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Grandes Navegações
FABIO LEITE DA SILVA
Created on August 10, 2021
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Transcript
Grandes Navegações
Chamamos de “Grandes navegações” o conjunto de viagens que contribuíram para o alargamento das fronteiras até então conhecidas pelos europeus durante o século XV. Neste sentido, houve uma expansão marítima que levou à conquista de diversos territórios pelas potências mercantis com destaque para Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Holanda.
As Grandes navegações só foram possíveis devido à centralização política ocorrida na formação dos Estados nacionais modernos, pois, o Estado e a burguesia atuaram em conjunto para desenvolverem condições que permitissem essas empreitadas que acabaram expandindo não só o poder desses Estados nacionais para além dos seus territórios, como também a conquista e exploração de territórios até então desconhecidos por eles.
Outro fator que contribuiu para o pioneirismo português foi a sua precoce centralização política, ocorrida ainda no século XII. O Estado nacional português subordinou toda a população do seu território ao poder absoluto do rei. Observamos, ainda, que, no caso português, a burguesia comercial tinha um grande destaque, exatamente pela natureza mercantilista do país. Embora saibamos que os reis estão naturalmente relacionados à nobreza, em Portugal, a burguesia tinha um maior destaque, por conta do seu apoio à D. João de Avis, durante a Revolução de Avis. Dessa forma, o Estado português se alinhou com as expectativas burguesas de expandirem seus lucros, fato que contribuiu para o investimento e desenvolvimento de tecnologias náuticas.
Portugal foi o primeiro país a se destacar na expansão ultramarina. Isto, devido a uma série de fatores: este país Ibérico possuía, pela sua própria natureza, uma posição geográfica favorável. Situado na ponta da Península Ibérica, Portugal era uma país naturalmente voltado para a navegação, visto que sua costa é banhada pelo Oceano Atlântico e possui acesso ao Mar Mediterrâneo, ou seja, está diretamente ligado às principais vias de distribuição de mercadorias daquele período, o que possibilitou aos portugueses que coletassem e distribuíssem mercadorias desde o Mediterrâneo até os países e reinos ao norte da sua posição.
As especiarias consistiam basicamente de produtos de origem vegetal cujos sabores, aromas e óleos eram apreciados na Europa, não só para a culinária como para fins farmacológicos e também de higiene. Cravo e canela, tão comuns na atualidade, faziam parte desse conjunto de especiarias, mercadoria extremamente valorizada na Europa daquele período. Ocorre que o comércio de especiarias era dominado pelos italianos, cujos quais monopolizavam as rotas comerciais pelo Mar Mediterrâneo. Não podendo utilizar essa rota para chegar à fonte das preciosas mercadorias, os portugueses empreenderam diversas viagens que visavam contornar a costa africana de maneira a dar a volta neste continente para chegar à Índia.
Com relação ao conhecimento, é válido destacar a importância da influência renascentista, visto que a Cartografia (produção de mapas), a astronomia (estudo dos astros celestes) e o racionalismo permitiram as melhorias técnicas que levaram Portugal a se tornar uma das maiores potências econômicas do período. Todavia, o esforço português para desenvolver suas técnicas de navegação pode ser explicado pelo fato de que o país ibérico necessitava encontrar outras rotas comerciais para chegar às tão desejadas especiarias asiáticas.
Neste contexto, destacaram-se dois navegadores: Bartolomeu Dias, o primeiro a conseguir contornar o sul do continente africano, na região que ficou conhecida como Cabo da boa esperança e Vasco da Gama, cujo qual traçou uma nova rota para as Índias.
Assim, de forma objetiva, podemos destacar como fatores do pioneirismo português: ● Posição geográfica favorável; ● Precoce centralização política; ● Interesse do Estado e da burguesia na expansão comercial; ● Acúmulo de conhecimentos técnicos; ● Necessidade de abrir novas rotas marítimas para a Ásia;
Vasco da Gama
Bartolomeu Dias
1415: conquista de Ceuta, no norte da África; 1418: chegada à Ilha da Madeira; 1427: chegada a Açores; 1434: travessia do Cabo Bojador; 1488: travessia do Cabo da Boa Esperança; 1499: descobrimento de um novo caminho para a Índia; 1500: chegada ao Brasil.
A Espanha e os descobrimentos
Sim, Portugal foi o país pioneiro a desbravar os oceanos Atlântico e Pacífico, na busca por encontrar novas rotas comerciais para as Índias e, assim, alcançar os tão esperados lucros como comércio de especiarias. Mas, não só Portugal almejava tais façanhas. Outros países também estavam de olho na riqueza que as terras além mar guardavam. A Espanha foi a grande concorrente de Portugal na corrida pelas terras e especiarias provenientes das expedições marítimas, no entanto, este outros país da península Ibérica, enfrentou mais dificuldades, pois, agora, além de não poder contar com a rota marítima do Mediterrâneo, também perdeu a roda que contornava a África para os portugueses.
Como sabemos hoje, Colombo estava correto quanto ao nosso planeta ser esférico, mas sua aventura não o levaria até as Índias, mas sim a um continente inteiramente desconhecido pelos europeus até aquele momento. Assim, em outubro de 1492, Colombo chegou às ilhas do Caribe que ele acreditou ser as Índias e, por isso, chamou seus habitantes de índios. Colombo não havia se dado conta de que havia chegado a um continente inteiramente novo para os europeus e, por conta desse equívoco, outro navegador chamado Américo Vespúcio, tomou para si o “descobrimento” das novas terras que acabaram sendo batizadas de América em sua homenagem.
Por conta dessas dificuldades, os reis espanhóis Fernando e Isabel, recorreram aos planos do navegador Cristóvão Colombo, o qual defendia a teoria de que “o planeta Terra era redondo”. Essa visão se contrapunha ao modelo que vigorava na época em que as pessoas acreditavam que nosso planeta era plano. Colombo, com base na experiência renascentista e nas evidências científicas, apostou que poderia chegar até as Índias dando a volta pelo planeta, navegando sempre em linha reta.
tendo como referência 370 léguas náuticas da Ilha de Cabo Verde o mundo estaria dividido em duas metades. Tudo a leste dessa linha seria de direito de Portugal, enquanto tudo a oeste dela seria de direito da Espanha. Mas é importante dizer que esse acordo dizia respeito apenas aos países ibéricos, pois os demais não o respeitavam, tampouco o reconheciam. Não foi em vão que diversas expedições marítimas foram feitas por Inglaterra, França e Holanda com o objetivo de tomarem posse de terras na África, Ásia e América. Foram essas expedições que forçaram Portugal e Espanha a acelerarem o processo de colonização (habitação) dos novos territórios com o objetivo de tomarem posse real deles.
Com portugueses e espanhóis interessados em tomar posse das rotas marítimas e terras que pudessem encontrar, uma luta armada entre os dois países parecia ser inevitável. Assim, como alternativa mais pacífica para o problema, Espanha e Portugal firmaram um tratado de divisão do mundo que ficou conhecido como Tratado de Tordesilhas. Nele, estabeleceu-se que a partir de uma linha imaginária que cortava o oceano Atlântico,
Finalizando
A expansão marítima europeia foi resultado dos processos de centralização política e do renascimento cultural que, associados aos anseios por lucro trouxeram inovações tecnológicas que permitiram a navegação por longas distâncias de forma mais eficiente e segura. Como resultado desses processos temos a invasão e conquista dos territórios africanos e americanos, fato que marcou profundamente o desenvolvimento social e econômico dessas populações, cuja exploração contribuiu para o benefício europeu.