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O problema da definição de Arte

Matilde Pereira

Created on October 24, 2022

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Transcript

O problema da definição de Arte

Disciplinade Filosofia

Leonor Machado, nº 15 Matilde Sousa, nº 20 Matilde Pereira, nº 22

11º

Índice

Introdução

Teorias essencialistas

Teorias não essencialistas

O que é a arte?

Conclusão

Problema

Bibliografia/ Webgrafia

Critérios

iNTRODUÇÃO

  • Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Filosofia. Na temática aqui desenvolvida abordamos o tema “O problema da definição de Arte”, e as suas diferentes teorias.
  • Será um trabalho no qual tentaremos explicar de uma forma acessível esta matéria, particularmente, interessante. Afinal de contas, muitas das coisas a que hoje chamamos arte não eram assim chamadas há uns anos.

O que é a arte?

  • A definição de arte tem sido debatida por séculos entre os filósofos. Trata-se da questão básica presente no campo da Estética.
  • É o conceito que engloba todas as criações realizadas pelo ser humano para expressar uma visão sensível do mundo, seja este real ou fruto da imaginação.

Através de recursos...

sonoros

plásticos

linguísticos

a arte permite a expressão de...

ideias

emoções

percepções

sensações

A arte imita a natureza, mas também, por vezes, a completa. Está na origem da atividade artística a propensão natural do homem a imitar.

Produzir uma obra de arte não basta ter conhecimento sobre um determinado assunto, é preciso ter habilidade para fazer.

Kant

Aristóteles

Identificar e explicar o problema da definição de uma obra de arte

Estes são alguns dos problemas envolvidos na discussão em torno da definição de arte que iremos abordar de seguida:

  • “O que é a arte?”
  • “Que características tem de ter um objeto para que possa ser considerado obra de arte?”
  • “Será que existem características comuns a todas as obras de arte?”

Critérios classificativo e avaliativo de arte

  • Dizer que algo é uma obra de arte no sentido classificativo (descritivo) é dizer simplesmente que esse objeto pertence a uma determinada classe.
  • Dizer que algo é uma obra de arte no sentido valorativo (avaliativo) é reconhecer que esse objeto, além de pertencer à categoria das obras de arte, é um bom exemplar dessa categoria, ou seja, é uma boa obra de arte.

Teorias Essencialistas

A teoria essencialista da arte tenta encontrar a essência da arte, ou seja, tenta encontrar as propriedades essenciais e individuadoras de uma obra. Essencias na medida em que são propriedades partilhadas por todas as obras. Individuadoras pois permite distinguir as obras de arte dos objetos que não o são.

Ex.: É essencial que as obras de arte tenham um autor, mas não é uma característica individuadora, na medida em que há outras obras não artísticas que têm um autor, como é o caso de uma peça jornalística.

Teorias Essencialistas

Arte como representação

➔ Uma obra é arte se, e só se, representa algo. ➔ É necessário e, simultaneamente, suficiente que seja uma representação para que possa ser considerada uma obra de arte.

A noção de representação é a mais lata do que a noção de imitação. O termo “imitação” está na origem desta teoria, que se chamava, portanto, Teoria da Arte como Imitação. Porém, os filósofos preferem o termo “representação”.

  • Remontando a Platão, um dos pioneiros nesta tese, o vocábulo “imitação” é mais direcionado à pintura, principalmente à pintura figurativa, já que a pintura abstrata não existia no século V a.C..
  • Platão era um crítico ávido aos pintores, dado que, estes inspiraram-se no mundo sensível, mundo sensível este que, por si só, já era uma cópia do mundo inteligível.
  • Os pintores tomavam como modelo aquilo que já era um plágio do verdadeiro modelo, as ideias, aquilo que interessava à pesquisa filosófica.

Platão

  • Todavia, a palavra “imitação” é demasiado restritiva, e é por este motivo que é preferível falarmos em “representação”.
  • Desde logo porque “imitação” não englobava a música ou a arquitetura, por exemplo, depois porque, obviamente, se ficarmos confinados à ideia de imitações, vamos ter de deixar de forma uma série de obras de arte incontestáveis que efetivamente nada representam.

Aspetos Positivos

➔ Muitas obras de arte evocam, por representações, realidades ausentes.

“Isto não é um cachimbo”, de René Magritte, é a representação de um cachimbo. Ou seja, por mais próxima que seja a representação, há sempre uma distância entre o que é representado e o modo como se o representa.

➔ Premite distinguir boas de más obras de arte, isto é, encara a obra de arte no sentido valorativo.

Aspetos negativos

➔ Há obras de arte que nada representam.Como é o caso da pintura abstrata. A não ser que, de acordo com Nelson Goodman, aceitarmos que as cores se representam a si mesmas e que as linhas se representam a si mesmas. Uma ideia contraintuitiva à ideia de representação. Não se aceita a tese de Goodman.

Goodman

Nelson

Aspetos Negativos

➔ Não é possível distinguir boas e más representações.

➔ Há objetos que representam e não são obras de arte.

Sinais de trânsito, por exemplo, o sinal de proibição, todos sabemos que representa “transito proibido", mas este não é uma obra de arte.

Representações que remontam a tempos longínquos, às quais só temos acesso por testemunhos indiretos, não é possível saber se a representação está próxima da realidade ou não.

Arte como expressão

➔ Uma obra é arte se, e só se, exprime sentimentos e emoções do artista.➔ Esta tese tem origem no século XIX, é partilhada por vários artistas, especialmente escritores, como Liev Tolstoi (1828-1910).

Liev Tolstoi

A arte é uma atividade humana que consiste nisto: um homem comunica conscientemente a outros, por meio de certos cinais externos, os sentimentos de que teve experiência, e outras pessoas são contaminadas por estes sentimentos e também deles têm uma experiência.

(Tolstoi, L.; O que é a arte?)

Vamos isolar três condições separadamente necessárias, que em conjunto são suficientes para que possamos dizer estar perante uma obra de arte.

Arte como expressão

01

Condição experimentalista

O artista experienciou os sentimentos ou emoções que estão na base da obra de arte.

02

Condição expressiva

A obra de arte deve poder expressar essas emoções e sentimentos experienciados pelo artista.

03

Condição identitária

Os usufruidores da arte devem ser contagiados, de modo a experienciar os mesmos sentimentos ou emoções que estão na base da obra de arte, e que a mesma expressa.

Aspetos positivos

➔ Reconhece a importância de certas emoções sem as quais a obra não existe.Vai ao encontro da ideia comum aceite, por nós, não especialistas, de que as obras de arte expressão sentimentos e nós somos levados a experienciar esses sentimentos também, ao fruirmos da obra de arte.

Exemplo

Edvard Munch deixou escrito que trata-se da expressão de um episódio que aconteceu numa tarde, em que passeava com os seus amigos, numa ponte em Oslo, onde teve um ataque de ansiedade e melancolia extremas.A técnica e o movimento da pintura tratam de nos contagiar a viver esses mesmos sentimentos.

O Grito

Aspetos Positivos

➔Permite classificar como obras de arte que nada representam.

➔ Permite distinguir boas e más obras de arte.

Como Malevich, levar-nos-á a experienciar uma emoção ou sentimento pelas suas obras.

Ou seja, a boa obra de arte é aquela que expressa sentimentos e emoções da melhor forma. A má obra de arte não é capaz de o fazer da mesma forma.

Aspetos negativos

➔ Os sentimentos expressos não foram necessariamente vivenciados pelo artista.

➔Há obras de arte que não expressão sentimentos.

Como a arte ótica e a arte aleatória, que é fruto de acaso. Artistas que programam máquinas para que, no momento que estas começam a funcionar, a produção da obra fica ao encargo delas.

Principalmente na literatura, já que o escritor não vivenciou todos os sentimentos e emoções que as suas personagens. O escritor não precisa de experienciar a euforia para descrever um personagem eufórico.

➔ Os sentimentos experienciados na fruição da obra não são necessariamente os mesmos que lhe estão na base.Vários fruidores de arte experienciaram sentimentos e emoções distintas perante a mesma obra de arte. Por exemplo, diferentes intérpretes de uma composição musical dão a sensação que estamos a ouvir peças totalmente diferentes, sendo, porém, a base a mesma composição.

Arte como forma

➔ Uma obra é arte se, e só se, provoca emoções estéticas.

Clive Bell

  • Esta qualidade essencial das obras de arte, estipula Clive Bell, é a “forma significante”.
  • O que desperta as nossas emoções estéticas são certas relações entre formas, as próprias formas, as linhas e as cores.
  • Se perguntarmos que relações despertam essas emoções, a resposta é: as significantes.

Aspetos positivos

➔ Permite incluir qualquer obra de arte, mesmo as que estão por inventar.Tomando as obras de arte de Artur Bordalo, estas estão espalhadas pelo mundo, para quem quiser as contemplar.

Artut Bordalo

Aspetos negativos

➔ A noção de “forma significante” é vaga.

➔ A teoria é elitista.

Em relação à pintura, esta seria as cores e as formas. Em relação à escultura, seriam os movimentos. Mas e a música? E a literatura? Onde é que está a “forma significante”? Estamos a falar da mesma propriedade ou de propriedades diferentes?

Apenas os críticos sensíveis estariam preparados para experienciar a emoção estética.

Aspetos negativos

➔A teoria é irregular.

➔ O argumento a favor da teoria é circular.

Já mais conseguiremos saber se a emoção estética que estamos a sentir é efetivamente a mesma que os outros usufruidores sentem.

Aquilo que está a ser definido é usado na definição. "As obras de arte provocam emoções estéticas porque têm uma propriedade capaz de provocar emoções estéticas."

