DITADURA MILITAR NA ARGENTINA
Jaine, Gabrielle, Sara, Kaline, Mateus.
Ditadura Militar de 1966
Ditadura militar de 1966
A Ditadura na Argentina teve início com um golpe militar no ano de 1966. O presidente Arturo Illia, que exercia o cargo legalmente, foi deposto no dia 28 de junho daquele ano e a partir de então se sucedeu uma série de governos de militares até 1973.Logo após a tomada de poder, entrou em vigor no país o Estatuto da Revolução Argentina que legalizou as atividades dos militares. O intuito dos golpistas era de permanecerem no poder por tempo indeterminado, enquanto fosse necessário para sanar todos os problemas argentinos. A nova ‘constituição’ proibia a atividade dos partidos políticos e cancelava quase todos os direitos civis, sociais e políticos.
MILITARES QUE OCUPARAM O PODER (1966)
- Alejandro Augustín Lanusse= governou entre 1971 e 1973, sua gestão foi empenhada em obras de infra-estrutura nacional e era vista com desgosto da população.
As crescentes manifestações populares causaram as eleições para novo presidente na Argentina em 1973.
- Juan Carlos Onganía= governou de 1966 a 1970 e entregou o poder debilitado por conta de protestos.
- Roberto Marcelo Levingston= era um desconhecido militar e governou a Argentina até 1971. Ficou conhecido pela incapacidade de controlar a situação política, econômica e social do país.
Roberto M. Levingston
Alejandro Agustin Lanusse
Juan Carlos Onganía
SEGUNDA DITADURA MILITAR (1976-1983)
Teve início, por meio de um golpe de Estado, em 24 de março de 1976, o qual depôs a então presidenta da República María Estela Martínez de Perón, também conhecida como Isabelita Perón.
Governo de Isabelita Perón
- A morte de Perón, em julho de 1974, teve efeitos catastróficos sobre a sociedade argentina.
- Durante o governo de Isabelita Perón (1974-1976), a inflação registrava alta de preços entre 500 e 800%
- Não foi possível conter os efeitos negativos da crise sobre a população, tampouco reverter a agitação popular.
- O déficit público correspondia a 12% do PIB e registrava-se um assassinato político a cada cinco horas.
- Para os militares, as elites nacionais e o capital estrangeiro, era necessário encerrar o “círculo vicioso” composto por crises políticas e econômicas, governos militares inoperantes e a consequente restauração de governos civis de caráter populista.
TRIPLE A
Aliança Anticomunista Argentina foi um esquadrão da morte de extrema direita que esteve em atividade na Argentina no governo de Isabel Perón (1974-1976), tinha o principal objetivo de desestabilizar o governo de Isabel, através do assassinato de partidários do governo peronista, artistas, intelectuais, escritores, políticos peronistas, estudantes, historiadores. Posteriormente, a AAA teve forte apoio da junta militar liderada por Jorge Rafael Videla
O GOLPE DE ESTADO
No período em que vigorou o autodenominado “Processo de Reorganização Nacional”, uma Junta Militar, composta pelas três armas das Forças Armadas assumiu o poder e, em seguida ao golpe, indicou o general Jorge Rafael Videla para presidir o país. A partir de então, desencadeou-se um regime pautado na desindustrialização, no endividamento externo, em sua autolegitimação, na centralização do poder nas mãos dos militares, com participação direta dos civis oriundos das elites nacionais, e no Terrorismo de Estado.
Com base em um discurso de autolegitimação, de guerra contra a “subversão” e contra o “populismo” e com base no caos econômico e social, foi conferida “carta branca” aos militares, em 1976, a fim de se produzir mudanças profundas na economia, nas instituições, na educação, na cultura e nas estruturas sociais, partidárias e sindicais.
O programa proposto pelo Ministro da Economia do regime, o civil José Alfredo Martínez de Hoz, não estava destinado a obter bons resultados econômicos e sim efeitos reformuladores sobre o funcionamento da sociedade. Esse programa foi uma mistura de receitas neoliberais, conservadoras e desenvolvimentistas, cujos pontos de convergência eram proporcionar a intervenção seletiva do Estado. Tais objetivos foram corroborados, conquanto o programa tenha conseguido uma vitória efêmera sobre a inflação. De fato, ainda no segundo trimestre de 1976, as taxas de inflação voltaram a subir acompanhadas da queda dos salários, o que demonstrou a falta de uma estratégia bem definida de longo prazo.
DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL
A doutrina identificou um inimigo interno comum: a “subversão”. Para conter as propaladas ameaças dos guerrilheiros peronistas e de uma revolução marxista, o regime se utilizou da “Guerra Suja”, ou seja, recorreu aos métodos dos serviços militares secretos franceses, pautados no desrespeito a todas as convenções internacionais e legalidade, ações encobertas de terrorismo, sequestros e assassinatos, práticas sistemáticas de torturas e extensão do “teatro de operações” de combate aos grupos armados para além dos limites territoriais do país.
