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iluminismo
Bárbara Tavares
Created on November 22, 2022
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Transcript
o Iluminismo
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Bárbara Nozes Nº1 Beatriz Teixeira Nº3 11ºJ História A - Prof. Céu Granja 2022-2023
países onde o Iluminismo se desenvolveu
O iluminismo
A burguesia foi a classe social percursora do Iluminismo, dado que esta aspirava à liberdade comercial e intelectual, valorizando deste modo o espírito crítico, o individualismo e a Razão. Todavia, esta estava integrada no terceiro estado e não tinha acesso aos cargos públicos pois estes eram ocupados, maioritariamente, por nobres, não lhes sendo dada uma voz política. Esta filosofia defendia a existência de um direito natural.
É uma corrente filosófica que se desenvolveu na Europa no séc. XVII. Caracterizou-se pela crítica á autoridade política e religiosa, pela a afirmação da liberdade e pela confiança na razão e no progresso da ciência, com o objetivo de atingir a felicidade humana. É de certo modo um pensamento herdeiro da tradição do Renascimento e do Humanismo por defender a valorização do Homem e da Razão. Os iluministas acreditavam que a Razão teria o poder de explicar todas as coisas no universo. Este movimento surgiu na França, onde estavam presentes núcleos Calvinistas e obteve grande dinâmica na Inglaterra e na Holanda, países protestantes, e evoluiu gradualmente para países católicos .
introdução
No decorrer do séc. XVIII deram-se diversas revoluções como: a revolução industrial, a revolução francesa e a revolução cultural. A revolução cultural, em termos filosóficos, deu-se com o Iluminismo ou "Filosofia das Luzes", este pensamento inovador tinha o propósito de "iluminar" a sociedade através da razão, acabando assim com a sociedade da "ignorância". Este movimento surgiu na França e defendia o conhecimento cientifico através do método experimental (só podendo ser assumido como verdadeiro algo que fosse comprovado pela experiência), estando coberto pelo domínio da razão. A crença do valor da Razão Humana rapidamente transbordou o campo científico, passando-se a aplicar à reflexão do funcionamento das sociedades em geral. Segundo os iluministas, só poderia ser feito um progresso a nível politico, social, moral e científico através do conhecimento e da inteligência. Este século ficou, assim, conhecido como o "século das luzes".
Fig.1 - Quadro dos principais pensadores iluministas reunidos
A defesa da Razão
Os iluministas eram contra os ideias do antigo regime, defendiam um novo modelo de sociedade, este novo modelo era imcompatível com o anterior no qual uma pequena parcela da sociedade tinha privilégios, como por exemplo: obrigações fundiárias, permanência dos costumes e da tradição do antigo regime, pela influência religiosa que influenciava a vida política e cultural.Eram totalmente contra o Absolutismo monárquico. Através de diversos meios os filósofos tentavam divulgar a necessidade de mudança do paradigma, substituindo as ideias do antigo regime pelas ideias iluministas.
Fig.2 - Ilustração da "razão"
Assim, é possível concluir que cada vez mais se desenvolvia a crença no valor individual, sobre o qual nenhum governo ou poder superior tinha o direito de menosprezar.
O direito natural e o valor do indivíduo
A valorizacao da razao vinha estabelecer o principio da igualdade. Cresceu a convicção de que todos os indivíduos possuem alguns direitos e deveres que lhes são atribuidos pela natureza. este pensamento era a base do direito natural, que foi fortemente defendido pelos iluministas, que consideravam este direito superior ás leis impostas pelo estado. Foi no periodo do iluminismo que se definiu o conjunto básico dos direitos: direito à liberdade, direito a um julgamento justo, o direito à posse de bens e o direito à liberdade de consciencia, relativo à liberdade religiosa e à liberdade de acreditar em crenças filosóficas.
Fig.3 - Louis Jaucourt
O contrato social
A liberdade e a igualdade defendidas pelos iluministas não eram compatíveis com a autoridade dos governantes. Este problema já teria sido analisado por Locke, que o resolveu atraves da ideia de um pacto livremente assumido entre os governados e os governadores- contrato social.
O contrato social era uma forma de garantir os direitos do Homem, segundo o qual, o povo tinha o direito de intervir ativamente na vida pública do Estado, elegendo os seus representantes ou derrubando governos estabelecidos, caso estes não o satisfaçam- soberania popular.
Esta questão foi novamente analisada por Rousseau na obra O Contrato Social, em 1762. Rousseau reafirmou a contrato social, reforçando a ideia de que este pacto deria estabelecer leis justas, fruto da vontade da maioria da população.
separação de poderes
Os iluministas defendiam um governo que respeitasse a soberania popular, logo, questionavam o absolutismo régio devido a este defender o poder ilimitado dos governadores sobre os governados.
Assim, em 1748, surgiu a obra "O Espírito das Leis" realizada pelo filósofo Montesquieu onde este defendia um governo monárquico moderado em que o soberano se rege pelas leis gerais e se encontra limitado pela separação de poderes.
