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Ricardo Reis - Antes de nós nos mesmos arvoredos

Ana Margarida Araújo Da Venda

Created on November 16, 2022

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Transcript

Ricardo Reis

Heterónimo de Fernando Pessoa

Ana Silva | Margarida Venda | Filipa Guedes | Maria Moutinho

«Antes de nós nos mesmos arvoredos»

"[...] pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria [...]"

Fernando Pessoa, Carta dirigida a Adolfo Casais Monteiro

Profissão

Formação Académica

Nascimento

Estudou no colégio de jesuítas Formação clássica (epicurismo, estoicismo e neopaganismo)

Médico

1913, Porto

Características Físicas

Ideais Políticos

Mais baixo, mais forte e menos seco do que Caeiro Moreno mate

Defensor da monarquiaContra a Proclamação da República Portuguesa

Características da Escrita

Rigor formal

Objetividade

Referências greco-latinas

Sobriedade

Amor idealizado

Niilismo

Linguagem rebuscada

Traços neoclássicos

Carpe diem

Temática da fugacidade

Temas da Poesia

Principal: Eferemidade da vida

Epicurismo

Estoicismo

Paganismo

Horacianismo

Intelectualização das emoções

Antes de nós nos mesmos arvoredosPassou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?

Antes de nós nos mesmos arvoredos

Estrutura

Externa

Interna

Constituído por 5 quadras, de versos brancos, com regularidade métrica, onde os primeiros dois versos de cada estrofe são decassílabos e os dois últimos octassílabos

Tema: O Destino Humano Assunto: O Homem e a Natureza

Antes de nós nos mesmos arvoredosPassou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje.

Passamos e agitamo-nos debalde.Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento.

Tentemos pois com abandono assíduoEntregar nosso esforço à NaturezaE não querer mais vidaQue a das árvores verdes.

Inutilmente parecemos grandes.Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve.

Se aqui, à beira-mar, o meu indícioNa areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?