Primeiros Socorros em crianças dos 0 aos 3 anos
UFCD 9184 : Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança dos 0 aos 3 anos - regras básicas Bruno Novais Catarina Roque Ines Santiago Infancia e Sousa Joaquim Sousa Rita Soares
1. Introdução
Todos os anos inumeras crianças são vitimas de acidentes domésticos e 4,7 mil chegam mesmo a falecer devido a estes. Na faixa etaria entre 1 e 2 anos, os acidentes mais frequentes são as aspirações de objetos estranhos, como alimentos e brinquedos, acrescentando tambem os afogamentos e atropelamentos. Mas a boa noticia, é que a maior parte destes acidentes podem ser evitados com medidas bastante simples e procedimentos, apresentados em seguida
Definição de primeiros socorros
São definidos como os cuidados de emergencia dispensados a qualquer pessoa que tenha sofrido um acidente ou mal subito até que esta possa receber o tratamento médico adequado e definitivo.
As diferenças entre SBV adulto e pediátrico devem-se sobretudo a adequação da técnica ao tamanho menor da criança, com o tórax a dever ser deprimido pelo menos em 1/3 da sua altura.
2. Como Agir em caso de :
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
Paragem cardiorespiratoria ocorre mais frequentemente nos extremos de idade escolar ou seja crianças menores de 1 ano.Durante a infancia as causas mais comuns sao :
- Lesões intencionais ( Maus tratos) ou nao intencionais (Acidentes)
- Sindrome de Morte Súbita infantil
- Doenças Respiratórias
- Obstruçao de Vias aereas(incluindo a aspiração de corpo estranho
- Doenças cardiacas congénitas complexas
- Afogamento
- Infeção Generalizada
- Doenças Neurológicas
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
A média de sobrevivencia é de 10% em contrapartida quando a ressuscitaçao imediata, implementado os primeiros socorros aumenta para 50%
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
Procedimento: Suporte Básico de Vida
O SBV visa manter ou restabelecer a respiraçao e a circulação sanguínea, eficazes no individuo em paragem cardiorespiratoria pode ser executado por qualquer pessoa formada e é essencial para a recuperação da vitima
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
Procedimento: Suporte Básico de Vida
O SBV visa manter ou restabelecer a respiração e a circulacão sanguínea, eficazes no individuo em paragem cardiorespiratoria pode ser executado por qualquer pessoa formada e é essencial para a recuperação da vitima
Suporte basico de vida
Suporte basico de vida
2. Engasgo : Obstrucão das vias aereas por corpo estranho
Obstrução das vias aereas por corpo estranho promove o bloqueio da passagem do ar , o que impede a vitima de respirar podendo levar a morte.Mais de 90% dos casos de morte ocorrem em crianças menores dos 5 anos de idade sendo 65% até aos 2 anos. Os Liquidos , especialmente o leite constituem a causa mais frequente de obstruçao das vias aereas em bebes. Brinquedos, Tampinhas, moedas e outros pequenos objetos , alem de alimentos tambem podem provocar obstrução nas vias aereas.
2. Engasgo : Obstrucao das vias aereas por corpo estranho
Como Reconhecer? Inicio subito de dificuldade respiratoria acompanhado de :
- Tosse
- Nauseas (enjoos)
- Ruidos Respiratorios Incomuns
- descloração da pele (palidez)
- Coloração arrocheada dos lábios
- Dificuldade ou até capacidade para falar ou chorar
- Aumento da dificuldade para respirar com sofrimento
Procedimentos
Obstrução leve: a vítima consciente, com obstrução leve, deve ser acalmada e incentivada a tossir vigorosamente, pois a tosse forte é o meio maisefetivo para remover um corpo estranho. A vítima deve ser observada atenta e constantemente, pois o quadro pode agravar-se repentinamente, evoluindo para obstrução grave das vias aéreas. Obstruçao Grave : O socorrista deve intervir para tentar a desobstruçao das vias aereas por meio das manobras descritas abaixo: O Inem deve ser accionado imedatamente por um segundo socorrista ou qualquer pessoa proxima.
2. Engasgo : Obstrucão das vias aereas por corpo estranho
3. Febre
3. Febre
A elevação da temperatura corporal acima do normal . A temperatura normal do corpo pode variar de 36 a 37 ºC Sempre que houver suspeita que a criança esteja com febre deve-se avaliar a temperatura do corpo com um termometro. Algumas situações podem causar aumento da temperatura corporal, sem que signifiquem febre, como por exemplo: exercício físico, tipo de roupa, temperatura ambiente elevada, exposição ao sol e ingestão de alimentos ou bebidas quentes. Febre alta não significa, necessariamente, gravidade da doença. A febre pode funcionar mais como um sinal de alerta do que de gravidade de uma patologia. A maior parte das febres em crianças é decorrente de infecções virais benignas, que podem cursar com temperaturas elevadas (>39°C)
3. Febre
Sinais Sugestivos de febre
- Diminuiçao da atividade da criança
- Irritabilidade
- Dor de cabeça
- Dores no corpo
- Vermelhidao, mais evidente na face
- Sensaçao de frio
- Aceleraçao dos batimentos cardiacos
- Respiraçao Rapida
3. Febre
Procedimentos
- Colocar a criança em ambiente fresco e arejado
- Oferecer liquidos preferencialmente agua nao gelada
- Retirar o excesso de roupas ou roupas muito quentes
- Substituir as roupas molhadas de suor por outras secas
- Reavaliar a temperatura após 30 minutos
- Caso a febre nao diminua encaminhar a criança para o hospital ou centro de saude
- O uso de medicamentos deve seguir orientação medica
4.Sangramento Nasal
4. Sangramento Nasal
Sangramentos nasais sao geralmente decorrentes de traumas diretos no nariz. É comum tambem ocorrerem pequenos sangramentos quando a criança está com algum tipo de resfriado e fica exposto ao sol e ainda nos episodios de rinite alergica.
4. Sangramento Nasal
Procedimentos:
- Colocar a criança sentada em local fresco e arejado
- Manter a cabeça em posiçao normal( olhando para a frente), se necessario tambem manter levemente inclinada para a frente e para baixo evitando a deglutiçao do sangue e consequente vomito
- Orientar a criança para apertar a narina que está a sangrar durante 10 minutos
- s e comprimir as duas narinas, orientar para que respire pela boca.
- Caso o sangramento não pare colocar um saco de gelo envolvido num pano sobre a testa da criança por cerca de 20 minutos. Este procedimento pode ser realizado durante o trajeto pra o hospital.
- Nunca colocar gase,algodão ou qualeur outro objeto dentro do nariz, na tenativa de parar o sangramento.
5. Convulsão
A convulsão, ou crise convulsiva, caracteriza-se pela ocorrência de uma
série de contrações rápidas e involuntárias dos músculos, ocasionando
movimentos desordenados, geralmente acompanhada de perda da consciência. Decorre de alterações elétricas no cérebro e pode ter várias causas, entre elas:
epilepsia (principal causa), infecções, tumores cerebrais, abuso de drogas ou
álcool, traumas na cabeça, febre em crianças pequenas, etc
Procedimentos
• Acionar o INEM.• Se possível, proteger a vítima da queda; • Afastar objetos que possam causar ferimentos (móveis, pedras, etc); • Proteger a cabeça contra pancadas no chão; • Procurar manter a cabeça na posição lateral, para evitar que a vítima se engasgue
com a saliva; não realizar este procedimento se houver suspeita de trauma
na coluna cervical; • Afrouxar as roupas e retirar óculos; • Manter a tranquilidade e procurar afastar os curiosos, garantindo a
privacidade da criança; • Cobrir a vítima, se necessário.
Procedimentos
• Efetuar as manobras da reanimação; • Manter a tranquilidade e afastar os curiosos; • Colocar a criança deitada de costas no chão, com as pernas mais elevadas
do que o corpo• Afrouxar as roupas; • Depois que a criança recuperar a consciência, deixá-la deitada por 5
minutos e depois mais 5 minutos sentada, pois, caso levante-se de forma
rápida, poderá ocorrer novo desmaio; • Encaminhar a criança para o hospital ou centro de saúde de referência.
6. Trauma ocular
O trauma ocular que ocorre com mais frequência nas escolas é a presença de corpo estranho no olho, como areia, fragmentos trazidos pelo vento, etc. São menos frequentes as lesões decorrentes de queimaduras térmicas ou químicas, as contusões por bolas ou brigas e as perfurações oculares ou ferimentos de pálpebras provocadas por objetos pontiagudos e cortantes.
Procedimentos
Corpo estranho no olho: • Não permitir que a criança esfregue os olhos; • Pingar algumas gotas de soro fisiológico no olho acometido, na tentativa de retirar o corpo estranho; • Se o corpo estranho não sair, não insistir; • Fazer um tampão ocular (cobrir preferencialmente os dois olhos) com gaze seca, sem uso de pomadas ou colírios, e encaminhar o escolar para o serviço oftalmológico de referência; • Nunca tentar retirar objetos encravados no olho com pinças, agulhas ou cotonetes, pois pode agravar o quadro.
Procedimentos
Queimaduras termicas ou com substancias quimicas: • Irrigar imediatamente com água corrente limpa (de torneira, bebedouro, mangueira ou outros), por cerca de 30 minutos; • Manter as pálpebras abertas durante a lavagem com auxílio de um pano limpo ou gaze; • Se necessário, as mãos do escolar deverão ser contidas durante a lavagem ocular; • Cuidar para que o outro olho não seja atingido pelo líquido da irrigação (realizar a lavagem do canto nasal do olho para o canto do lado da orelha); • Nas lesões com cal ou cimento, realizar a limpeza das conjuntivas e pálpebras com lenço, gaze ou algodão antes (para retirar o excesso do produto) e durante a lavagem com água corrente; • Cobrir os dois olhos com gaze umedecida com soro fisiológico; • Transportar o escolar para o serviço de emergência oftalmológica de referência, o mais rápido possível (após a lavagem); • Se possível, levar amostra da substância que provocou a queimadura.
Procedimentos
Contusões oculares A criança que sofrer um golpe direto no olho, por um objeto, ou cotovelada, soco, etc., deve ser levado imediatamente ao serviço de oftalmologia de referência, mesmo que o aspecto do olho esteja normal, pois este tipo de trauma pode acarretar agravos imediatos ou posteriores, tais como descolamento de retina e catarata, que necessitam de acompanhamento médico. Ferimentos nas pálpebras A criança que sofrer este tipo de trauma deve ser encaminhado ao serviço de oftalmologia de referência o mais breve possível. Os ferimentos abertos nas pálpebras necessitam de restauração, principalmente se ocorrerem no canto do olho próximo do nariz, pois pode haver comprometimento dos canais lacrimais. Muitos desses ferimentos são acompanhados de perfuração ocular.
Procedimentos
Perfurações oculares Os olhos podem ser perfurados por objetos pontiagudos, como tesouras, facas, canivetes, fragmentos de vidros, arames, pontas de lápis ou canetas, etc. • Nunca tentar retirar objetos que estiverem perfurando o olho;
• Não realizar lavagem no olho acometido;
• Se o escolar que sofreu o trauma estiver sentindo dor e não conseguir abrir o olho, não exercer pressão direta nas pálpebras para forçar a abertura; • Não usar pomadas ou colírios;
• Proteger o olho acometido com copo plástico descartável;
• Transportar o escolar imediatamente para o serviço de emergência oftalmológica de referência.
7. Trauma cranioencefálico
O trauma cranioencefálico compreende desde as lesões do couro cabeludo até aquelas da caixa craniana (ossos do crânio) ou do seu conteúdo (o encéfalo). No ambiente escolar, as principais causas de são as quedas, especialmente de lugares altos e as pancadas na cabeça, que podem ocorrer quando a criança bate a cabeça em móveis, brinquedos, parede ou porta, ou mesmo durante brincadeiras ou atividades desportivas.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Acionar o 112; • Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Cuidar das alterações que ameacem a vida;
• Considerar a possibilidade de lesão da coluna cervical;
• Manter a estabilização manual da cabeça e do pescoço;
• Manter a vítima em observação constante até a chegada do 112;
• Estar atento para detectar sinais de deterioração das condições neurológicas: alterações da consciência , agitação, agressividade, confusão mental ou outras alterações de comportamento, além de convulsão e vômitos; • Se a vítima vomitar, virá-la para um dos lados (preferencialmente o esquerdo), estabilizando a coluna cervical, para evitar que o conteúdo do vômito seja aspirado e atinja as vias aéreas; • Controlar eventuais hemorragias do couro cabeludo: cobrir com gazes ou pano limpo se houver ferimentos; não comprimir ou apertar os ossos da caixa craniana (pois, se houver fraturas, os ossos poderão penetrar no cérebro);
Procedimentos
• Não retirar objetos encravados no crânio;
• Não tentar impedir a saída de líquidos pela orelha ou pelo nariz, mas apenas cobrir com gaze para absorver o fluxo; • Se a vítima apresentar parada respiratória ou cardiorrespiratória, iniciar imediatamente as manobras de suporte básico de vida para ressuscitação cardiopulmonar mantendo-as ininterruptamente até a chegada do 112.
