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Povos indígenas do Ceará

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Created on October 18, 2021

Reportagem exclusiva OP+ sobre indígenas no Ceará.

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Transcript

Saiba mais sobre estas etnias do Ceará

Tremembé

Tabajara

Kalabaça

Tapeba

Jenipapo-Kanindé

Pitaguary

Povo Kalabaça

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Localização

Reportagem visitou

Crateús e Monsenhor Tabosa, Quiterianópolis, Tamboril e Poranga.

Terra Indígena de Imburana, no município de Poranga, distante 402 km de Fortaleza

População

História

300 em Poranga, segundo dados de 2007 da Funai, e número desconhecido nos demais municípios.

Ficaram conhecidos como jandaíras, pois quando os brancos chegaram na região, os Kalabaça coletavam o mel da Jandaíra.

Situação do território

Principais conflitos e ameaças

O início da demanda pela demarcação da terra foi em 2003 e ainda aguarda a conclusão do processo.

Conflitos com posseiros, incluindo ameaças de morte.

Organizações indígenas

Contemplados pelas associações em conjunto com os Tabajara

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Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Kalabaca

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Diário de Bordo

A entrevista teve que ser adiada por uma semana por causa da seleção de professores para a escola indígena Jardim das Oliveiras, localizada na Terra Indígena de Imburana, próximo ao Centro de Poranga. A escola tem anexo na Aldeia Cajueiro, dos Tabajara, no distrito de Macambira. Na seleção, os professores que já lecionam passam por avaliação bianual para continuar com o vínculo temporário. Uma das demandas de professores e funcionários é a realização de um concurso público. A viagem até Poranga foi a mais longa do Especial, pois o município está localizado na fronteira com o estado do Piauí. No caminho, pudemos ver muitas queimadas causadas pela atividade humana e propagadas em virtude da vegetação seca e dos ventos, mas também observamos alguns curiosos redemoinhos à beira da estrada. Alguns alcançaram alturas de até três metros e arrastaram folhas secas e poeira para dentro de suas ávidas barrigas de até 50 cm de diâmetro. Poranga é uma cidade pequena, com pouco mais de 12 mil habitantes, localizada na microrregião do Ipu. Possui vegetação de caatinga e um agradável clima serrano nas primeiras horas da manhã, em virtude dos 790 m acima do nível do mar. É chamada de “cidade dos ventos”. Poranga é a palavra em tupi para “Formosa”, o nome anterior da cidade. A reportagem esteve na Igreja de Pedra, no Alto da Mãe de Deus, pertencente à paróquia de Jesus, Maria e José. Situada em um elevado dentro da zona urbana, o local recebia pessoas interessadas em fazer retiro espiritual. Também é um ponto turístico, pois a formação da Pedra Grande oferece uma vista privilegiada da cidade. A construção da Igreja teve início em 1958, com mulheres, homens e crianças indígenas e não-indígenas carregando pedras por um caminho íngreme, numa mata praticamente fechada. Foi inaugurada em 1989.

Localização

Reportagem visitou

Crateús e Monsenhor Tabosa, Quiterianópolis, Tamboril e Poranga.

Terra Indígena de Imburana, no município de Poranga, distante 402 km de Fortaleza

População

História

300 em Poranga, segundo dados de 2007 da Funai, e número desconhecido nos demais municípios.

Ficaram conhecidos como jandaíras, pois quando os brancos chegaram na região, os Kalabaça coletavam o mel da Jandaíra.

Situação do território

Principais conflitos e ameaças

O início da demanda pela demarcação da terra foi em 2003 e ainda aguarda a conclusão do processo.

Conflitos com posseiros, incluindo ameaças de morte.

Organizações indígenas

Diário de bordo

Contemplados pelas associações em conjunto com os Tabajara

Clique aqui para acessar o diário de bordo da reportagem.

Flávia Oliveira

Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Tabajara

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Tabajara significa “senhor da aldeia” no Tupi-Guarani “taba” (aldeia) e “jara” (senhor).

Localização

Reportagem visitou

Crateús, Quiterianópolis, Monsenhor Tabosa, Tamboril e Poranga, além de outras duas Terras Indígenas no Maranhão e na Paraíba.

A reportagem visitou a Aldeia Cajueiro, no distrito de Macambira, a 40 km do Centro de Poranga (distante 402 km de Fortaleza).

População

História

2.856, segundo dados de 2010 da Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

Os Tabajara eram um dos povos Tupi que viviam no litoral do nordeste do Brasil. Eram aliados dos Franceses durante a ocupação de São Luís, no Maranhão.

