Comportamento animal
Introdução à etologia
A etologia é a ciência que estuda o comportamento dos animais, incluindo as alterações no seu comportamento normal. Etologia Clínica: é a especialidade veterinária que estuda a prevenção, diagnóstico e tratamento dos distúrbios de comportamento em animais. É importante diferenciar etologia de treino animal: A etologia: previne, diagnostica e trata clinicamente o problema de comportamento de um animal. O treino: faz parte do tratamento. Ensina ordens e ações, mas não resolve o problema de comportamento por si só. Por outro lado, a neuroetologia: estuda as características orgânicas envolvidas na resposta dos animais a estímulos externos e interno.
Objetivos da etologia
Vamos definir os objetivos da etologia segundo Nikolaas Tinbergen (1907-1988), zoólogo holandês, considerado um dos pais da etologia e vencedor do Prémio Nobel de Medicina, em 1973. Segundo Tinbergen, os objetivos da Etologia são:
- Descrever o comportamento dos animais, dividindo-os em elementos comportamentais simples.
- Explicar cada elemento.
- O objetivo é conseguir o etograma das espécies alvo de estudo. E uma vez obtido, explicar os padrões de comportamento.
FUNÇÃO DO COMPORTAMENTO O investigador estuda os fatores internos e externos que determinam o comportamento específico de um animal perante uma determinada situação. Estuda, também, se tal adaptação à situação pode ser transmitida à geração seguinte. MECANISMO O investigador deve identificar o estímulo, ou estímulos, que provocam o comportamento estudado e se este último foi modificado por algum comportamento recentemente aprendido. Esta secção pressupõe:
- Em primeiro lugar, descrever as mudanças na frequência, função e intensidade de um determinado comportamento ao longo do desenvolvimento de um indivíduo.
- Em segundo lugar, explicar porque é que essas mudanças ocorrem.
DESENVOLVIMENTO DO COMPORTAMENTO DURANTE A VIDA DO ANIMAL Consiste em avaliar como o comportamento muda ao longo da vida do animal, descobrir se existem experiências necessárias que devem ser vividas para adquirir o comportamento estudado e investigar quais os efeitos do comportamento no êxito reprodutivo. EVOLUÇÃO Como o próprio nome indica, corresponde à evolução do comportamento. O etólogo deve averiguar se o comportamento se assemelha ao de alguma outra espécie e se evoluiu com o seu desenvolvimento.
Importância da etologia para a clínica veterinária
O termo Etologia Clínica Veterinária foi exposto pela primeira vez em 1969, num artigo do British Veterinary Journal. Este termo foi utilizado para definir o estudo das alterações comportamentais decorrentes de uma patologia. A partir desse momento, a etologia é um campo em contínuo avanço na medicina veterinária. DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS Numerosas doenças causam alterações no comportamento do animal e estas podem ser o primeiro sinal reconhecível de patologia por parte do cuidador. EXAMES E TRATAMENTOS CLÍNICOS Alguns dos animais estudados podem ser perigosos para o clínico. Daí a importância de saber reconhecer sinais de agressão, medo, etc. que podem prevenir um ataque. FIDELIZAÇÃO DOS CLIENTES Os donos/cuidadores de animais valorizam os veterinários e funcionários que sabem reconhecer o comportamento dos animais. EXPLICAÇÃO DO COMPORTAMENTO ANIMAL E TRATAMENTO DE ANOMALIAS
Os problemas de comportamento de animais mantidos em cativeiro é um dos aspetos mais tratados e estudados em zoológicos. O profissional deve saber distinguir o comportamento normal da espécie do comportamento anómalo.
Na consulta é necessário diagnosticar a sua causa: derivada de uma patologia, má gestão, etc. MINIMIZAÇÃO DA RELAÇÃO STRESS-DOENÇA Um animal submetido a um stress constante acaba por desenvolver patologias secundárias, derivadas desse estado mental alterado. ADESTRAMENTO O adestramento deve ser aplicado tanto ao proprietário quanto ao animal, pois muitos dos problemas de comportamento devem-se a orientações incorretas do cuidador. Estas devem ser corrigidas durante o treino. Por isso, é importante que os tratadores de animais estejam presentes nos cursos ou aulas de etologia.
