Escola Básica de Azeitão
A que horas vai ficar tudo bem?
Português
André SaraivaJoana Claudina MiguelNunes
Crónica
A que horas vai ficar todo bem?
Crónica de RICARDO ARAÚJO PEREIRAHUMORISTA
(Crónica publicada na VISÃO 1461 de 4 de março)
Ricardo Araújo Pereira
Todo sobre a Crónica
Cada Número corresponde a um tópico
01
02
Tema/Assunto
Leitura Expressiva
03
04
Características da Crónica
Síntese
05
06
Marcas linguísticas
Recursos expressivos
01-Leitura Expressiva
Se, num funeral, nos aproximarmos da família enlutada para dizer que o seu ente querido vai ressuscitar, em princípio, somos acusados de mau gosto. Não adianta muito alegarmos que aquelas pessoas precisam de esperança porque falsa esperança, como o próprio nome indica, não é esperança, tal como um falso Picasso não é um Picasso. Quem tenta vender um falso Picasso como se fosse verdadeiro vai preso, mas a quem vende falsas esperanças não acontece nada. É uma burla que passa por simpatia, até porque o burlado tem muita vontade de acreditar nela. A divisa “vai ficar tudo bem”, que correu o mundo inteiro, gerou um entusiasmo infantil, quando devia ter gerado curiosidade infantil. Mais concretamente, aquela curiosidade que as crianças exibem quando, para as sossegar, lhes prometemos qualquer coisa. É sempre um erro. Um adulto que arrisque uma frase como “Amanhã podes comer um gelado” sabe que será sempre submetido a uma comissão parlamentar de inquérito infantil: “amanhã, a que horas?”, “à meia-noite já é amanhã?”, “de que sabor será o gelado?”, “é de copo ou de pauzinho?”, “vou comê-lo em casa ou no restaurante?”.
Infelizmente, não aplicámos esta grelha de escrutínio sempre que vários meios de comunicação social ou artistas bonzinhos nos prometeram piedosamente que ia ficar tudo bem. Como, felizmente, mantenho uma fulgurante imaturidade, desconfiei desde o início que a ideia segundo a qual vai ficar tudo bem era articulada por gente que não estava muito bem. No nosso caso específico, talvez seja bom manter presente o facto de sermos um país em que a regra é: mesmo quando nos corre tudo bem, muito dificilmente fica tudo bem. Uma vez que passámos por uma pandemia destruidora da saúde física e mental, da economia e do emprego, é bastante difícil sustentar que vá ficar tudo bem. Portanto, à éche tégue #vaificartudobem, julgo que devemos responder, tal como as crianças que ocupam o banco de trás do carro numa viagem longa, com as éche tégues #aquehoras? #jáestátudobem? #eagora? Se eles querem tratar-me como uma criança, contem comigo para me comportar em conformidade.
(Crónica publicada na VISÃO 1461 de 4 de março)
02-Tema/Assunto
O tema da crónica é a falsa esperança, que esta relacionada com a éche tégue #vaificartudobem, pois a mesma traz uma falsa esperança para as pessoas.
03-Síntese
A crónica fala sobre falsas esperanças que as éche tégue passam, neste caso a éche tégue #vaificartudobem. O cronista também fala sobre mentiras que as pessoas contam umas as outras.
Na crónica, o cronista dá alguns exemplos:
“Se, num funeral, nos aproximarmos da família enlutada para dizer que o seu ente querido vai ressuscitar, em princípio, somos acusados de mau gosto. Não adianta muito alegarmos que aquelas pessoas precisam de esperança porque falsa esperança, como o próprio nome indica, não é esperança, tal como um falso Picasso não é um Picasso.”
“É sempre um erro. Um adulto que arrisque uma frase como “Amanhã podes comer um gelado” sabe que será sempre submetido a uma comissão parlamentar de inquérito infantil: “amanhã, a que horas?”, “à meia-noite já é amanhã?”, “de que sabor será o gelado?”, “é de copo ou de pauzinho?”, “vou comê-lo em casa ou no restaurante?”.”
“Uma vez que passámos por uma pandemia destruidora da saúde física e mental, da economia e do emprego, é bastante difícil sustentar que vá ficar tudo bem. Portanto, à éche tégue #vaificartudobem, julgo que devemos responder, tal como as crianças que ocupam o banco de trás do carro numa viagem longa, com as éche tégues #aquehoras? #jáestátudobem? #eagora?”
Entre outros.
06-Recursos expressivos:
04-Características Da Crónica:
05-Marcas linguísticas:
Ironia; Hiperbole, Metáfora; Eufemismo;
Esta Crónica foi divulgada pelos meios de comunicação social(internet e papel);Tem um acontecimento do quotidiano social e politico; Pretendeu sensibilizar os leitores para a realidade.
- Recurso ao presente do indicativo( ex"...é sempre um erro" linha 13);- Utilização da 1º pessoa do singular(ex: " Se eles querem tratar-me como uma criança, contem comigo para me comportar em cnformidade)"ultimas linhas; - A crónica também tem tons humoristicos e irónicos;
Parte final da apresentação
Feito por:André Saraiva Joana Claudina Miguel Nunes
Crónica Ricardo Araujo Pereira
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Created on October 11, 2022
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Escola Básica de Azeitão
A que horas vai ficar tudo bem?
