A nau Catrineta
de Almeida Garrett
Citação
Texto
O autor
Análise
da História ao Texto
Outras visões
Resumo
Vídeo
Lá vem a Nau CatrinetaQue tem muito que contar! Ouvide, agora, Senhores, Uma história de pasmar.
O autor
Almeida Garrett nasceu no Porto, em 1799. Foi poeta e dramaturgo, uma das maiores figuras da literatura portuguesa e também um grande impulsionador do teatro em Portugal, tendo sido ele a propôr a construção do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática. Dois dos seus livros mais conhecidos são Viagens na minha terra e Frei Luís de Sousa, entre tantos outros. Recolheu da tradição popular e publicou, em Romanceiro, poemas como A nau Catrineta e Bela infanta. Faleceu em 1854, em Lisboa.
O romance da Nau Catrineta (ou da Nau Catarineta) é um romance popular - uma composição poética ligada à tradição oral. Provavelmente, foi inspirada pela tumultuada viagem do navio Santo António, que transportou Jorge de Albuquerque Coelho desde o porto de Olinda, Brasil, até ao porto de Lisboa, em 1565.
Os romances populares interlaçam realidade com ficção, e são escritos em verso, com rima, para que seja mais fácil memorizar.
Da História ao Texto
Resumo
O poema narra as desgraças dos tripulantes durante a longa travessia marítima. Depois de tanto tempo em alto mar os mantimentos esgotam-se, aparece uma tentação diabólica e, por fim, a ação divina que acaba por levar a nau ao seu destino. Há quem diga que esta história se baseia em factos verídicos. O que sabemos é que Almeida Garrett a imortaliza no seu livro Romanceiro.
A nau Catrineta
Texto
"Deitaram sola de molho
Para no outro dia jantar
Mas a sola era tão rija
que não a puderam tragar."
"Deitaram sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão-general."
"Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar."
"Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar."
Texto
-"Mais enxergo três meninas,
Debaixo de um laranjal: Uma sentada a cozer, Outra na roca a fiar, A mais formosa de todas Está no meio a chorar.”
- “Alvíssaras, capitão,
Meu capitão- general!
Já vejo terras de Espanha, Areias de Portugal."
Texto
“A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.”
- “Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar.”
- “Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.”
- “Todas três são minhas filhas, Oh! quem mas dera abraçar! A mais formosa de todas Contigo hei de casar.”
-
Texto
- “Renego de ti, demónio, Quem me estavas a tentar!
A minha alma é só de Deus
O meu corpo deu eu ao mar.”
- “Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíssaras te hei de dar?”
- “Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar!.”
Texto
"Tomou-o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar;
E à noite a Nau Catrineta
Estava em terra a varar."
Análise
O narrador é não participante. O tempo indica que mais de um ano tinha passado sobre a partida. O espaço acaba por ser o mundo cuja volta já tinham dado.
Logo no início da história a tripulação da Nau Catrineta já não tinha comida.
Os marinheiros decidiram tirar à sorte quem iam matar. Calhou em sorte ser o Capitão.
Para não morrer, o Capitão oferece ao gajeiro recompensas:
A sua filha mais formosa para casar com ele;
Tanto dinheiro que o gajeiro não o ia conseguir contar; O seu cavalo branco que é único;
A Nau Catrineta para ele navegar.
Análise
Mas o gajeiro recusou as ofertas anteriores porque queria a alma do Capitão. O gajeiro era o diabo disfarçado de marinheiro. O Capitão foi salvo por um anjo que não deixou que ele se afogasse quando se atirou ao mar.
O gajeiro, por sua vez, deu um estouro e desapareceu.
A nau Catrineta
A nau Catrineta
A nau catrineta
Dita por Mário Pereira
Em B.D.
Ouve o poema
A nau Catrineta
Estudo Em Casa
Created on September 30, 2022
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A nau Catrineta
de Almeida Garrett
Citação
Texto
O autor
Análise
da História ao Texto
Outras visões
Resumo
Vídeo
Lá vem a Nau CatrinetaQue tem muito que contar! Ouvide, agora, Senhores, Uma história de pasmar.