Consulta de comportamento
Consulta de comportamento
Consulta de comportamento
Geralmente, é desenvolvido o seguinte protocolo:
Geralmente, é desenvolvido o seguinte protocolo:
Geralmente, é desenvolvido o seguinte protocolo:
Informações sobre o alojamento do animal
Informações sobre o alojamento do animal
Informações sobre o alojamento do animal
Informações sobre o cuidado do animal
Informações sobre o cuidado do animal
Informações sobre o cuidado do animal
HISTORIAL CLÍNICO
HISTORIAL CLÍNICO
HISTORIAL CLÍNICO
ANAMNESE
ANAMNESE
ANAMNESE
Informações sobre tratamentos anteriores
Informações sobre tratamentos anteriores
Informações sobre tratamentos anteriores
Informações sobre as alterações comportamentais
Informações sobre as alterações comportamentais
Informações sobre as alterações comportamentais
DURANTE A CONSULTA
DURANTE A CONSULTA
DURANTE A CONSULTA
TRATAMENTO
TRATAMENTO
TRATAMENTO
Formas de observar o comportamento de um animal
AMOSTRAGEM PONTUAL OU AMOSTRAGEM INSTANT NEA
CONTROLO PERIÓDICO
AMOSTRAGEM DO COMPORTAMENTO
+inf
+info
+info
Neonatal
Pré-natal
Transitória
info
info
info
ETAPAS NO DESENVOLVIMENTO COMPORTAMENTAL EM MAMÍFEROS EXÓTICOS
Maturidade
Socialização
Juvenil
Adulta
info
info
info
info
As estereotipias
Definição Uma estereotipia é uma sequência de movimentos que o animal repete continuamente, sem nenhum propósito específico. São usadas como um dos indicadores de falta de bem-estar animal. O aparecimento destes comportamentos indica que a instalação e a manutenção efetuada pelo pessoal do recinto ficam aquém das normas mínimas para assegurar o bem-estar do animal. Ocorrem em situações em que há uma falta de controlo do seu ambiente. Deve-se conhecer primeiro o comportamento normal da espécie em questão, de forma a conseguir diferenciar o comportamento anómalo. Uma estereotipia difere de outros comportamentos, porque é uma sequência de movimentos repetidos sem qualquer variação. A repetição dos movimentos é regular com sequências que podem ser curtas ou longas. As estereotipias foram definidas de duas maneiras:
- Comportamentos repetitivos, invariáveis e sem aparente função imediata.
- Comportamentos repetitivos causados por repetidas tentativas de adaptação ao ambiente ou disfunção do sistema nervoso central.
Ambas as definições concordam que as estereotipias são comportamentos repetitivos. A segunda definição, no entanto, inclui comportamentos que, apesar de repetitivos, nem sempre são executados exatamente da mesma forma.
CARACTERÍSTICAS DAS ESTEREOTIPIAS
- São sempre executadas da mesma forma.
- Seguem um ritmo relativamente constante.
- Aparentemente não têm propósito.
Nos mamíferos, observaram-se as seguintes estereotipias:
- Estereotipias de deslocamento: o animal move-se continuamente pela mesma rota dentro da instalação.
- Estereotipias orais: consistem em fazer movimentos repetitivos com a língua ou morder repetidamente um determinado objeto.
- Movimentos repetitivos de todo o corpo sem movimento do animal
- Comportamento de higiene excessivo, que causa problemas de pele, como dermatite ou áreas alopécicas.
Stress nos animais
O termo “stress” refere-se a alterações comportamentais, devido a um estímulo que pode desencadear problemas de saúde nos animais. Em 1929, Cannon foi o primeiro a descrever o termo stress como a tentativa do sistema simpático adrenomedular de regular a homeostase, quando o animal se depara com um estímulo desagradável. O corpo ativa dois mecanismos principais antes de uma situação de stress:
- Ativação do sistema simpático e da medula adrenal, o que desencadeia a libertação de catecolaminas para que o corpo produza uma resposta rápida, tal como uma fuga.
- Ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal,que origina a produção de glicocorticoides. Estes prolongam as ações metabólicas iniciadas pelas catecolaminas
Uma ativação prolongada destes mecanismos pode levar ao desenvolvimento de processos patológicos às vezes irreversíveis.
Aprendizagem e técnicas de modificação de comportamento
PREVENÇÃO DO COMPORTAMENTO AGRESSIVO
APRENDIZAGEM
CUNHAGEM
OUTROS DISTÚRBIOS COMPORTAMENTAIS
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
CONDICIONAMENTO OPERANTE
Também denominado condicionamento instrumental.É dada uma recompensa ao animal para incentivá-lo a repetir um determinado comportamento. É importante que o animal aprenda a associação entre o comportamento e a recompensa
obtida ao realizar tal comportamento. TÉCNICAS DE CONDICIONAMENTO OPERANTE
A probabilidade de o comportamento se repetir aumenta (estímulo desejável) Reforço positivo O comportamento realizado pelo animal faz com que obtenha uma recompensa
agradável, o que estimula a repetição desse comportamento no futuro.
Reforço negativo O animal aprende que, se realizar um determinado comportamento, a consequência
não é agradável, então acaba por deixar de adotar tal comportamento.
Nunca se deve usar o castigo físico. O animal tem de entender que ao realizar uma ação
inadequada, acaba o tempo de brincadeira ou de interação com o cuidador. A aplicação de
um castigo físico faz com que o comportamento ocorra com mais frequência.