Português
André SaraivaJoana Claudina MiguelNunes
Crónica
A que horas vai ficar todo bem?
Crónica de RICARDO ARAÚJO PEREIRAHUMORISTA
(Crónica publicada na VISÃO 1461 de 4 de março)
Ricardo Araújo Pereira
Todo sobre a Crónica
Cada Número corresponde a um tópico
01
02
Tema/Assunto
Leitura Expressiva
03
04
Características da Crónica
Síntese
05
06
Marcas linguísticas
Recursos expressivos
01-Leitura Expressiva
Se, num funeral, nos aproximarmos da família enlutada para dizer que o seu ente querido vai ressuscitar, em princípio, somos acusados de mau gosto. Não adianta muito alegarmos que aquelas pessoas precisam de esperança porque falsa esperança, como o próprio nome indica, não é esperança, tal como um falso Picasso não é um Picasso. Quem tenta vender um falso Picasso como se fosse verdadeiro vai preso, mas a quem vende falsas esperanças não acontece nada. É uma burla que passa por simpatia, até porque o burlado tem muita vontade de acreditar nela. A divisa “vai ficar tudo bem”, que correu o mundo inteiro, gerou um entusiasmo infantil, quando devia ter gerado curiosidade infantil. Mais concretamente, aquela curiosidade que as crianças exibem quando, para as sossegar, lhes prometemos qualquer coisa. É sempre um erro. Um adulto que arrisque uma frase como “Amanhã podes comer um gelado” sabe que será sempre submetido a uma comissão parlamentar de inquérito infantil: “amanhã, a que horas?”, “à meia-noite já é amanhã?”, “de que sabor será o gelado?”, “é de copo ou de pauzinho?”, “vou comê-lo em casa ou no restaurante?”. Infelizmente, não aplicámos esta grelha de escrutínio sempre que vários meios de comunicação social ou artistas bonzinhos nos prometeram piedosamente que ia ficar tudo bem. Como, felizmente, mantenho uma fulgurante imaturidade, desconfiei desde o início que a ideia segundo a qual vai ficar tudo bem era articulada por gente que não estava muito bem. No nosso caso específico, talvez seja bom manter presente o facto de sermos um país em que a regra é: mesmo quando nos corre tudo bem, muito dificilmente fica tudo bem. Uma vez que passámos por uma pandemia destruidora da saúde física e mental, da economia e do emprego, é bastante difícil sustentar que vá ficar tudo bem. Portanto, à éche tégue #vaificartudobem, julgo que devemos responder, tal como as crianças que ocupam o banco de trás do carro numa viagem longa, com as éche tégues #aquehoras? #jáestátudobem? #eagora? Se eles querem tratar-me como uma criança, contem comigo para me comportar em conformidade. (Crónica publicada na VISÃO 1461 de 4 de março)
02-Tema/Assunto
O tema da crónica é a falsa esperança, que esta relacionada com a éche tégue #vaificartudobem, pois a mesma traz uma falsa esperança para as pessoas.
03-Síntese
A crónica fala sobre falsas esperanças que as éche tégue passam, neste caso a éche tégue #vaificartudobem. O cronista também fala sobre mentiras que as pessoas contam umas as outras. Na crónica, o cronista dá alguns exemplos: “Se, num funeral, nos aproximarmos da família enlutada para dizer que o seu ente querido vai ressuscitar, em princípio, somos acusados de mau gosto. Não adianta muito alegarmos que aquelas pessoas precisam de esperança porque falsa esperança, como o próprio nome indica, não é esperança, tal como um falso Picasso não é um Picasso.” “É sempre um erro. Um adulto que arrisque uma frase como “Amanhã podes comer um gelado” sabe que será sempre submetido a uma comissão parlamentar de inquérito infantil: “amanhã, a que horas?”, “à meia-noite já é amanhã?”, “de que sabor será o gelado?”, “é de copo ou de pauzinho?”, “vou comê-lo em casa ou no restaurante?”.” “Uma vez que passámos por uma pandemia destruidora da saúde física e mental, da economia e do emprego, é bastante difícil sustentar que vá ficar tudo bem. Portanto, à éche tégue #vaificartudobem, julgo que devemos responder, tal como as crianças que ocupam o banco de trás do carro numa viagem longa, com as éche tégues #aquehoras? #jáestátudobem? #eagora?” Entre outros.
06-Recursos expressivos:
04-Características Da Crónica:
05-Marcas linguísticas:
Ironia; Hiperbole, Metáfora; Eufemismo;
Esta Crónica foi divulgada pelos meios de comunicação social(internet e papel);Tem um acontecimento do quotidiano social e politico; Pretendeu sensibilizar os leitores para a realidade.
- Recurso ao presente do indicativo( ex"...é sempre um erro" linha 13);- Utilização da 1º pessoa do singular(ex: " Se eles querem tratar-me como uma criança, contem comigo para me comportar em cnformidade)"ultimas linhas; - A crónica também tem tons humoristicos e irónicos;
Parte final da apresentação
Feito por:André Saraiva Joana Claudina Miguel Nunes