Procedimentos
Procedimentos em traumas leves Considerar como trauma leve os casos em que o mecanismo de trauma sugerir que ocorreu um impacto leve na cabeça, mesmo que tenha provocado pequenos ferimentos (abertos ou fechados) no couro cabeludo, sem história ou sinais de outras lesões associadas, cuja vítima não apresente qualquer das alterações descritas acima. Nestes casos:
• Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Cuidar dos ferimentos encontrados;
• Encaminhar o escolar para o Pronto Socorro de referência.
8. Trauma raquimedular
O trauma raquimedular compreende o trauma da coluna vertebral (parte óssea) e da medula espinhal (parte nervosa). Se não for reconhecido e atendido adequadamente no local do acidente, pode resultar em lesão irreparável e causar deficiências neurológicas definitivas, pois não ocorre a regeneração do tecido nervoso e a medula lesada não pode ser recuperada. Algumas vítimas podem sofrer um trauma que não lese de imediato as fibras nervosas da medula; entretanto, a lesão pode surgir posteriormente, em consequência do movimento da coluna. Algumas lesões medulares ocorrem por manipulação inadequada na cena do acidente ou durante o transporte. Daí a importância do correto atendimento no local.
Principais causas
• Nas crianças: Quedas de lugares altos (geralmente 2 a 3 vezes a altura da criança), quedas de triciclo ou bicicleta, atropelamento por veículo motor. • Nos adolescentes: Colisões de veículos, mergulhos em lugares rasos, trauma direto no ápice da cabeça, acidentes com motocicleta, quedas, ferimentos penetrantes, agressões físicas e lesões por desportos
Sinais e sintomas
• Dor no pescoço ou nas costas; • Dor ao movimentar o pescoço ou as costas;
• Dor ao tocar a região posterior do pescoço ou a linha média das costas;
• Deformidade da coluna;
• Posição de defesa para evitar dor na região da coluna;
• Presença de paralisia de membros, bilateral ou parcial;
• Sensação de dormência, fraqueza, formigamento ou cócegas nas pernas ou braços; • Ereção contínua do pênis nos meninos.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Acionar o 112;
• Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Manter a estabilização manual da cabeça e do pescoço (estabilização manual da coluna cervical) • Cuidar das alterações que ameacem a vida; • Manter a vítima em observação constante até a chegada do 112, com atenção especialmente voltada para alterações da respiração e da consciência; • Manter a vítima calma e aquecida;
• Se for necessário mudar a posição da vítima, esta deve ser mobilizada em bloco. Perante a suspeita de traumatisma raquimedular somente movimentar a vítima em caso de haver: • Comprometimento da permeabilidade das vias aéreas por vômitos, sangue ou obstrução por objetos, língua, etc.; • Parada respiratória ou cardiorrespiratória;
• Na ausência destas duas situações, a vítima deverá ser mantida na posição em que foi encontrada, realizando-se os procedimentos necessários sem mudá-la de posição.
9. Trauma do tórax
Os traumas do tórax podem prejudicar a ventilação pulmonar e produzir diminuição da oxigenação dos tecidos do corpo, devido à oferta inadequada de sangue oxigenado para as células, acarretando graves conseqüências para o organismo. Traumas torácicos podem ser decorrentes de colisões de veículos a motor, quedas, atropelamentos, lesões por prática de esportes, ferimentos por objetospontiagudos, lesões por esmagamento, maus tratos em crianças, entre outros.
Sinais e sintomas
• Falta de ar;
• Respiração rápida;
• Dor torácica;
• Respiração superficial: por causa da dor, a vítima pode tentar limitar a movimentação do tórax; •Presença de ferimentos abertos (com sangramento externo), equimoses (manchas roxas) ou manchas avermelhadas na parede do tórax; • Presença de deformidades na caixa torácica (parte óssea).
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Acionar o 112; • Cuidar das alterações que ameacem a vida;
• Avaliar a possibilidade de outros traumas associados, especialmente osda coluna vertebral; • Não palpar a região do tórax com suspeita de lesão;
• Encorajar a respiração normal, apesar da dor;
• Não enfaixar o tórax, ou seja, não envolver o tórax com faixas ou ataduras, para não impedir a movimentação normal da caixa torácica. Na presença de ferimentos abertos na parede torácica:
• Cobrir rapidamente o ferimento de forma oclusiva, com plástico limpo ou folha de alumínio, com 3 pontos de fixação. É importante que um dos lados fique aberto para permitir a saída do ar que escapar pelo ferimento.
10. Trauma abdominal
O abdomen é a região do corpo onde é mais difícil detectar lesões decorrentes de trauma e estas, se não forem reconhecidas e tratadas rapidamente, podem levar à morte. O índice de suspeita de lesão no interior do abdomen deve ser baseado no mecanismo do trauma e nos achados da avaliação da vítima; entretanto, a ausência de sinais e sintomas locais não afasta a possibilidade de trauma abdominal fechado.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente;
• Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Acionar o 122 sempre que houver suspeita de trauma abdominal;
• Cuidar das alterações que ameacem a vida;
• Avaliar a possibilidade de ocorrência de outros traumas;
• Cobrir os ferimentos com gazes ou pano limpo;
• Se ocorrer a saída de órgãos intra-abdominais através de uma ferida na parede abdominal, não tentar recolocar os órgãos para dentro da cavidade. Cobri-los com gazes estéreis umedecidas com soro fisiológico e um plástico limpo por cima das gazes umedecidas;
• Objetos penetrados na região abdominal ou anal nunca devem ser movidos ou retirados; • Se ocorrer sangramento ao redor do objeto encravado, fazer pressão direta sobre o ferimento com a palma da mão sobre gazes, com cuidado para não movimentar o objeto e, a seguir, estabilizar esse objeto com curativo espesso ao redor do mesmo, para evitar que ele se movimente durante o transporte da vítima; • Manter a vítima aquecida, cobrindo-a com manta metálica.
11. Trauma no sistema músculo-esquelético
Traumas no sistema músculo-esquelético podem provocar diferentes tipos de lesões, como: fratura (quando o osso se quebra), luxação (quando ocorre deslocamento do osso de uma articulação), fratura-luxação (as duas lesões estão associadas), contusão (inchaço e rompimento de vasos sangüíneos no local de uma pancada), entorse (torção de uma articulação), distensão ou estiramento (quando os músculos são excessivamente esticados), amputação (perda de parte de um membro) ou laceração (perda de tecidos moles). As principais causas de trauma no sistema músculo-esquelético são: acidentes de trânsito, quedas em geral, quedas, trauma durante atividades dsportivas e agressões físicas.
Sinais e sintomas
Suspeitar de lesões músculo-esqueleticas quando houver: • Mecanismo de trauma sugestivo;
• Dor aguda no local da lesão, que se acentua com o movimento (evitar
movimento do membro) ou a palpação do local afetado;
• Presença de inchaço ou manchas roxas no local;
• Impossibilidade de movimentar o membro e/ou movimentos anormais, com dor local. Suspeitar de fratura completa quando houver: • Presença dos itens descritos anteriormente, associados a:
• Presença de deformidade (perda da forma e contorno habituais) e/ou instabilidade (mobilidade anormal, com incapacidade de uma extremidade se sustentar) no membro afetado; • Crepitação (sensação de raspar uma parte do osso quebrado na outra parte ou sensação de palpar um saco de pedras) ao tocar o membro afetado; • Encurtamento de membro (em comparação com o membro contralateral);
• Exposição de fragmento ósseo.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente;
• Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Cuidar inicialmente das alterações que ameacem a vida;
• Não movimentar o membro que apresentar suspeita de lesão músculoesquelética;
• Nunca tentar colocar o osso no lugar, para evitar que vasos sangüíneos e nervos sejam lesados; • Manter o membro com suspeita de lesão na posição em que foi encontrado, principalmente se a lesão for na articulação;
• Quando possível, retirar adornos como anéis, pulseiras, etc. do membro lesado; • Se houver ferimentos, cortar as roupas que estejam sobre a região afetada e colocar gazes estéreis sobre o ferimento para protegê-lo de contaminação; • Se houver sangramento abundante tentar comprimir (com a mão sobre as gazes) um pouco acima ou abaixo da lesão; • Se a lesão for no pé, retirar o calçado cuidadosamente, cortando-o com tesoura, evitando movimentar o membro lesado.
Procedimentos
Chamar o 112 em caso de: • Suspeita de fratura aberta;
• Suspeita de fratura fechada completa; • Na presença de mais de uma região com lesão músculo-esquelética ou de outros traumas associados, especialmente trauma raquimedular; • Se houver queixa de dor excessiva no local da lesão, não permitindo a abordagem; • Se houver diferença significativa de cor e temperatura ao comparar-se o membro lesado com o membro contralateral, indicando possível lesão de vasos sangüíneos; • Na suspeita de fraturas ou outras lesões músculo-esqueléticas na região do tórax, ombro, úmero (osso do braço, entre o ombro e o cotovelo), fêmur (osso da coxa) e/ou quadril. Quando imobilizar e transportar a vitima para o hospital: • Se houver lesões fechadas, sem sinais sugestivos de fratura completa;
• Se não houver outros traumas associados;
• Se as lesões estiverem localizadas nas porções mais distais dos membros, ou seja, abaixo dos joelhos e dos cotovelos;
• Se não houver sinais sugestivos de lesão de vasos sangüíneos (alterações de cor e temperatura do membro afetado).
Procedimentos
Regras gerais para realizar a imobilização de membros: • Manter o membro afetado na posição encontrada e imobilizar com talasmoldáveis ou rígidas; • Solicitar ajuda para realizar a imobilização do membro lesado, orientando previamente como cada auxiliar deverá atuar; • Somente iniciar a imobilização após providenciar todo o material e a ajuda necessários; • As talas para imobilização deverão ter comprimento suficiente para ultrapassar uma articulação acima e uma abaixo da lesão, imobilizando também essas articulações; • Na falta de talas moldáveis, qualquer material rígido poderá ser utilizado para substituí-las, desde que seja leve, largo e de comprimento adequado; • As talas devem ser amarradas com bandagens triangulares ou tiras de pano largas, para não garrotear; • Não apertar excessivamente as tiras que amarram as talas e não fixálas exatamente sobre o local da lesão;
• Amarrar as bandagens ou tiras de tecido sempre na direção da porção mais distal para a mais proximal do membro, ou seja, de baixo para cima; • Manter as pontas dos pés e das mãos descobertas para avaliar a circulação (cor e temperatura);
• Encaminhar imediatamente a vítima para o Pronto Socorro de referência.
12. Ferimentos
São lesões em que ocorre destruição de tecidos, em diferentes profundidades, podendo atingir somente a pele ou camadas mais profundas, como musculatura, vasos sangüíneos, nervos e até órgãos internos. Quando ocorrem, os ferimentos causam dor e podem produzir sangramento abundante. Em todo ferimento devem ser considerados o risco de infecção e a proteção contra o tétano, através da vacinação atualizada. Os ferimentos podem ser abertos ou fechados, superficiais ou profundos.
Procedimentos
Em qualquer tipo de ferimento deve-se remover as roupas que estejam sobre o mesmo, com o mínimo de movimento possível, para que se possa visualizar a área lesada. As roupas devem ser cortadas ao invés de tentar-se retirá-las inteiras, para evitar piorar as lesões já existentes e não provocar maior contaminação da lesão. Ferimentos abertos O ferimento aberto é aquele no qual existe perda de continuidade da superfície da pele, ou seja, a pele é rompida, podendo ser abertos podem ser superficiais ou profundos. Ferimentos abertos superficiais:
Nos ferimentos superficiais, somente a camada mais externa da pele é lesada. Vão desde arranhões até esfoladuras (escoriações) de qualquer extensão. A vítima pode sentir grande dor, independentemente da extensão da lesão e o risco de infecção é grande, pois a superfície causadora geralmente é suja.
Procedimentos
Procedimentos de primeiros socorros:
• Lesões pequenas: podem receber cuidados no local da ocorrência;
• Lavar as mãos com água e sabão e calçar luvas;
• Realizar a limpeza imediata com água corrente e sabão;
• Cobrir as lesões com gazes;
• Lesões extensas (aquelas que atingem grandes áreas da pele): encaminhar imediatamente a criança para o Pronto Socorro de referência Ferimentos abertos profundos:
Atingem as camadas mais profundas da pele e até outros tecidos mais profundos, podendo ocorrer perda de pele ou de outros tecidos. De acordo com a profundidade e extensão, esses ferimentos podem atingir artérias e veias, ocorrendo sangramentos graves.