Muitos dos comportamentos dos animais são aprendidos a observar e imitar outros animais.
Consiste em dividir um comportamento em etapas mais fáceis de executar, para facilitar a
aprendizagem.
Pouco a pouco, o estímulo deixa de provocar um comportamento.
Consiste na eliminação dos estímulos que provocam um determinado comportamento.
- Dessensibilização sistemática
Processo em que um animal é exposto a um estímulo de forma gradual, de modo que no
final do processo esse estímulo não provoque qualquer comportamento.
Consiste em ensinar um comportamento incompatível com o comportamento que se deseja
eliminar.
DESENVOLVIMENTO DAS AVES
O comportamento das aves pode ser diferenciado em dois tipos:
Comportamentos de grupo
Comportamento individual
Durante as primeiras semanas de vida são totalmente dependentes dos pais e nunca saem do ninho, pelo que, nesta fase, os comportamentos sociais limitam-se aos estabelecidos com os pais e irmãos. Quando atingem a fase de voo, desenvolvem comportamentos mais sociais com os pais e com outros membros da mesma faixa etária. Terminada esta fase, permanecem em grupos de juvenis até atingirem a maturidade sexual. Quando atingem a maturidade sexual, aprendem a escolher um parceiro, a cortejar, a estabelecer o vínculo do casal, a reproduzir-se e criar.
DESENVOLVIMENTO DAS AVES
O comportamento das aves pode ser diferenciado em dois tipos:
Comportamentos de grupo
Comportamento individual
Durante as primeiras semanas de vida são totalmente dependentes dos pais e nunca saem do ninho, pelo que, nesta fase, os comportamentos sociais limitam-se aos estabelecidos com os pais e irmãos. Quando atingem a fase de voo, desenvolvem comportamentos mais sociais com os pais e com outros membros da mesma faixa etária. Terminada esta fase, permanecem em grupos de juvenis até atingirem a maturidade sexual. Quando atingem a maturidade sexual, aprendem a escolher um parceiro, a cortejar, a estabelecer o vínculo do casal, a reproduzir-se e criar.
Exemplo de um treino básico de um psitacídeo
As três ordens fundamentais que se deve ensinar são:
BAIXAR
SUBIR
QUIETO
A ordem de subir para a mão que lhe é indicada é um exercício muito importante. Devemos ter em conta que a ave deve fazer esse exercício porque quer, não por obrigação.
Para isso, dá-se uma recompensa comestível e repete-se a palavra-chave “subir”. É assim que a ave aprende a subir e a pousar na mão. É importante colocar a mão à altura das patas do papagaio e mantê-la firme para transmitir segurança. Uma vez aprendido o padrão, pode-se tentar mudar a recompensa para uma não alimentar, tal como um sinal de alegria, um abraço, etc.
Deve emitir-se a ordem “baixar” e oferecer depois um prémio comestível. Este treino deve ser feito quando a ave quer sair da mão para uma superfície estável. Para esta ordem, deve-se colocar a mão em que o papagaio está pousado um pouco abaixo do local de destino. O papagaio deve estar virado de frente para a superfície. Muitos apoiam primeiro o bico e só depois as patas.
Enquanto estiver fora da gaiola, deve-se habituar a ave a estar num poleiro que não seja mais alto que o cuidador, para facilitar o estabelecimento de um comportamento social adequado. É importante recompensá-la com comida ou um carinho enquanto ainda estiver no poleiro.
Habituar a ave a pousar no ombro pode levar a problemas comportamentais, como gritos ou mordidelas. Quando iniciamos este treino, é útil a utilização de poleiros móveis, pois podem ser colocados em qualquer lugar. Se a ave descer do poleiro, deve ser posta de novo no poleiro, sem dar qualquer tipo de recompensa.
Exemplo de normalização das relações sociais
Deve ser feito a dois níveis:
- Modificar a relação entre a ave e a pessoa escolhida para tratar dela.
Devemos diminuir consideravelmente o tempo que esta pessoa dedica a brincar e a acariciar a ave.
- Dar oportunidade a outras pessoas de interagirem com a ave.
A pessoa adjudicada não pode estar presente, enquanto decorre o programa de educação. A ave deve aprender a interagir com outras pessoas através de programas que incluem reforço positivo. Um dos métodos consiste em que a pessoa que põe em prática o programa seja aquela que lhe dá as recompensas alimentares preferidas. Desta forma, o animal começa a reconhecê-la e a olhar para ela quando se aproxima e se afasta da gaiola. Gradualmente, a pessoa pode oferecer a recompensa através das barras e, pouco a pouco, colocá-la diretamente na mão. Com este método consegue-se que, paulatinamente, o papagaio aceite outros tratadores e não apenas a pessoa adjudicada a ele. No entanto, deve-se ter em conta que nunca se conseguirá que a ave estabeleça o mesmo nível de confiança com todas as pessoas.