Teorias Não Essencialistas

  • Para os defensores deste tipo de abordagem, dada a natureza dinâmica, criativa e inovadora do fenómeno artístico, nunca se poderá determinar um conjunto de propriedades intrínsecas comuns a toda a obra de arte.
  • Deve focar-se nos aspectos relacionais, processuais e contextuais que envolvem a obra de arte. Não há uma essência comum à obra de arte.
  • O que torna inútil procurar nos objetos de arte características permanentes e comuns supostamente associadas a funções tão diferentes.

Teoria institucional da arte

➔ Uma obra de arte só o é se for um artefato que possui um conjunto de características ao qual foi atribuído o estatuto de candidato a apreciação por uma ou várias pessoas que atuam em nome de determinada instituição social: o mundo da arte (representantes do mundo da arte)

Exemplos

  • O que distingue a obra de Warhol dos seus semelhantes não são as caracteristicas formais, nem outras caracteristicas intrínsecas, mas o facto de ela se inserir no contexto de uma prática social instituída - o mundo da arte.

Antecipação de um Braço Partido

Caixa de Brillo

  • Já "Antecipação de um Braço Partido"é uma obra de arte porque Duchamp, um representante do mundo da arte, lhe atribuiu esse estatuto.

Marcel Duchamp

Andy Warhol

Críticas

01

Dá-nos uma definição viciosa e circular de arte

02

Torna a definição de arte inútil

03

Impossibilita a existência de arte primitiva ou arte solitária

Teoria Histórica

➔ Algo é uma obra de arte se, e só se, alguém com direitos de propriedade sobre isso tiver a intenção séria de que seja encarado da mesma forma como foram corretamente encarados outros objetos abrangidos pelo conceito de “obra de arte”.

  • Define arte apelando a propriedades extrínsecas e relacionais/contextuais da arte;
  • Intenção séria e direitos de propriedade são requisitos a ter em conta;
  • Intenção séria - não pode ser momentânea, passageira ou meramente ilustrativa.

Exemplos:

Intenção séria

  • Um professor poderia sugerir aos seus alunos de que tem como intenção de que a sua caneta seja encarada como um ready-made.
  • Ora, como os ready-made são obras de arte e alguns foram concebidos com essa mesma intenção, isso significa que existem bons precedentes históricos e, por conseguinte, pode parecer que a teoria histórica está condenada a considerar que o professor acabou de criar uma obra de arte.

Direitos de propriedade

  • Marcel Duchamp tentou, sem sucesso, converter o Edifício Woolworth, em Nova Iorque, num dos seus ready-made.
  • Uma possível explicação para o facto de esta tentativa não ter sido bem sucedida pode ser precisamente o facto de Marcel Duchamp não ter direitos de propriedade sobre o edifício.

Críticas:

  • Não explica porque que é que a primeira obra de arte é considerada arte (esta não tem precedentes).
  • Algumas formas de encarar a arte do passado já não são válidas atualmente.
  • É demasiado inclusiva porque não excluiu, por exemplo, fotos tipo passe e retratos robô que retratam o passado mas não são obras de arte.
  • É demasiado exclusiva.
  • Não se exige que os artistas tenham direito de propriedade sobre algumas das suas obras, por exemplo o graffiti.

Concluindo...

  • O questionamento sobre o conceito de arte é complexo e divide muitas opiniões. Esta variedade de respostas faz também com que o tema seja muito interessante.
  • O que é realmente a arte? Quem a define? "Arte só é arte se alguém o diz." Então eu posso definir arte? Ou apenas as "pessoas certas" o podem? Mas quem são essas pessoas?
  • Mas no final do dia, a verdadeira pergunta é...

Afinal, para ti, o que é arte?

Bibliografia/Webgrafia

  • https://www.rtp.pt/play/estudoemcasa/p7885/e507732/filosofia-area-de-integracao-10-e-11-ano
  • https://www.rtp.pt/play/estudoemcasa/p7885/e509178/filosofia-area-de-integracao-10-e-11-ano
  • https://pedronoia.net/
  • https://citaliarestauro.com/quais-sao-os-criterios-para-identificarmos-uma-obra-de-arte/
  • http://omeubau.net/o-problema-da-definicao-de-arte/
  • https://www.studocu.com/en-us/document/universidade-do-porto/filosofia-medieval-i/o-problema-da-definicao-da-arte/24087300
  • https://www.studocu.com/en-us/document/universidade-de-coimbra/filosofia-moderna/resumos-filosofia-da-arte-e-teorias-essencialistas-e-nao-essencialistas/14326520
  • https://prezi.com/xz5cqyofoqir/o-problema-da-definicao-de-arte/
  • http://lolaeafilosofia.blogspot.com/2020/02/teorias-nao-essencialistas-da-arte_9.html?m=1
  • “Como Pensar Tudo Isto?” manual de Filosofia 11º ano

Eugène JanssonDawn over Riddarfjarden, 1899