Procedimentos
Os ferimentos profundos podem ser causados por vidros, facas, canivetes, hélices de máquinas, impacto com objetos rombudos, mordedura de animais, quedas de alturas e outros. Procedimentos de primeiros socorros:
• Lavar as mãos com água e sabão e calçar luvas; • Não tentar lavar a lesão;
• Cobrir o ferimento com gazes estéreis;
• Se houver sangramento importante, realizar compressão do local, colocando a mão sobre as gazes estéreis; a seguir, enfaixar de forma a manter a compressão, porém com cuidado para não garrotear, se o ferimento localizar-se em um membro; • Se houver algum objeto encravado no local do ferimento, seguir as orientações descritas abaixo; • Encaminhar imediatamente para o Pronto Socorro de referência.
Procedimentos
Objetos encravados no ferimento:
• Caso o objeto (lascas de madeira, pedaços de vidro, ferragens, etc) permaneça encravado no local do ferimento, colocar várias camadas de gaze sobrepostas ou panos limpos ao redor do mesmo, para estabilização do objeto, fixando com esparadrapo. • Jamais remover um objeto encravado.
• Encaminhar imediatamente ao Pronto Socorro de referência. Quando chamar o 112: • Se o objeto permanecer encravado em uma região do corpo onde potencialmente possa ter lesado estruturas ou órgãos importantes (como por exemplo, em crânio, pescoço, tórax, abdome); • Caso a vítima permaneça presa a um objeto que não permita sua locomoção.
Procedimentos
Ferimento fechados No ferimento fechado, a lesão de tecidos ocorre abaixo da pele, sem que esta se rompa, não havendo comunicação entre o meio externo e o interno. O ferimento fechado, também conhecido por contusão, é decorrente do impacto de objetos, pancadas, chutes, etc, contra o corpo, com rompimento de vasos sangüíneos e inchaço no local, de forma que o sangue acumulado sob a pele forma um hematoma, que pode ser imediato ou tardio. Quando o sangue infiltra-se entre os tecidos denomina-se equimose. No couro cabeludo formam-se hematomas, popularmente chamados “galos”.
Procedimentos
• Aplicar compressas frias ou saco de gelo no local da contusão até que a dor e o inchaço diminuam; • Os sacos de gelo devem ser sempre envolvidos em tecidos como toalhas: nunca aplicá-los diretamente sobre a pele, pois podem causar queimaduras; • Se após a ocorrência do trauma houver choro persistente, limitação de movimento do membro afetado ou dor intensa no local, imobilizar e encaminhar ao Pronto Socorro de referência, pois pode ter ocorrido lesão músculo-esquelética não evidente, especialmente nas crianças pequenas. Ferimentos na cabeça
Os ferimentos na cabeça, com exceção dos mais superficiais e com mecanismo de trauma não sugestivo de gravidade, são potencialmente perigosos porque podem indicar lesão do cérebro e da coluna cervical. Quando a contusão ocorre na cabeça, geralmente produz ferimento porque entre o crânio e o couro cabeludo há pouco tecido. O sangramento é abundante e muitas vezes desproporcional ao tipo de ferimento. Se não houver rompimento do couro cabeludo, formar-se-á um hematoma ou um inchaço difuso.
Procedimentos
• Não comprimir os ferimentos abertos no couro cabeludo, pois existe risco de perfuração da massa encefálica por fragmentos ósseos da caixa craniana ou objetos estranhos na superfície do ferimento; • Cobrir a lesão com gazes, com posterior enfaixamento da cabeça;
• Não tentar impedir a saída de líquidos pela orelha ou pelo nariz, mas apenas cobrir com gaze para absorver o fluxo; • Encaminhar o escolar para o hospital de referência ou acionar o 112. Ferimentos na face
Ferimentos na face são importantes devido à permeabilidade das vias aéreas, que pode ser comprometida principalmente pela presença de hemorragia. Esses ferimentos geralmente são decorrentes de acidentes automobilísticos, queda de bicicleta, agressões, objetos pontiagudos ou práticas desportivas.
Procedimentos
• Não palpar a face se houver trauma local; • Controlar hemorragias com leve compressão; • Cobrir os ferimentos com gazes umedecidas com soro fisiológico; • Fixar os curativos com bandagens ou faixas envolvendo a mandíbula e o crânio; • Não tentar retirar objetos de dentro do nariz; • Atenção para a ocorrência de sangramentos ou presença de objetos estranhos na boca que possam obstruir as vias aéreas; • Objetos encravados na boca e bochecha somente devem ser retirados se estiverem causando dificuldade respiratória; • Encaminhar imediatamente ao Pronto Socorro de referência;
• Se houver hemorragias importantes ou comprometimento das vias aéreas, ou outros traumas associados, acionar o 112.
Procedimentos
Ferimentos no pescoço
Ferimentos no pescoço podem obstruir total ou parcialmente as vias aéreas, pela compressão da laringe ou traquéia contra a coluna cervical. • Manter a cabeça fixa;
• Os ferimentos sangrantes precisam ser controlados por compressão direta do local. É importante lembrar que a pressão não pode ser feita ao mesmo tempo dos dois lados do pescoço, para não comprometer a circulação do sangue;
• Acionar imediatamente o 112.
13. Queimaduras
As queimaduras podem ser classificadas em três graus, de acordo com a profundidade das lesões. As queimaduras de 1º grau são superficiais e apresentam apenas vermelhidão da pele e dor local. As de 2º grau caracterizam-se pela formação de bolhas e são muito dolorosas, enquanto as de 3º grau atingem camadas profundas da pele e até mesmo outros tecidos mais profundos e caracterizam-se pela coloração esbranquiçada ou enegrecida e por serem indolores. A gravidade de uma queimadura é determinada pela extensão da área atingida, pela profundidade da lesão e pela sua localização, além da idade da criança.
Procedimentos
Queimaduras termicas - por calor: • Avaliar a segurança;
• Afastar a vítima do agente causador ou o agente da vítima, se a situação estiver segura; • Se houver fogo nas roupas, apagar as chamas usando um cobertor ou qualquer tecido grosso; • Resfriar a área queimada colocando-a sob água corrente fria por cerca de 10 minutos (ou utilizar compressas com gazes estéreis umedecidas com água fria ou soro fisiológico, caso a vítima tenha sofrido outros traumas e não possa ser mobilizada); • CUIDADO com os bebês e crianças pequenas, pois a exposição exagerada à água fria pode causar queda da temperatura do corpo todo (hipotermia); • Expor a área queimada cortando as roupas que não estejam aderidas;
• Retirar objetos como anéis, brincos, pulseiras, relógio, etc. desde quenão estejam aderidos à pele; • Não perfurar bolhas;
• Não aplicar qualquer substância sobre a área queimada; • Se houver sangramento ativo, comprimir a área e cuidar das outras lesões associadas antes de cobrir a queimadura;
Procedimentos
• Após o resfriamento, cobrir a área queimada com gazes estéreis secas e enfaixar; • Manter o calor corporal com cobertor leve ou manta;
• Queimaduras de pequenas áreas do corpo: encaminhar o escolar para o Pronto Socorro de referência após os procedimentos descritos acima; • Queimaduras em mãos, pés, face, tórax, região genital e pescoço: acionar o 112 e resfriar a área queimada com água fria; • Queimaduras extensas: chamar o 112 e resfriar com água fria. Queimadura associada a outros traumas: • Acionar o 112 • Avaliar a segurança da cena;
• Realizar avaliação inicial da vítima; • Resfriar a área queimada com compressas frias de gaze estéril, embebidas em soro fisiológico ou água, para não mobilizar a vítima.
Procedimentos
Queimaduras por produtos quimicos: • Acionar o 112; • Avaliar a segurança da cena;
• Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Cuidar das alterações que ameacem a vida;
• Tentar identificar o tipo de agente químico e informar a equipe do 112; se possível, o frasco do produto deve ser levado ao hospital; • Lavar imediatamente o local da queimadura com grandes volumes de água corrente; não utilizar neutralizantes para a lavagem (podem provocar queimaduras adicionais); • A lavagem deve ser iniciada imediatamente, mantida ininterruptamente até a chegada do 112 e continuada durante o trajeto, até a chegada ao hospital; • Os produtos em pó (como cal) devem ser escovados e totalmente removidos antes da lavagem; • Retirar roupas e sapatos que foram atingidos pelo produto ou caso haja possibilidade da água com produto químico atingi-los durante a lavagem, exceto se estiverem aderidos à pele.
Procedimentos
Queimadura por inalacão Pode ocorrer por inalação de fumaça ou de gases ou vapores aquecidos. Esses produtos podem provocar lesões nas vias aéreas, causando dificuldade respiratória, tosse, rouquidão e até a morte da vítima. • Acionar o 112; • Avaliar a segurança da cena;
• Se a cena estiver segura, retirar rapidamente a vítima do ambiente ecolocá-la em local arejado; • Realizar a avaliação inicial da vítima;
• Cuidar das alterações que ameacem a vida;
• Para a vítima consciente, sem outros traumas associados, preferir aposição sentada; • Aquecer a vítima;
• Estar preparado para realizar Ressuscitação Cardiopulmonar.
14.Afogamento
Afogamento é definido como a morte decorrente de sufocação por imersão
na água.
A prevenção constitui a mais poderosa intervenção para evitar a maior
parte dessas ocorrências. Crianças devem estar sob supervisão constante de
adultos quando estiverem próximas ou dentro das piscinas nas escolas e não
deve ser permitido que crianças ou adolescentes mergulhem nas piscinas.
O afogamento pode ser um evento secundário, decorrente de outro tipo de
ocorrência, como por exemplo: o mergulho em água de pouca profundidade
pode causar trauma de crânio ou da coluna cervical, podendo levar à perda da
consciência dentro da água e ao afogamento; a ocorrência de uma convulsão
dentro da água pode provocar a perda da consciência e afogamento.
Estatisticamente é mais comum a ocorrência de afogamentos em crianças
de até quatro anos, no sexo masculino e nos portadores de convulsões.
Procedimentos
• Retirar a vítima rapidamente da água, preferencialmente em posição vertical (a cabeça deve estar sempre acima do nível do corpo); • Removê-la para um lugar seco; • Avaliar o nível de consciência; • Avaliar o padrão respiratório: dificuldade para respirar, presença de tosse,
presença de espuma na boca ou nariz, ausência de respiração; • Aquecer a vítima.
Procedimentos : Vítima Consciente
• Se a vítima estiver consciente, colocá-la inicialmente deitada de costas,
com a cabeça elevada; • Se estiver respirando normalmente, sem dificuldades, virá-la de lado
(preferencialmente do lado esquerdo), pois poderão ocorrer vômitos; • Encaminhar imediatamente para o hospital de referência toda a crainças que for vítima de afogamento, mesmo que esteja consciente; • Se houver suspeita de trauma raquimedular, estabilizar a coluna e acionar o INEM.
Procedimentos : Vítima inconsciente
• Acionar o INEM; • Realizar a abertura das vias aéreas; • Verificar a respiração: VER, OUVIR e SENTIR; •Respiração ausente: iniciar 2 ventilações de resgate efetivas (que
elevem o tórax) ; • Se não voltar a respirar espontneamente, iniciar compressões torácicas; • Realizar ciclos de compressões torácicas e ventilações, na proporção de
30 compressões para 2 ventilações (30:2) • Manter as manobras de reanimação até à chegad do INEM ou até que a vitíma apresente movimentos espontâneos.
15.Intoxicações
As intoxicações podem ocorrer principalmente por ingestão de produtos de
limpeza, medicamentos ou plantas, pelo contacto com gases tóxicos ou fumos,
ou pelo contacto da pele com produtos químicos tóxicos.
Deve-se sempre procurar identificar qual foi o produto ingerido ou que entrou
em contato com a pele, a quantidade de produto ingerido, o horário da ocorrência
e as reações que a vítima está apresentando (vômito, diarréia, dores abdominais,
etc).
