O Mercantilismo– Criação de Companhias Comerciais
Trabalho realizado por: Catarina Luís nº 6 Madalena Conceição nº21 Matilde Nogueira nº25
Indice
1. Introdução
2. Companhia da Ásia
3. Companhia do Grão-Pará e Maranhão
4. Companhia da Pesca da Baleia
5. Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro
6. Companhia Geral de Penambuco
7. Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve
8. Conclusão
9.Webgrafia
Introdução
Este trabalho desenvolveu-se no âmbito da disciplina de História A, tendo sido proposto pela professora Carla Jorge. Foi realizado no ano letivo 2022/23, entre os meses de novembro e dezembro e enquadra-se na matéria abordada nesse período.Este trabalho foi realizado por 3 pessoas, os alunos tiveram hipótese de escolher os colegas de grupo.
Existem 5 temas a abordar (1-O Mercantilismo–desenvolvimento manufatureiro; 2-O Mercantilismo –Criação de Companhias Comerciais; 3-Valorização da “classe mercantil”; 4-Valorização da “classe mercantil”/ o controlo social; 5-O terramoto de 1755 e a ação do Marquês de Pombal –a renovação da Baixa “Pombalina”)
Introdução
Com o governo do marquês de Pombal, as companhias comerciais portuguesas atingem o apogeu, pois aquele político viu nestes organismos comerciais uma boa fonte de lucro e a garantia do domínio português de certas rotas e colónias.
Em 1753 cria a Companhia de Comércio do Oriente, seguindo-se outras com carácter agrícola e comercial: a de Grão-Pará e Maranhão, em 1755; a Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, 1756; a de Pernambuco e Paraíba, em 1759; e ainda, ligada às pescas, a Companhia Geral Real das Pescas do Reino do Algarve, criada em 1773.
Companhia da Ásia
Em 1753 foi criada a Companhia de Comércio do Oriente- Companhia da Ásia uma entidade privilegiada de carácter monopolista, criada pelo acionista Feliciano Velho Oldemberg e posteriormente entregue ao Marquês de Pombal.
Feliciano Velho Oldemberg através de vários decretos, foi autorizado a enviar vários navios para o Leste. Neste sentido, os números de viagens e o destino foram previamente estabelecido. Isto também incluiu o seu capital social dividido por partilha, com a partilha dos lucros e sendo a liquidação final a responsabilidade do seu diretor. Em 1760 deu-se a quebra da Companhia e a falência do seu principal acionista.
Companhia da Ásia
Esta companhia destinava-se a controlar e fomentar a atividade comercial com o Estado Português da Índia e com a China, fortalecendo a prática do mercantilismo no reino.
Os produtos comercializados da China eram essencialmente:
- persianas
- louças
- madeiras preciosas
- laca para as madeiras
Os produtos comercializados da Índia eram essencialmente:
Companhia da Ásia
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
Em 1755, Marquês de Pombal criou a Companhia do Grão-Pará e Maranhão, uma entidade privilegiada de carácter monopolista com um capital social de 1 200 000 cruzados.
A criação desta Companhia serviu para desenvolver a agricultura e a atividade comercial. Esta companhia estimulou o desenvolvimento agropecuário do Brasil, servindo de suporte ao tráfico de escravos.
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
As frotas da Companhia carregavam para o Brasil:
- alguns géneros alimentícios
- medicamentos
- escravos
- produtos manufaturados
- ferramentas
- utensílios
O Estado do Grão-Pará e Maranhão importava:
- perfumaria
- vinhos
- café
- cacau
- algodão
- lanificios
- tabaco
- couro
- tecidos
- ferramentas
- louças
- açúcar
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
As rotas da companhia compunham Lisboa, Angola, Cabo Verde, Bissau, Maranhão e Pará.
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
Era chefiada por um conselho de deputados cuja escolha era feita entre os seus mais significativos acionistas. Esta companhia teve muitos privilégios régios, entre os quais se destacam a isenção da jurisdição dos tribunais, mesmo não tendo qualquer participação financeira do Estado português.
De 1755 a 1775, esta companhia deteve o monopólio de todo o comércio com o Pará e o Maranhão, dispondo de uma poderosa frota de navios, a qual incluía até navios de guerra.
- 1 provedor
- 8 deputados
- 1 secretário
- 3 conselheiros do corpo de comércio
- alguns agentes auxiliares administrativos.
A estrutura da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão era composta por:
Companhia da Pesca da Baleia
A Companhia da pesca da Baleia foi uma companhia privilegiada, de carácter monopolista, criada em 1756 pelo Marquês de Pombal.
