Want to create interactive content? It’s easy in Genially!

Get started free

Crónica de D. João I - contextualização histórica

Estudo Em Casa

Created on October 20, 2022

Start designing with a free template

Discover more than 1500 professional designs like these:

Hanukkah Presentation

Vintage Photo Album

Nature Presentation

Halloween Presentation

Tarot Presentation

Vaporwave presentation

Women's Presentation

Transcript

Crónica de D. João I

Indíce

01. A crise

02. Fernão Lopes

03. A crónica

01

A crise

1383

Morre o rei D. Fernando, filho de D. Pedro e D. Constança. D. Leonor Teles, rainha viúva, fica regente do reino. Revolta em Lisboa pelo apoio de Leonor Teles aos castelhanos. A população de Lisboa proclama o Mestre de Avis, filho ilegitimo de D. Pedro, regedor e defensor do reino.

O Conde Andeiro, amante da rainha viúva, é assassinado no paço. Mestre de Avis pede ajuda a Ricardo II de Inglaterra para lutar contra os castelhanos. O mestre de Avis é elevado a regedor e defensor do reino.

1384

Na Guarda, o bispo ajuda os castelhanos a entrar em Portugal. D. João I de Castela (rei de Castela casado com D. Beatriz, filha de D. Fernando, e legítima herdeira do reino de Portugal) chega a Santarém, onde o espera D. Leonor Teles.

O rei de Castela cerca Lisboa com um enorme exército. A peste instala-se no exército castelhano o que os faz levantar o cerco.

1385

Em abril reunem-se as cortes em Coimbra e proclamam o novo rei: D. João I, Mestre de Avis. A 14 de agosto, na batalha de Aljubarrota, o exército castelhano foi derrotado, apesar de mais numeroso, devido à "tática do quadrado".

D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do reino, comandou as tropas portuguesas. D. João I, Mestre de Avis, é proclamado rei de Portugal. E assim começa a segunda dinastia, a dinastia Joanina.

E aa Porta de Miragaia, onde o estavom atendendo como dissemos, saio el-Rei em terra per ũa larga e espaçosaprancha, onde o beijar da mão e «Mantenha-vos Deos, Senhor» era tanto que nom podiam haver vez de comprir suas vontades.

Author's Name

02

Fernão Lopes

Vida, obra e influências

1380 ou 1390

Nasce Fernão Lopes em Lisboa.

Homem culto

Teve uma educação de nível superior, já que na sua obra se revela conhecedor de Aristóteles, Túlio, Ovídio e Petrarca.

1418

foi guarda-mor das escrituras da Torre do Castelo de Lisboa.

1419

foi escrivão dos livros de D. João I

1422

foi secretário particular do infante D. Fernando e terá sido nomeado tabelião-geral do reino.

1434

D. Duarte incumbe-o de escrever as crónicas dos reis de Portugal até seu pai, D. João I, Crónica Geral do Reino de Portugal, mediante uma tença anual como pagamento.

Após a morte de D. Duarte

o regente D. Pedro, em nome de D. Afonso V, manteve-lhe o serviço e a tença.

Após D. pedro deixar de ser regente

deixa de ser o cronista da corte.

1449

Recebeu uma tença de D. Afonso V pelos seus trabalhos literários, embora tenha sido Gomes Eanes de Zurara que terminou a 3.ª parte da Crónica de D. João I.

1454

Aposentou-se.

+ info

Fernão Lopes

Testemunhou várias transformações políticas e sociais durante o seu período de atividade, o que foi muito útil para a elaboração das suas crónicas

Serviu-se de fontes diversas (documentais, monumentais e testemunhais) interpretando-as e relatando-as, permitindo-lhe garantir a correção do que narrava, e dando veracidade às suas obras.

+ info

+ info

03

crónica de D. João I

As crónicas de Fernão Lopes

02

01

03

Fontes narrativas

Crónica

Escritor ao serviço do poder do qual dependeu. As suas crónicas referem-se aos acontecimentos entre 1383-1385, fossem estes ao nível dos acontecimentos, bem como, das suas consequências. Podemos, pois, afirmar que tentou legitimar os governantes da primeira metade do século XV.

Fontes de carácter diplomático e arquivístico. Utilizou ainda memórias dispersas, informações orais, lendas e tradicões, representações artísticas e até epitáfios (lápides que contêm uma inscrição).

do Lat. chronica, relato de factos, narração; do gr. khronikós, de khrónos, tempo.

+ info

+ info