Jean-Jacques Rousseau
“As leis são a razão de ser da associação civil. O povo, que se submete a elas, deve também ser o seu autor. De tal forma que, no preciso momento em que o governo usurpa a soberania, o pacto social rompe-se e todos os cidadãos, retomando a sua liberdade natural, podem ser forçados a obedecer-lhe, mas não têm a obrigação de o fazer.”
Fig.4 - Rousseau
Fig.5-Obra Contrato Social
Neste obra ficou também formulada a teoria da divisão de poderes, isto é uma fragmentação da autoridade do Estado em três poderes fundamentais: o poder legislativo (cria as leis), o poder executivo (encarregado de as fazer cumprir) e o poder judicial (julga os casos de desrespeito á lei). Defendendo assim, que apenas a separação dos poderes garante a liberdade dos cidadãos.
Este teoria, assim como a obra, serviram de inspiração para as constituições de hoje em dia.
Este é um parágrafo pronto para conter criatividade, experiências e grandes histórias.
humanitarismo e tolerância
Outras áreas em que se desvalorizava totalmente o ser humana era no direito penal, que mantinha vivas práticas antigas como a tortura, a execução humilhante e dolorosa ou os trabalhos forçados. Estas práticas crueis foram alvo de viva censura por parte dos iluministas. Como por exemplo, em 1764, Cesare Beccaria publica a obra "Sobre os direitos e as Penas", onde condena enfáticamente a tortura nos interrogatórios, os métodos da Inquisição e a forma como se faziam cumprir as sentenças. Esta grande batalha contribuiu para o desenvolvimento da fraternidade humana. A justiça suavizou-se em diversos países, como por exemplo, na Prússia, onde o monarca Frederico II proibiu a tortura como forma de apuramento da verdade fazendo com que os juízes se guiassem pelo "entendimento humano". No séc XIX, este humanitarismo conduziu a luta pela abolição da escravatura.
Os iluministas eram grandes defensores da valorização do indivíduo, da igualdade entre homens e da liberdade dos mesmos, eram assim inimigos de qualquer tipo de opressão. Estes acreditavam que cada um tinha o direito de professar a religião da sua escolha e o Estado não deveria interferir nesta escolha- tolerância religiosa. Voltaire defendia lealmente a liberdade de culto, tornando este pensamento, para os iluministas, um dos direitos inalienáveis do ser humano. Esta luta incessante dos iluministas contra a intolerância e o fanatismo levou com que alguns monarcas europeus afrouxessam as medidas que impediam a liberdade religiosa. Este ideal chegou à América, em 1791, quando a liberdade religiosa foi consagrada na Primeira Emenda à Constituição dos EUA
a difusão do pensamento das luzes
No entanto a racionalidade e a novidade defendida por esta teoria conferiu-lhes numerosos admiradores importantes, entre os quais figuras régias
Os filósofos sofreram uma grande oposição por parte da impresa e da literatura que era controlda pelo clero, e muitos destes iluministas foram exilados devido ás suas ideias, assim, foram colocadas numerosas obras no Índex ou até mesmo lançadas á fogueira. Por outro lado, estes dois meios foram essenciais na difusão desta ideologia. Foi através de: Panfletos; folhas avulso; publicações de jornais e livros, que se divulgou o crescimento do pensamento científico e racionalista durante o século XVIII, contribuindo também para a introdução de novos valores.
Os iluministas foram colocados no centro da vida intelectual, assim os ideais iluministas foram difundidos através de: salões aristocráticos, clubes privados , cafés, academias, imprensa periódica e nas lojas maçónicas. As lojas maçónicas nasceram apatir da Maçonaria,isto é, uma sociedade secreta que participava na vida politica no qual defendia o deísmo; o livre pensamento; o progresso técnico e científico.
O mais imortante meio de difusão entre os outros foi a Enciclopédia, também conhecida por Dicionário Racional das Ciências, das Artes e dos Ofícios, que se inicou a publicação em 1751 por parte de D'Alembert e Diderot.No entanto, devido a todas as proibições de que foi alvo apenas passados 21 anos conseguiu ser realmente publicada. Foi um importante feito pois permitiu um contacto rápido e direto com os avanços da ciência e das ideias iluministas.
Fig.10- página de título do 1º volume da 1ª edição da Enciclopédia, 1751.
Biografias...
Séc. XVIII
1772
1751
1748
1762
1764
Iniciou-se a a publicação da Enciclopédia
Publicação da Enciclopédia
Sobre os Delitos e as Penas
O Espírito das Leis
O Contrato Social
exercícios
start
FIM!
Bibliografia
Webgrafia
- Maria Antónia Monterroso Rosas; Célia Pinto do Couto; Alfredo Costa; Ana Cristina Santos. Entre Tempos: História A Part 1. Porto Editora
- https://trabalhosparaescola.com.br/iluminismo-3/
- https://pt.slideshare.net/beepew/histria-a-2
- https://www.studocu.com/pt/document/ensino-secundario-portugal/historia-a/filosofia-das-luzes-historia/15500890
- https://historia789.files.wordpress.com/2018/01/a-filosofia-das-luzes.pdf