Alexandre O´Neill
David Canário, Francisco Costa e Tiago LagartixoTrabalho realizado no âmbito da disciplina de Português Docente: Clara Lourenço
Indíce
Biografia
Bibliografia
Arte Poética
Poema-Há Palavras que nos beijam
Poema-Gaivota
Poema-No Reino do Pacheco
Poema-Amigo
Conclusão
Webgrafia
Biografia de Alexandre O'Neill
- Nasceu em Lisboa, no dia 19 de dezembro 1924 e morreu no dia 21 de agosto de 1986;
- Poeta do mundo surrealista português, conseguindo o "Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários" em 1982;
- Escrevia poesia, prosa, traduções e trabalhou em publicidade;
- "Uma Coisa em Forma Assim" foi a obra que teve maior destaque na vida do autor, sendo considerada o maior trabalho da sua carreira.
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Bibliografia de Alexandre O'Neill
- No reino da Dinamarca (1958);
- Poemas com Endereço (1962);
- Feira Cabisbaixa (1965);
- De Ombro na Ombreira (1969);
- Entre a cortina e a vidraça (1972);
- A Saca de Orelhas (1979);
- As Horas já de Números Vestidas (1981).
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Arte poética(temáticas)
- Busca constante da liberdade, denúncia da opressão política e falta de liberdade;
- Crítica ao quotidiano e à vida rotineira que passa; sátira à sociedade;
- A vida é encarada de forma humorísitca.
Arte poética(Tipos de poemas)
- Recusa da poesia tradicional e banal;
- Oposição entre dois tipos de poeta: poeta alheado e conformado vs. poeta socialmente comprometido (caso de O'Neill);
- Tema abordado pela tradição literária - usurpação da Liberdade.
Arte poética(Linguagem e Estilo)
- Escrita corrente, mas não simples;
- Linguagem coloquial, familiar e popular ;
- Presença de elementos do surrealismo;
- Prática quer de formas clássicas e populares (quadras, por exemplo), quer de formas modernas (sem métrica nem rima definida);
Poema- Há palavras que nos beijam (Análise Interna)
- O sujeito poético demonstra os seus sentimentos e os vários pensamentos através das palavras;
- As palavras transmitem tanto o sentimento de felicidade, tristeza, esperança, entre outras;
- Comparação da palavra beijo e a esperança;
- As palavras só fazem sentido se conseguirem superar a infelicidade dos maus momentos;
- Comparação entre a poesia e o amor, pois são ambas bastante imprevisíveis;
- O sentimento de amar é tão forte, que temos vontade de exprimir os nossos sentimentos, independentemente de como seja;
- Por fim, as palavras podem ser ditas em silêncio.
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Poema- Há palavras que nos beijam (Análise Externa)
- 5 estrofes de 4 versos (quadras);
- Rimas cruzadas e versos soltos;
- 7 silabas métricas, rendondilhas maiores;
"Há/ pa/la/vras/ que/ nos/ bei/jam" (1º verso) 1 2 3 4 5 6 7 "Pa/la/vras/ que/ se/ re/cu/sam" (7º verso) 1 2 3 4 5 6 7
Poema-Gaivota (Análise Interna)
- O Sujeito poético começa com a conjunção subordinativa condicional "Se" no início de cada sextilha, o que remete para um desejo;
- Personificação: "Se uma gaivota viesse/trazer-me o céu de Lisboa" - o sujeito contempla o céu que lhe terá despertado o desejo de ser presenteado pela gaivota;
- Metáfora: "Asa que não voa" - este aparente paradoxo expressa o poder da imaginação que associamos à expressão "dar asas à imaginação";
- Ao sujeito falta-lhe, no entanto, a força, a espontaneidade e a capacidade da gaivota, pois "esmorece e cai no mar";
- Caso o seu desejo se concretizasse, o coração do sujeito seria perfeito, capaz de confessar/entregar o seu amor, como uma gaivota a voar sem limites;
Poema-Gaivota (Análise Interna)
- Na terceira estrofe, o sujeito poético volta a sentir um desejo - ouvir " o que inventava um marinheiro/dos sete mares andarilho", para alcançar um novo brilho no seu olhar, uma nova metáfora para o sentido da vida, agora com mais entusiasmo;
- Na quinta estrofe, o sujeito parece manifestar o desejo de morrer, para ver como a natureza reagiria à sua morte e em especial como a sua amada reagiria, no seu "olhar derradeiro";
- Na última estrofe, percebemos que o sujeito só morreria com um "coração perfeito", se o mesmo coubesse na mão do seu amor.
