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O SENTIMENTO DUM OCIDENTAL// CONTRARIEDADES

Rui Simões

Created on October 12, 2022

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Transcript

Cesário Verde

Análise de excertos do poeta

O Sentimento Dum Ocidental

Parte I

Gonçalo Morais nº9Luís Castro nº17 Rui Simões nº23 Tiago Sousa nº25

Índice

Localizar a ação no tempo e no espaço

Estrutura Externa

Descrever o espaço

Índice

Demonstrar que o poema apresenta características narrativas

Estrutura Interna

Personagens Presentes

Tempo:
Ao entardecer, á hora de jantar; Após o cair das badaladas.
Espaço:
  • Lisboa, á beira-rio;
  • Ambiente urbano, edifícios e chaminés industriais;
  • Relação com o ambiente Londrino;
  • Boqueirões e becos;
  • Comboios, lojas por todo o lado. Oficinas e Arsenais.

Estrutura interna e externa

Nas nossas ruas, ao anoitecer, Há tal soturnidade, há tal melancolia, Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia Despertam-me um desejo absurdo de sofrer. O céu parece baixo e de neblina, O gás extravasado enjoa-me, perturba; E os edifícios, com as chaminés, e a turba Toldam-se duma cor monótona e londrina. Batem carros de aluguer, ao fundo, Levando à via-férrea os que se vão. Felizes! Ocorrem-me em revista, exposições, países: Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Estrutura interna e externa

Semelham-se a gaiolas, com viveiros, As edificações somente emadeiradas: Como morcegos, ao cair das badaladas, Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes, De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos; Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos, Ou erro pelos cais a que se atracam botes. E evoco, então, as crónicas navais: Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado! Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado! Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

Estrutura interna e externa

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda! De um couraçado inglês vogam os escaleres; E em terra num tinir de louças e talheres Flamejam, ao jantar alguns hotéis da moda. Num trem de praça arengam dois dentistas; Um trôpego arlequim braceja numas andas; Os querubins do lar flutuam nas varandas; Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas! Vazam-se os arsenais e as oficinas; Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras; E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras, Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Estrutura interna e externa

Vêm sacudindo as ancas opulentas!Seus troncos varonis recordam-me pilastras; E algumas, à cabeça, embalam nas canastras Os filhos que depois naufragam nas tormentas. Descalças! Nas descargas de carvão, Desde manhã à noite, a bordo das fragatas; E apinham-se num bairro aonde miam gatas, E o peixe podre gera os focos de infecção!

Personagens Presentes

  • Vê-se bastante gente nas ruas e dentro de casa;
  • Calafates e Ingleses;
  • Dois dentistas;
  • Varinas a regressar do trabalho.

Porque é que este poema se enquadra na corrente Realista?

  • Temas urbanos sociais e quotidianos;
  • Retrato fidedigno da realidade;
  • Linguagem descritiva e detalhada;
  • Crítica à burguesia.

a rESPOSTA É siM!

Este poema contém características narrativas pois:O poeta enquadra-se na história; Existe descrição de Espaços, Situações; O poeta declara no discurso Indireto

Será que este poema tem características narrativas?

Fim da apresentação da 1º parte de "O Sentimento Dum Ocidental"

Contrariedades

Cesário Verde

Contrariedades

Índice:

  • Localizar e descrever a ação no espaço e no tempo;
  • Enumerar personagens presentes;
  • Estrutura Externa e interna;
  • Explicar o porquê do poema enquadrar-se no realismo.
Tempo:
Á Noite; Depois da meia-noite, Início de um novo dia.
Espaço:
O poeta encontra-se em casa numa secretária; Está a observar a vizinha, que é engomadeira.

Estrutura interna e externa

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;Nem posso tolerar os livros mais bizarros. Incrível! Já fumei três maços de cigarros Consecutivamente. Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos: Tanta depravação nos usos, nos costumes! Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes E os ângulos agudos. Sentei-me à secretária. Ali defronte mora Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes; Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes E engoma para fora.

Estrutura interna e externa

Pobre esqueleto Branco entre as nevadas roupas Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica. Lidando sempre! E deve conta à botica! Mal ganha para sopas... O obstáculo estimula, torna-nos perversos; Agora sinto-me eu cheio de raivas frias, Por causa dum jornal me rejeitar, há dias, Um folhetim de versos. Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta No fundo da gaveta. O que produz o estudo? Mais uma redacção, das que elogiam tudo, Me tem fechado a porta.

Estrutura interna e externa

A crítica segundo o método de Taine Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa Vale um desdém solene. Com raras excepções, merece-me o epigrama. Deu meia-noite; e a paz pela calçada abaixo, Um sol-e-dó. Chovisca. O populacho Diverte-se na lama. Eu nunca dediquei poemas às fortunas, Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas. Independente! Só por isso os jornalistas Me negam as colunas.

Estrutura interna e externa

Receiam que o assinante ingénuo os abandone,Se forem publicar tais coisas, tais autores. Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores Deliram por Zaccone. Um prosador qualquer desfruta fama honrosa, Obtém dinheiro, arranja a sua "coterie"; Ea mim, não há questão que mais me contrarie Do que escrever em prosa. A adulaçãao repugna aos sentimento finos; Eu raramente falo aos nossos literatos, E apuro-me em lançar originais e exactos, Os meus alexandrinos...

Estrutura interna e externa

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!Ignora que a asfixia a combustão das brasas, Não foge do estendal que lhe humedece as casas, E fina-se ao desprezo! Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova. Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente, Oiço-a cantarolar uma canção plangente Duma opereta nova! Perfeitamente. Vou findar sem azedume. Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas, Conseguirei reler essas antigas rimas, Impressas em volume?

Estrutura interna e externa

Nas letras eu conheço um campo de manobras;Emprega-se a "réclame", a intriga, o anúncio, a "blague", E esta poesia pede um editor que pague Todas as minhas obras... E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha? A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia? Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia... Que mundo! Coitadinha!

Porque é que esta obra se enquadra no realismo?

  • Retrato Fidedigno da Realidade ;
  • Linguagem descritiva e detalhada.

Fim Da Análise dos poemas

Biografia do poeta

Nascimento: 25 de fevereiro de 1855Local: Madalena (Lisboa)Filho de: José Anastácio Verde e Maria da Piedade David dos SantosNome completo: José Joaquim Cesário Verde Faleceu a 19 de julho de 1886.

Biografia do poeta

Poesia característica de sensibilidade e delicadeza: Obras publicadas:- Deslumbramentos;- Setentrional; - O Sentimento Dum ocidental; - Contrariedades; ...

Esperemos que tenham gostado.Obrigado pela atenção!

Fim