Procedimentos
• Avaliar a área de segurança do acidente; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Cuidar das alterações que coloeuem a vida em risco; • Proceder de acordo com o tipo de acidente,
Ingestão de produtos quimicos, plantas ou medicamentos
- • Não dar alimentos ou líquidos (inclusive leite) para a criança;
- • Não tentar provocar vômito;
- Contactar o centro de informação antivenenos
- • Encaminhar imediatamente ao hospital de referência;
Inalação de gases tóxicos ou fumo
• Avaliar a área de segurança; • Se não houver risco para o socorrista, retirar imediatamente a criança do ambiente contaminado e colocá-la em local arejado; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Se possível, retirar as roupas da criança, pois frequentemente estas estão
contaminadas; • Encaminhar imediatamente ao Hos+ital de referência se a criança estiver consciente; • Se a crinaça estiver inconsciente ou não houver possibilidade de a levar rapidamente para o hospital, acionar o INEM; • Estar preparado para iniciar manobras de Reanimação
16. Choque elétrico
Acidentes relacionados à corrente elétrica são potencialmente graves,
podendo provocar queimaduras graves, alterações do funcionamento do coração
(até paragem cardíaca), além de alterações pulmonares, neurológicas, músculoesqueléticas e outras. São mais frequentes as queimaduras resultantes do contacto direto com a
fonte de eletricidade. A vítima que recebe a choque elétrico pode apresentar
lesão externa mínima, superficial; entretanto, pode sofrer danos internos
extensos, decorrentes das altas temperaturas provocadas pela corrente elétrica,
que queima os órgãos e tecidos que estiverem no seu trajeto. Choques elétricos com fios de alta tensão são extremamente graves e
frequentemente fatais.
Procedimentos
• Imediatamente após a interrupção da corrente elétrica, iniciar o
atendimento da vítima; Realizar a valiação inicial • Manter a permeabilidade das vias aéreas; • Cuidar das situações que ponham a vida em risco • Cuidar das queimaduras provocadas plo o choque elétrico. • Se o choque ocorruem em tomadas ou fios de baixa tensão e a vitima estiver conscoiente e com respiração normal, encaminha-la imediatamente ao hospital para avaliação médica. • Se a vitima aprentar alterações de respiração ou do estado de consciençia, acionar o INEM. Iniciar manobras de reanimação se necessário.
Choques eletricos com fios de alta tensão
• Acionar o INEM; • Iniciar a assitênçia da vítima somente quando a situação estiver segura; • Neste tipo de choque elétrico pode ocorrer paragem cardiorrespiratória e
queimaduras graves; • Se necessário, iniciar as manobras de reanimação; • Cuidar das queimaduras (ver capítulo “Queimaduras”) • Atenção para possíveis traumas associados no caso da vítima ter sido projetada à distância – estabilizar manualmente a coluna. DEVEM SER COLOCADOS PROTETORES EM TODAS AS TOMADAS ELÉTRICAS, ESPECIALMENTE NAS CRECHES.
17. Mordida de animais/picadas de insetos
Os pricipais acidentes realcionado a animais são as mordidelas(exemplo cão) ou picadas s de isctos como aranhas, abelhas, formigas, mosquitos entre outos. Picadas e mordeduras são coisas diferentes, mas as reações mais frequentes são semelhantes.
A picada é feita com o ferrão, a mordedura com peças bucais.
O veneno que pode ser injetado com as picadas e a saliva das mordeduras quando os insetos se alimentam de sangue podem provocar desde uma irritação local ligeira até reações alérgicas graves e potencialmente fatais.
As mordeduras também podem transferir sangue e transmitir doenças de outros animais ou pessoas mordidas previamente.
Por exemplo, as abelhas, vespas, formigas e aranhas picam. Os mosquitos, moscas, pulgas, carraças e piolhos mordem.
Procedimentos:
Picadela ou mordida de inseto.Para alivar os sintomas: Se foi deixado um ferrão na pele ou ficou uma carraça presa retirar com cuidado com a ajuda de uma pinça limpa Lavar a zona com água fria e sabão, mantenha-a limpa e não cocar Manter a zona afetada mais elevada e aplicar o frio por períodos, no local para diminuir a temperatura e o inchaço, por exemplo gelo envolvido numa compressa ou num pano limpo; Aplicar uma pomada antialérgica de venda livre ou loção calmante com calamina para aliviar a comichão; Se necessário, tomar um analgésico de venda livre, por exemplo paracetamol (sempre que não exista contraindicação), para controlar a dor. Devem ser procurados cuidados médicos sempre haja: Picadas ou mordeduras em grande quantidade em pessoas com história de alergias; Dificuldade em respirar ou uma respiração ruidosa; Começar a inchar, particularmente nas pálpebras, orelhas, boca, mãos e pés;
Febre;
Náuseas ou vómitos;
Tonturas ou desmaio.
Procedimentos para mordidas
O primeiro passo após uma mordida de cão é limpar vigorosamente a área ferida com água e sabão por pelo menos 5 minutos. Se houver sangramento, o local deve ser comprimido até que a hemorragia seja estancada.
Atendimento médico deve ser procurado imediatamente em caso de sangramentos que não terminem, lesões extensas que precisem ser suturadas, mordidas com grave lesão da pele, principalmente se houver exposição de estruturas internas, tais como músculo, nervos e tendões, suspeita de fratura de osso, lesão dos tendões ou mordidas penetrantes profundas. Lesões que parecem estar a piorar com o passar das horas também devem sempre ser avaliadas por médicos.
O tratamento com antibiótico está indicado em todos os casos que houver suspeita de infecção da ferida. Porém, em alguns casos específicos, os antibióticos podem ser iniciados de forma profilática, ou seja, antes de haver sinais claros de infecção da pele. São eles:
Feridas penetrantes e profundas.
Lesões graves com esmagamento da área afetada.
Múltiplas mordidas pelo corpo.
Lesões com comprometimento dos vasos sanguíneos.
Mordidas nas mãos, face ou zona genital.
Mordidas que necessitam de sutura.
Pacientes que tenham possuam algum grau de imunossupressão.
Amoxicilina com ácido clavulânico costuma ser o antibiótico de escolha para o tratamento de infecção por mordida
18. Alergias
Alergias são um conjunto de reações causadas por hipersensibilidade do sistema imunitário a agentes que geralmente causam pouco ou nenhum problema na maioria das pessoas. Estas doenças incluem rinite alérgica, alergias alimentares, dermatite atópica, asma alérgica e anafilaxia. Os sintomas mais comuns são olhos vermelhos, manchas que provocam comichão, fluxo nasal abundante, falta de ar ou inchaço. As intolerâncias e intoxicações alimentares são condições distintas.
Procedimentos:
Reação alérgica leve: Acalmar a vitima. Identificar o alérgeno e orientar para evitar contacto com o mesmo Caso a a vitima apresente prurido, aplicar uma loção a base de calamina e compressas frias Observar se o desconforto da vitima aumenta, em caso afirmativo solicitar ajuda médica. Reação alérgica grave(ANAFILAXIA) Examinar as vias respiratórias e circulação Caso exista o medicamento de emergênçia administrar emediatamente. Evitar medicação via oral se a vítima apresentar dificuldade em respirar. Se a vitima perder a conscienlia, aplicar os procedimentos de primeiros socorros para casos de de inconsciênçia.
19. Diabetes
A diabetes infantil, ou DM infantil, é uma condição caracteriza pela grande concentração de glicose circulante no sangue, o que resulta em aumento da sede e da vontade de urinar, além de aumento da fome, por exemplo.
A diabetes do tipo 1 é a mais comum em crianças e acontece devido à destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, que é o hormônio responsável por transportar o açúcar para dentro das células e evitar que se acumule no sangue. Esse tipo de diabetes infantil não tem cura, apenas controle, que é feito, principalmente, com uso de insulina, conforme orientação do pediatra.
Apesar da diabetes do tipo 1 ser mais frequente, crianças que possuem hábitos de vida pouco saudáveis podem desenvolver a diabetes do tipo 2, que pode ser revertida numa fase inicial por meio da adoção de hábitos saudáveis como uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas
Procedimentos:
Hiperglicemia(Níveis altos de Acucar ) Procurar uma seringa de insulina SOS, que a criança possa ter em situações de emergência;
Injetar a seringa na região ao redor do umbigo ou na parte superior do braço, fazendo uma prega com os dedos, mantendo-a até ao final da injeção.Se, passado 15 minutos, o valor do açúcar continuar igual, deve-se chamar ajuda médica, ligando imediatamente para o número 112 ou levar a pessoa para o hospital;
Caso a vítima esteja inconsciente, mas a respiran deve-se colocar na posição lateral de segurança, enquanto a ajuda médica não chega. No caso em que de não existir uma seringa de insulina de emergência, o recomendado é chamar imediatamente a ajuda médica ou levar a criança para o hospital, para que seja administrada a dose adequada de insulina. Hipoglicemia(níveis baixos de açucar) Colocar 1 colher de sopa de açúcar ou 2 pacotes de açúcar no interior das bochechas e debaixo da língua;
Caso o valor de açúcar no sangue não aumente ou os sintomas não melhorem em 10 minutos, deve-se voltar a dar açúcar à criança
Se passado mais 10 minutos o nível de açúcar ou os sintomas continuarem iguais, deve-se chamar a ajuda médica, ligar imediatamente para o 112 ou levar a criança para o hospital;
Se a criança ficar inconsciente, mas a respirar, deve-se colocar na posição lateral de segurança enquanto espera pela ajuda médica.
Quando o valor de açúcar no sangue fica baixo por muito tempo, é possível que a pessoa entre em paragem cardíaca. Por isso, caso se observe que a criança não está respirar deve-se chamar a ajuda médica e iniciar rapidamente a reaniimação.
20. Asma
A asma é um distúrbio pulmonar inflamatório recorrente no qual certos estímulos fatores desencadeantes como infeções virais, fumos, perfumes, pólen, mofo e ácaros inflamam as vias respiratórias e fazem com que elas se estreitem temporariamente, o que resulta em dificuldades para respirar
Procedimentos:
Acalmar a criança e ajuda-la a sentar numa posição confortável;
. Por a criança numa posição para facilitar a respiração;
. Verificar que a criança tem algum remédio para asma, ou bomba, e administraro medicamento; Chamar uma ambulância rapidamente, caso a pess criança deixe de respirar ou não possua uma bombia por perto.
No caso de um desmaio, no qual a criança não esteja a respirardireito, deve-se iniciar a massagem cardíaca para manter o coração a funcionar enquanto não chega a ajuda médica.
21. Atropelamento
Atropelamento é um tipo de acidente, frequentemente provocado por veículos automotores, que afeta um pedestre.
Procedimentos:
Garanta que o local fique seguro para a criança ; Manter a criança imobilizada, a seggurar a cabeça dela ; Impeça que ela se levante, sente ou se vire; Se houver sangramento, comprima o local com um pano limpo ; Aguarde o atendimento de emergência; Não pegue a vítima no colo nem e a transporte no seu carro; Não ofereça líquidos ou qualquer medicamento ; Cubra o acidentado para manter a temperatura e protegê-lo.
Mala da Primeiros Socorros
Ter um kit de primeiros socorros é uma ótima forma de garantir que se está preparado para socorrer, rapidamente, vários tipos de acidentes, como picadas, pancadas, quedas, queimaduras e até sangramentos. Também pode ser preparado em casa e adaptado às necessidades de cada pessoa. Por exemplo, o kit pode ser preparado para socorrer apenas acidentes domésticos, pequenas situações quando se vai de férias.
O kit é composto por:
– 1 Termómetro – 1 Tesoura – 1 Pinça – 1 Rolo de Adesivo – Compressas esterilizadas (vários tamanhos) – Compressas não esterilizadas – Soro Fisiológico 5ml e 100ml – Ligaduras (vários tamanhos) – Luvas descartáveis
– Gelo instantâneo – Pensos Rápidos – Penso Oculares – Esponja hemostática – Saco para sujos – Medicação:
– Analgésicos (xarope e/ou supositórios no caso crianças) – Pomada para queimaduras
– Pomada para alergias.
Testemunhos (Bruno)
Numa sala da faixa étaria de 2anos numa atividade de educação física, um menino ao tentar passar de um arco para o outro escorregou fazendo um esforço provocando um rago no músculo da coxa esuqerda. Procedimento efetuado: Posionamos a cfrainaça em PLS ( Posição lateral segurança) até a cgehada do INEM. Os procedimentos da equipa do INEM foi a aplicação de uma tala colocando a criança numa maca com uma mascar de oxig+enio devido as dificulades resporatórias que estvam a sugir devido aos seus problemas respiratórios. Em seguida foi encaminhado para o hospital.
Testemunhos (Catarina)
A experiencia que posso relatar relativamente a primeiros socorros entre a idade compreendida dos 0 aos 3 anos é bastante reduzida uma vez que sempre trabalhei com crianças mais velhas e a minha filha sempre foi uma criança relativamente saudável. O único episodio de ressaltar, foi uma queda em ambiente doméstico da cama, ou seja, uma altura inferior a 90 cm, o que no momento só causou algum choro e mais nenhum sinal de alarme. o caso se fosse mias grave a crinaça teria que ser encaminha para o hospital. Procedimento efetuado: Vigilância da criança nas horas seguintes para o caso de aparecimento de pisaduras inchaços ou dores na crinaçae nese caso aplicava se uma pomda.
