Os loucos anos 20
História aEbs fajões
"Mutações nos comportamentos e na cultura"
Bruna Viana, 12ºBF
índice
6. As vanguardas: ruturas com os cânones das artes e da literatura
1. As transformações da vida urbana
2. A nova sociabilidade urbana
7. As inovações na pintura
3. A crise dos valores tradicionais
4. Os movimentos feministas
5. As novas conceções científicas e a descrença no pensamento positivista
INTRODUÇÃO
Neste trabalho vai ser desenvolvido o tema "Mutações nos comportamentos e na cultura". É um tema importante para compreender assuntos da atualidade.
Moda nos anos 20
1. As transformações da vida urbana A nova sociabilidadeAs populações que vêm para as cidades vêem-se obrigadas a abandonar o seu antigo estilo de vida, acabando assim por adquirir novas formas de sociabilidade.
- Novos hábitos sociais e culturais
- Generaliza-se o cinema e a rádio
- Transformação nos meios de transporte
- Aumento da prática desportiva
Passeio de automóvesi em Lisboa
2. A nova sociabilidade urbana
O desenraizamento das pessoas Os citadinos dirigem-se para o trabalho à mesma hora, partilham os mesmos transportes, os mesmos produtos e habitam casas semelhantes. Há uma tendência para a massificação. A desagregação das solidariedades tradicionais A descrença e o pessimismo ocuparam a mente das pessoas, tanto a das intelectuais como a das comuns. Deu-se uma profunda crise de consciência. A desumanização do trabalho O trabalho passa a ter uma menor importância, o que leva a que as pessoas passem a trabalhar menos horas e o nível de vida aumenta.
Bando de ovelhas, em associação às pessoas, por serem indiferenciadas e fazerem todas as mesmas coisas
Os novos comportamentos Nos tempos livres, frequentam lugares como os cafés, as esplanadas, os cinemas, os salões de baile e os recintos de espetáculos desportivos. Aumenta a convivência livre e ousada entre os sexos. Rompe com o que até aí era imposto. A cultura do lazer As pessoas começam a praticar mais desporto, como por exemplo futebol, ciclismo, ténis, corridas de cavalos e de automóveis, rugby e vivem mais a noite, indo a bailes, a cinemas, teatros, entre outros.
Jogo de Ténis
Corrida de automóveis
Jogo de futebol nos anos 20
UM NOVO CONCEITO DE FAMÍLIA
Com os movimentos feministas as mulheres passam a ter um estatuto mais elevado, no que diz respeito à família, passam a ter a tutela dos filhos, e em alguns dos casos, tornam-se as chefes de família. Instalou-se um clima de anomia, isto é, de ausência de normas morais e sociais que, com clareza, distinguem-se o certo e o errado.
Família nos anos 20
3. A CRISE DOS VALORES TRADICIONAIS
À entrada do século XX, os valores da sociedade burguesa sofriam as primeiras investidas. Os sinais de que se avizinhava uma alteração profunda eram já claramente visíveis mas a maioria desprezava-os, considerava-os extravagâncias sem futuro. A confiança na superioridade da civilização ocidental dava aos Europeus e aos Americanos uma sensação de otimismo, de viverem numa época extraordinária, que caminhava na senda do progresso. A brutalidade da Primeira Guerra Mundial pôs em causa as instituições, os valores espirituais e morais, todo o edifício social que tinha sustentado a ordem burguesa do século XIX.
Soldados nas trincheiras, Primeira Guerra Mundial
4. Os movimentos feministasNos loucos anos 20 houve imensas transformações no modo de pensar e agir das mulheres. As jovens passaram a usar o cabelo cortado à "garçonne", ajustaram as saias ao corpo e subiram-nas até aos joelhos, começaram a fazer vida noturna, etc. O movimento feminista organizado remonta ao século XIX. Por volta de 1850, as reivindicações centravam-se no direito das mulheres casadas à propriedade dos seus bens, à tutela dos filhos (em caso de viuvez, o poder patronal era exercido por um parente masculino), ao acesso à educação e a um trabalho socialmente valorizado.