Clique e saiba mais!

Situação do território

Principais conflitos e ameaças

O início da demanda pela demarcação da terra foi em 2003 e ainda aguarda a conclusão do processo.

Conflitos com posseiros, incluindo ameaças de morte.

Organizações indígenas

Formaram a Associação de Mulheres Indígenas Tabajara e Kalabaça (AMITK) e o Conselho Indígena dos Povos Tabajara e Kalabaça de Poranga (CIPO)

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Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Tabajara

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Tabajara significa “senhor da aldeia” no Tupi-Guarani “taba” (aldeia) e “jara” (senhor).

Diário de Bordo

Localização

Reportagem visitou

O 2º dia de viagem foi reservado para a visita à aldeia Cajueiro, já que o trajeto por estrada carroçal levaria pelo menos uma hora e meia. Na paisagem seca da caatinga, verdes árvores de juazeiro contrastavam com o amarelo e o cinza predominantes. É que o juazeiro tem a capacidade de permanecer sempre verde, mesmo no período de seca, devido às raízes profundas que exploram quaisquer resquícios de água no subsolo. As reses procuravam as sombras das árvores, ainda que desbastadas, para proteção contra o sol que castigava já no começo da manhã. Alguns animais sucumbiram às doenças, à sede ou à fome, e apodreciam às margens da via, junto a caveiras há muito tempo limpa de carnes e que alvejavam ao sol. O cenário bem que poderia ser o de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, filme de Glauber Rocha. Chamava bastante atenção o canto de pássaros na aldeia Cajueiro. Na entrada da Terra Indígena havia uma placa com indicação que a caça era proibida, já que traficantes de animais costumam adentrar o território para capturar periquitos, araras e sabiás para venda no mercado paralelo. Onças também são caçadas por fazendeiros por atacarem animais de criação. Segundo denúncias dos moradores, armadilhas são espalhadas pela mata, causando riscos de acidentes com os aldeados. Na época das chuvas, a aldeia fica isolada, dada a dificuldade de atravessar o caminho de lama e as passagens molhadas, que ficam completamente alagadas. Após a seca e no começo do inverno, a comunidade celebra o momento exato da chegada das águas do rio Macambira ao território.

Crateús, Quiterianópolis, Monsenhor Tabosa, Tamboril e Poranga, além de outras duas Terras Indígenas no Maranhão e na Paraíba.

A reportagem visitou a Aldeia Cajueiro, no distrito de Macambira, a 40 km do Centro de Poranga (distante 402 km de Fortaleza).

População

História

2.856, segundo dados de 2010 da Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

Os Tabajara eram um dos povos Tupi que viviam no litoral do nordeste do Brasil. Eram aliados dos Franceses durante a ocupação de São Luís, no Maranhão.

Clique e saiba mais!

Situação do território

Principais conflitos e ameaças

O início da demanda pela demarcação da terra foi em 2003 e ainda aguarda a conclusão do processo.

Conflitos com posseiros, incluindo ameaças de morte.

Organizações indígenas

Diário de bordo

Formaram a Associação de Mulheres Indígenas Tabajara e Kalabaça (AMITK) e o Conselho Indígena dos Povos Tabajara e Kalabaça de Poranga (CIPO)

Clique aqui para acessar o diário de bordo da reportagem.

Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Tremembé

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Localização

Autodenominação

Itarema, Acaraú e Itapipoca, em cinco Terras Indígenas.

O nome Tremembé é derivado de “trememdáu”, espécie de córrego de lama movediça coberto por água escassa, de acordo com o pajé Luiz Caboclo. Quando perseguidos, os indígenas sabiam atravessar estes lugares mas os seus perseguidores afundavam e morriam.

História

Os Tremembé ocupavam uma grande região litorânea do Pará ao Ceará nos séculos XVI e XVII. A Missão de aldeamento em Aracati-mirim era controlada por padres seculares, foi criada provavelmente no princípio do século XVIII. Depois recebeu o nome de Missão de Nossa Senhora da Conceição do Tremembés. Em 1766 a Missão tornou-se uma freguesia de índio chamada Almofala.

População

Principais conflitos e ameaças

4.820 pessoas

Os Tremembé dos distritos de Córrego João Pereira e Itapipoca sofrem ameaças e invasões

Organizações indígenas

Os Tremembé de Almofala organizaram o Conselho Indígena Tremembé local

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Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Tremembé

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Localização

Autodenominação

Itarema, Acaraú e Itapipoca, em cinco Terras Indígenas.