O autor
Almeida Garrett nasceu no Porto, em 1799. Foi poeta e dramaturgo, uma das maiores figuras da literatura portuguesa e também um grande impulsionador do teatro em Portugal, tendo sido ele a propôr a construção do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática. Dois dos seus livros mais conhecidos são Viagens na minha terra e Frei Luís de Sousa, entre tantos outros. Recolheu da tradição popular e publicou, em Romanceiro, poemas como A nau Catrineta e Bela infanta. Faleceu em 1854, em Lisboa.
O romance da Nau Catrineta (ou da Nau Catarineta) é um romance popular - uma composição poética ligada à tradição oral. Provavelmente, foi inspirada pela tumultuada viagem do navio Santo António, que transportou Jorge de Albuquerque Coelho desde o porto de Olinda, Brasil, até ao porto de Lisboa, em 1565. Os romances populares interlaçam realidade com ficção, e são escritos em verso, com rima, para que seja mais fácil memorizar.
Da História ao Texto
Resumo
O poema narra as desgraças dos tripulantes durante a longa travessia marítima. Depois de tanto tempo em alto mar os mantimentos esgotam-se, aparece uma tentação diabólica e, por fim, a ação divina que acaba por levar a nau ao seu destino. Há quem diga que esta história se baseia em factos verídicos. O que sabemos é que Almeida Garrett a imortaliza no seu livro Romanceiro.
A nau Catrineta
Texto
"Deitaram sola de molho Para no outro dia jantar Mas a sola era tão rija que não a puderam tragar." "Deitaram sortes à ventura Qual se havia de matar; Logo foi cair a sorte No capitão-general."
"Lá vem a Nau Catrineta, que tem muito que contar! Ouvide, agora, senhores, Uma história de pasmar." "Passava mais de ano e dia, que iam na volta do mar. Já não tinham que comer, Já não tinham que manjar."
Texto
-"Mais enxergo três meninas, Debaixo de um laranjal: Uma sentada a cozer, Outra na roca a fiar, A mais formosa de todas Está no meio a chorar.”
- “Alvíssaras, capitão, Meu capitão- general! Já vejo terras de Espanha, Areias de Portugal."
Texto
“A vossa filha não quero, Que vos custou a criar.” - “Dar-te-ei tanto dinheiro Que o não possas contar.” - “Não quero o vosso dinheiro Pois vos custou a ganhar.”
- “Todas três são minhas filhas, Oh! quem mas dera abraçar! A mais formosa de todas Contigo hei de casar.” -
Texto
- “Renego de ti, demónio, Quem me estavas a tentar! A minha alma é só de Deus O meu corpo deu eu ao mar.”
- “Que queres tu, meu gajeiro, Que alvíssaras te hei de dar?” - “Capitão, quero a tua alma Para comigo a levar!.”
Texto
"Tomou-o um anjo nos braços, Não no deixou afogar. Deu um estouro o demónio, Acalmaram vento e mar; E à noite a Nau Catrineta Estava em terra a varar."
Análise
O narrador é não participante. O tempo indica que mais de um ano tinha passado sobre a partida. O espaço acaba por ser o mundo cuja volta já tinham dado. Logo no início da história a tripulação da Nau Catrineta já não tinha comida. Os marinheiros decidiram tirar à sorte quem iam matar. Calhou em sorte ser o Capitão.
Para não morrer, o Capitão oferece ao gajeiro recompensas: A sua filha mais formosa para casar com ele; Tanto dinheiro que o gajeiro não o ia conseguir contar; O seu cavalo branco que é único; A Nau Catrineta para ele navegar.
Análise
Mas o gajeiro recusou as ofertas anteriores porque queria a alma do Capitão. O gajeiro era o diabo disfarçado de marinheiro. O Capitão foi salvo por um anjo que não deixou que ele se afogasse quando se atirou ao mar. O gajeiro, por sua vez, deu um estouro e desapareceu.
A nau Catrineta
A nau Catrineta
A nau catrineta
Dita por Mário Pereira
Em B.D.
Ouve o poema