Corte de cabelo à la garçonne
As primeiras feministas lutaram por alterações jurídicas que terminassem com o estatuto de eterna menoridade que a sociedade burguesa oitocentista reservava à mulher. Cerca de 1900, o direito de participação na vida política (direito ao voto) passou a assumir um papel preponderante nas reivindicações femininas. Organizaram-se então numerosas associações de sufragistas que, com um enorme espírito de militância, desencadearam uma luta pelo voto feminino.
Movimentos feministas
O Relativismo- Abordagem científico-filosófica que admite a impossibilidade do conhecimento absoluto e acredita que o conhecimento depende das condições, do tempo, do meio e do sujeito que conhece. A descoberta de que o átomo não era a unidade mais pequena da natureza, permitiu à Física abrir uma nova área de estudos denominada microfísica. Max Planck foi um pioneiro desta área, mostrando que, contrariamente ao que se pensava, as trocas de energia não acontecem num fluxo suave e constante, mas em pequenas quantidades individuais (às quais Planck chamou quantum) que se movem numa velocidade incrível, em saltos bruscos e descontínuos.
5. As novas conceções científicas e a descrença no pensamento positivista
Por meados do século XIX, o positivismo estabelecera uma confiança absoluta no poder do raciocínio e da ciência que considerava capazes de desvendar todos os mistérios do Universo. Acreditava-se então num mundo perfeitamente ordenado, regido por leis claras e objetivas. No início do séc. XX, o pensamento ocidental rebela-se contra este quadro de estreita racionalidade, valorizando outras dimensões do conhecimento. O filósofo Henri Bergson defendia que existem realidades que não podiam ser limitadas às leis físicas ou matemáticas. Para um conhecimento mais profundo o racionalismo deve fazer-se acompanhar da intuição. Esta era algo diferente da inteligência e mais próxima do instinto que nos revela aquilo que não é aparente, ao contrário da via racional que nos mostra as coisas “por fora”. Assim, tanto o transcendente como a imagem de Deus foram revalorizados.
Contudo, foi Albert Einstein que protagonizou a maior revolução na ciência no início do século, ao destruir as bases mais sólidas da Física, negando o carácter absoluto de tempo e espaço. Einstein defendia que o tempo é uma variável que decorre mais depressa ou devagar conforme a velocidade dos corpos. Esta teoria foi enunciada em 1905 e acabada em 1916 na obra Teoria da Relatividade Generalizada.
As teorias de Planck e Einstein abalaram então a comunidade científica que se viu obrigada a reconhecer que o Universo era mais instável do que se pensava e que a verdade científica não era assim tão universal.
Abriu-se então uma nova concepção científica – o relativismo – que rejeitou o determinismo racionalista baseado na ordem e aceitou o mistério e a probabilidade como partes integrantes do conhecimento.
Albert Einstein
As conceções psicanalíticas
O consciente é uma pequena parte da mente que se assemelha à “extremidade visível do icebergue”, contrariamente ao inconsciente que é uma camada maior, mais profunda e mais obscura. Entre estas duas encontra-se o subconsciente, constituído por alguns elementos psíquicos que podem passar ao consciente com facilidade que pode portanto ser considerado como um “filtro” entre as outras duas partes já referidas.
Influenciado pela moral, o indivíduo bloqueia factos que o envergonham e culpabilizam tendencialmente, aprisionando-os no inconsciente onde ficam aparentemente esquecidos.
Também a concepção de que o Homem possui uma mente completamente racional foi abalada pelos estudos do médico austríaco Sigmund Freud. Freud compreendeu então que sob hipnose os pacientes se recordavam de coisas que se julgavam esquecidas. Esta constatação revelou assim a existência de uma parte da mente humana mais obscura que nós não controlamos mas que se manifesta no comportamento – o inconsciente. Foi com base nesta conclusão que Freud elaborou os princípios a que depois veio a chamar psicanálise. Segundo a psicanálise, o psiquismo humano estrutura-se em três níveis distintos: o consciente, o subconsciente e o inconsciente.
