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Maria Judite de Carvalho - George

Estudo Em Casa

Created on October 28, 2022

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Transcript

George de Maria Judite de carvalho

01

Obra

Vida

01

Maria Judite de Carvalho

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Maria Judite de Carvalho

Vida e obra

Vida e obra

Maria Judite de Carvalho

Maria Judite de Carvalho

Nasce, em Lisboa, em 1921 e morre em 1998; Licencia-se em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa; Casa com o escritor Urbano Tavares Rodrigues, tendo vivido em França; Regressam a Portugal e exerce, durante anos o ofício de jornalista; Destacou-se, no Diário de Lisboa, com as suas célebres crónicas; Publicou o seu primeiro livro, Tanta Gente, Mariana (1959) – tendo sido logo premiada.

Maria Judite de Carvalho

Vida e obra

Maria Judite de Carvalho

1959- Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Escritores (Tanta Gente Mariana);1961- Prémio Camilo Castelo Branco (Palavrasa poupadas), 1992 - Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique; 1995- Prémio da Associação Internacional de Críticos,Grande Prémio do Conto APE,Prémio Máxima,Prémio Vergílio Ferreira das Universidades Portuguesas (Seta despedida).

02

George

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Maria Judite de Carvalho

https://www.pnl2027.gov.pt/np4/umautor_maria_judite_carvalho.html

Análise do conto

02

As três idades da vida A complexidade da natureza humana

Aos 45 anos George é uma mulher de sucesso: pintora reconhecida, viajada, mulher de muitos amores (“casou-se, divorciou-se, partiu, chegou, voltou a partir e a chegar”), com cabelos sempre pintados de cor diferente, “malas ricas”, “dinheiro no banco” e a sua casa holandesa.A personagem regressa a Portugal após cerca de 20 anos de ausência e desse regresso resulta a convivência imaginária entre a George adulta, a Gi adolescente e a Georgina, “velha”.

A ação do conto centra-se na personagem George, uma personagem feminina, direcionando a ação para três momentos distintos, que representam as três idades da sua vida: menina, mulher e velha. George saiu de casa quando tinha cerca de 18 anos, rumo a Amesterdão (Holanda), em busca de liberdade e fugindo da sua realidade bem como da incompreensão dos pais. O seu talento era desenhar.

Gi - 18 anos

Ânsia de liberdade, descoberta e conhecimento. Recusa da vida que a sociedade espera da mulher (vida confinada ao casamento e à maternidade).

Esfinge ou As três idades da mulher, Edvard Munch, 1894

George - 45 anos

Solidão. Desamparo. Exclusão. Em constante fuga. Desvalorização das relações afetivas. Desapego aos objetos que tragam recordações.

Esfinge ou As três idades da mulher, Edvard Munch, 1894

Georgina - 70 anos

Consciência da passagem do tempo e da efemeridade da vida; Consciência da efemeridade do poder; Consciência da importância dos laços afetivos.

Esfinge ou As três idades da mulher, Edvard Munch, 1894

Ação

Início da ação

Desenvolvimento

Desenlace

Consulta

Consulta

Consulta

george

((Resumo)

Afastamento da infância e aproximação da velhice:

  • a infância está presente, no primeiro encontro (Gi e George).
  • George e Gi andam lentamente, a simbolizar a impossibilidade de ressuscitar o passado e de se despedir dele.
  • o segundo encontro (George e Georgina) é marcado pela viagem de comboio (veloz), simbolizando a morte definitiva do passado e a aceleração da marcha do Tempo em direção à velhice e à morte.

Recursos expressivos

Interrogação de retórica

"(...) perdeu a bússula não sabe onde nem quando, perdeu tanta coisa sem ser a bússula. Perdeu ou largou?"

Recursos expressivos

Enumeração e metáfora

"Mas, tal como essas pessoas, tem, vai ter, uma voz muito real e viva, uma voz que a cal e as pás de terra, e a pedra e o tempo e ainda a distância e a confusão da vida de George, não prejudicaram. "

Recursos expressivos

Antítese e anáfora

"(...) Disponível, pensava. Senhora de si. Para partir. Para chegar. Mesmo para estar onde estava."

Recursos expressivos

Sinestesia e uso expressivo do adjetivo

"(...) A sua voz está mole, pegajosa, difícil, as palavras perdem o fim, desinteressadas de si próprias, é como se se preparassem para os sono."

"A minha alma veio de muito mais longe que este corpo meu."

Maria Judite de carvalho