O nome Tremembé é derivado de “trememdáu”, espécie de córrego de lama movediça coberto por água escassa, de acordo com o pajé Luiz Caboclo. Quando perseguidos, os indígenas sabiam atravessar estes lugares mas os seus perseguidores afundavam e morriam.

Diário de Bordo

Ao término das entrevistas e já de saída do território, a reportagem foi abordada por moradores que queriam saber se a liderança havia falado mal deles. É que há uma série de discordâncias dentro da comunidade, que vai desde a religião até a auto-identificação ou não sobre ser indígena. Em 2002, a Funai informou que só iniciaria o processo de demarcação se houvesse adesão ao processo de auto-identificação, e foi a partir deste momento que muitos se autodeclararam. Na hora do almoço, a equipe saiu da aldeia e foi em direção à Praia da Baleia, que era o ponto mais próximo para a refeição. Chegando lá, enquanto aguardavam o preparo da comida, repórter e motorista não resistiram ao mar tranquilo e à paisagem bucólica da praia: caíram os dois na água, sendo que a repórter foi de roupa e tudo, precavida que estava com uma segunda muda de vestes limpas na mochila.

História

Os Tremembé ocupavam uma grande região litorânea do Pará ao Ceará nos séculos XVI e XVII. A Missão de aldeamento em Aracati-mirim era controlada por padres seculares, foi criada provavelmente no princípio do século XVIII. Depois recebeu o nome de Missão de Nossa Senhora da Conceição do Tremembés. Em 1766 a Missão tornou-se uma freguesia de índio chamada Almofala.

População

Principais conflitos e ameaças

4.820 pessoas

Os Tremembé dos distritos de Córrego João Pereira e Itapipoca sofrem ameaças e invasões

Flávia Oliveira

Organizações indígenas

Diário de bordo

Os Tremembé de Almofala organizaram o Conselho Indígena Tremembé local

Clique aqui para acessar o diário de bordo da reportagem.

Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Jenipapo-Kanindé

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Localização

Situação do território

A Terra Indígena Lagoa Encantada está no município de Aquiraz e possui 1.731 ha

Declarada Terra Indígena.

População

304, segundo dados de 2004 da Funai.

História

O nome Payaku designa uma etnia numerosa que, no século XVI, habitava toda a faixa sublitorânea dos atuais estados do Rio Grande do Norte e Ceará. Hoje, o grupo que ficou mais conhecido como Jenipapo-Kanindé, que são descendentes dos Payaku que viviam na mesma região.

Principais conflitos e ameaças

Interesses comerciais em relação ao território e à lagoa Encantada.

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Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Jenipapo-Kanindé

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Localização

Situação do território

A Terra Indígena Lagoa Encantada está no município de Aquiraz e possui 1.731 ha

Declarada Terra Indígena.

Diário de Bordo

População

304, segundo dados de 2004 da Funai.

A entrevista havia sido cancelada anteriormente porque nove indígenas (do grupo dos 12 que foram a Brasília) pegaram Covid-19, todos com sintomas leves, pois foram vacinados nos grupos prioritários. Os Jenipapo-Kanindé participaram da série de protestos contra o marco temporal em agosto e setembro. Por uma falha técnica, foi perdida uma gravação do canto aos ancestrais, vocalização solene e carregada de emoção entoada pela Cacique Pequena. Questionada se ela poderia repetir a execução, a resposta foi negativa, pois o canto poderia ser feito apenas uma vez naquele dia. O cajueiro sagrado é a árvore onde festas e rituais como o toré são realizados. A árvore foi batizada com água benta por um sacerdote da igreja católica.

História

O nome Payaku designa uma etnia numerosa que, no século XVI, habitava toda a faixa sublitorânea dos atuais estados do Rio Grande do Norte e Ceará. Hoje, o grupo que ficou mais conhecido como Jenipapo-Kanindé, que são descendentes dos Payaku que viviam na mesma região.

Principais conflitos e ameaças

Diário de bordo

Interesses comerciais em relação ao território e à lagoa Encantada.

Clique aqui para acessar o diário de bordo da reportagem.

Flávia Oliveira

Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Pitaguary

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Localização

Situação do território

Municípios de Maracanaú e Pacatuba, na região metropolitana de Fortaleza (distância de 26 km).

Declarada Terra Indígena.

Autodenominação

Pode ser derivada do nome dos Potiguara. É a autodenominação dos índios que moram ao pé da serra entre os municípios de Maracanaú, Pacatuba e Maranguape no Ceará.