Sigmund Freud
Sigmund Freud
6. As vanguardas: ruturas com os cânones das artes e da literatura
Este movimento cultural, conhecido como modernismo, irradiou de Paris que era, então, o centro artístico da Europa. A cidade era, pois, o cerne da vanguarda cultural europeia, plena de talentos e entusiasmo.
Paris no início do séc.XX
A tela Operários (1933), de Tarsila do Amaral
7. As inovações na pintura e respetivas característicasFauvismo
A novidade artística proposta pelo vanguardismo em Paris, provocou fortes críticas e escândalos. O fauvismo destina-se a um ato de provocação ao racionalismo clássico.
Os praticantes do fauvismo não se preocupavam em expressar os sentimentos e as críticas sociais.
O fauvismo é a exaltação da cor. Os fauvistas recorriam a cores fortes que aplicavam no estado puro, com tonalidades fortes aplicadas de forma irracional.
Ponte de Waterloo, André Derain, 1906
Mulher com Chapéu, Henri Matisse, 1905
Expressionismo
Pintores críticos do conservadorismo e da moral burguesa pretendiam aproximar-se mais dos elementos agitadores e revolucionários.Os pintores expressionistas tinham influências do cromatismo de Van Gogh e de Munch.
Os expressionistas repudiavam a materialização e afirmavam que a pintura era a expressão instintiva e individual dos sentimentos. Estas reproduções seriam para denunciar o mal-estar vivido nas primeiras décadas do século XX. Nas pinturas verifica-se a angústia, o desespero, os dramas e a miséria social.
Na pintura expressionista sobressaem as formas distorcidas, primitivas, simples e uma escala de cores fortemente intensas, contrastantes e livremente aplicadas.
O Tigre, Franz Marc, 1912
Adão e Eva, Emil Nolde, 1921
Cubismo
O movimento cubista é contemporâneo da corrente expressionista. Marcado pela estilização volumétrica da arte africana.
Os pintores cubistas conseguem desmantelar por completo a perspetiva do objetivo, e propõem uma visão intelectual do espaço.
Cubismo analítico – durante a criação, procede-se a uma minuciosa decomposição das imagens no plano, articulando com pequenos sólidos geométricos.Nesta fase do cubismo analítico, há uma separação entre a representação da figura e a sua realidade natural.Cubismo sintético – recriava a realidade representada através da ligação lógica e coerente das figuras geométricas.Nesta fase, regressa a cor, à qual se juntam outros materiais (que não sejam tinta) e acentua a essência e a verdade pretendida pelos pintores cubistas.
Picasso, Duchamp...
A Rainha Isabeau, Pablo Picasso, 1909
Guitarra e Garrafa, Pablo Picasso, 1913
Futurismo
• Mensagem
Os futuristas desenvolveram uma batalha contra as formas culturais tradicionais de inspiração burguesa. Propuseram-se a destruir tudo o que era clássico e tradicional.
• Estrutura formal
Expressou-se na música produzida por instrumentos e ruídos dos motores, na literatura, onde defendiam a total liberdade, na produção
plástica, onde produziam imagens complexas, como por exemplo o movimento do ar causado pela velocidade das máquinas.
Principais participantes: Giacomo Balla, Gino Severini...
O Comboio da Cruz Vermelha, Gino Severini, 1915
Anúncio de uma "Grande Noite Futurista", 1913
O abstratismo constitui o juntar da pintura livre, sem preocupações na representação do objeto. Assim, nas produções abstratas, o objeto desaparece totalmente.O artista assim coloca na tela o seu mundo interior, uma realidade subjetiva, oculta e profunda.• Estrutura formalO abstracionismo lírico, sensível ou expressionista – Kandisnky; abstracionismo geométrico – Piet Mondrian.O abstracionismo de Kandisnky evidencia complexos jogos de cores fortes e virantes, e complexas combinações de linhas.Em total liberdade, é expresso o interior do pintor e a originalidade da sua criação.
- O abstracionismo de Piet Mondrian dá às suas obras uma forte carga geométrica, com linhas retas e cores primárias.
- Mondrian pretendeu contribuir para a construção de um mundo melhor, pela representação da ordem e harmonia, através do equilíbrio das formas geométricas e das cores primárias e neutras.
O abstracionismo
Composição nº7, Vassily Kandinsky, 1913
Dadaísmo
• Mensagem Os dadaístas, assumidamente niilistas, negavam a realidade substancial, as normas morais e cívicas, bem como toda a autoridade política.
Dada não significa nada!
O objetivo dos dadaístas era negar todos os conceitos de arte e técnicas artistas. Basicamente vulgarizar a criação artística.
A arte para os dadaístas era a antiarte, por isso optaram por subverter os valores. O objetivo deste movimento era chocar e suscitar reações negativas. • Estrutura formal Através de manifestações espontâneas, libertarias e anárquicas como espetaculares, marcada pelo caos e pelo barulho.
Inventaram os ready-made, prática de elevação de um objeto comum à categoria de obra de arte. • Principais praticantes: Marcel Duchamp, Hans Arp...
Manifesto Dadaísta de 1921
Fonte, Marcel Duchamp, 1917
Surrealismo
• Contexto histórico
O surrealismo pode considerar-se uma continuação do movimento Dada.
• Mensagem
O surrealismo tem uma ligação próxima ao pensamento freudiano (Freud).
Os surrealistas afirmam que o pensamento é automaticamente comandado pelo inconsciente. As suas obras eram expressão da interioridade do seu inconsciente.
• Estrutura formal
As suas obras caracterizam-se pela livre fluência automática dos motivos e movimentos inconscientes (através das drogas, fomes ou crises emocionais).
• Principais praticantes
Salvador Dalí, Yves Tanguy...
A Persistência da Memória, Salvador Dalí, 1931
Bibliografia
cONCLUSÃO
- Manual escolar
- Google Imagens
- https://notapositiva.com/mutacoes-no-comportamento-na-cultura/
- https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/40610/2/ulfpie053485_tm_anexo_aula9out.pdf
Vídeos interessantes:
A realização deste trabalho contribuiu para o aperfeiçoamento dos meus conhecimentos em relação ao tema, "Mutações nos comportamentos e na cultura"
https://www.youtube.com/watch?v=vzLDCH7u2wo
https://www.youtube.com/watch?v=LXBxuiMAIGg
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Bruna Viana
Created on November 16, 2022
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Os loucos anos 20
História aEbs fajões
"Mutações nos comportamentos e na cultura"
Bruna Viana, 12ºBF
índice
6. As vanguardas: ruturas com os cânones das artes e da literatura
1. As transformações da vida urbana
2. A nova sociabilidade urbana
7. As inovações na pintura
3. A crise dos valores tradicionais
4. Os movimentos feministas
5. As novas conceções científicas e a descrença no pensamento positivista
INTRODUÇÃO
Neste trabalho vai ser desenvolvido o tema "Mutações nos comportamentos e na cultura". É um tema importante para compreender assuntos da atualidade.
Moda nos anos 20
1. As transformações da vida urbana A nova sociabilidadeAs populações que vêm para as cidades vêem-se obrigadas a abandonar o seu antigo estilo de vida, acabando assim por adquirir novas formas de sociabilidade.
Passeio de automóvesi em Lisboa
2. A nova sociabilidade urbana
O desenraizamento das pessoas Os citadinos dirigem-se para o trabalho à mesma hora, partilham os mesmos transportes, os mesmos produtos e habitam casas semelhantes. Há uma tendência para a massificação. A desagregação das solidariedades tradicionais A descrença e o pessimismo ocuparam a mente das pessoas, tanto a das intelectuais como a das comuns. Deu-se uma profunda crise de consciência. A desumanização do trabalho O trabalho passa a ter uma menor importância, o que leva a que as pessoas passem a trabalhar menos horas e o nível de vida aumenta.
Bando de ovelhas, em associação às pessoas, por serem indiferenciadas e fazerem todas as mesmas coisas
Os novos comportamentos Nos tempos livres, frequentam lugares como os cafés, as esplanadas, os cinemas, os salões de baile e os recintos de espetáculos desportivos. Aumenta a convivência livre e ousada entre os sexos. Rompe com o que até aí era imposto. A cultura do lazer As pessoas começam a praticar mais desporto, como por exemplo futebol, ciclismo, ténis, corridas de cavalos e de automóveis, rugby e vivem mais a noite, indo a bailes, a cinemas, teatros, entre outros.
Jogo de Ténis
Corrida de automóveis
Jogo de futebol nos anos 20
UM NOVO CONCEITO DE FAMÍLIA
Com os movimentos feministas as mulheres passam a ter um estatuto mais elevado, no que diz respeito à família, passam a ter a tutela dos filhos, e em alguns dos casos, tornam-se as chefes de família. Instalou-se um clima de anomia, isto é, de ausência de normas morais e sociais que, com clareza, distinguem-se o certo e o errado.
Família nos anos 20
3. A CRISE DOS VALORES TRADICIONAIS
À entrada do século XX, os valores da sociedade burguesa sofriam as primeiras investidas. Os sinais de que se avizinhava uma alteração profunda eram já claramente visíveis mas a maioria desprezava-os, considerava-os extravagâncias sem futuro. A confiança na superioridade da civilização ocidental dava aos Europeus e aos Americanos uma sensação de otimismo, de viverem numa época extraordinária, que caminhava na senda do progresso. A brutalidade da Primeira Guerra Mundial pôs em causa as instituições, os valores espirituais e morais, todo o edifício social que tinha sustentado a ordem burguesa do século XIX.
Soldados nas trincheiras, Primeira Guerra Mundial
4. Os movimentos feministasNos loucos anos 20 houve imensas transformações no modo de pensar e agir das mulheres. As jovens passaram a usar o cabelo cortado à "garçonne", ajustaram as saias ao corpo e subiram-nas até aos joelhos, começaram a fazer vida noturna, etc. O movimento feminista organizado remonta ao século XIX. Por volta de 1850, as reivindicações centravam-se no direito das mulheres casadas à propriedade dos seus bens, à tutela dos filhos (em caso de viuvez, o poder patronal era exercido por um parente masculino), ao acesso à educação e a um trabalho socialmente valorizado.
Corte de cabelo à la garçonne
As primeiras feministas lutaram por alterações jurídicas que terminassem com o estatuto de eterna menoridade que a sociedade burguesa oitocentista reservava à mulher. Cerca de 1900, o direito de participação na vida política (direito ao voto) passou a assumir um papel preponderante nas reivindicações femininas. Organizaram-se então numerosas associações de sufragistas que, com um enorme espírito de militância, desencadearam uma luta pelo voto feminino.
Movimentos feministas
O Relativismo- Abordagem científico-filosófica que admite a impossibilidade do conhecimento absoluto e acredita que o conhecimento depende das condições, do tempo, do meio e do sujeito que conhece. A descoberta de que o átomo não era a unidade mais pequena da natureza, permitiu à Física abrir uma nova área de estudos denominada microfísica. Max Planck foi um pioneiro desta área, mostrando que, contrariamente ao que se pensava, as trocas de energia não acontecem num fluxo suave e constante, mas em pequenas quantidades individuais (às quais Planck chamou quantum) que se movem numa velocidade incrível, em saltos bruscos e descontínuos.
5. As novas conceções científicas e a descrença no pensamento positivista
Por meados do século XIX, o positivismo estabelecera uma confiança absoluta no poder do raciocínio e da ciência que considerava capazes de desvendar todos os mistérios do Universo. Acreditava-se então num mundo perfeitamente ordenado, regido por leis claras e objetivas. No início do séc. XX, o pensamento ocidental rebela-se contra este quadro de estreita racionalidade, valorizando outras dimensões do conhecimento. O filósofo Henri Bergson defendia que existem realidades que não podiam ser limitadas às leis físicas ou matemáticas. Para um conhecimento mais profundo o racionalismo deve fazer-se acompanhar da intuição. Esta era algo diferente da inteligência e mais próxima do instinto que nos revela aquilo que não é aparente, ao contrário da via racional que nos mostra as coisas “por fora”. Assim, tanto o transcendente como a imagem de Deus foram revalorizados.
