Want to create interactive content? It’s easy in Genially!

Get started free

Prepara-te... Pessoa e os heterónimos

Estudo Em Casa

Created on January 3, 2022

Start designing with a free template

Discover more than 1500 professional designs like these:

Visual Thinking Checklist

Choice Board Flipcards

Team Retrospective

Fill in the Blanks

Museum Flipcards

Image Comparison Slider

Microcourse: Key Skills for the Professional Environment

Transcript

Pessoa e os heterónimos

Pessoa - Dor depensar

Pessoa - Fingimento artístico

Pessoa - Nostalgia da infância

Pessoa - Sonhoe realidade

Pessoa e os heterónimos

Alberto Caeiro - O poeta bucólico

Alberto Caeiro - O sensacionista

Alberto Caeiro - Linguagem e estilo

Pessoa e os heterónimos

Ricardo Reis - Estoicismo

Ricardo Reis - Epicurismo

Ricardo Reis - Filosofia

Ricardo Reis -Linguagem e estilo

Pessoa e os heterónimos

Álvaro de Campos - 1.ª fase

Álvaro de Campos - 2.ª fase

Álvaro de Campos -3.ª fase

Álvaro de Campos - Linguagem e estilo

Dor de pensar

Fernando Pessoa

Uso excessivo e permanente da inteligência / intelectualização dos sentimentos​. Dor e infelicidade Refúgio na infância​ Desejo de ser instintivo Desejo de ser inconsciente Exemplos: “Ela canta, pobre ceifeira”​, “Gato que brincas na rua”​.

O sensacionista

Alberto Caeiro
  • O sensacionismo: a sensação sobrepõe-se ao pensamento​.
  • O poeta do olhar​.
  • Observação objetiva da realidade / objetivismo.​
  • Antimetafísico​.
  • Rejeição do pensamento abstrato, da análise e da intelectualização​.
  • Filosofia da antifilosofia.
Contradição: Analisa e reflete sobre as sensações, não se limita a captar impressõe;, afirma-se contra a filosofia, mas expõe a sua "doutrina" nos seus poemas.

O epicurismo

Ricardo Reis

Epicurismo​: • Procurar os prazeres serenos e moderados: carpe diem. • Aceitar o Destino, a morte e as contrariedades da vida. • Cultivar uma atitude imperturbável: ataraxia. • Abraçar a aurea mediocritas: vida simples, próxima da natureza.

O poeta bucólico

Alberto Caeiro
  • Contemplação da Natureza.​
  • Integração, comunhão e harmonia com os elementos naturais (paganismo) e afastamento social.​
  • Simplicidade e felicidade primordiais.​
  • Existência tranquila no tempo presente.​
  • Bucolismo como máscara poética.
Contradição: Caeiro diz desvalorizar ou recusar o pensamento, mas os seus poemas são reflexões e não tanto descrições da natureza.

Nostalgia da infância

Fernando Pessoa

Tempo da infância Símbolo da pureza, da inconsciência e da felicidade.

  • O eu lírico deseja viver num estado de pura inocência, liberto do intelecto que o faz questionar-se continuamente e lamentar não ter fruído esse anterior estado de pureza e quase instintivo.​
Exemplos: “Quando as crianças brincam”​, “Pobre velha música!”​.

Linguagem e estilo

Álvaro de Campos

2.º fase

  • •Verbos onomatopaicos.
  • Sensações.
  • ​Recursos expressivos (Apóstrofes, onomatopeia, aliteração,...).
3ª fase
  • Recursos expressivos (Anáfora, hipérbole, metáfora...).

1.ª fase - Decandentista

Álvaro de Campos
  • Cansaço da civilização.
Exemplo: "Opiário".

Sonho e realidade

Fernando Pessoa
  • O tédio e a angústia levam o eu poético a sonhar e a imaginar-se outro.
  • O real e o onírico são duas realidades do sujeito.
  • No sonho encontra, por vezes, memórias do passado.
  • O Eu conclui que o sonho é uma ilusão e que ​
não resolve a sua insatisfação. Exemplos: “Não sei se é sonho, se realidade”​,“Entre o sono e o sonho”.