Substituir um comportamento indesejado
Na natureza, os papagaios passam o seu tempo a cuidar das penas, a procurar comida e a socializar.
Isto impede-os de dedicar tempo à socialização, o que significa que têm muitas horas para o cuidado e manutenção da plumagem. Este excesso de tempo livre pode fazer com que desenvolvam comportamentos indesejados, como arrancamento de penas e automutilação. Para evitar estes comportamentos, deve-se aumentar o tempo dedicado à procura de alimentos, considerando que, na natureza, passam até 80% do tempo realizando esta tarefa. Estas são as medidas que devemos adotar:
- Num pedaço de madeira não tratada, fazer vários buracos para preenchê-los com comida, como se fosse um prémio que a ave consegue ver, mas que é difícil de extrair. Este pedaço de madeira pode ser usado como poleiro ou estar pendurado na gaiola, sendo esta última opção a mais recomendada, pois dificulta mais a extração da comida.
- Envolver os comedouros em jornal ou papelão, para que a ave tenha de rasgá-los se quiser chegar à comida. Pode ser necessário fazer um pequeno buraco para conseguir ver o que está lá dentro.
- Envolver os alimentos em papel, palha de milho, etc., embora não seja necessário encher todos os invólucros com alimentos.
- Introduzir os alimentos em recipientes não comestíveis.
- Incorporar brinquedos que façam com que a ave tenha de desenroscar ou manipular componentes para obter alimento.
Exemplo de problemas de comportamento em aves
O distúrbio conhecido como picacismo, ou FDB (Feather Danaging Behavior ou Feather Destructive Behavior), é uma das alterações comportamentais mais comuns em aves mantidas em cativeiro. Os pássaros cortam, arrancam ou mastigam as suas penas. A supressão da procura de alimento, já que está sempre disponível, e as interações sociais, em alguns casos, resumem-se apenas ao tempo passado com o cuidador. Isto aumenta, de forma patológica, o comportamento de preening (ato de limpar e cuidar das penas), fazendo com que a ave comece a arrancar as suas próprias penas. Deve também ser tido em conta que, quando uma ave apresenta alterações na sua plumagem, nem sempre é devido a um problema de comportamento.
Alterações no comportamento
Causas sistémicas
Causas dermatológicas
CONSULTA SOBRE UM PROBLEMA DE PICACISMO
Historial clínico
Atualmente, as aves mantidas em cativeiro provêm, na sua maioria, de criações já em cativeiro. Mas este problema de comportamento pode ocorrer também com pássaros capturados na natureza. Nestes casos, o picacismo ou a falta de penas deve ser considerado um problema de comportamento. Este transtorno também é frequente em aves que passaram por vários tratadores ou que recentemente mudaram de acomodação. A introdução de um novo animal pode ser outro fator a considerar. É importante salientar que quando uma ave chega ao jardim zoológico deve ter um teste de circovírus aviário atualizado.
CONSULTA SOBRE UM PROBLEMA DE PICACISMO
Anamnese
É essencial obter todas as informações relativas à manutenção e gestão da ave nas suas instalações. Assim sendo, numa anamnese devem ser feitas as seguintes perguntas:
Interação com o animal
Alimentação
Gaiola
Info
Info
Info
CONSULTA SOBRE UM PROBLEMA DE PICACISMO
Exame físico
Antes de realizar a exploração e a manipulação do animal, deve-se dedicar tempo a observá-lo. Por vezes, o animal é levado à clínica na sua própria gaiola, o que permite ver em que condições de substrato, alimentação, limpeza, etc. é mantido. Outros vão dentro de uma transportadora e, noutros casos, o especialista desloca-se ao centro. De qualquer forma, deve-se observar o estado das penas, as áreas do corpo com falhas, o posicionamento das patas, etc.
Os exames que podem ser realizados na primeira visita são: hemograma e bioquímica completa, raspagem de pele, análise macro e microscópica das penas, análise coprológica direta, de flutuação e, se possível, coloração, teste de psitacose e circovírus, etc. A escolha dos exames é definida com base no historial clínico, anamnese e exame físico.
CONSULTA SOBRE UM PROBLEMA DE PICACISMO
Tratamento
Deve ficar claro que esta é uma situação que leva tempo a resolver e que o prestador de cuidados tem de cooperar. É importante aumentar o período de procura de alimentos. Para isso, podem ser tomadas as seguintes medidas:
- Instalar comedouros que dificultem o acesso à comida.
- Esconder os alimentos dentro de cartão ou papel.
- Reservar recompensas para o treino.