Contudo, foi Albert Einstein que protagonizou a maior revolução na ciência no início do século, ao destruir as bases mais sólidas da Física, negando o carácter absoluto de tempo e espaço. Einstein defendia que o tempo é uma variável que decorre mais depressa ou devagar conforme a velocidade dos corpos. Esta teoria foi enunciada em 1905 e acabada em 1916 na obra Teoria da Relatividade Generalizada. As teorias de Planck e Einstein abalaram então a comunidade científica que se viu obrigada a reconhecer que o Universo era mais instável do que se pensava e que a verdade científica não era assim tão universal. Abriu-se então uma nova concepção científica – o relativismo – que rejeitou o determinismo racionalista baseado na ordem e aceitou o mistério e a probabilidade como partes integrantes do conhecimento.
Albert Einstein
As conceções psicanalíticas
O consciente é uma pequena parte da mente que se assemelha à “extremidade visível do icebergue”, contrariamente ao inconsciente que é uma camada maior, mais profunda e mais obscura. Entre estas duas encontra-se o subconsciente, constituído por alguns elementos psíquicos que podem passar ao consciente com facilidade que pode portanto ser considerado como um “filtro” entre as outras duas partes já referidas. Influenciado pela moral, o indivíduo bloqueia factos que o envergonham e culpabilizam tendencialmente, aprisionando-os no inconsciente onde ficam aparentemente esquecidos.
Também a concepção de que o Homem possui uma mente completamente racional foi abalada pelos estudos do médico austríaco Sigmund Freud. Freud compreendeu então que sob hipnose os pacientes se recordavam de coisas que se julgavam esquecidas. Esta constatação revelou assim a existência de uma parte da mente humana mais obscura que nós não controlamos mas que se manifesta no comportamento – o inconsciente. Foi com base nesta conclusão que Freud elaborou os princípios a que depois veio a chamar psicanálise. Segundo a psicanálise, o psiquismo humano estrutura-se em três níveis distintos: o consciente, o subconsciente e o inconsciente.
Sigmund Freud
Sigmund Freud
6. As vanguardas: ruturas com os cânones das artes e da literatura
Este movimento cultural, conhecido como modernismo, irradiou de Paris que era, então, o centro artístico da Europa. A cidade era, pois, o cerne da vanguarda cultural europeia, plena de talentos e entusiasmo.
Paris no início do séc.XX
A tela Operários (1933), de Tarsila do Amaral
7. As inovações na pintura e respetivas característicasFauvismo
- Contexto intelectual
A novidade artística proposta pelo vanguardismo em Paris, provocou fortes críticas e escândalos. O fauvismo destina-se a um ato de provocação ao racionalismo clássico.- Mensagem
Os praticantes do fauvismo não se preocupavam em expressar os sentimentos e as críticas sociais.- Estrutura formal
O fauvismo é a exaltação da cor. Os fauvistas recorriam a cores fortes que aplicavam no estado puro, com tonalidades fortes aplicadas de forma irracional.Ponte de Waterloo, André Derain, 1906
Mulher com Chapéu, Henri Matisse, 1905
Expressionismo
- Contexto intelectual
Pintores críticos do conservadorismo e da moral burguesa pretendiam aproximar-se mais dos elementos agitadores e revolucionários.Os pintores expressionistas tinham influências do cromatismo de Van Gogh e de Munch.- Mensagem
Os expressionistas repudiavam a materialização e afirmavam que a pintura era a expressão instintiva e individual dos sentimentos. Estas reproduções seriam para denunciar o mal-estar vivido nas primeiras décadas do século XX. Nas pinturas verifica-se a angústia, o desespero, os dramas e a miséria social.- Estrutura formal
Na pintura expressionista sobressaem as formas distorcidas, primitivas, simples e uma escala de cores fortemente intensas, contrastantes e livremente aplicadas.O Tigre, Franz Marc, 1912
Adão e Eva, Emil Nolde, 1921
Cubismo
O movimento cubista é contemporâneo da corrente expressionista. Marcado pela estilização volumétrica da arte africana.
