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Cesário Verde Final
José Silva
Created on October 20, 2022
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Transcript
Cesário Verde
"e eu que medito um livro que exacerbe"
1. Geração de 70
2. Antero de Quental e Cesário Verde
3. "O sentimento dum Ocidental"
4. "De Tarde"
5. Consciência Social na Poesia
6. Conclusão
Crítica ao romantismo e ao ultrarromantismo
Vencidos da Vida ?
1. Geração de 70
- geração de 70 refere-se a um grupo de jovens intelectuais; - movimento académico em Coimbra; - revolução na cultura, política, literatura, economia e até na sociedade do nosso país; - Antero de Quental, cabeça do grupo;
Questão Coimbrã
falha na tentativa
Antero de Quental
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2. Antero de Quental e Cesário Verde
Cesário Verde
Antero de Quental
- Lisboa, 25 fevereiro 1855 - Escritor e comerciante - 18 anos --> Curso Superior de Letras - 1877, tuberculose pulmonar - Lisboa, 19 julho 1886
- Ponta Delgada, 18 abril 1842 - Poesia, filosofia e política - 16 anos --> Coimbra - Partido Socialista Português - Ponta Delgada, 11 setembro 1842
Magnum Opus
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Longas descidas! Não poder pintar Com versos magistrais, salubres e sinceros, A esguia difusão dos vossos reverberos, E a vossa palidez romântica e lunar! Que grande cobra, a lúbrica pessoa, Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo! Sua excelência atrai, magnética, entre luxo, Que ao longo dos balcões de mogno se amontoa. E aquela velha, de bandós! Por vezes, A sua trai^ne imita um leque antigo, aberto, Nas barras verticais, a duas tintas. Perto, Escarvam, à vitória, os seus mecklemburgueses. Desdobram-se tecidos estrangeiros; Plantas ornamentais secam nos mostradores; Flocos de pós-de-arroz pairam sufocadores, E em nuvens de cetins requebram-se os caixeiros. Mas tudo cansa! Apagam-se nas frentes Os candelabros, como estrelas, pouco a pouco; Da solidão regouga um cauteleiro rouco; Tornam-se mausoléus as armações fulgentes. <<Dó da miséria!... Compaixão de mim!...>> E, nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso, Pede-me esmola um homenzinho idoso, Meu velho professor nas aulas de Latim!
3. Sentimento dum Ocidental"Ao gás"
E saio. A noite pesa, esmaga. Nos Passeios de lajedo arrastam-se as impuras. Ó moles hospitais! Sai das embocaduras Um sopro que arripia os ombros quase nus. Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso Ver círios laterais, ver filas de capelas, Com santos e fiéis, andores, ramos, velas, Em uma catedral de um comprimento imenso. As burguesinhas do Catolicismo Resvalam pelo chão minado pelos canos; E lembram-me, ao chorar doente dos pianos, As freiras que os jejuns matavam de histerismo. Num cutileiro, de avental, ao torno, Um forjador maneja um malho, rubramente; E de uma padaria exala-se, inda quente, Um cheiro salutar e honesto a pão no forno. E eu que medito um livro que exacerbe, Quisera que o real e a análise mo dessem; Casas de confecções e modas resplandecem; Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe.
3. Sentimento dum Ocidental
- Estrutura Interna e Análise
E saio. A noite pesa, esmaga. Nos Passeios de lajedo arrastam-se as impuras. Ó moles hospitais! Sai das embocaduras Um sopro que arripia os ombros quase nus. Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso Ver círios laterais, ver filas de capelas, Com santos e fiéis, andores, ramos, velas, Em uma catedral de um comprimento imenso. As burguesinhas do Catolicismo Resvalam pelo chão minado pelos canos; E lembram-me, ao chorar doente dos pianos, As freiras que os jejuns matavam de histerismo.
Rua da Misericórdia, Lisboa, 1968
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3. Sentimento dum Ocidental
- Estrutura Interna e Análise
Num cutileiro, de avental, ao torno, Um forjador maneja um malho, rubramente; E de uma padaria exala-se, inda quente, Um cheiro salutar e honesto a pão no forno. E eu que medito um livro que exacerbe, Quisera que o real e a análise mo dessem; Casas de confecções e modas resplandecem; Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe. Longas descidas! Não poder pintar Com versos magistrais, salubres e sinceros, A esguia difusão dos vossos reverberos, E a vossa palidez romântica e lunar!