O objetivo desta companhia era obter a exclusividade da pesca da Baleia, para aumentar o lucro.
Companhia da Pesca da Baleia
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
A Companhia para a agricultura das vinhas do alto douro foi uma companhia privilegiada, de carácter monopolista, criada pelo Marquês de Pombal, em 1756, em Portugal.
Tinha como objetivo fomentar a cultura da vinha no Alto Douro, proteger a pureza do produto e controlar os preços. Era bastante defendida a nível nacional, e foi ordenado o arranque de vinhas noutros pontos do país que, eventualmente, poderiam concorrer com os vinhos do Douro.
Ao longo do tempo foram publicados sucessivos diplomas para salvaguardar e melhorar a qualidade do vinho.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
O ano de 1755 marca, além do auge da crise do comércio do Vinho do Porto, o Terremoto de Lisboa, que arrasou a capital e abalou o país. Portugal estava economicamente estagnado e informalmente colonizado por ingleses.
A estratégia de Pombal foi usar o Vinho do Porto como alternativa para equilibrar o défice do estado português. Em outras palavras, Pombal pagou a reconstrução de Lisboa com vinho do Porto. O Marquês procurou fomentar o comercio dos vinhos do Douro e preservá-lo da concorrência de outros vinhos portugueses.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
Preços: ⦁ 25 a 30mil réis para o Vinho de Feitoria ( o “verdadeiro”) que ia para o mercado inglês
⦁ 19 200 reis para o vinho de 2º Categoria que ia para o Brasil e outros países…
⦁ 3500 a 1500 réis para os “vinhos de ramo, vinhos comuns, vinhos de mesa” para consumo na zona do Douro.
Esta companhia gerou muita prosperidade, uma vez que se mantém até á atualidade.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
- isenção de impostos no comércio e nas exportações
- detinha o exclusivo da produção e distribuição dos vinhos da região demarcada do Douro
- tinha o monopólio da aguardente
- o monopólio da exportação para o Brasil
Privilégios
A Companhia, como parte de suas funções, realizou inúmeros serviços públicos:
- fez inúmeras obras no rio Douro para facilitar a navegabilidade do mesmo, fez trabalhos de organização da pesca e construiu a Casa de Asilo dos Náufragos.
- construção de navios, fábricas, armazéns, tanoarias, equipamentos de combate a incêndios nas cidades, construção de estradas
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
- 1 provedor
- 12 deputados
- 6 conselheiros
Era administrada por uma junta de administração composta por:
A Companhia também atuou no ensino, criando um centro de ensino técnico no porto, com aulas de náutica e pilotagem, o que mais tarde viria a se transformar na Universidade do Porto.
Uma das principais funções da Companhia era também de instituição financeira, transformando-se no principal banco dos agricultores, concedendo crédito, adiantamentos e verbas.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
Frotas:
Companhia geral de pernambuco e paraíba
Criada a 13 de agosto de 1759, quatro anos após a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão, a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba foi a segunda companhia pombalina monopolista a ser a criada em Portugal.
Teve como objetivo o controlo e a realização da atividade comercial entre Pernambuco e as suas rotas adjacentes:
- Rio Grande do Norte;
- Ceará;
- Capitanias de Paraíba;
- Partes de alagoas.
Companhia geral de pernambuco e paraíba
Os portos mais importantes de trocas e abastecimento eram Bissau, Cabo Verde, Costa da Mina, Angola, Pará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, ilhas da Madeira e dos Açores e, mais tarde, alguns portos da Índia e da Ásia Oriental.
Companhia geral de pernambuco e paraíba
- 1 provedor,
- 10 deputados,
- 3 conselheiros
- 1 secretario
A administração era constituída por uma junta, em Lisboa formada por:
- duas direções (uma no Porto e outra em Pernambuco, cada uma constituída por um intendente e vice-intendente)
Companhia geral de pernambuco e paraíba
Importavam para o Brasil:
- produtos manufatureiros
- ferramentas
Exportavam para o reino :
- açúcar
- café
- cacau
- especiarias
- madeiras
- algodão
- matérias corantes
- tabaco
Companhia geral de pernanbuco e paraíba
A companhia adquiria caixas de açúcar que eram posteriormente refinados e vendidos no mercado internacional europeu, sendo o açúcar o principal produto comercial da companhia.
Infelizmente a partir de 1770, esta companhia passou por uma crise económica devido às secas que diminuíram a produção e a venda do açúcar, dando assim fim à companhia.