Também é possível melhorar a condição da pele e das penas pulverizando a ave todos os dias com água limpa. Deve ser realizado um programa de educação básico, utilizando a alimentação como recompensa, para que a ave aprenda determinados exercícios, estimulando a sua inteligência e encorajando-a a fazer exercício. Recomenda-se ensinar o pássaro a pousar num poleiro, ao lado do tratador, enquanto estiver solto, e não no ombro, pois esse é um comportamento que pode levar à agressividade com outras pessoas. É aconselhável dar uma folha com os cuidados específicos da espécie.
O tratamento farmacológico só deve ser aplicado nos casos em que a ave não tenha melhorado segundo as diretrizes prescritas. As opções são:
- 2,5-4 mg/kg QID-TID.
- 0,6 mg/kg TID-BID.
- 0,1-0,4 mg/kg por via oral a cada 12 horas.
- 6,4 mg/L de água.
A.V.E M.1 tema4 comportamento animal
Lisa Faria
Created on November 10, 2022
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Comportamento animal
Introdução à etologia
A etologia é a ciência que estuda o comportamento dos animais, incluindo as alterações no seu comportamento normal. Etologia Clínica: é a especialidade veterinária que estuda a prevenção, diagnóstico e tratamento dos distúrbios de comportamento em animais. É importante diferenciar etologia de treino animal: A etologia: previne, diagnostica e trata clinicamente o problema de comportamento de um animal. O treino: faz parte do tratamento. Ensina ordens e ações, mas não resolve o problema de comportamento por si só. Por outro lado, a neuroetologia: estuda as características orgânicas envolvidas na resposta dos animais a estímulos externos e interno.
Objetivos da etologia
Vamos definir os objetivos da etologia segundo Nikolaas Tinbergen (1907-1988), zoólogo holandês, considerado um dos pais da etologia e vencedor do Prémio Nobel de Medicina, em 1973. Segundo Tinbergen, os objetivos da Etologia são:
- Descrever o comportamento dos animais, dividindo-os em elementos comportamentais simples.
- Explicar cada elemento.
- O objetivo é conseguir o etograma das espécies alvo de estudo. E uma vez obtido, explicar os padrões de comportamento.
FUNÇÃO DO COMPORTAMENTO O investigador estuda os fatores internos e externos que determinam o comportamento específico de um animal perante uma determinada situação. Estuda, também, se tal adaptação à situação pode ser transmitida à geração seguinte. MECANISMO O investigador deve identificar o estímulo, ou estímulos, que provocam o comportamento estudado e se este último foi modificado por algum comportamento recentemente aprendido. Esta secção pressupõe: - Em primeiro lugar, descrever as mudanças na frequência, função e intensidade de um determinado comportamento ao longo do desenvolvimento de um indivíduo.
- Em segundo lugar, explicar porque é que essas mudanças ocorrem.
DESENVOLVIMENTO DO COMPORTAMENTO DURANTE A VIDA DO ANIMAL Consiste em avaliar como o comportamento muda ao longo da vida do animal, descobrir se existem experiências necessárias que devem ser vividas para adquirir o comportamento estudado e investigar quais os efeitos do comportamento no êxito reprodutivo. EVOLUÇÃO Como o próprio nome indica, corresponde à evolução do comportamento. O etólogo deve averiguar se o comportamento se assemelha ao de alguma outra espécie e se evoluiu com o seu desenvolvimento.Importância da etologia para a clínica veterinária
O termo Etologia Clínica Veterinária foi exposto pela primeira vez em 1969, num artigo do British Veterinary Journal. Este termo foi utilizado para definir o estudo das alterações comportamentais decorrentes de uma patologia. A partir desse momento, a etologia é um campo em contínuo avanço na medicina veterinária. DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS Numerosas doenças causam alterações no comportamento do animal e estas podem ser o primeiro sinal reconhecível de patologia por parte do cuidador. EXAMES E TRATAMENTOS CLÍNICOS Alguns dos animais estudados podem ser perigosos para o clínico. Daí a importância de saber reconhecer sinais de agressão, medo, etc. que podem prevenir um ataque. FIDELIZAÇÃO DOS CLIENTES Os donos/cuidadores de animais valorizam os veterinários e funcionários que sabem reconhecer o comportamento dos animais. EXPLICAÇÃO DO COMPORTAMENTO ANIMAL E TRATAMENTO DE ANOMALIAS Os problemas de comportamento de animais mantidos em cativeiro é um dos aspetos mais tratados e estudados em zoológicos. O profissional deve saber distinguir o comportamento normal da espécie do comportamento anómalo. Na consulta é necessário diagnosticar a sua causa: derivada de uma patologia, má gestão, etc. MINIMIZAÇÃO DA RELAÇÃO STRESS-DOENÇA Um animal submetido a um stress constante acaba por desenvolver patologias secundárias, derivadas desse estado mental alterado. ADESTRAMENTO O adestramento deve ser aplicado tanto ao proprietário quanto ao animal, pois muitos dos problemas de comportamento devem-se a orientações incorretas do cuidador. Estas devem ser corrigidas durante o treino. Por isso, é importante que os tratadores de animais estejam presentes nos cursos ou aulas de etologia.