Rua da Misericórdia, Lisboa, 1968
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3. Sentimento dum Ocidental
- Estrutura Interna e Análise
Que grande cobra, a lúbrica pessoa, Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo! Sua excelência atrai, magnética, entre luxo, Que ao longo dos balcões de mogno se amontoa. E aquela velha, de bandós! Por vezes, A sua trai^ne imita um leque antigo, aberto, Nas barras verticais, a duas tintas. Perto, Escarvam, à vitória, os seus mecklemburgueses. Desdobram-se tecidos estrangeiros; Plantas ornamentais secam nos mostradores; Flocos de pós-de-arroz pairam sufocadores, E em nuvens de cetins requebram-se os caixeiros.
Rua da Misericórdia, Lisboa, 1968
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3. Sentimento dum Ocidental
- Estrutura Interna e Análise
Mas tudo cansa! Apagam-se nas frentes Os candelabros, como estrelas, pouco a pouco; Da solidão regouga um cauteleiro rouco; Tornam-se mausoléus as armações fulgentes. <<Dó da miséria!... Compaixão de mim!...>> E, nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso, Pede-me esmola um homenzinho idoso, Meu velho professor nas aulas de Latim!
Rua da Misericórdia, Lisboa, 1968
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4. De Tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas, Houve uma coisa simplesmente bela, E que, sem ter história nem grandezas, Em todo o caso dava uma aguarela. Foi quando tu, descendo do burrico, Foste colher, sem imposturas tolas, A um granzoal azul de grão-de-bico Um ramalhete rubro de papoulas. Pouco depois, em cima duns penhascos, Nós acampámos, inda o sol se via; E houve talhadas de melão, damascos, E pão de ló molhado em malvasia. Mas, todo púrpuro, a sair da renda Dos teus dois seios como duas rolas, Era o supremo encanto da merenda O ramalhete rubro das papoulas.
4. De Tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas, Houve uma coisa simplesmente bela, E que, sem ter história nem grandezas, Em todo o caso dava uma aguarela.
4. De Tarde
Foi quando tu, descendo do burrico,Foste colher, sem imposturas tolas, A um granzoal azul de grão-de-bico Um ramalhete rubro de papoulas. Pouco depois, em cima duns penhascos, Nós acampámos, inda o sol se via; E houve talhadas de melão, damascos, E pão de ló molhado em malvasia.
4. De Tarde
Mas, todo púrpuro, a sair da rendaDos teus dois seios como duas rolas, Era o supremo encanto da merenda O ramalhete rubro das papoulas.
5. Consciência Social na Poesia
Dualidade Social
Sinestesia
Fundamento do realismo
Contradição campo/cidade
6. Conclusão
Trabalho realizado por:
Intemporalidade
- José Silva , nº20 - Ricardo Reis , nº26 - Tiago Simões , nº27 - Vasco Magalhães , nº28
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https://prezi.com/p/o66te0bradfl/ao-gas-cesario-verde/ https://www.escritas.org/pt/t/13610/o-sentimento-dum-ocidental-iii-ao-gas https://www.google.com/maps/@38.7107859,-9.1432344,3a,75y,116.71h,98.06t/data=!3m6!1e1!3m4!1s3wvMJwg_zjw_RKawv1I3Kg!2e0!7i16384!8i8192 https://pt.slideshare.net/iga001/cesario-verde-ao-gs https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_de_70 https://www.escritas.org/pt/t/2888/de-tarde https://biclaranja.blogs.sapo.pt/278183.html https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$geracao-de-70 https://pt.slideshare.net/inesabento/gerao-de-70 https://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncias_do_Casino https://knoow.net/arteseletras/literatura/geracao-de-70/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Antero_de_Quental https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Ces%C3%A1rio-Verde-Analise-De-Tarde/39844744.html
https://www.ebiografia.com/antero_quental https://www.portugues.com.br/literatura/antero-de-quental.html http://regressodoexpresso.blogspot.com/2011/06/de-tarde-cesario-verde.html https://www.instituto-camoes.pt/activity/centro-virtual/bases-tematicas/figuras-da-cultura-portuguesa/antero-de-quental https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$vencidos-da-vida https://interiordoavesso.pt/herminio-marques/os-vencidos-da-vida/