- Mensagem
Os pintores cubistas conseguem desmantelar por completo a perspetiva do objetivo, e propõem uma visão intelectual do espaço.- Estrutura formal
Cubismo analítico – durante a criação, procede-se a uma minuciosa decomposição das imagens no plano, articulando com pequenos sólidos geométricos.Nesta fase do cubismo analítico, há uma separação entre a representação da figura e a sua realidade natural.Cubismo sintético – recriava a realidade representada através da ligação lógica e coerente das figuras geométricas.Nesta fase, regressa a cor, à qual se juntam outros materiais (que não sejam tinta) e acentua a essência e a verdade pretendida pelos pintores cubistas.- Principais praticantes
Picasso, Duchamp...A Rainha Isabeau, Pablo Picasso, 1909
Guitarra e Garrafa, Pablo Picasso, 1913
Futurismo
• Mensagem Os futuristas desenvolveram uma batalha contra as formas culturais tradicionais de inspiração burguesa. Propuseram-se a destruir tudo o que era clássico e tradicional. • Estrutura formal Expressou-se na música produzida por instrumentos e ruídos dos motores, na literatura, onde defendiam a total liberdade, na produção plástica, onde produziam imagens complexas, como por exemplo o movimento do ar causado pela velocidade das máquinas. Principais participantes: Giacomo Balla, Gino Severini...
O Comboio da Cruz Vermelha, Gino Severini, 1915
Anúncio de uma "Grande Noite Futurista", 1913
- Mensagem
O abstratismo constitui o juntar da pintura livre, sem preocupações na representação do objeto. Assim, nas produções abstratas, o objeto desaparece totalmente.O artista assim coloca na tela o seu mundo interior, uma realidade subjetiva, oculta e profunda.• Estrutura formalO abstracionismo lírico, sensível ou expressionista – Kandisnky; abstracionismo geométrico – Piet Mondrian.O abstracionismo de Kandisnky evidencia complexos jogos de cores fortes e virantes, e complexas combinações de linhas.Em total liberdade, é expresso o interior do pintor e a originalidade da sua criação.O abstracionismo
Composição nº7, Vassily Kandinsky, 1913
Dadaísmo
• Mensagem Os dadaístas, assumidamente niilistas, negavam a realidade substancial, as normas morais e cívicas, bem como toda a autoridade política. Dada não significa nada! O objetivo dos dadaístas era negar todos os conceitos de arte e técnicas artistas. Basicamente vulgarizar a criação artística. A arte para os dadaístas era a antiarte, por isso optaram por subverter os valores. O objetivo deste movimento era chocar e suscitar reações negativas. • Estrutura formal Através de manifestações espontâneas, libertarias e anárquicas como espetaculares, marcada pelo caos e pelo barulho. Inventaram os ready-made, prática de elevação de um objeto comum à categoria de obra de arte. • Principais praticantes: Marcel Duchamp, Hans Arp...
Manifesto Dadaísta de 1921
Fonte, Marcel Duchamp, 1917
Surrealismo
• Contexto histórico O surrealismo pode considerar-se uma continuação do movimento Dada. • Mensagem O surrealismo tem uma ligação próxima ao pensamento freudiano (Freud). Os surrealistas afirmam que o pensamento é automaticamente comandado pelo inconsciente. As suas obras eram expressão da interioridade do seu inconsciente. • Estrutura formal As suas obras caracterizam-se pela livre fluência automática dos motivos e movimentos inconscientes (através das drogas, fomes ou crises emocionais). • Principais praticantes Salvador Dalí, Yves Tanguy...
A Persistência da Memória, Salvador Dalí, 1931
Bibliografia
cONCLUSÃO
- Manual escolar
- Google Imagens
- https://notapositiva.com/mutacoes-no-comportamento-na-cultura/
- https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/40610/2/ulfpie053485_tm_anexo_aula9out.pdf
Vídeos interessantes:A realização deste trabalho contribuiu para o aperfeiçoamento dos meus conhecimentos em relação ao tema, "Mutações nos comportamentos e na cultura"
https://www.youtube.com/watch?v=vzLDCH7u2wo
https://www.youtube.com/watch?v=LXBxuiMAIGg