Ricardo Reis
Heterónimo de Fernando Pessoa
Ana Silva | Margarida Venda | Filipa Guedes | Maria Moutinho
«Antes de nós nos mesmos arvoredos»
"[...] pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria [...]"
Fernando Pessoa, Carta dirigida a Adolfo Casais Monteiro
Profissão
Formação Académica
Nascimento
Estudou no colégio de jesuítas Formação clássica (epicurismo, estoicismo e neopaganismo)
Médico
1913, Porto
Características Físicas
Ideais Políticos
Mais baixo, mais forte e menos seco do que Caeiro Moreno mate
Defensor da monarquiaContra a Proclamação da República Portuguesa
Características da Escrita
Rigor formal
Objetividade
Referências greco-latinas
Sobriedade
Amor idealizado
Niilismo
Linguagem rebuscada
Traços neoclássicos
Carpe diem
Temática da fugacidade
Temas da Poesia
Principal: Eferemidade da vida
Epicurismo
Estoicismo
Paganismo
Horacianismo
Intelectualização das emoções
Antes de nós nos mesmos arvoredosPassou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
Antes de nós nos mesmos arvoredos
Estrutura
Externa
Interna
Constituído por 5 quadras, de versos brancos, com regularidade métrica, onde os primeiros dois versos de cada estrofe são decassílabos e os dois últimos octassílabos
Tema: O Destino Humano Assunto: O Homem e a Natureza
Antes de nós nos mesmos arvoredosPassou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje.
Passamos e agitamo-nos debalde.Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento.
Tentemos pois com abandono assíduoEntregar nosso esforço à NaturezaE não querer mais vidaQue a das árvores verdes.
Inutilmente parecemos grandes.Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve.
Se aqui, à beira-mar, o meu indícioNa areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
Ricardo Reis - Antes de nós nos mesmos arvoredos
Ana Margarida Araújo Da Venda
Created on November 16, 2022
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Transcript
Ricardo Reis
Heterónimo de Fernando Pessoa
Ana Silva | Margarida Venda | Filipa Guedes | Maria Moutinho
«Antes de nós nos mesmos arvoredos»
"[...] pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria [...]"
Fernando Pessoa, Carta dirigida a Adolfo Casais Monteiro
Profissão
Formação Académica
Nascimento
Estudou no colégio de jesuítas Formação clássica (epicurismo, estoicismo e neopaganismo)
Médico
1913, Porto
Características Físicas
Ideais Políticos
Mais baixo, mais forte e menos seco do que Caeiro Moreno mate
Defensor da monarquiaContra a Proclamação da República Portuguesa
Características da Escrita
Rigor formal
Objetividade
Referências greco-latinas
Sobriedade
Amor idealizado
Niilismo
Linguagem rebuscada
Traços neoclássicos
Carpe diem
Temática da fugacidade
Temas da Poesia
Principal: Eferemidade da vida
Epicurismo
Estoicismo
Paganismo
Horacianismo
Intelectualização das emoções
Antes de nós nos mesmos arvoredosPassou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
Antes de nós nos mesmos arvoredos
Estrutura
Externa
Interna
Constituído por 5 quadras, de versos brancos, com regularidade métrica, onde os primeiros dois versos de cada estrofe são decassílabos e os dois últimos octassílabos
Tema: O Destino Humano Assunto: O Homem e a Natureza
Antes de nós nos mesmos arvoredosPassou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje.
Passamos e agitamo-nos debalde.Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento.
Tentemos pois com abandono assíduoEntregar nosso esforço à NaturezaE não querer mais vidaQue a das árvores verdes.
Inutilmente parecemos grandes.Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve.
Se aqui, à beira-mar, o meu indícioNa areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?