Fingimento artístico

Fernando Pessoa

Criação poética e/ou artística Exige fingimento

  • Depende do uso da imaginação.
  • Implica a intelectualização dos sentimentos.
  • A escrita não acontece no momento da emoção, mas no momento da sua recordação – transfiguração das emoções.
Exemplos: “Autopsicografia”, “Isto”.

Filosofia

Ricardo Reis
  • Apologia da arte de viver sem envolvimento emocional.
  • Fruição do tempo presente (o carpe diem do epicurismo). ​
  • Consciência da efemeridade da vida.
  • Consciência de um Destino superior ao Homem, a que ninguém foge, nem os próprios deuses.
  • Proposta de uma disciplina mental (estoicismo) que, placidamente, nos levará a aceitar a morte com tranquilidade.​

Linguagem e estilo

Alberto Caeiro
  • Frases simples em que domina a coordenação.
  • Vocabulário familiar, do quotidiano.
  • Domínio do campo lexical da natureza.
  • Simplicidade dos recursos retóricos.
  • Marcas do discurso da oralidade.
  • Adjetivação objetiva.
  • Predomínio do presente do indicativo.
  • Verso solto (não rimado) e, frequentemente, longo.
  • Irregularidade ao nível da estrutura estrófica e da métrica.

3.ª fase - Intimista

Álvaro de Campos
  • Evocação e nostalgia da infância​.
  • Recusa das normas, dos princípios , dos valores, de tudo o que podia dar sentido à existência.
  • Abulia.
  • Pessimismo.
  • Descrença e inquietação​.
  • Distanciamento da realidade.
  • Desesperança.
  • Dissolução do eu​.
  • Solidão existencial​.
  • Abatimento​.

Linguagem e estilo

Ricardo Reis

Em termos literários, Reis cultiva as odes à maneira de Horácio e adota um tom sereno que se harmoniza com a ideia de carpe diem do poeta romano. • Reis recebe a influência literária e cultural da Antiguidade greco-latina: deuses, símbolos. • Pratica a disciplina no trabalho de composição do poema, como se constata na regularidade estrófica e métrica e na construção frásica elaborada. • Recorre à anástrofe e ao hipérbato, sugerindo assim a construção de frase latina. • Usa um vocabulário erudito de origem grega e latina.​

2.ª fase - Futurismo

Álvaro de Campos
  • Privilegia a representação das sensações (visuais, táteis, etc.).
  • Defende o princípio de “sentir tudo de todas as maneiras e ser tudo e ser todos” nesta realidade moderna, urbana e industrial.​
  • O Sensacionismo associa-se ao Futurismo na ideia de “sentir” em excesso (e em delírio) o mundo moderno e de representar a forma como ​os sentidos apreendem essa realidade.​

Linguagem e estilo

Ricardo Reis

Em termos literários, Reis cultiva as odes à maneira de Horácio e adota um tom sereno que se harmoniza com a ideia de carpe diem do poeta romano. • Reis recebe a influência literária e cultural da Antiguidade greco-latina: deuses, símbolos. • Pratica a disciplina no trabalho de composição do poema, como se constata na regularidade estrófica e métrica e na construção frásica elaborada. • Recorre à anástrofe e ao hipérbato, sugerindo assim a construção de frase latina. • Usa um vocabulário erudito de origem grega e latina.​

Estoicismo

Ricardo Reis

Estoicismo​: •Praticar a autodisciplina e o autocontrolo na vida e na escrita. • Adotar a indiferença perante as paixões. • Cultivar a apatia (ausência de dor) e a ataraxia para enfrentar a adversidade.​

Linguagem e estilo

Ricardo Reis
  • Escrita elaborada, usando recursos como a anástrofe e a metáfora, léxico erudito.
  • Ausência de padrão rimático, mas presença de padrão métrico e estrófico.​
  • Tom exortativo e didático, com recurso aos modos imperativo e conjuntivo e ao vocativo.
  • Referências culturais, nomeadamente à mitologia.
  • Proposta de uma filosofia de vida nos poemas.​