Testemunhos (Infância)
Aos 4 anos de idade, andava descalça a brincar no jardim da minha avó materna e vi um zangão que parecia morto. Como o achei"fofinho", piseio e fui picada pelo o ferrão dele. Procedimento efetuado: Os primeiros socorros foram dados pela amimha avó à maneira antiga. Pegoume ao colo, levoume para a cozinha, pegou numa fac de aço e colocou-a spbre o meu pé dorido. Deixou -a estar durante alguns minutos e alé da dor e o inchaço passa, o ferrão foi expulso do meu pé.
Testemunhos (Rita)
Numa manhã acordei com uma irritação na testa, na qual os meus pais acharam estranho. Poestirormente encontraram uma centopeia na minha cama, logo associaram que fossse devido a isso. Procedimento efetuado: Aplicaram fenistil e administram me benuron em xarope devido a ter febre.
Primeiros Socorros
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Created on September 7, 2021
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Transcript
Primeiros Socorros em crianças dos 0 aos 3 anos
UFCD 9184 : Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança dos 0 aos 3 anos - regras básicas Bruno Novais Catarina Roque Ines Santiago Infancia e Sousa Joaquim Sousa Rita Soares
1. Introdução
Todos os anos inumeras crianças são vitimas de acidentes domésticos e 4,7 mil chegam mesmo a falecer devido a estes. Na faixa etaria entre 1 e 2 anos, os acidentes mais frequentes são as aspirações de objetos estranhos, como alimentos e brinquedos, acrescentando tambem os afogamentos e atropelamentos. Mas a boa noticia, é que a maior parte destes acidentes podem ser evitados com medidas bastante simples e procedimentos, apresentados em seguida
Definição de primeiros socorros
São definidos como os cuidados de emergencia dispensados a qualquer pessoa que tenha sofrido um acidente ou mal subito até que esta possa receber o tratamento médico adequado e definitivo.
As diferenças entre SBV adulto e pediátrico devem-se sobretudo a adequação da técnica ao tamanho menor da criança, com o tórax a dever ser deprimido pelo menos em 1/3 da sua altura.
2. Como Agir em caso de :
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
Paragem cardiorespiratoria ocorre mais frequentemente nos extremos de idade escolar ou seja crianças menores de 1 ano.Durante a infancia as causas mais comuns sao :
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
A média de sobrevivencia é de 10% em contrapartida quando a ressuscitaçao imediata, implementado os primeiros socorros aumenta para 50%
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
Procedimento: Suporte Básico de Vida
O SBV visa manter ou restabelecer a respiraçao e a circulação sanguínea, eficazes no individuo em paragem cardiorespiratoria pode ser executado por qualquer pessoa formada e é essencial para a recuperação da vitima
1. Paragem Respiratoria e cardiorespiratoria ( suporte basico de vida)
Procedimento: Suporte Básico de Vida
O SBV visa manter ou restabelecer a respiração e a circulacão sanguínea, eficazes no individuo em paragem cardiorespiratoria pode ser executado por qualquer pessoa formada e é essencial para a recuperação da vitima
Suporte basico de vida
Suporte basico de vida
2. Engasgo : Obstrucão das vias aereas por corpo estranho
Obstrução das vias aereas por corpo estranho promove o bloqueio da passagem do ar , o que impede a vitima de respirar podendo levar a morte.Mais de 90% dos casos de morte ocorrem em crianças menores dos 5 anos de idade sendo 65% até aos 2 anos. Os Liquidos , especialmente o leite constituem a causa mais frequente de obstruçao das vias aereas em bebes. Brinquedos, Tampinhas, moedas e outros pequenos objetos , alem de alimentos tambem podem provocar obstrução nas vias aereas.
2. Engasgo : Obstrucao das vias aereas por corpo estranho
Como Reconhecer? Inicio subito de dificuldade respiratoria acompanhado de :
Procedimentos
Obstrução leve: a vítima consciente, com obstrução leve, deve ser acalmada e incentivada a tossir vigorosamente, pois a tosse forte é o meio maisefetivo para remover um corpo estranho. A vítima deve ser observada atenta e constantemente, pois o quadro pode agravar-se repentinamente, evoluindo para obstrução grave das vias aéreas. Obstruçao Grave : O socorrista deve intervir para tentar a desobstruçao das vias aereas por meio das manobras descritas abaixo: O Inem deve ser accionado imedatamente por um segundo socorrista ou qualquer pessoa proxima.
2. Engasgo : Obstrucão das vias aereas por corpo estranho
3. Febre
3. Febre
A elevação da temperatura corporal acima do normal . A temperatura normal do corpo pode variar de 36 a 37 ºC Sempre que houver suspeita que a criança esteja com febre deve-se avaliar a temperatura do corpo com um termometro. Algumas situações podem causar aumento da temperatura corporal, sem que signifiquem febre, como por exemplo: exercício físico, tipo de roupa, temperatura ambiente elevada, exposição ao sol e ingestão de alimentos ou bebidas quentes. Febre alta não significa, necessariamente, gravidade da doença. A febre pode funcionar mais como um sinal de alerta do que de gravidade de uma patologia. A maior parte das febres em crianças é decorrente de infecções virais benignas, que podem cursar com temperaturas elevadas (>39°C)
3. Febre
Sinais Sugestivos de febre
3. Febre
Procedimentos
4.Sangramento Nasal
4. Sangramento Nasal
Sangramentos nasais sao geralmente decorrentes de traumas diretos no nariz. É comum tambem ocorrerem pequenos sangramentos quando a criança está com algum tipo de resfriado e fica exposto ao sol e ainda nos episodios de rinite alergica.
4. Sangramento Nasal
Procedimentos:
5. Convulsão
A convulsão, ou crise convulsiva, caracteriza-se pela ocorrência de uma série de contrações rápidas e involuntárias dos músculos, ocasionando movimentos desordenados, geralmente acompanhada de perda da consciência. Decorre de alterações elétricas no cérebro e pode ter várias causas, entre elas: epilepsia (principal causa), infecções, tumores cerebrais, abuso de drogas ou álcool, traumas na cabeça, febre em crianças pequenas, etc
Procedimentos
• Acionar o INEM.• Se possível, proteger a vítima da queda; • Afastar objetos que possam causar ferimentos (móveis, pedras, etc); • Proteger a cabeça contra pancadas no chão; • Procurar manter a cabeça na posição lateral, para evitar que a vítima se engasgue com a saliva; não realizar este procedimento se houver suspeita de trauma na coluna cervical; • Afrouxar as roupas e retirar óculos; • Manter a tranquilidade e procurar afastar os curiosos, garantindo a privacidade da criança; • Cobrir a vítima, se necessário.
Procedimentos
• Efetuar as manobras da reanimação; • Manter a tranquilidade e afastar os curiosos; • Colocar a criança deitada de costas no chão, com as pernas mais elevadas do que o corpo• Afrouxar as roupas; • Depois que a criança recuperar a consciência, deixá-la deitada por 5 minutos e depois mais 5 minutos sentada, pois, caso levante-se de forma rápida, poderá ocorrer novo desmaio; • Encaminhar a criança para o hospital ou centro de saúde de referência.
6. Trauma ocular
O trauma ocular que ocorre com mais frequência nas escolas é a presença de corpo estranho no olho, como areia, fragmentos trazidos pelo vento, etc. São menos frequentes as lesões decorrentes de queimaduras térmicas ou químicas, as contusões por bolas ou brigas e as perfurações oculares ou ferimentos de pálpebras provocadas por objetos pontiagudos e cortantes.
Procedimentos
Corpo estranho no olho: • Não permitir que a criança esfregue os olhos; • Pingar algumas gotas de soro fisiológico no olho acometido, na tentativa de retirar o corpo estranho; • Se o corpo estranho não sair, não insistir; • Fazer um tampão ocular (cobrir preferencialmente os dois olhos) com gaze seca, sem uso de pomadas ou colírios, e encaminhar o escolar para o serviço oftalmológico de referência; • Nunca tentar retirar objetos encravados no olho com pinças, agulhas ou cotonetes, pois pode agravar o quadro.
Procedimentos
Queimaduras termicas ou com substancias quimicas: • Irrigar imediatamente com água corrente limpa (de torneira, bebedouro, mangueira ou outros), por cerca de 30 minutos; • Manter as pálpebras abertas durante a lavagem com auxílio de um pano limpo ou gaze; • Se necessário, as mãos do escolar deverão ser contidas durante a lavagem ocular; • Cuidar para que o outro olho não seja atingido pelo líquido da irrigação (realizar a lavagem do canto nasal do olho para o canto do lado da orelha); • Nas lesões com cal ou cimento, realizar a limpeza das conjuntivas e pálpebras com lenço, gaze ou algodão antes (para retirar o excesso do produto) e durante a lavagem com água corrente; • Cobrir os dois olhos com gaze umedecida com soro fisiológico; • Transportar o escolar para o serviço de emergência oftalmológica de referência, o mais rápido possível (após a lavagem); • Se possível, levar amostra da substância que provocou a queimadura.
Procedimentos
Contusões oculares A criança que sofrer um golpe direto no olho, por um objeto, ou cotovelada, soco, etc., deve ser levado imediatamente ao serviço de oftalmologia de referência, mesmo que o aspecto do olho esteja normal, pois este tipo de trauma pode acarretar agravos imediatos ou posteriores, tais como descolamento de retina e catarata, que necessitam de acompanhamento médico. Ferimentos nas pálpebras A criança que sofrer este tipo de trauma deve ser encaminhado ao serviço de oftalmologia de referência o mais breve possível. Os ferimentos abertos nas pálpebras necessitam de restauração, principalmente se ocorrerem no canto do olho próximo do nariz, pois pode haver comprometimento dos canais lacrimais. Muitos desses ferimentos são acompanhados de perfuração ocular.
Procedimentos
Perfurações oculares Os olhos podem ser perfurados por objetos pontiagudos, como tesouras, facas, canivetes, fragmentos de vidros, arames, pontas de lápis ou canetas, etc. • Nunca tentar retirar objetos que estiverem perfurando o olho; • Não realizar lavagem no olho acometido; • Se o escolar que sofreu o trauma estiver sentindo dor e não conseguir abrir o olho, não exercer pressão direta nas pálpebras para forçar a abertura; • Não usar pomadas ou colírios; • Proteger o olho acometido com copo plástico descartável; • Transportar o escolar imediatamente para o serviço de emergência oftalmológica de referência.
7. Trauma cranioencefálico
O trauma cranioencefálico compreende desde as lesões do couro cabeludo até aquelas da caixa craniana (ossos do crânio) ou do seu conteúdo (o encéfalo). No ambiente escolar, as principais causas de são as quedas, especialmente de lugares altos e as pancadas na cabeça, que podem ocorrer quando a criança bate a cabeça em móveis, brinquedos, parede ou porta, ou mesmo durante brincadeiras ou atividades desportivas.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Acionar o 112; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Cuidar das alterações que ameacem a vida; • Considerar a possibilidade de lesão da coluna cervical; • Manter a estabilização manual da cabeça e do pescoço; • Manter a vítima em observação constante até a chegada do 112; • Estar atento para detectar sinais de deterioração das condições neurológicas: alterações da consciência , agitação, agressividade, confusão mental ou outras alterações de comportamento, além de convulsão e vômitos; • Se a vítima vomitar, virá-la para um dos lados (preferencialmente o esquerdo), estabilizando a coluna cervical, para evitar que o conteúdo do vômito seja aspirado e atinja as vias aéreas; • Controlar eventuais hemorragias do couro cabeludo: cobrir com gazes ou pano limpo se houver ferimentos; não comprimir ou apertar os ossos da caixa craniana (pois, se houver fraturas, os ossos poderão penetrar no cérebro);
Procedimentos
• Não retirar objetos encravados no crânio; • Não tentar impedir a saída de líquidos pela orelha ou pelo nariz, mas apenas cobrir com gaze para absorver o fluxo; • Se a vítima apresentar parada respiratória ou cardiorrespiratória, iniciar imediatamente as manobras de suporte básico de vida para ressuscitação cardiopulmonar mantendo-as ininterruptamente até a chegada do 112.
Procedimentos
Procedimentos em traumas leves Considerar como trauma leve os casos em que o mecanismo de trauma sugerir que ocorreu um impacto leve na cabeça, mesmo que tenha provocado pequenos ferimentos (abertos ou fechados) no couro cabeludo, sem história ou sinais de outras lesões associadas, cuja vítima não apresente qualquer das alterações descritas acima. Nestes casos: • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Cuidar dos ferimentos encontrados; • Encaminhar o escolar para o Pronto Socorro de referência.
8. Trauma raquimedular
O trauma raquimedular compreende o trauma da coluna vertebral (parte óssea) e da medula espinhal (parte nervosa). Se não for reconhecido e atendido adequadamente no local do acidente, pode resultar em lesão irreparável e causar deficiências neurológicas definitivas, pois não ocorre a regeneração do tecido nervoso e a medula lesada não pode ser recuperada. Algumas vítimas podem sofrer um trauma que não lese de imediato as fibras nervosas da medula; entretanto, a lesão pode surgir posteriormente, em consequência do movimento da coluna. Algumas lesões medulares ocorrem por manipulação inadequada na cena do acidente ou durante o transporte. Daí a importância do correto atendimento no local.
Principais causas
• Nas crianças: Quedas de lugares altos (geralmente 2 a 3 vezes a altura da criança), quedas de triciclo ou bicicleta, atropelamento por veículo motor. • Nos adolescentes: Colisões de veículos, mergulhos em lugares rasos, trauma direto no ápice da cabeça, acidentes com motocicleta, quedas, ferimentos penetrantes, agressões físicas e lesões por desportos
Sinais e sintomas
• Dor no pescoço ou nas costas; • Dor ao movimentar o pescoço ou as costas; • Dor ao tocar a região posterior do pescoço ou a linha média das costas; • Deformidade da coluna; • Posição de defesa para evitar dor na região da coluna; • Presença de paralisia de membros, bilateral ou parcial; • Sensação de dormência, fraqueza, formigamento ou cócegas nas pernas ou braços; • Ereção contínua do pênis nos meninos.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Acionar o 112; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Manter a estabilização manual da cabeça e do pescoço (estabilização manual da coluna cervical) • Cuidar das alterações que ameacem a vida; • Manter a vítima em observação constante até a chegada do 112, com atenção especialmente voltada para alterações da respiração e da consciência; • Manter a vítima calma e aquecida; • Se for necessário mudar a posição da vítima, esta deve ser mobilizada em bloco. Perante a suspeita de traumatisma raquimedular somente movimentar a vítima em caso de haver: • Comprometimento da permeabilidade das vias aéreas por vômitos, sangue ou obstrução por objetos, língua, etc.; • Parada respiratória ou cardiorrespiratória; • Na ausência destas duas situações, a vítima deverá ser mantida na posição em que foi encontrada, realizando-se os procedimentos necessários sem mudá-la de posição.
9. Trauma do tórax
Os traumas do tórax podem prejudicar a ventilação pulmonar e produzir diminuição da oxigenação dos tecidos do corpo, devido à oferta inadequada de sangue oxigenado para as células, acarretando graves conseqüências para o organismo. Traumas torácicos podem ser decorrentes de colisões de veículos a motor, quedas, atropelamentos, lesões por prática de esportes, ferimentos por objetospontiagudos, lesões por esmagamento, maus tratos em crianças, entre outros.
Sinais e sintomas
• Falta de ar; • Respiração rápida; • Dor torácica; • Respiração superficial: por causa da dor, a vítima pode tentar limitar a movimentação do tórax; •Presença de ferimentos abertos (com sangramento externo), equimoses (manchas roxas) ou manchas avermelhadas na parede do tórax; • Presença de deformidades na caixa torácica (parte óssea).
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Acionar o 112; • Cuidar das alterações que ameacem a vida; • Avaliar a possibilidade de outros traumas associados, especialmente osda coluna vertebral; • Não palpar a região do tórax com suspeita de lesão; • Encorajar a respiração normal, apesar da dor; • Não enfaixar o tórax, ou seja, não envolver o tórax com faixas ou ataduras, para não impedir a movimentação normal da caixa torácica. Na presença de ferimentos abertos na parede torácica: • Cobrir rapidamente o ferimento de forma oclusiva, com plástico limpo ou folha de alumínio, com 3 pontos de fixação. É importante que um dos lados fique aberto para permitir a saída do ar que escapar pelo ferimento.
10. Trauma abdominal
O abdomen é a região do corpo onde é mais difícil detectar lesões decorrentes de trauma e estas, se não forem reconhecidas e tratadas rapidamente, podem levar à morte. O índice de suspeita de lesão no interior do abdomen deve ser baseado no mecanismo do trauma e nos achados da avaliação da vítima; entretanto, a ausência de sinais e sintomas locais não afasta a possibilidade de trauma abdominal fechado.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Acionar o 122 sempre que houver suspeita de trauma abdominal; • Cuidar das alterações que ameacem a vida; • Avaliar a possibilidade de ocorrência de outros traumas; • Cobrir os ferimentos com gazes ou pano limpo; • Se ocorrer a saída de órgãos intra-abdominais através de uma ferida na parede abdominal, não tentar recolocar os órgãos para dentro da cavidade. Cobri-los com gazes estéreis umedecidas com soro fisiológico e um plástico limpo por cima das gazes umedecidas; • Objetos penetrados na região abdominal ou anal nunca devem ser movidos ou retirados; • Se ocorrer sangramento ao redor do objeto encravado, fazer pressão direta sobre o ferimento com a palma da mão sobre gazes, com cuidado para não movimentar o objeto e, a seguir, estabilizar esse objeto com curativo espesso ao redor do mesmo, para evitar que ele se movimente durante o transporte da vítima; • Manter a vítima aquecida, cobrindo-a com manta metálica.
11. Trauma no sistema músculo-esquelético
Traumas no sistema músculo-esquelético podem provocar diferentes tipos de lesões, como: fratura (quando o osso se quebra), luxação (quando ocorre deslocamento do osso de uma articulação), fratura-luxação (as duas lesões estão associadas), contusão (inchaço e rompimento de vasos sangüíneos no local de uma pancada), entorse (torção de uma articulação), distensão ou estiramento (quando os músculos são excessivamente esticados), amputação (perda de parte de um membro) ou laceração (perda de tecidos moles). As principais causas de trauma no sistema músculo-esquelético são: acidentes de trânsito, quedas em geral, quedas, trauma durante atividades dsportivas e agressões físicas.
Sinais e sintomas
Suspeitar de lesões músculo-esqueleticas quando houver: • Mecanismo de trauma sugestivo; • Dor aguda no local da lesão, que se acentua com o movimento (evitar movimento do membro) ou a palpação do local afetado; • Presença de inchaço ou manchas roxas no local; • Impossibilidade de movimentar o membro e/ou movimentos anormais, com dor local. Suspeitar de fratura completa quando houver: • Presença dos itens descritos anteriormente, associados a: • Presença de deformidade (perda da forma e contorno habituais) e/ou instabilidade (mobilidade anormal, com incapacidade de uma extremidade se sustentar) no membro afetado; • Crepitação (sensação de raspar uma parte do osso quebrado na outra parte ou sensação de palpar um saco de pedras) ao tocar o membro afetado; • Encurtamento de membro (em comparação com o membro contralateral); • Exposição de fragmento ósseo.
Procedimentos
• Avaliar a cena do acidente; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Cuidar inicialmente das alterações que ameacem a vida; • Não movimentar o membro que apresentar suspeita de lesão músculoesquelética; • Nunca tentar colocar o osso no lugar, para evitar que vasos sangüíneos e nervos sejam lesados; • Manter o membro com suspeita de lesão na posição em que foi encontrado, principalmente se a lesão for na articulação; • Quando possível, retirar adornos como anéis, pulseiras, etc. do membro lesado; • Se houver ferimentos, cortar as roupas que estejam sobre a região afetada e colocar gazes estéreis sobre o ferimento para protegê-lo de contaminação; • Se houver sangramento abundante tentar comprimir (com a mão sobre as gazes) um pouco acima ou abaixo da lesão; • Se a lesão for no pé, retirar o calçado cuidadosamente, cortando-o com tesoura, evitando movimentar o membro lesado.
Procedimentos
Chamar o 112 em caso de: • Suspeita de fratura aberta; • Suspeita de fratura fechada completa; • Na presença de mais de uma região com lesão músculo-esquelética ou de outros traumas associados, especialmente trauma raquimedular; • Se houver queixa de dor excessiva no local da lesão, não permitindo a abordagem; • Se houver diferença significativa de cor e temperatura ao comparar-se o membro lesado com o membro contralateral, indicando possível lesão de vasos sangüíneos; • Na suspeita de fraturas ou outras lesões músculo-esqueléticas na região do tórax, ombro, úmero (osso do braço, entre o ombro e o cotovelo), fêmur (osso da coxa) e/ou quadril. Quando imobilizar e transportar a vitima para o hospital: • Se houver lesões fechadas, sem sinais sugestivos de fratura completa; • Se não houver outros traumas associados; • Se as lesões estiverem localizadas nas porções mais distais dos membros, ou seja, abaixo dos joelhos e dos cotovelos; • Se não houver sinais sugestivos de lesão de vasos sangüíneos (alterações de cor e temperatura do membro afetado).
Procedimentos
Regras gerais para realizar a imobilização de membros: • Manter o membro afetado na posição encontrada e imobilizar com talasmoldáveis ou rígidas; • Solicitar ajuda para realizar a imobilização do membro lesado, orientando previamente como cada auxiliar deverá atuar; • Somente iniciar a imobilização após providenciar todo o material e a ajuda necessários; • As talas para imobilização deverão ter comprimento suficiente para ultrapassar uma articulação acima e uma abaixo da lesão, imobilizando também essas articulações; • Na falta de talas moldáveis, qualquer material rígido poderá ser utilizado para substituí-las, desde que seja leve, largo e de comprimento adequado; • As talas devem ser amarradas com bandagens triangulares ou tiras de pano largas, para não garrotear; • Não apertar excessivamente as tiras que amarram as talas e não fixálas exatamente sobre o local da lesão; • Amarrar as bandagens ou tiras de tecido sempre na direção da porção mais distal para a mais proximal do membro, ou seja, de baixo para cima; • Manter as pontas dos pés e das mãos descobertas para avaliar a circulação (cor e temperatura); • Encaminhar imediatamente a vítima para o Pronto Socorro de referência.
12. Ferimentos
São lesões em que ocorre destruição de tecidos, em diferentes profundidades, podendo atingir somente a pele ou camadas mais profundas, como musculatura, vasos sangüíneos, nervos e até órgãos internos. Quando ocorrem, os ferimentos causam dor e podem produzir sangramento abundante. Em todo ferimento devem ser considerados o risco de infecção e a proteção contra o tétano, através da vacinação atualizada. Os ferimentos podem ser abertos ou fechados, superficiais ou profundos.
Procedimentos
Em qualquer tipo de ferimento deve-se remover as roupas que estejam sobre o mesmo, com o mínimo de movimento possível, para que se possa visualizar a área lesada. As roupas devem ser cortadas ao invés de tentar-se retirá-las inteiras, para evitar piorar as lesões já existentes e não provocar maior contaminação da lesão. Ferimentos abertos O ferimento aberto é aquele no qual existe perda de continuidade da superfície da pele, ou seja, a pele é rompida, podendo ser abertos podem ser superficiais ou profundos. Ferimentos abertos superficiais: Nos ferimentos superficiais, somente a camada mais externa da pele é lesada. Vão desde arranhões até esfoladuras (escoriações) de qualquer extensão. A vítima pode sentir grande dor, independentemente da extensão da lesão e o risco de infecção é grande, pois a superfície causadora geralmente é suja.
Procedimentos
Procedimentos de primeiros socorros: • Lesões pequenas: podem receber cuidados no local da ocorrência; • Lavar as mãos com água e sabão e calçar luvas; • Realizar a limpeza imediata com água corrente e sabão; • Cobrir as lesões com gazes; • Lesões extensas (aquelas que atingem grandes áreas da pele): encaminhar imediatamente a criança para o Pronto Socorro de referência Ferimentos abertos profundos: Atingem as camadas mais profundas da pele e até outros tecidos mais profundos, podendo ocorrer perda de pele ou de outros tecidos. De acordo com a profundidade e extensão, esses ferimentos podem atingir artérias e veias, ocorrendo sangramentos graves.
Procedimentos
Os ferimentos profundos podem ser causados por vidros, facas, canivetes, hélices de máquinas, impacto com objetos rombudos, mordedura de animais, quedas de alturas e outros. Procedimentos de primeiros socorros: • Lavar as mãos com água e sabão e calçar luvas; • Não tentar lavar a lesão; • Cobrir o ferimento com gazes estéreis; • Se houver sangramento importante, realizar compressão do local, colocando a mão sobre as gazes estéreis; a seguir, enfaixar de forma a manter a compressão, porém com cuidado para não garrotear, se o ferimento localizar-se em um membro; • Se houver algum objeto encravado no local do ferimento, seguir as orientações descritas abaixo; • Encaminhar imediatamente para o Pronto Socorro de referência.
Procedimentos
Objetos encravados no ferimento: • Caso o objeto (lascas de madeira, pedaços de vidro, ferragens, etc) permaneça encravado no local do ferimento, colocar várias camadas de gaze sobrepostas ou panos limpos ao redor do mesmo, para estabilização do objeto, fixando com esparadrapo. • Jamais remover um objeto encravado. • Encaminhar imediatamente ao Pronto Socorro de referência. Quando chamar o 112: • Se o objeto permanecer encravado em uma região do corpo onde potencialmente possa ter lesado estruturas ou órgãos importantes (como por exemplo, em crânio, pescoço, tórax, abdome); • Caso a vítima permaneça presa a um objeto que não permita sua locomoção.
Procedimentos
Ferimento fechados No ferimento fechado, a lesão de tecidos ocorre abaixo da pele, sem que esta se rompa, não havendo comunicação entre o meio externo e o interno. O ferimento fechado, também conhecido por contusão, é decorrente do impacto de objetos, pancadas, chutes, etc, contra o corpo, com rompimento de vasos sangüíneos e inchaço no local, de forma que o sangue acumulado sob a pele forma um hematoma, que pode ser imediato ou tardio. Quando o sangue infiltra-se entre os tecidos denomina-se equimose. No couro cabeludo formam-se hematomas, popularmente chamados “galos”.
Procedimentos
• Aplicar compressas frias ou saco de gelo no local da contusão até que a dor e o inchaço diminuam; • Os sacos de gelo devem ser sempre envolvidos em tecidos como toalhas: nunca aplicá-los diretamente sobre a pele, pois podem causar queimaduras; • Se após a ocorrência do trauma houver choro persistente, limitação de movimento do membro afetado ou dor intensa no local, imobilizar e encaminhar ao Pronto Socorro de referência, pois pode ter ocorrido lesão músculo-esquelética não evidente, especialmente nas crianças pequenas. Ferimentos na cabeça Os ferimentos na cabeça, com exceção dos mais superficiais e com mecanismo de trauma não sugestivo de gravidade, são potencialmente perigosos porque podem indicar lesão do cérebro e da coluna cervical. Quando a contusão ocorre na cabeça, geralmente produz ferimento porque entre o crânio e o couro cabeludo há pouco tecido. O sangramento é abundante e muitas vezes desproporcional ao tipo de ferimento. Se não houver rompimento do couro cabeludo, formar-se-á um hematoma ou um inchaço difuso.
Procedimentos
• Não comprimir os ferimentos abertos no couro cabeludo, pois existe risco de perfuração da massa encefálica por fragmentos ósseos da caixa craniana ou objetos estranhos na superfície do ferimento; • Cobrir a lesão com gazes, com posterior enfaixamento da cabeça; • Não tentar impedir a saída de líquidos pela orelha ou pelo nariz, mas apenas cobrir com gaze para absorver o fluxo; • Encaminhar o escolar para o hospital de referência ou acionar o 112. Ferimentos na face Ferimentos na face são importantes devido à permeabilidade das vias aéreas, que pode ser comprometida principalmente pela presença de hemorragia. Esses ferimentos geralmente são decorrentes de acidentes automobilísticos, queda de bicicleta, agressões, objetos pontiagudos ou práticas desportivas.
Procedimentos
• Não palpar a face se houver trauma local; • Controlar hemorragias com leve compressão; • Cobrir os ferimentos com gazes umedecidas com soro fisiológico; • Fixar os curativos com bandagens ou faixas envolvendo a mandíbula e o crânio; • Não tentar retirar objetos de dentro do nariz; • Atenção para a ocorrência de sangramentos ou presença de objetos estranhos na boca que possam obstruir as vias aéreas; • Objetos encravados na boca e bochecha somente devem ser retirados se estiverem causando dificuldade respiratória; • Encaminhar imediatamente ao Pronto Socorro de referência; • Se houver hemorragias importantes ou comprometimento das vias aéreas, ou outros traumas associados, acionar o 112.
Procedimentos
Ferimentos no pescoço Ferimentos no pescoço podem obstruir total ou parcialmente as vias aéreas, pela compressão da laringe ou traquéia contra a coluna cervical. • Manter a cabeça fixa; • Os ferimentos sangrantes precisam ser controlados por compressão direta do local. É importante lembrar que a pressão não pode ser feita ao mesmo tempo dos dois lados do pescoço, para não comprometer a circulação do sangue; • Acionar imediatamente o 112.
13. Queimaduras
As queimaduras podem ser classificadas em três graus, de acordo com a profundidade das lesões. As queimaduras de 1º grau são superficiais e apresentam apenas vermelhidão da pele e dor local. As de 2º grau caracterizam-se pela formação de bolhas e são muito dolorosas, enquanto as de 3º grau atingem camadas profundas da pele e até mesmo outros tecidos mais profundos e caracterizam-se pela coloração esbranquiçada ou enegrecida e por serem indolores. A gravidade de uma queimadura é determinada pela extensão da área atingida, pela profundidade da lesão e pela sua localização, além da idade da criança.
Procedimentos
Queimaduras termicas - por calor: • Avaliar a segurança; • Afastar a vítima do agente causador ou o agente da vítima, se a situação estiver segura; • Se houver fogo nas roupas, apagar as chamas usando um cobertor ou qualquer tecido grosso; • Resfriar a área queimada colocando-a sob água corrente fria por cerca de 10 minutos (ou utilizar compressas com gazes estéreis umedecidas com água fria ou soro fisiológico, caso a vítima tenha sofrido outros traumas e não possa ser mobilizada); • CUIDADO com os bebês e crianças pequenas, pois a exposição exagerada à água fria pode causar queda da temperatura do corpo todo (hipotermia); • Expor a área queimada cortando as roupas que não estejam aderidas; • Retirar objetos como anéis, brincos, pulseiras, relógio, etc. desde quenão estejam aderidos à pele; • Não perfurar bolhas; • Não aplicar qualquer substância sobre a área queimada; • Se houver sangramento ativo, comprimir a área e cuidar das outras lesões associadas antes de cobrir a queimadura;
Procedimentos
• Após o resfriamento, cobrir a área queimada com gazes estéreis secas e enfaixar; • Manter o calor corporal com cobertor leve ou manta; • Queimaduras de pequenas áreas do corpo: encaminhar o escolar para o Pronto Socorro de referência após os procedimentos descritos acima; • Queimaduras em mãos, pés, face, tórax, região genital e pescoço: acionar o 112 e resfriar a área queimada com água fria; • Queimaduras extensas: chamar o 112 e resfriar com água fria. Queimadura associada a outros traumas: • Acionar o 112 • Avaliar a segurança da cena; • Realizar avaliação inicial da vítima; • Resfriar a área queimada com compressas frias de gaze estéril, embebidas em soro fisiológico ou água, para não mobilizar a vítima.
Procedimentos
Queimaduras por produtos quimicos: • Acionar o 112; • Avaliar a segurança da cena; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Cuidar das alterações que ameacem a vida; • Tentar identificar o tipo de agente químico e informar a equipe do 112; se possível, o frasco do produto deve ser levado ao hospital; • Lavar imediatamente o local da queimadura com grandes volumes de água corrente; não utilizar neutralizantes para a lavagem (podem provocar queimaduras adicionais); • A lavagem deve ser iniciada imediatamente, mantida ininterruptamente até a chegada do 112 e continuada durante o trajeto, até a chegada ao hospital; • Os produtos em pó (como cal) devem ser escovados e totalmente removidos antes da lavagem; • Retirar roupas e sapatos que foram atingidos pelo produto ou caso haja possibilidade da água com produto químico atingi-los durante a lavagem, exceto se estiverem aderidos à pele.
Procedimentos
Queimadura por inalacão Pode ocorrer por inalação de fumaça ou de gases ou vapores aquecidos. Esses produtos podem provocar lesões nas vias aéreas, causando dificuldade respiratória, tosse, rouquidão e até a morte da vítima. • Acionar o 112; • Avaliar a segurança da cena; • Se a cena estiver segura, retirar rapidamente a vítima do ambiente ecolocá-la em local arejado; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Cuidar das alterações que ameacem a vida; • Para a vítima consciente, sem outros traumas associados, preferir aposição sentada; • Aquecer a vítima; • Estar preparado para realizar Ressuscitação Cardiopulmonar.
14.Afogamento
Afogamento é definido como a morte decorrente de sufocação por imersão na água. A prevenção constitui a mais poderosa intervenção para evitar a maior parte dessas ocorrências. Crianças devem estar sob supervisão constante de adultos quando estiverem próximas ou dentro das piscinas nas escolas e não deve ser permitido que crianças ou adolescentes mergulhem nas piscinas. O afogamento pode ser um evento secundário, decorrente de outro tipo de ocorrência, como por exemplo: o mergulho em água de pouca profundidade pode causar trauma de crânio ou da coluna cervical, podendo levar à perda da consciência dentro da água e ao afogamento; a ocorrência de uma convulsão dentro da água pode provocar a perda da consciência e afogamento. Estatisticamente é mais comum a ocorrência de afogamentos em crianças de até quatro anos, no sexo masculino e nos portadores de convulsões.
Procedimentos
• Retirar a vítima rapidamente da água, preferencialmente em posição vertical (a cabeça deve estar sempre acima do nível do corpo); • Removê-la para um lugar seco; • Avaliar o nível de consciência; • Avaliar o padrão respiratório: dificuldade para respirar, presença de tosse, presença de espuma na boca ou nariz, ausência de respiração; • Aquecer a vítima.
Procedimentos : Vítima Consciente
• Se a vítima estiver consciente, colocá-la inicialmente deitada de costas, com a cabeça elevada; • Se estiver respirando normalmente, sem dificuldades, virá-la de lado (preferencialmente do lado esquerdo), pois poderão ocorrer vômitos; • Encaminhar imediatamente para o hospital de referência toda a crainças que for vítima de afogamento, mesmo que esteja consciente; • Se houver suspeita de trauma raquimedular, estabilizar a coluna e acionar o INEM.
Procedimentos : Vítima inconsciente
• Acionar o INEM; • Realizar a abertura das vias aéreas; • Verificar a respiração: VER, OUVIR e SENTIR; •Respiração ausente: iniciar 2 ventilações de resgate efetivas (que elevem o tórax) ; • Se não voltar a respirar espontneamente, iniciar compressões torácicas; • Realizar ciclos de compressões torácicas e ventilações, na proporção de 30 compressões para 2 ventilações (30:2) • Manter as manobras de reanimação até à chegad do INEM ou até que a vitíma apresente movimentos espontâneos.
15.Intoxicações
As intoxicações podem ocorrer principalmente por ingestão de produtos de limpeza, medicamentos ou plantas, pelo contacto com gases tóxicos ou fumos, ou pelo contacto da pele com produtos químicos tóxicos. Deve-se sempre procurar identificar qual foi o produto ingerido ou que entrou em contato com a pele, a quantidade de produto ingerido, o horário da ocorrência e as reações que a vítima está apresentando (vômito, diarréia, dores abdominais, etc).
Procedimentos
• Avaliar a área de segurança do acidente; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Cuidar das alterações que coloeuem a vida em risco; • Proceder de acordo com o tipo de acidente,
Ingestão de produtos quimicos, plantas ou medicamentos
Inalação de gases tóxicos ou fumo
• Avaliar a área de segurança; • Se não houver risco para o socorrista, retirar imediatamente a criança do ambiente contaminado e colocá-la em local arejado; • Realizar a avaliação inicial da vítima; • Se possível, retirar as roupas da criança, pois frequentemente estas estão contaminadas; • Encaminhar imediatamente ao Hos+ital de referência se a criança estiver consciente; • Se a crinaça estiver inconsciente ou não houver possibilidade de a levar rapidamente para o hospital, acionar o INEM; • Estar preparado para iniciar manobras de Reanimação
16. Choque elétrico
Acidentes relacionados à corrente elétrica são potencialmente graves, podendo provocar queimaduras graves, alterações do funcionamento do coração (até paragem cardíaca), além de alterações pulmonares, neurológicas, músculoesqueléticas e outras. São mais frequentes as queimaduras resultantes do contacto direto com a fonte de eletricidade. A vítima que recebe a choque elétrico pode apresentar lesão externa mínima, superficial; entretanto, pode sofrer danos internos extensos, decorrentes das altas temperaturas provocadas pela corrente elétrica, que queima os órgãos e tecidos que estiverem no seu trajeto. Choques elétricos com fios de alta tensão são extremamente graves e frequentemente fatais.