Companhia geral das reais pescas do reino do algarve
A Companhia Geral das Reais Pescarias do Reino do Algarve foi uma companhia privilegiada, de carácter monopolista, criada pelo Marquês de Pombal, a 15 de janeiro de 1773. Tinha como objetivo tentar desenvolver um plano de incentivo à atividade piscatória, uma vez que com a autorização para realizar esta atividade no Algarve, na época de D. Fernando, o setor piscatório teve altos e baixos.
Os pescadores do Algarve foram bastante referenciados na história portuguesa devido à intensa pesca da baleia em Lagos, sendo em 1339 reconhecidos como grandes baleeiros. Porém na da segunda dinastia, pescava-se atum, mas a pesca da baleia foi decrescendo.
Companhia Geral das pescas no reino do Algarve
- monopólio na exploração das pescarias em todo o Algarve
Privilégios
Com criação desta política foi concedido aos pescadores a pesca exclusiva do atum e da corvina num período de 12 anos, mas esta dedicava-se também à pesca da sardinha, à recolha de corais e à pesca de anzol na Ericeira.
Companhia Geral das pescas no reino do Algarve
- 4 membros
- 3 administradores, um em Lagos, outro e em Faro e outro em Tavira
Tinha uma sede em Lisboa composta por
A 1836 dá se o fim a esta companhia.
Companhia Geral das pescas no reino do Algarve
Conclusão
Ao realizarmos este trabalho podemos concluir que:
O marquês de Pombal teve um papel bastante importante na reorganização de Potugal depois do terramoto de 1755. A criação destas companhias comerciais, teve um impacto bastante positivo para a economia
webgrafia
Companhias Comerciais Portuguesas - Infopédia (infopedia.pt)
A governação do Marquês de Pombal e a reconstrução de Lisboa - RTP Ensina
erika_dias-with-cover-page-v2.pdf (d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net)
Simpósio Nacional de História (anpuh-rs.org.br)
Microsoft Word - Nathalia Maria Dorado Rodrigues.doc (anpuh.org)
Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão - Arquivo Nacional da Torre do Tombo - DigitArq (arquivos.pt) https://www.cepese.pt/portal./pt/publicacoes/obras/os-arquivos-da-vinha-e-do-vinho-do-douro/a-companhia-geral-da-agricultura-das-vinhas-do-alto-douro-1756-1978 Companhia de Pernambuco e Paraíba « da Terra e do Território no Império Português (edittip.net)
Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba - Arquivo Nacional da Torre do Tombo - DigitArq (arquivos.pt)
As companhias monopolistas do Marquês de Pombal: o real vinho do Porto - RTP Ensina https://images.app.goo.gl/VBiW3WSPUe8xmjVp6
https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$companhia-geral-das-pescas-do-reino-do
https://www.natura-algarve.com
https://acpp.pt/biblio/5526-os-autores-dos-grandes-vinhos-portugueses
https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$companhia-geral-da-agricultura-das-vinhas-do
https://www.rtp.pt/programa/tv/p21427
O Mercantilismo– Criação de Companhias Comerciais
Trabalho realizado por: Catarina Luís nº 6 Madalena Conceição nº21 Matilde Nogueira nº25
O Mercantilismo- Criação de Companhias Comerciais
Catarina Luis
Created on November 26, 2022
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O Mercantilismo– Criação de Companhias Comerciais
Trabalho realizado por: Catarina Luís nº 6 Madalena Conceição nº21 Matilde Nogueira nº25
Indice
1. Introdução
2. Companhia da Ásia
3. Companhia do Grão-Pará e Maranhão
4. Companhia da Pesca da Baleia
5. Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro
6. Companhia Geral de Penambuco
7. Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve
8. Conclusão
9.Webgrafia
Introdução
Este trabalho desenvolveu-se no âmbito da disciplina de História A, tendo sido proposto pela professora Carla Jorge. Foi realizado no ano letivo 2022/23, entre os meses de novembro e dezembro e enquadra-se na matéria abordada nesse período.Este trabalho foi realizado por 3 pessoas, os alunos tiveram hipótese de escolher os colegas de grupo. Existem 5 temas a abordar (1-O Mercantilismo–desenvolvimento manufatureiro; 2-O Mercantilismo –Criação de Companhias Comerciais; 3-Valorização da “classe mercantil”; 4-Valorização da “classe mercantil”/ o controlo social; 5-O terramoto de 1755 e a ação do Marquês de Pombal –a renovação da Baixa “Pombalina”)
Introdução
Com o governo do marquês de Pombal, as companhias comerciais portuguesas atingem o apogeu, pois aquele político viu nestes organismos comerciais uma boa fonte de lucro e a garantia do domínio português de certas rotas e colónias.