Consulta de comportamento
Consulta de comportamento
Consulta de comportamento
Geralmente, é desenvolvido o seguinte protocolo:
Geralmente, é desenvolvido o seguinte protocolo:
Geralmente, é desenvolvido o seguinte protocolo:
Informações sobre o alojamento do animal
Informações sobre o alojamento do animal
Informações sobre o alojamento do animal
Informações sobre o cuidado do animal
Informações sobre o cuidado do animal
Informações sobre o cuidado do animal
HISTORIAL CLÍNICO
HISTORIAL CLÍNICO
HISTORIAL CLÍNICO
ANAMNESE
ANAMNESE
ANAMNESE
Informações sobre tratamentos anteriores
Informações sobre tratamentos anteriores
Informações sobre tratamentos anteriores
Informações sobre as alterações comportamentais
Informações sobre as alterações comportamentais
Informações sobre as alterações comportamentais
DURANTE A CONSULTA
DURANTE A CONSULTA
DURANTE A CONSULTA
TRATAMENTO
TRATAMENTO
TRATAMENTO
Formas de observar o comportamento de um animal
AMOSTRAGEM PONTUAL OU AMOSTRAGEM INSTANT NEA
CONTROLO PERIÓDICO
AMOSTRAGEM DO COMPORTAMENTO
+inf
+info
+info
Neonatal
Pré-natal
Transitória
info
info
info
ETAPAS NO DESENVOLVIMENTO COMPORTAMENTAL EM MAMÍFEROS EXÓTICOS
Maturidade
Socialização
Juvenil
Adulta
info
info
info
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As estereotipias
Definição Uma estereotipia é uma sequência de movimentos que o animal repete continuamente, sem nenhum propósito específico. São usadas como um dos indicadores de falta de bem-estar animal. O aparecimento destes comportamentos indica que a instalação e a manutenção efetuada pelo pessoal do recinto ficam aquém das normas mínimas para assegurar o bem-estar do animal. Ocorrem em situações em que há uma falta de controlo do seu ambiente. Deve-se conhecer primeiro o comportamento normal da espécie em questão, de forma a conseguir diferenciar o comportamento anómalo. Uma estereotipia difere de outros comportamentos, porque é uma sequência de movimentos repetidos sem qualquer variação. A repetição dos movimentos é regular com sequências que podem ser curtas ou longas. As estereotipias foram definidas de duas maneiras:
- Comportamentos repetitivos, invariáveis e sem aparente função imediata.
- Comportamentos repetitivos causados por repetidas tentativas de adaptação ao ambiente ou disfunção do sistema nervoso central.
Ambas as definições concordam que as estereotipias são comportamentos repetitivos. A segunda definição, no entanto, inclui comportamentos que, apesar de repetitivos, nem sempre são executados exatamente da mesma forma.CARACTERÍSTICAS DAS ESTEREOTIPIAS
- São sempre executadas da mesma forma.
- Seguem um ritmo relativamente constante.
- Aparentemente não têm propósito.
Nos mamíferos, observaram-se as seguintes estereotipias: Stress nos animais
O termo “stress” refere-se a alterações comportamentais, devido a um estímulo que pode desencadear problemas de saúde nos animais. Em 1929, Cannon foi o primeiro a descrever o termo stress como a tentativa do sistema simpático adrenomedular de regular a homeostase, quando o animal se depara com um estímulo desagradável. O corpo ativa dois mecanismos principais antes de uma situação de stress:
- Ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal,que origina a produção de glicocorticoides. Estes prolongam as ações metabólicas iniciadas pelas catecolaminas
Uma ativação prolongada destes mecanismos pode levar ao desenvolvimento de processos patológicos às vezes irreversíveis.Aprendizagem e técnicas de modificação de comportamento
PREVENÇÃO DO COMPORTAMENTO AGRESSIVO
APRENDIZAGEM
CUNHAGEM
OUTROS DISTÚRBIOS COMPORTAMENTAIS
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
CONDICIONAMENTO OPERANTE
Também denominado condicionamento instrumental.É dada uma recompensa ao animal para incentivá-lo a repetir um determinado comportamento. É importante que o animal aprenda a associação entre o comportamento e a recompensa obtida ao realizar tal comportamento. TÉCNICAS DE CONDICIONAMENTO OPERANTE
- Reforço
A probabilidade de o comportamento se repetir aumenta (estímulo desejável) Reforço positivo O comportamento realizado pelo animal faz com que obtenha uma recompensa agradável, o que estimula a repetição desse comportamento no futuro. Reforço negativo O animal aprende que, se realizar um determinado comportamento, a consequência não é agradável, então acaba por deixar de adotar tal comportamento.- Castigo