Procedimentos
• Imediatamente após a interrupção da corrente elétrica, iniciar o atendimento da vítima; Realizar a valiação inicial • Manter a permeabilidade das vias aéreas; • Cuidar das situações que ponham a vida em risco • Cuidar das queimaduras provocadas plo o choque elétrico. • Se o choque ocorruem em tomadas ou fios de baixa tensão e a vitima estiver conscoiente e com respiração normal, encaminha-la imediatamente ao hospital para avaliação médica. • Se a vitima aprentar alterações de respiração ou do estado de consciençia, acionar o INEM. Iniciar manobras de reanimação se necessário.
Choques eletricos com fios de alta tensão
• Acionar o INEM; • Iniciar a assitênçia da vítima somente quando a situação estiver segura; • Neste tipo de choque elétrico pode ocorrer paragem cardiorrespiratória e queimaduras graves; • Se necessário, iniciar as manobras de reanimação; • Cuidar das queimaduras (ver capítulo “Queimaduras”) • Atenção para possíveis traumas associados no caso da vítima ter sido projetada à distância – estabilizar manualmente a coluna. DEVEM SER COLOCADOS PROTETORES EM TODAS AS TOMADAS ELÉTRICAS, ESPECIALMENTE NAS CRECHES.
17. Mordida de animais/picadas de insetos
Os pricipais acidentes realcionado a animais são as mordidelas(exemplo cão) ou picadas s de isctos como aranhas, abelhas, formigas, mosquitos entre outos. Picadas e mordeduras são coisas diferentes, mas as reações mais frequentes são semelhantes. A picada é feita com o ferrão, a mordedura com peças bucais. O veneno que pode ser injetado com as picadas e a saliva das mordeduras quando os insetos se alimentam de sangue podem provocar desde uma irritação local ligeira até reações alérgicas graves e potencialmente fatais. As mordeduras também podem transferir sangue e transmitir doenças de outros animais ou pessoas mordidas previamente. Por exemplo, as abelhas, vespas, formigas e aranhas picam. Os mosquitos, moscas, pulgas, carraças e piolhos mordem.
Procedimentos:
Picadela ou mordida de inseto.Para alivar os sintomas: Se foi deixado um ferrão na pele ou ficou uma carraça presa retirar com cuidado com a ajuda de uma pinça limpa Lavar a zona com água fria e sabão, mantenha-a limpa e não cocar Manter a zona afetada mais elevada e aplicar o frio por períodos, no local para diminuir a temperatura e o inchaço, por exemplo gelo envolvido numa compressa ou num pano limpo; Aplicar uma pomada antialérgica de venda livre ou loção calmante com calamina para aliviar a comichão; Se necessário, tomar um analgésico de venda livre, por exemplo paracetamol (sempre que não exista contraindicação), para controlar a dor. Devem ser procurados cuidados médicos sempre haja: Picadas ou mordeduras em grande quantidade em pessoas com história de alergias; Dificuldade em respirar ou uma respiração ruidosa; Começar a inchar, particularmente nas pálpebras, orelhas, boca, mãos e pés; Febre; Náuseas ou vómitos; Tonturas ou desmaio.
Procedimentos para mordidas
O primeiro passo após uma mordida de cão é limpar vigorosamente a área ferida com água e sabão por pelo menos 5 minutos. Se houver sangramento, o local deve ser comprimido até que a hemorragia seja estancada. Atendimento médico deve ser procurado imediatamente em caso de sangramentos que não terminem, lesões extensas que precisem ser suturadas, mordidas com grave lesão da pele, principalmente se houver exposição de estruturas internas, tais como músculo, nervos e tendões, suspeita de fratura de osso, lesão dos tendões ou mordidas penetrantes profundas. Lesões que parecem estar a piorar com o passar das horas também devem sempre ser avaliadas por médicos. O tratamento com antibiótico está indicado em todos os casos que houver suspeita de infecção da ferida. Porém, em alguns casos específicos, os antibióticos podem ser iniciados de forma profilática, ou seja, antes de haver sinais claros de infecção da pele. São eles: Feridas penetrantes e profundas. Lesões graves com esmagamento da área afetada. Múltiplas mordidas pelo corpo. Lesões com comprometimento dos vasos sanguíneos. Mordidas nas mãos, face ou zona genital. Mordidas que necessitam de sutura. Pacientes que tenham possuam algum grau de imunossupressão. Amoxicilina com ácido clavulânico costuma ser o antibiótico de escolha para o tratamento de infecção por mordida
18. Alergias
Alergias são um conjunto de reações causadas por hipersensibilidade do sistema imunitário a agentes que geralmente causam pouco ou nenhum problema na maioria das pessoas. Estas doenças incluem rinite alérgica, alergias alimentares, dermatite atópica, asma alérgica e anafilaxia. Os sintomas mais comuns são olhos vermelhos, manchas que provocam comichão, fluxo nasal abundante, falta de ar ou inchaço. As intolerâncias e intoxicações alimentares são condições distintas.
Procedimentos:
Reação alérgica leve: Acalmar a vitima. Identificar o alérgeno e orientar para evitar contacto com o mesmo Caso a a vitima apresente prurido, aplicar uma loção a base de calamina e compressas frias Observar se o desconforto da vitima aumenta, em caso afirmativo solicitar ajuda médica. Reação alérgica grave(ANAFILAXIA) Examinar as vias respiratórias e circulação Caso exista o medicamento de emergênçia administrar emediatamente. Evitar medicação via oral se a vítima apresentar dificuldade em respirar. Se a vitima perder a conscienlia, aplicar os procedimentos de primeiros socorros para casos de de inconsciênçia.
19. Diabetes
A diabetes infantil, ou DM infantil, é uma condição caracteriza pela grande concentração de glicose circulante no sangue, o que resulta em aumento da sede e da vontade de urinar, além de aumento da fome, por exemplo. A diabetes do tipo 1 é a mais comum em crianças e acontece devido à destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, que é o hormônio responsável por transportar o açúcar para dentro das células e evitar que se acumule no sangue. Esse tipo de diabetes infantil não tem cura, apenas controle, que é feito, principalmente, com uso de insulina, conforme orientação do pediatra. Apesar da diabetes do tipo 1 ser mais frequente, crianças que possuem hábitos de vida pouco saudáveis podem desenvolver a diabetes do tipo 2, que pode ser revertida numa fase inicial por meio da adoção de hábitos saudáveis como uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas
Procedimentos:
Hiperglicemia(Níveis altos de Acucar ) Procurar uma seringa de insulina SOS, que a criança possa ter em situações de emergência; Injetar a seringa na região ao redor do umbigo ou na parte superior do braço, fazendo uma prega com os dedos, mantendo-a até ao final da injeção.Se, passado 15 minutos, o valor do açúcar continuar igual, deve-se chamar ajuda médica, ligando imediatamente para o número 112 ou levar a pessoa para o hospital; Caso a vítima esteja inconsciente, mas a respiran deve-se colocar na posição lateral de segurança, enquanto a ajuda médica não chega. No caso em que de não existir uma seringa de insulina de emergência, o recomendado é chamar imediatamente a ajuda médica ou levar a criança para o hospital, para que seja administrada a dose adequada de insulina. Hipoglicemia(níveis baixos de açucar) Colocar 1 colher de sopa de açúcar ou 2 pacotes de açúcar no interior das bochechas e debaixo da língua; Caso o valor de açúcar no sangue não aumente ou os sintomas não melhorem em 10 minutos, deve-se voltar a dar açúcar à criança Se passado mais 10 minutos o nível de açúcar ou os sintomas continuarem iguais, deve-se chamar a ajuda médica, ligar imediatamente para o 112 ou levar a criança para o hospital; Se a criança ficar inconsciente, mas a respirar, deve-se colocar na posição lateral de segurança enquanto espera pela ajuda médica. Quando o valor de açúcar no sangue fica baixo por muito tempo, é possível que a pessoa entre em paragem cardíaca. Por isso, caso se observe que a criança não está respirar deve-se chamar a ajuda médica e iniciar rapidamente a reaniimação.
20. Asma
A asma é um distúrbio pulmonar inflamatório recorrente no qual certos estímulos fatores desencadeantes como infeções virais, fumos, perfumes, pólen, mofo e ácaros inflamam as vias respiratórias e fazem com que elas se estreitem temporariamente, o que resulta em dificuldades para respirar
Procedimentos:
Acalmar a criança e ajuda-la a sentar numa posição confortável; . Por a criança numa posição para facilitar a respiração; . Verificar que a criança tem algum remédio para asma, ou bomba, e administraro medicamento; Chamar uma ambulância rapidamente, caso a pess criança deixe de respirar ou não possua uma bombia por perto. No caso de um desmaio, no qual a criança não esteja a respirardireito, deve-se iniciar a massagem cardíaca para manter o coração a funcionar enquanto não chega a ajuda médica.
21. Atropelamento
Atropelamento é um tipo de acidente, frequentemente provocado por veículos automotores, que afeta um pedestre.
Procedimentos:
Garanta que o local fique seguro para a criança ; Manter a criança imobilizada, a seggurar a cabeça dela ; Impeça que ela se levante, sente ou se vire; Se houver sangramento, comprima o local com um pano limpo ; Aguarde o atendimento de emergência; Não pegue a vítima no colo nem e a transporte no seu carro; Não ofereça líquidos ou qualquer medicamento ; Cubra o acidentado para manter a temperatura e protegê-lo.
Mala da Primeiros Socorros
Ter um kit de primeiros socorros é uma ótima forma de garantir que se está preparado para socorrer, rapidamente, vários tipos de acidentes, como picadas, pancadas, quedas, queimaduras e até sangramentos. Também pode ser preparado em casa e adaptado às necessidades de cada pessoa. Por exemplo, o kit pode ser preparado para socorrer apenas acidentes domésticos, pequenas situações quando se vai de férias.
O kit é composto por:
– 1 Termómetro – 1 Tesoura – 1 Pinça – 1 Rolo de Adesivo – Compressas esterilizadas (vários tamanhos) – Compressas não esterilizadas – Soro Fisiológico 5ml e 100ml – Ligaduras (vários tamanhos) – Luvas descartáveis – Gelo instantâneo – Pensos Rápidos – Penso Oculares – Esponja hemostática – Saco para sujos – Medicação: – Analgésicos (xarope e/ou supositórios no caso crianças) – Pomada para queimaduras – Pomada para alergias.
Testemunhos (Bruno)
Numa sala da faixa étaria de 2anos numa atividade de educação física, um menino ao tentar passar de um arco para o outro escorregou fazendo um esforço provocando um rago no músculo da coxa esuqerda. Procedimento efetuado: Posionamos a cfrainaça em PLS ( Posição lateral segurança) até a cgehada do INEM. Os procedimentos da equipa do INEM foi a aplicação de uma tala colocando a criança numa maca com uma mascar de oxig+enio devido as dificulades resporatórias que estvam a sugir devido aos seus problemas respiratórios. Em seguida foi encaminhado para o hospital.
Testemunhos (Catarina)
A experiencia que posso relatar relativamente a primeiros socorros entre a idade compreendida dos 0 aos 3 anos é bastante reduzida uma vez que sempre trabalhei com crianças mais velhas e a minha filha sempre foi uma criança relativamente saudável. O único episodio de ressaltar, foi uma queda em ambiente doméstico da cama, ou seja, uma altura inferior a 90 cm, o que no momento só causou algum choro e mais nenhum sinal de alarme. o caso se fosse mias grave a crinaça teria que ser encaminha para o hospital. Procedimento efetuado: Vigilância da criança nas horas seguintes para o caso de aparecimento de pisaduras inchaços ou dores na crinaçae nese caso aplicava se uma pomda.
Testemunhos (Infância)
Aos 4 anos de idade, andava descalça a brincar no jardim da minha avó materna e vi um zangão que parecia morto. Como o achei"fofinho", piseio e fui picada pelo o ferrão dele. Procedimento efetuado: Os primeiros socorros foram dados pela amimha avó à maneira antiga. Pegoume ao colo, levoume para a cozinha, pegou numa fac de aço e colocou-a spbre o meu pé dorido. Deixou -a estar durante alguns minutos e alé da dor e o inchaço passa, o ferrão foi expulso do meu pé.
Testemunhos (Rita)
Numa manhã acordei com uma irritação na testa, na qual os meus pais acharam estranho. Poestirormente encontraram uma centopeia na minha cama, logo associaram que fossse devido a isso. Procedimento efetuado: Aplicaram fenistil e administram me benuron em xarope devido a ter febre.