Poema-Gaivota (Análise Externa)
- 6 estrofes;
- As estrofes são quintilhas e sextilhas;
- As quintilhas apresentam refrão;
- Versos heptassilábicos ou rendondilhas maiores;
- Esquema rimático ABACBC/DEDED;
- Rima cruzada e interpolada;
- Poema musicado;
Imagem de Amália Rodrigues
Poema- No Reino do Pacheco (Análise Interna)
- Tema principal do poema: As ideias inutilizadas;
- O Reino do Pacheco é uma sátira aqueles que apenas se limitam ao seu "mundo ideal";
- O texto divide-se em 4 partes:
- Parte (1 terceto)- Introdução do poema, o eu liríco refere a vida como curta e mal aproveitada e questiona-se acerca do tempo desde que nascemos até que morremos;
- Parte (2 e 3 estrofe)- Indica que uma vida unicamente mental, torna-se inútil e pobre;
- Parte (4 e 5 estrofe)- Reforça a ideia da primeira estrofe e menciona o "Reino do Pacheco" onde apenas nos podemos reduzir às ideias e a libertação dessas ideias e pensamentos;
- Parte (6 estrofe)- Conclusão do poema, o sujeito poético aconselha, em concretizar as nossas ideias tranformando-as em ações.
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Poema- "No Reino do Pacheco" (Análise Externa)
- O poema apresenta 6 estrofes com versos irregulares: 2 tercetos/ 1 sextilha/ 1 sétima/ 1 nona e 1 estrofe com 16 versos;
- 7 sílabas métricas (redondilha maior);
- A rima, não apresenta um padrão, por isso, são versos brancos/versos soltos.
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Poema- Amigo (Análise Interna)
- Um amigo para certas pessoas pode transmitir várias emoções;
- Um amigo é felicidade transmitindo no seu olhar lealdade e honestidade;
- O sujeito poético questiona as pessoas que retornam as costas à amizade;
- Os verdadeiros amigos são aqueles com quem partilhamos os bons e os maus momentos;
- Ter amigos é vivermos felizes.
Poema-Amigo (Análise Externa)
- Este poema apresenta 6 estrofes: 1 dístico, 1 sextilha, 2 tercetos, 1 monóstico e 1 quadra;
- É composto por versos brancos/ versos soltos;
- Possui uma métrica não regular;
- Há a existência de um refrão neste poema ("Amigo é...").
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Conclusão
O autodidata Alexandre O'Neill foi um dos fundadores do movimento Surrealista de Lisboa. A sua poesia concilia uma atitude de vanguarda, visível no caráter lúdico do seu jogo com as palavras, com influência da tradição literária. Nos seus textos encontramos uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses. Temas como a solidão, o amor, o sonho ou a passagem do tempo ou a morte conduzem ao medo e/ou revolta, de que o homem só se poderá libertar através do amor. Apesar de nunca ter sido um escritor profissional, O'Neill viveu sempre da sua escrita ou de trabalho relacionados com livros. Grande parte da sua obra e do seu espólio pode ser encontrada na Biblioteca Alexandre O'Neill, em Constância, onde é possível ler os livros que lhe pertenceram, e que ele próprio doou, muitos deles com anotações suas ou dedicações dos autores.
Webgrafia
- https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=332
- https://www.escritas.org/pt/alexandre-oneill
- http://nuncasecalam.blogspot.com/2009/05/amigo-poema-de-alexandre-oneill-in.html
- https://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/amalia-06.html https://emgestaocorrente.blogs.sapo.pt/228505.html
- https://alexandreoneill.bnportugal.gov.pt/ha-palavras-que-nos-beijam/
Alexandre O´Neil
Francisco Costa
Created on May 27, 2022
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David Canário, Francisco Costa e Tiago LagartixoTrabalho realizado no âmbito da disciplina de Português Docente: Clara Lourenço
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Poema-Há Palavras que nos beijam
Poema-Gaivota
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Arte poética(Linguagem e Estilo)
Poema- Há palavras que nos beijam (Análise Interna)
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Poema- Há palavras que nos beijam (Análise Externa)
"Há/ pa/la/vras/ que/ nos/ bei/jam" (1º verso) 1 2 3 4 5 6 7 "Pa/la/vras/ que/ se/ re/cu/sam" (7º verso) 1 2 3 4 5 6 7
Poema-Gaivota (Análise Interna)
Poema-Gaivota (Análise Interna)
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Imagem de Amália Rodrigues
Poema- No Reino do Pacheco (Análise Interna)
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Poema- Amigo (Análise Interna)
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Conclusão
O autodidata Alexandre O'Neill foi um dos fundadores do movimento Surrealista de Lisboa. A sua poesia concilia uma atitude de vanguarda, visível no caráter lúdico do seu jogo com as palavras, com influência da tradição literária. Nos seus textos encontramos uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses. Temas como a solidão, o amor, o sonho ou a passagem do tempo ou a morte conduzem ao medo e/ou revolta, de que o homem só se poderá libertar através do amor. Apesar de nunca ter sido um escritor profissional, O'Neill viveu sempre da sua escrita ou de trabalho relacionados com livros. Grande parte da sua obra e do seu espólio pode ser encontrada na Biblioteca Alexandre O'Neill, em Constância, onde é possível ler os livros que lhe pertenceram, e que ele próprio doou, muitos deles com anotações suas ou dedicações dos autores.
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