Nunca se deve usar o castigo físico. O animal tem de entender que ao realizar uma ação inadequada, acaba o tempo de brincadeira ou de interação com o cuidador. A aplicação de um castigo físico faz com que o comportamento ocorra com mais frequência.- Imitação
Muitos dos comportamentos dos animais são aprendidos a observar e imitar outros animais.- Moldagem
Consiste em dividir um comportamento em etapas mais fáceis de executar, para facilitar a aprendizagem.- Habituação
Pouco a pouco, o estímulo deixa de provocar um comportamento.- Extinção
Consiste na eliminação dos estímulos que provocam um determinado comportamento.- Dessensibilização sistemática
Processo em que um animal é exposto a um estímulo de forma gradual, de modo que no final do processo esse estímulo não provoque qualquer comportamento.- Contracondicionamento
Consiste em ensinar um comportamento incompatível com o comportamento que se deseja eliminar.DESENVOLVIMENTO DAS AVES
O comportamento das aves pode ser diferenciado em dois tipos:
Comportamentos de grupo
Comportamento individual
Durante as primeiras semanas de vida são totalmente dependentes dos pais e nunca saem do ninho, pelo que, nesta fase, os comportamentos sociais limitam-se aos estabelecidos com os pais e irmãos. Quando atingem a fase de voo, desenvolvem comportamentos mais sociais com os pais e com outros membros da mesma faixa etária. Terminada esta fase, permanecem em grupos de juvenis até atingirem a maturidade sexual. Quando atingem a maturidade sexual, aprendem a escolher um parceiro, a cortejar, a estabelecer o vínculo do casal, a reproduzir-se e criar.
DESENVOLVIMENTO DAS AVES
O comportamento das aves pode ser diferenciado em dois tipos:
Comportamentos de grupo
Comportamento individual
Durante as primeiras semanas de vida são totalmente dependentes dos pais e nunca saem do ninho, pelo que, nesta fase, os comportamentos sociais limitam-se aos estabelecidos com os pais e irmãos. Quando atingem a fase de voo, desenvolvem comportamentos mais sociais com os pais e com outros membros da mesma faixa etária. Terminada esta fase, permanecem em grupos de juvenis até atingirem a maturidade sexual. Quando atingem a maturidade sexual, aprendem a escolher um parceiro, a cortejar, a estabelecer o vínculo do casal, a reproduzir-se e criar.
Exemplo de um treino básico de um psitacídeo
As três ordens fundamentais que se deve ensinar são:
BAIXAR
SUBIR
QUIETO
A ordem de subir para a mão que lhe é indicada é um exercício muito importante. Devemos ter em conta que a ave deve fazer esse exercício porque quer, não por obrigação. Para isso, dá-se uma recompensa comestível e repete-se a palavra-chave “subir”. É assim que a ave aprende a subir e a pousar na mão. É importante colocar a mão à altura das patas do papagaio e mantê-la firme para transmitir segurança. Uma vez aprendido o padrão, pode-se tentar mudar a recompensa para uma não alimentar, tal como um sinal de alegria, um abraço, etc.
Deve emitir-se a ordem “baixar” e oferecer depois um prémio comestível. Este treino deve ser feito quando a ave quer sair da mão para uma superfície estável. Para esta ordem, deve-se colocar a mão em que o papagaio está pousado um pouco abaixo do local de destino. O papagaio deve estar virado de frente para a superfície. Muitos apoiam primeiro o bico e só depois as patas.
Enquanto estiver fora da gaiola, deve-se habituar a ave a estar num poleiro que não seja mais alto que o cuidador, para facilitar o estabelecimento de um comportamento social adequado. É importante recompensá-la com comida ou um carinho enquanto ainda estiver no poleiro.
Habituar a ave a pousar no ombro pode levar a problemas comportamentais, como gritos ou mordidelas. Quando iniciamos este treino, é útil a utilização de poleiros móveis, pois podem ser colocados em qualquer lugar. Se a ave descer do poleiro, deve ser posta de novo no poleiro, sem dar qualquer tipo de recompensa.
Exemplo de normalização das relações sociais
Deve ser feito a dois níveis:
- Modificar a relação entre a ave e a pessoa escolhida para tratar dela.
Devemos diminuir consideravelmente o tempo que esta pessoa dedica a brincar e a acariciar a ave. - Dar oportunidade a outras pessoas de interagirem com a ave.