O Terrorismo de Estado instalado durante a última ditadura argentina, caracterizou-se pela criação de pelo menos 364 campos de concentração e de centros clandestinos de detenção e extermínio.
A atuação limitada de grupos guerrilheiros, como o Exército Revolucionário do Povo (ERP) e os Montoneros, foi utilizada de forma distorcida para legitimar a matança sistemática ocorrida na Argentina durante esse período.
A RESISTÊNCIA
Além de grupos guerrilheiros, intelectuais, estudantes, religiosos, organizações operárias e sindicais que resistiram à última ditadura, destacou-se a atuação do movimento pelos Direitos Humanos denominado Mães da Praça de Maio, formado em 1977. Era constituído por mulheres que saíam às ruas de Buenos Aires em busca de seus filhos desaparecidos. Junto com as Mães da Praça de Maio, em 1977, foi formado o movimento Avós da Praça de Maio, grupo de mulheres que tiveram suas filhas e noras sequestradas ainda grávidas e seus netos, nascidos em centros clandestinos de detenção, entregues a famílias de repressores.
FIM DA DITADURA
Na tentativa frustrada de prolongar a sobrevivência do regime, após uma greve geral, o general Galtieri declarou guerra contra o Reino Unido, em abril de 1982, e tentou ocupar as Ilhas Malvinas, sendo derrotado. Isso fez com que o entusiasmo e o orgulho nacional se esfacelassem. Rapidamente, após a derrota, passou-se a considerar necessário dar explicações aos familiares das vítimas da repressão e ao próprio país. Termos como “luta anti-subversiva” e “garantia da ordem” foram substituídos por “repressão ilegal” e “Terrorismo de Estado”
Em 1981, o ditador Jorge Rafael Videla e o Ministro da Economia Martínez de Hoz renunciaram e, para presidir o país, a Junta Militar indicou o general Roberto Viola (1981), em seguida substituído pelo general Leopoldo Galtieri (1981-1982). Nesse momento, os partidos políticos já se reagrupavam em uma ação política conhecida por Multipartidária, a qual se apoiava na possibilidade de recuperação da representatividade dos partidos a partir da exclusão do poder militar.
Em setembro de 1983, foi eleito como presidente, por eleições gerais, Raúl Ricardo Alfonsín e, em 6 de dezembro de 1983, a Junta Militar assinou a ata de sua dissolução.
A ditadura argentina é considerada uma das mais violentas da América do Sul. Lá, pessoas foram jogadas vivas de aviões nos "voos da morte", prisioneiros eram amarrados juntos e dinamitados e alguns homens foram empalados com cabos de vassoura. Outro procedimento era o sequestro sistemático de bebês com o objetivo de educá-los longe da subversão.
OBRIGADA!
DITADURA ARGENTINA
Gabrielle do Gito Barcellos
Created on August 17, 2021
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DITADURA MILITAR NA ARGENTINA
Jaine, Gabrielle, Sara, Kaline, Mateus.
Ditadura Militar de 1966
Ditadura militar de 1966
A Ditadura na Argentina teve início com um golpe militar no ano de 1966. O presidente Arturo Illia, que exercia o cargo legalmente, foi deposto no dia 28 de junho daquele ano e a partir de então se sucedeu uma série de governos de militares até 1973.Logo após a tomada de poder, entrou em vigor no país o Estatuto da Revolução Argentina que legalizou as atividades dos militares. O intuito dos golpistas era de permanecerem no poder por tempo indeterminado, enquanto fosse necessário para sanar todos os problemas argentinos. A nova ‘constituição’ proibia a atividade dos partidos políticos e cancelava quase todos os direitos civis, sociais e políticos.
MILITARES QUE OCUPARAM O PODER (1966)
Roberto M. Levingston
Alejandro Agustin Lanusse
Juan Carlos Onganía
SEGUNDA DITADURA MILITAR (1976-1983)
Teve início, por meio de um golpe de Estado, em 24 de março de 1976, o qual depôs a então presidenta da República María Estela Martínez de Perón, também conhecida como Isabelita Perón.
Governo de Isabelita Perón
TRIPLE A
Aliança Anticomunista Argentina foi um esquadrão da morte de extrema direita que esteve em atividade na Argentina no governo de Isabel Perón (1974-1976), tinha o principal objetivo de desestabilizar o governo de Isabel, através do assassinato de partidários do governo peronista, artistas, intelectuais, escritores, políticos peronistas, estudantes, historiadores. Posteriormente, a AAA teve forte apoio da junta militar liderada por Jorge Rafael Videla
O GOLPE DE ESTADO
No período em que vigorou o autodenominado “Processo de Reorganização Nacional”, uma Junta Militar, composta pelas três armas das Forças Armadas assumiu o poder e, em seguida ao golpe, indicou o general Jorge Rafael Videla para presidir o país. A partir de então, desencadeou-se um regime pautado na desindustrialização, no endividamento externo, em sua autolegitimação, na centralização do poder nas mãos dos militares, com participação direta dos civis oriundos das elites nacionais, e no Terrorismo de Estado.
Com base em um discurso de autolegitimação, de guerra contra a “subversão” e contra o “populismo” e com base no caos econômico e social, foi conferida “carta branca” aos militares, em 1976, a fim de se produzir mudanças profundas na economia, nas instituições, na educação, na cultura e nas estruturas sociais, partidárias e sindicais.
O programa proposto pelo Ministro da Economia do regime, o civil José Alfredo Martínez de Hoz, não estava destinado a obter bons resultados econômicos e sim efeitos reformuladores sobre o funcionamento da sociedade. Esse programa foi uma mistura de receitas neoliberais, conservadoras e desenvolvimentistas, cujos pontos de convergência eram proporcionar a intervenção seletiva do Estado. Tais objetivos foram corroborados, conquanto o programa tenha conseguido uma vitória efêmera sobre a inflação. De fato, ainda no segundo trimestre de 1976, as taxas de inflação voltaram a subir acompanhadas da queda dos salários, o que demonstrou a falta de uma estratégia bem definida de longo prazo.
DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL
A doutrina identificou um inimigo interno comum: a “subversão”. Para conter as propaladas ameaças dos guerrilheiros peronistas e de uma revolução marxista, o regime se utilizou da “Guerra Suja”, ou seja, recorreu aos métodos dos serviços militares secretos franceses, pautados no desrespeito a todas as convenções internacionais e legalidade, ações encobertas de terrorismo, sequestros e assassinatos, práticas sistemáticas de torturas e extensão do “teatro de operações” de combate aos grupos armados para além dos limites territoriais do país.
O Terrorismo de Estado instalado durante a última ditadura argentina, caracterizou-se pela criação de pelo menos 364 campos de concentração e de centros clandestinos de detenção e extermínio. A atuação limitada de grupos guerrilheiros, como o Exército Revolucionário do Povo (ERP) e os Montoneros, foi utilizada de forma distorcida para legitimar a matança sistemática ocorrida na Argentina durante esse período.
A RESISTÊNCIA
Além de grupos guerrilheiros, intelectuais, estudantes, religiosos, organizações operárias e sindicais que resistiram à última ditadura, destacou-se a atuação do movimento pelos Direitos Humanos denominado Mães da Praça de Maio, formado em 1977. Era constituído por mulheres que saíam às ruas de Buenos Aires em busca de seus filhos desaparecidos. Junto com as Mães da Praça de Maio, em 1977, foi formado o movimento Avós da Praça de Maio, grupo de mulheres que tiveram suas filhas e noras sequestradas ainda grávidas e seus netos, nascidos em centros clandestinos de detenção, entregues a famílias de repressores.
FIM DA DITADURA
Na tentativa frustrada de prolongar a sobrevivência do regime, após uma greve geral, o general Galtieri declarou guerra contra o Reino Unido, em abril de 1982, e tentou ocupar as Ilhas Malvinas, sendo derrotado. Isso fez com que o entusiasmo e o orgulho nacional se esfacelassem. Rapidamente, após a derrota, passou-se a considerar necessário dar explicações aos familiares das vítimas da repressão e ao próprio país. Termos como “luta anti-subversiva” e “garantia da ordem” foram substituídos por “repressão ilegal” e “Terrorismo de Estado”
Em 1981, o ditador Jorge Rafael Videla e o Ministro da Economia Martínez de Hoz renunciaram e, para presidir o país, a Junta Militar indicou o general Roberto Viola (1981), em seguida substituído pelo general Leopoldo Galtieri (1981-1982). Nesse momento, os partidos políticos já se reagrupavam em uma ação política conhecida por Multipartidária, a qual se apoiava na possibilidade de recuperação da representatividade dos partidos a partir da exclusão do poder militar.
Em setembro de 1983, foi eleito como presidente, por eleições gerais, Raúl Ricardo Alfonsín e, em 6 de dezembro de 1983, a Junta Militar assinou a ata de sua dissolução.
A ditadura argentina é considerada uma das mais violentas da América do Sul. Lá, pessoas foram jogadas vivas de aviões nos "voos da morte", prisioneiros eram amarrados juntos e dinamitados e alguns homens foram empalados com cabos de vassoura. Outro procedimento era o sequestro sistemático de bebês com o objetivo de educá-los longe da subversão.
OBRIGADA!