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Regência Verbal

Julia Giacon Lopes

Created on October 11, 2022

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Transcript

Regência

Verbal

Licenciatura em Letras Normas Gramaticais da Língua Portuguesa Docente: Profª Luciani Ester Tenani Discentes: Julia Giacon Lopes e Maria Letícia Fiorim Checconi

Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Campus de São José do Rio Preto

Sumário

1. Introdução: definindo a regência

2. Apresentando os tipos de regência verbal e conhecendo os casos especiais

3. Referências

4. Exercícios

Introdução

Definindo a regência

De olho na gramática!

Definições

Bechara:

Cegalla:

Schlee:

"A palavra regência vem do verbo reger que significa dirigir, comandar, liderar. [...] A regência estuda justamente essa relação entre os verbos e nomes e seus respectivos complementos. Assim, verbos e nomes são os termos regentes (pois exigem a presença de outros) e os complementos são os termos regidos. Recebe o nome de regência verbal aquela que trata da relação entre verbo e seus complementos [...]" (2016, p. 465)

"A sintaxe de regência ocupa-se das relações de dependência que as palavras mantêm na frase.Regência é o modo pelo qual um termo rege outro que o complementa." (2005, p. 483)

"Diz-se regência, em sentido restrito, o processo sintático em que uma determinante subordina uma palavra determinada. A marca de subordinação é expressa, nas construções analíticas, pela preposição." (2010, p. 451)

Traduzindo:

  • A regência verbal é a relação de dependência entre o verbo (regente) e o seu complemento (regido).
  • Alguns verbos exigem complementos relativos e por isso precisam estar acompanhados de preposição para que possam estabelecer sentido (no caso dos verbos transitivos indiretos) ou podem estar desacompanhados de preposição (os transitivos diretos).
  • Conforme aponta Schlee (2018, p. 467), há casos de regência verbal que merecem um cuidado especial: o uso popular pode distinguir do uso culto; e, há ainda aqueles verbos que alteram o significado conforme alteram a regência.

Primeiro, precisamos entender que Regência determina a flexão de algum termo, então, na regência verbal o verbo rege a oração na mesma medida que o termo regido é o seu complemento, ou seja, aquele que será flexionado. Por exemplo: - A menina levou o lanche à cantina. *O verbo "levou" é transitivo direto e exige complemento (o objeto direto "o lanche"). - A garota comeu o macarrão. * O verbo comeu é transitivo e exige complemento (pergunta-se: "comeu o quê?" - resposta: "o macarrão").

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Então, o que é Regência Verbal?

Apresentando os tipos de regência verbal e conhecendo os casos especiais

Conflitos com a norma-padrão

Há verbos em que o emprego da regência na linguagem coloquial é diferente daquele previsto pela norma-padrão.Exemplos: 1. Assistir: Assistimos a este filme duas vezes. (E não “Assistimos esse filme”.) O médico assistiu (= prestou assistência) o doente. Este direito não assiste (= cabe) aos alunos. Eles assistem (= moram) em Copacabana.

Obs: há verbos que, como "assistir", têm o sentido alterado de acordo com a regência (mais exemplos adiante).

Conflitos com a norma-padrão

2. Chegar: Chegamos a São Paulo bem cedo. (E não “em São Paulo”.) 3. Implicar: O excesso de velocidade implica multas altas. (E não “implica em”, pois implicar com sentido de ocasionar é um verbo transitivo direto.) Implicava sempre com a irmã. (Sentido de chatear.) 4. Ir: Vou ao clube todos os dias. (E não “no clube”.) 5. Namorar: João namora Ana. (E não “com Ana”.)

Entrar e Sair: Atenção!

Schlee (2018, p. 479) escreve que para estar de acordo com a norma-padrão, sempre que se formar um período com verbos de regências diferentes, deve-se repetir o complemento ou substituí-lo por outra palavra. Desse modo, um período com os verbos entrar, que exige a preposição em, e sair, que pede a preposição de, fica estruturado da seguinte forma: Entre na loja e saia de lá em seguida e não “Entre e saia da loja em seguida”.

"Eu o vi" ou "Eu lhe vi"?

Alguns pronomes oblíquos só podem substituir determinados tipos de complemento verbal. Por exemplo, os pronomes oblíquos o, a, os, as substituem o objeto direto. Já os pronomes lhe, lhes ficam no lugar do objeto indireto. E os pronomes me, te, nos, vos podem substituir tanto o objeto direto quanto o indireto. Exemplos: Eu vi João ontem / Eu o vi ontem — o pronome oblíquo o foi usado para substituir o termo João, que funciona como objeto direto, pois o verbo ver é transitivo direto.

"Eu o vi" ou "Eu lhe vi"?

Exemplos: Entregou o livro ao aluno / Entregou-lhe o livro — nesse caso, o pronome oblíquo lhe foi empregado para substituir o objeto indireto ao aluno, pois o verbo entregar é transitivo direto e indireto. Ele nos viu ontem / Entregou-nos o livro — repare agora como o pronome oblíquo nos (e também os pronomes me, te e vos) podem funcionar tanto como objeto direto quanto objeto indireto. No primeiro caso, o pronome nos é objeto direto; no segundo, é objeto indireto.

Mudando o sentido de acordo com a regência

Há verbos que alteram seu significado conforme alteram a regência.Exemplos: 1. Aspirar: Aspirava (= respirava) o ar puro das montanhas durante as férias. O funcionário aspirava a (= desejava) uma promoção na empresa. 2. Chamar: O professor chamou (= repreendeu) o aluno à atenção. Chame (= convoque) as crianças para o lanche. Chamei o menino de bobo. / Chamei ao menino de bobo. / Chamei o menino bobo. / Chamei ao menino bobo. (Chamar pode ser usado no sentido de denominar, apelidar alguém, podendo ser tanto transitivo direto, quanto indireto).

Mudando o sentido de acordo com a regência

3. Proceder: Aqueles boatos não procedem. (= têm fundamento) (VI)O último voo procede de Paris. (= vem) (VTI: "procede de") O médico procedeu a um exame detalhado. (= realizou) (VTI: "procedeu a")4. Querer: Quero uma casa confortável. (= desejo) (VTD) Quero bem a todos da família. (= estimo) (VTI: "Quero a")

Mudando a regência sem alterar o sentido

Há verbos que podem apresentar mais de uma regência sem alterar o significado de cada um deles.Exemplos: - Abdicar, desdenhar e gozar: podem ser usados como transitivos diretos ou indiretos, com a preposição de. Abdicou suas funções. / Abdicou de suas funções. Desdenhava as críticas recebidas. / Desdenhava das críticas recebidas. Sempre gozou privilégios na empresa. / Sempre gozou de privilégios na empresa.

Mudando a regência sem alterar o sentido

- Acreditar e necessitar: apesar de normalmente serem acompanhados pelas preposições em e de, respectivamente, podem ser empregados também como verbos transitivos diretos. Não acreditavam em uma derrota. / Não acreditavam uma derrota. Necessitamos de toda ajuda possível. / Necessitamos toda ajuda possível.

Mudando a regência sem alterar o sentido

- Informar: Informei as datas de prova aos alunos. — nesse exemplo, o objeto direto é representado por coisa (as datas de prova) e o objeto indireto por pessoa (aos alunos). Informei os alunos das (ou sobre as) datas de prova. — já nesse exemplo o objeto direto indica a pessoa (os alunos) e o objeto indireto a coisa (das datas de prova).

Mudando a regência sem alterar o sentido

- Lembrar e esquecer: podem ser usados como transitivos diretos, isto é, sem preposição, ou como transitivos indiretos acompanhados da preposição de. Mas atenção: quando forem transitivos indiretos, esses verbos são pronominais, ou seja, são acompanhados de pronomes átonos. Lembrei o dia do seu aniversário. Lembrei-me do dia do seu aniversário. Ela nunca esquecia os amigos de infância. Ela nunca se esquecia dos amigos de infância. Lembrei a todos o dia da comemoração. (a todos = objeto indireto de pessoa; o dia da comemoração = objeto direto de coisa.)

Referências

Referências

  • BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da língua portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.
  • CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 46. ed. São Paulo: Nacional, 2005.
  • SCHLEE, Magda Bahia. Gramática da Língua Portuguesa para leigos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.

Exercícios

Clica nos gatinhos!

Obrigada!