História

O território foi habitado pelos Pitaguary por muito tempo e é marcado na sua memória por uma série de acontecimentos onde os ancestrais, os “troncos velhos” (anciãos) morreram. Em 1874 o sítio Pitaguary era registrado como território de indígenas. Acredita-se que os Pitaguary de hoje descendem diretamente da população que se fixou nesta região.

Organizações indígenas

Principais conflitos e ameaças

Foi criada a Casa de Apoio para reuniões. Organizaram o Conselho Indígena Pitaguary e depois surgiram outras organizações: o Conselho de Articulação Indígena Pitaguary, o Conselho Indígena Pitaguary de Monguba, Associação de Produtores Indígenas Pitaguary, Articulação das Mulheres Indígenas Pitaguary e o Conselho dos Professores Indígenas Pitaguary.

Seus.735,60 ha estão nos arredores de várias indústrias e sofrem os efeitos da urbanização crescente.

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Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Pitaguary

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Localização

Situação do território

Municípios de Maracanaú e Pacatuba, na região metropolitana de Fortaleza (distância de 26 km).

Declarada Terra Indígena.

Diário de Bordo

Foi bastante difícil marcar a entrevista, mas quando ela finalmente aconteceu, descobrimos os motivos: o receio de falar à imprensa vinha do medo das facções que vêm, ao longo dos anos, se impondo no local. Ao perguntar onde poderíamos encontrar uma das caciques da aldeia, um morador disse que lá “todo mundo era cacique”, em tom de galhofa, uma alusão à cisão política local e ao não-reconhecimento de algumas lideranças. Uma das entrevistadas, que se identificou como católica, afirmou que os indígenas que praticavam a fé dos seus ancestrais eram “macumbeiros”, por haver culto aos antepassados mortos e invocação de espíritos. O território tem, a exemplo de outras aldeias visitadas pela reportagem, pessoas com religiões diferentes. A barragem Santo Antônio, localizada dentro das terras dos Pitaguary, no lado de Maracanaú, recebe visitantes de fora (o local inclusive é servido por uma linha de transporte coletivo que vai até Fortaleza). O movimento não é visto com bons olhos pelas lideranças, já que há consumo de bebida alcoólica no local, apesar da placa avisando que não é permitido.

Autodenominação

Pode ser derivada do nome dos Potiguara. É a autodenominação dos índios que moram ao pé da serra entre os municípios de Maracanaú, Pacatuba e Maranguape no Ceará.

História

O território foi habitado pelos Pitaguary por muito tempo e é marcado na sua memória por uma série de acontecimentos onde os ancestrais, os “troncos velhos” (anciãos) morreram. Em 1874 o sítio Pitaguary era registrado como território de indígenas. Acredita-se que os Pitaguary de hoje descendem diretamente da população que se fixou nesta região.

Organizações indígenas

Principais conflitos e ameaças

Foi criada a Casa de Apoio para reuniões. Organizaram o Conselho Indígena Pitaguary e depois surgiram outras organizações: o Conselho de Articulação Indígena Pitaguary, o Conselho Indígena Pitaguary de Monguba, Associação de Produtores Indígenas Pitaguary, Articulação das Mulheres Indígenas Pitaguary e o Conselho dos Professores Indígenas Pitaguary.

Seus.735,60 ha estão nos arredores de várias indústrias e sofrem os efeitos da urbanização crescente.

Flávia Oliveira

Diário de bordo

Clique aqui para acessar o diário de bordo da reportagem.

Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)

Povo Tapeba

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Localização

Situação do território

Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, distante 17 km da capital.

A Terra Indígena tem 5.838 ha. Foi identificada e aprovada pela FUNAI, estando sujeita à contestação.

História

Em 1863, a população indígena da província do Ceará foi declarada extinta e isso permitiu a incorporação das terras pelo Estado. Ao mesmo tempo, ocorreu a doação de terras a Vila de Soure, na qual viviam diversos grupos de Potiguara, Tremembé, Cariri e Jucá, que são hoje os Tapebas.

População

6.600, segundo dados de 2010 da Funasa

Organizações indígenas

Principais conflitos e ameaças

Associação das Comunidades dos Índios Tapeba de Caucaia (ACITA), Associação de Professores Indígenas Tapeba (APROINT), Associação de Mulheres Indígenas Tapeba (AMITA, Associação de Jovens Indígenas Tapeba (AJIT).

Interesses de empresas locais, dada a proximidade com a capital.

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Fonte: Indígenas do Brasil (Brasil.antropos.org.uk) / Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco)