Análise do Poema
Mensagem
Ulisses
Fernando Pessoa
Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Portuguêspor Bárbara Martinho e Inara Martins
Neste trabalho iremos apresentar e analisar um dos poemas da obra "Mensagem" de Fernando Pessoa, "Ulisses, falando sobre o personagem mitico, localizando o poema na estrutura externa da obra e analisando a extrutura externa e interna do poema.
Introdução
Sobre Ulisses
Ulisses (na mitologia romana) ou Odisseu (na mitologia grega) é um herói cantado por Homero na Odisseia.
Na sua longa viagem, consta na lenda que Ulisses passou pelo estuário do Tejo e que a norte deste fundou uma cidade a que foi dado o nome de Ulissipo, cidade essa hoje conhecida por Lisboa.
Através da posição de criador de Lisboa, o sujeito poético assume Ulisses como criador de Portugal.
O mito é o nada que é tudoO mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo O corpo morto de Deus, Vivo e desnudo. Este, que aqui aportou, Foi por não ser existindo. Sem existir nos bastou. Por não ter vindo foi vindo E nos criou. Assim a lenda se escorre A entrar na realidade, E a fecundá-la decorre, Em baixo, a vida, metade De nada, morre.
Poema
O poema insere-se no “Brasão”, a primeira parte da obra “Mensagem” de Fernando Pessoa. O tema do poema é o mito e a fundação de Lisboa.
Localização na estrutura externa da obra
Estrofes
O poema está dividido em três estrofes de cinco versos/quintilhas.
Esquema Rimático
Estrutura externa
O poema é composto por rimas cruzadas.
Sílabas Métricas
O poema é constituido por heptassílabos (7 sílabas métricas) e tetrassílabos (4 sílabas métricas).
Figuras de estilo
Metáfora - é uma espécie de comparação, porém uma comparação implícita, pois não exige conjunção ou locução conjuntiva comparativa. Exemplos: "o mesmo sol que abre os céus""é um mito brilhante e mudo -" Oxímoro - é um recurso estilístico que consiste em reunir, no mesmo conceito, palavras de sentido oposto ou contraditório. Exemplos: "O mito é o nada que é tudo." "Por não ter vindo foi vindo"
Estrutura externa
1º estrofe
A primeira estrofe do poema define o que é o mito, referindo que é o “nada” pois não existe na realidade, sendo lendas inventadas pelos homens para dar a explicação para todas as coisas que acontecem no mundo.
Estrutura interna
2º estrofe
A segunda estrofe fala de Ulisses por ser um herói ligado ao mar e ás viagens , também, o país a que a cidade que fundou seriviria de capital e estava destinado a grandes feitos.
Estrutura interna
3º estrofe
A terceira estrofe corresponde á conclusão, onde o mito é colocado numa posição acima da própria realidade, pois não interessa se Ulisses existiu ou não, o que realmente importa é o mito que representa o futuro glorioso e que se concretizará apenas se houver fé no mesmo.
Estrutura interna
Concluímos que o mito não é uma realidade independente, mas evolui com as condições históricas e étnicas relacionadas a uma dada cultura, que procura explicar e demonstrar, por meio da ação e do modo de ser das personagens, a origem das coisas do mundo.
Conclusão
Análise do Poema "Ulisses" de Fernando Pessoa
Bárbara Martinho
Created on October 24, 2022
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Transcript
Análise do Poema
Mensagem
Ulisses
Fernando Pessoa
Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Portuguêspor Bárbara Martinho e Inara Martins
Neste trabalho iremos apresentar e analisar um dos poemas da obra "Mensagem" de Fernando Pessoa, "Ulisses, falando sobre o personagem mitico, localizando o poema na estrutura externa da obra e analisando a extrutura externa e interna do poema.
Introdução
Sobre Ulisses
Ulisses (na mitologia romana) ou Odisseu (na mitologia grega) é um herói cantado por Homero na Odisseia. Na sua longa viagem, consta na lenda que Ulisses passou pelo estuário do Tejo e que a norte deste fundou uma cidade a que foi dado o nome de Ulissipo, cidade essa hoje conhecida por Lisboa. Através da posição de criador de Lisboa, o sujeito poético assume Ulisses como criador de Portugal.
O mito é o nada que é tudoO mesmo sol que abre os céus É um mito brilhante e mudo O corpo morto de Deus, Vivo e desnudo. Este, que aqui aportou, Foi por não ser existindo. Sem existir nos bastou. Por não ter vindo foi vindo E nos criou. Assim a lenda se escorre A entrar na realidade, E a fecundá-la decorre, Em baixo, a vida, metade De nada, morre.
Poema
O poema insere-se no “Brasão”, a primeira parte da obra “Mensagem” de Fernando Pessoa. O tema do poema é o mito e a fundação de Lisboa.
Localização na estrutura externa da obra
Estrofes
O poema está dividido em três estrofes de cinco versos/quintilhas.
Esquema Rimático
Estrutura externa
O poema é composto por rimas cruzadas.
Sílabas Métricas
O poema é constituido por heptassílabos (7 sílabas métricas) e tetrassílabos (4 sílabas métricas).
Figuras de estilo
Metáfora - é uma espécie de comparação, porém uma comparação implícita, pois não exige conjunção ou locução conjuntiva comparativa. Exemplos: "o mesmo sol que abre os céus""é um mito brilhante e mudo -" Oxímoro - é um recurso estilístico que consiste em reunir, no mesmo conceito, palavras de sentido oposto ou contraditório. Exemplos: "O mito é o nada que é tudo." "Por não ter vindo foi vindo"
Estrutura externa
1º estrofe
A primeira estrofe do poema define o que é o mito, referindo que é o “nada” pois não existe na realidade, sendo lendas inventadas pelos homens para dar a explicação para todas as coisas que acontecem no mundo.
Estrutura interna
2º estrofe
A segunda estrofe fala de Ulisses por ser um herói ligado ao mar e ás viagens , também, o país a que a cidade que fundou seriviria de capital e estava destinado a grandes feitos.
Estrutura interna
3º estrofe
A terceira estrofe corresponde á conclusão, onde o mito é colocado numa posição acima da própria realidade, pois não interessa se Ulisses existiu ou não, o que realmente importa é o mito que representa o futuro glorioso e que se concretizará apenas se houver fé no mesmo.
Estrutura interna
Concluímos que o mito não é uma realidade independente, mas evolui com as condições históricas e étnicas relacionadas a uma dada cultura, que procura explicar e demonstrar, por meio da ação e do modo de ser das personagens, a origem das coisas do mundo.
Conclusão