Em 1753 cria a Companhia de Comércio do Oriente, seguindo-se outras com carácter agrícola e comercial: a de Grão-Pará e Maranhão, em 1755; a Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, 1756; a de Pernambuco e Paraíba, em 1759; e ainda, ligada às pescas, a Companhia Geral Real das Pescas do Reino do Algarve, criada em 1773.
Companhia da Ásia
Em 1753 foi criada a Companhia de Comércio do Oriente- Companhia da Ásia uma entidade privilegiada de carácter monopolista, criada pelo acionista Feliciano Velho Oldemberg e posteriormente entregue ao Marquês de Pombal.
Feliciano Velho Oldemberg através de vários decretos, foi autorizado a enviar vários navios para o Leste. Neste sentido, os números de viagens e o destino foram previamente estabelecido. Isto também incluiu o seu capital social dividido por partilha, com a partilha dos lucros e sendo a liquidação final a responsabilidade do seu diretor. Em 1760 deu-se a quebra da Companhia e a falência do seu principal acionista.
Companhia da Ásia
Esta companhia destinava-se a controlar e fomentar a atividade comercial com o Estado Português da Índia e com a China, fortalecendo a prática do mercantilismo no reino.
Os produtos comercializados da China eram essencialmente:
Os produtos comercializados da Índia eram essencialmente:
Companhia da Ásia
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
Em 1755, Marquês de Pombal criou a Companhia do Grão-Pará e Maranhão, uma entidade privilegiada de carácter monopolista com um capital social de 1 200 000 cruzados.
A criação desta Companhia serviu para desenvolver a agricultura e a atividade comercial. Esta companhia estimulou o desenvolvimento agropecuário do Brasil, servindo de suporte ao tráfico de escravos.
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
As frotas da Companhia carregavam para o Brasil:
O Estado do Grão-Pará e Maranhão importava:
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
As rotas da companhia compunham Lisboa, Angola, Cabo Verde, Bissau, Maranhão e Pará.
Companhia do Grão-Pará e Maranhão
Era chefiada por um conselho de deputados cuja escolha era feita entre os seus mais significativos acionistas. Esta companhia teve muitos privilégios régios, entre os quais se destacam a isenção da jurisdição dos tribunais, mesmo não tendo qualquer participação financeira do Estado português.
De 1755 a 1775, esta companhia deteve o monopólio de todo o comércio com o Pará e o Maranhão, dispondo de uma poderosa frota de navios, a qual incluía até navios de guerra.
A estrutura da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão era composta por:
Companhia da Pesca da Baleia
A Companhia da pesca da Baleia foi uma companhia privilegiada, de carácter monopolista, criada em 1756 pelo Marquês de Pombal.
O objetivo desta companhia era obter a exclusividade da pesca da Baleia, para aumentar o lucro.
Companhia da Pesca da Baleia
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
A Companhia para a agricultura das vinhas do alto douro foi uma companhia privilegiada, de carácter monopolista, criada pelo Marquês de Pombal, em 1756, em Portugal.
Tinha como objetivo fomentar a cultura da vinha no Alto Douro, proteger a pureza do produto e controlar os preços. Era bastante defendida a nível nacional, e foi ordenado o arranque de vinhas noutros pontos do país que, eventualmente, poderiam concorrer com os vinhos do Douro.
Ao longo do tempo foram publicados sucessivos diplomas para salvaguardar e melhorar a qualidade do vinho.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
O ano de 1755 marca, além do auge da crise do comércio do Vinho do Porto, o Terremoto de Lisboa, que arrasou a capital e abalou o país. Portugal estava economicamente estagnado e informalmente colonizado por ingleses. A estratégia de Pombal foi usar o Vinho do Porto como alternativa para equilibrar o défice do estado português. Em outras palavras, Pombal pagou a reconstrução de Lisboa com vinho do Porto. O Marquês procurou fomentar o comercio dos vinhos do Douro e preservá-lo da concorrência de outros vinhos portugueses.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
Preços: ⦁ 25 a 30mil réis para o Vinho de Feitoria ( o “verdadeiro”) que ia para o mercado inglês ⦁ 19 200 reis para o vinho de 2º Categoria que ia para o Brasil e outros países… ⦁ 3500 a 1500 réis para os “vinhos de ramo, vinhos comuns, vinhos de mesa” para consumo na zona do Douro.
Esta companhia gerou muita prosperidade, uma vez que se mantém até á atualidade.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
Privilégios
A Companhia, como parte de suas funções, realizou inúmeros serviços públicos:
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
Era administrada por uma junta de administração composta por:
A Companhia também atuou no ensino, criando um centro de ensino técnico no porto, com aulas de náutica e pilotagem, o que mais tarde viria a se transformar na Universidade do Porto.