A pessoa adjudicada não pode estar presente, enquanto decorre o programa de educação. A ave deve aprender a interagir com outras pessoas através de programas que incluem reforço positivo. Um dos métodos consiste em que a pessoa que põe em prática o programa seja aquela que lhe dá as recompensas alimentares preferidas. Desta forma, o animal começa a reconhecê-la e a olhar para ela quando se aproxima e se afasta da gaiola. Gradualmente, a pessoa pode oferecer a recompensa através das barras e, pouco a pouco, colocá-la diretamente na mão. Com este método consegue-se que, paulatinamente, o papagaio aceite outros tratadores e não apenas a pessoa adjudicada a ele. No entanto, deve-se ter em conta que nunca se conseguirá que a ave estabeleça o mesmo nível de confiança com todas as pessoas.Substituir um comportamento indesejado
Na natureza, os papagaios passam o seu tempo a cuidar das penas, a procurar comida e a socializar. Isto impede-os de dedicar tempo à socialização, o que significa que têm muitas horas para o cuidado e manutenção da plumagem. Este excesso de tempo livre pode fazer com que desenvolvam comportamentos indesejados, como arrancamento de penas e automutilação. Para evitar estes comportamentos, deve-se aumentar o tempo dedicado à procura de alimentos, considerando que, na natureza, passam até 80% do tempo realizando esta tarefa. Estas são as medidas que devemos adotar:
Exemplo de problemas de comportamento em aves
O distúrbio conhecido como picacismo, ou FDB (Feather Danaging Behavior ou Feather Destructive Behavior), é uma das alterações comportamentais mais comuns em aves mantidas em cativeiro. Os pássaros cortam, arrancam ou mastigam as suas penas. A supressão da procura de alimento, já que está sempre disponível, e as interações sociais, em alguns casos, resumem-se apenas ao tempo passado com o cuidador. Isto aumenta, de forma patológica, o comportamento de preening (ato de limpar e cuidar das penas), fazendo com que a ave comece a arrancar as suas próprias penas. Deve também ser tido em conta que, quando uma ave apresenta alterações na sua plumagem, nem sempre é devido a um problema de comportamento.
Alterações no comportamento
Causas sistémicas
Causas dermatológicas
CONSULTA SOBRE UM PROBLEMA DE PICACISMO
Historial clínico
Atualmente, as aves mantidas em cativeiro provêm, na sua maioria, de criações já em cativeiro. Mas este problema de comportamento pode ocorrer também com pássaros capturados na natureza. Nestes casos, o picacismo ou a falta de penas deve ser considerado um problema de comportamento. Este transtorno também é frequente em aves que passaram por vários tratadores ou que recentemente mudaram de acomodação. A introdução de um novo animal pode ser outro fator a considerar. É importante salientar que quando uma ave chega ao jardim zoológico deve ter um teste de circovírus aviário atualizado.
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Anamnese
É essencial obter todas as informações relativas à manutenção e gestão da ave nas suas instalações. Assim sendo, numa anamnese devem ser feitas as seguintes perguntas:
Interação com o animal
Alimentação
Gaiola
Info
Info
Info
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Exame físico
Antes de realizar a exploração e a manipulação do animal, deve-se dedicar tempo a observá-lo. Por vezes, o animal é levado à clínica na sua própria gaiola, o que permite ver em que condições de substrato, alimentação, limpeza, etc. é mantido. Outros vão dentro de uma transportadora e, noutros casos, o especialista desloca-se ao centro. De qualquer forma, deve-se observar o estado das penas, as áreas do corpo com falhas, o posicionamento das patas, etc. Os exames que podem ser realizados na primeira visita são: hemograma e bioquímica completa, raspagem de pele, análise macro e microscópica das penas, análise coprológica direta, de flutuação e, se possível, coloração, teste de psitacose e circovírus, etc. A escolha dos exames é definida com base no historial clínico, anamnese e exame físico.
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Tratamento
Deve ficar claro que esta é uma situação que leva tempo a resolver e que o prestador de cuidados tem de cooperar. É importante aumentar o período de procura de alimentos. Para isso, podem ser tomadas as seguintes medidas:
- Instalar comedouros que dificultem o acesso à comida.
- Esconder os alimentos dentro de cartão ou papel.
- Reservar recompensas para o treino.
Também é possível melhorar a condição da pele e das penas pulverizando a ave todos os dias com água limpa. Deve ser realizado um programa de educação básico, utilizando a alimentação como recompensa, para que a ave aprenda determinados exercícios, estimulando a sua inteligência e encorajando-a a fazer exercício. Recomenda-se ensinar o pássaro a pousar num poleiro, ao lado do tratador, enquanto estiver solto, e não no ombro, pois esse é um comportamento que pode levar à agressividade com outras pessoas. É aconselhável dar uma folha com os cuidados específicos da espécie.O tratamento farmacológico só deve ser aplicado nos casos em que a ave não tenha melhorado segundo as diretrizes prescritas. As opções são: