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Arte cinética

sara-pluzzardi

Created on May 26, 2021

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Transcript

Arte cinética

Os artistas são pessoas muito atentas ao que acontece no mundo à sua volta. Descobertas das ciências e tecnologias impulsionaram o surgimento de movimentos artísticos, como Arte Cinética A arte cinética é a arte do movimento. O ser humano sempre foi fascinado por imagens e movimento. Em imagens criadas há muito tempo na história da arte, já existia a representação de movimento em desenhos, pinturas, esculturas...Entretanto, representar é diferente de colocar o movimento como parte da obra de arte, que é um passo além, e assim nasce a arte cinética. As propostas de dar movimento a objetos artísticos surgem com os avanços tecnológicos e as mudanças na forma de criar e apreciar arte. A partir dessas invenções artísticas, as relações entre tempo e movimento, arte e ciência passaram a ser cada vez mais notadas no universo da arte.

As experiências com objetos com movimento e imagens já existiam desde o início do século XX, mas o termo arte cinética começou a ser elaborado a partir de duas exposições que ocorreram na Europa: Le Mouvement (O Movimento), em uma galeria parisiense em 1955, e a exposição de arte MAT-Kinetische Kunst — Multiple Art Transformable-Op Art (em tradução livre: Arte Cinética, Arte Múltipla Transformável, ou móvel), realizada em 1960 em um museu suíço. Artistas como Marcel Duchamp se envolveram em pesquisas sobre o princípio da "cinética" e criaram vários mecanismos com sistemas de movimento e reflexos luminosos, entre outros efeitos.

Semiesfera rotativa (óptica de precisão) (1925), de Marcel Duchamp. Papel machê pintado e montado em disco revestido de veludo; círculo de cobre com cúpula de acrílico; motor, polia e base metálica, 148,6 cm x 64,2 cm x 60,9 cm.

Perguntas

1. O que você conhece sobre arte cinética? 2. Que relações a arte pode ter com as ciências quando estudamos arte cinética?

Julio Le Parc (1928-), artista argentino, foi um dos fundadores do movimento Arte Cinética, criando imagens que exploram objetos brilhantes e efeitos de luz. Observe uma de suas obras. Contínuo móvel: esfera vermelha, obra de Júlio Le Parc exposta em Paris (França) de 2011 a 2013.

No Brasil, artistas como Abraham Palatnik, Mary Vieira (1927-2001) e Waldemar Cordeiro (1925-1973), entre outros, desenvolveram a arte cinética.

O beijo (1967), de Waldemar Cordeiro. Objeto eletromecânico e fotografia em preto e branco em papel sobre madeira, 50 cm x 45,2 cm.

Polivolume (1953), de Mary Vieira. Disco plástico, ideia para uma progressão serial, e alumínio anodizado, 36,7 cm x 36,7 cm.

Multicores, multimídias

Uma caixa preta. Ao entrar, há cores, formas, texturas, luzes... Em um momento, são raios luminosos em formas multicoloridas. Em outro, a cena já muda e a visão é monocromática. Que lugar é esse?

Parte externa da obra Inferninho, em São Paulo Parte interna da obra Inferninho, em São Paulo

Artista multimídia é aquele que produz sua arte (happening, performance, instalação etc.) fazendo uso de novas tecnologias, criando uma nova linguagem. Decibel é a unidade de medida usada para registrar a intensidade do som. Monocromática e a radiação produzida por uma só cor. O termo não deve ser empregado em relação ao branco (soma de todas as cores) ou ao preto (ausência de cor e luz). É uma harmonia conseguida com apenas uma cor

Trata-se da instalação Inferninho (2010), do artista paulista Luiz Pierre Zerbini, que foi apresentada na 29a Bienal de Arte de São Paulo. Esse artista multimídia convida o público a experimentar a sensação de estar dentro de uma caixa acústica. Ao mesmo tempo que o público vê as luzes, cores e formas, também escuta um som de altíssimos decibéis. Luiz Zerbini (1959-) Esse artista se expressa em várias linguagens, mas é apaixonado pela pintura, veja o que ele diz a respeito: Sou um pintor, penso como um pintor, mas não estou limitado a pintar telas. Não houve um momento de transição. Sempre fui assim. Para mim a maior característica dessa geração, se é que existe uma, é a construção e expressão de um pensamento não linear. Apud TRIGO, Luciano. Pintar após a morte da pintura. In: Máquina de Escrever, Gl, 27 maio 2010.