Uma das principais funções da Companhia era também de instituição financeira, transformando-se no principal banco dos agricultores, concedendo crédito, adiantamentos e verbas.
Companhia Para a Agricultura das vinhas do alto douro
Frotas:
Companhia geral de pernambuco e paraíba
Criada a 13 de agosto de 1759, quatro anos após a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão, a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba foi a segunda companhia pombalina monopolista a ser a criada em Portugal.
Teve como objetivo o controlo e a realização da atividade comercial entre Pernambuco e as suas rotas adjacentes:
Companhia geral de pernambuco e paraíba
Os portos mais importantes de trocas e abastecimento eram Bissau, Cabo Verde, Costa da Mina, Angola, Pará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, ilhas da Madeira e dos Açores e, mais tarde, alguns portos da Índia e da Ásia Oriental.
Companhia geral de pernambuco e paraíba
A administração era constituída por uma junta, em Lisboa formada por:
Companhia geral de pernambuco e paraíba
Importavam para o Brasil:
Exportavam para o reino :
Companhia geral de pernanbuco e paraíba
A companhia adquiria caixas de açúcar que eram posteriormente refinados e vendidos no mercado internacional europeu, sendo o açúcar o principal produto comercial da companhia.
Infelizmente a partir de 1770, esta companhia passou por uma crise económica devido às secas que diminuíram a produção e a venda do açúcar, dando assim fim à companhia.
Companhia geral das reais pescas do reino do algarve
A Companhia Geral das Reais Pescarias do Reino do Algarve foi uma companhia privilegiada, de carácter monopolista, criada pelo Marquês de Pombal, a 15 de janeiro de 1773. Tinha como objetivo tentar desenvolver um plano de incentivo à atividade piscatória, uma vez que com a autorização para realizar esta atividade no Algarve, na época de D. Fernando, o setor piscatório teve altos e baixos.
Os pescadores do Algarve foram bastante referenciados na história portuguesa devido à intensa pesca da baleia em Lagos, sendo em 1339 reconhecidos como grandes baleeiros. Porém na da segunda dinastia, pescava-se atum, mas a pesca da baleia foi decrescendo.
Companhia Geral das pescas no reino do Algarve
Privilégios
Com criação desta política foi concedido aos pescadores a pesca exclusiva do atum e da corvina num período de 12 anos, mas esta dedicava-se também à pesca da sardinha, à recolha de corais e à pesca de anzol na Ericeira.
Companhia Geral das pescas no reino do Algarve
Tinha uma sede em Lisboa composta por
A 1836 dá se o fim a esta companhia.
Companhia Geral das pescas no reino do Algarve
Conclusão
Ao realizarmos este trabalho podemos concluir que:
O marquês de Pombal teve um papel bastante importante na reorganização de Potugal depois do terramoto de 1755. A criação destas companhias comerciais, teve um impacto bastante positivo para a economia
webgrafia
Companhias Comerciais Portuguesas - Infopédia (infopedia.pt) A governação do Marquês de Pombal e a reconstrução de Lisboa - RTP Ensina erika_dias-with-cover-page-v2.pdf (d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net) Simpósio Nacional de História (anpuh-rs.org.br) Microsoft Word - Nathalia Maria Dorado Rodrigues.doc (anpuh.org) Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão - Arquivo Nacional da Torre do Tombo - DigitArq (arquivos.pt) https://www.cepese.pt/portal./pt/publicacoes/obras/os-arquivos-da-vinha-e-do-vinho-do-douro/a-companhia-geral-da-agricultura-das-vinhas-do-alto-douro-1756-1978 Companhia de Pernambuco e Paraíba « da Terra e do Território no Império Português (edittip.net) Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba - Arquivo Nacional da Torre do Tombo - DigitArq (arquivos.pt) As companhias monopolistas do Marquês de Pombal: o real vinho do Porto - RTP Ensina https://images.app.goo.gl/VBiW3WSPUe8xmjVp6 https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$companhia-geral-das-pescas-do-reino-do https://www.natura-algarve.com https://acpp.pt/biblio/5526-os-autores-dos-grandes-vinhos-portugueses https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$companhia-geral-da-agricultura-das-vinhas-do https://www.rtp.pt/programa/tv/p21427
O Mercantilismo– Criação de Companhias Comerciais
Trabalho realizado por: Catarina Luís nº 6 Madalena Conceição nº21 Matilde Nogueira nº25