicos”, apresenta uma parte inicial, que corresponde a um conflito, a que se sucede uma série de reações.
- O conto constitui-se na combinação destes dois níveis narrativos através do cruzamento de episódios.
A peripécia final – o acidente - vai reconciliar os representantes das duas “famílias desavindas” e determinar o desenlace.
Na situação final, há um retomar da descrição dos semáforos em que agora se insere a figura do médico (Dr. Paulo Beket), que pedala para pôr em funcionamento o mecanismo, tarefa habitual de Paco.
Valor simbólico dos marcos históricos
Os acontecimentos da História de Portugal e mundial correspondem aos cenários de vivência em que se movimentam as duas famílias, de grupos sociais diferentes (proletariado e classe favorecida), ao longo de várias gerações.
“No dobrar do século XIX” (época de grandes alterações decorrentes do intenso progresso científico) / 1.ª Guerra Mundial. Contexto em que é introduzido um semáforo a pedais numa rua do Porto e criada a profissão de “semaforeiro” (modernidade).
A replicação de comportamentos em cada uma das famílias, ao longo de gerações, denuncia o enraizamento social de uma mentalidade e de uma prática segregadoras. Os marcos históricos refletem a passagem do tempo e reforçam a imutabilidade da sociedade.
Vê o vídeo que te resume o que foi dito anteriormente, alargando-te a análise das categorias da narrativa.
Famílias desavindas de Mário de Carvalho
Estudo Em Casa
Created on December 9, 2022
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Famílias Desavindas
“O humorismo é a forma mais, não sei se diga mais eficaz, mas é com certeza a mais próxima de exprimir o desencanto”.
Mário de Carvalho
A reconciliação entre ambas, após o acidente de Paco, o que levou à intervenção do Dr. Paulo Beket na manutenção do funcionamento dos semáforos.
O conflito entre Dr. João Pedro Beket e Ramon – origem da inimizade que se perpetua pelos descendentes – duas “famílias desavindas”.
O relato das histórias pessoais das duas famílias: semaforeiros e médicos.
Um primeiro nível: correspondendo ao tópico “os semáforos e os semaforeiros”.
Um segundo nível correspondendo ao tópico “os médicos”.
O conflito irá manter-se ao longo do tempo, envolvendo as sucessivas gerações de médicos e semaforeiros, o que justifica o título da obra: duas famílias em permanente conflito até à atualidade. Relação do médico correspondente à terceira geração (Dr. Paulo) com o terceiro semaforeiro (Asdrúbal), ilustrada por um episódio de agressividade entre as duas famílias à medida que o tempo passava. Este terceiro médico também se relaciona com o quarto semaforeiro (Paco), estendendo, desta forma, o tempo da história deste segundo nível até à atualidade.
A peripécia final – o acidente - vai reconciliar os representantes das duas “famílias desavindas” e determinar o desenlace.
Na situação final, há um retomar da descrição dos semáforos em que agora se insere a figura do médico (Dr. Paulo Beket), que pedala para pôr em funcionamento o mecanismo, tarefa habitual de Paco.
Valor simbólico dos marcos históricos
Os acontecimentos da História de Portugal e mundial correspondem aos cenários de vivência em que se movimentam as duas famílias, de grupos sociais diferentes (proletariado e classe favorecida), ao longo de várias gerações.
“No dobrar do século XIX” (época de grandes alterações decorrentes do intenso progresso científico) / 1.ª Guerra Mundial. Contexto em que é introduzido um semáforo a pedais numa rua do Porto e criada a profissão de “semaforeiro” (modernidade).
A replicação de comportamentos em cada uma das famílias, ao longo de gerações, denuncia o enraizamento social de uma mentalidade e de uma prática segregadoras. Os marcos históricos refletem a passagem do tempo e reforçam a imutabilidade da sociedade.
Vê o vídeo que te resume o que foi dito anteriormente, alargando-te a análise das categorias da narrativa.