Want to create interactive content? It’s easy in Genially!

Get started free

Memorial do Convento

carolgap126

Created on May 23, 2021

Start designing with a free template

Discover more than 1500 professional designs like these:

Interactive Onboarding Guide

Corporate Christmas Presentation

Business Results Presentation

Meeting Plan Presentation

Customer Service Manual

Business vision deck

Economic Presentation

Transcript

"Memorial do convento"

de José Saramago

José Saramago - Vida e Obra

  • José de Sousa Saramago nasceu em Azinhaga do Ribatejo, em 1922;
  • A sua atividade como escritor iniciou-se em 1947;
  • Escreve no Diário de Noticias até passar a viver da literatura, em 1975;
  • Foi criador de um dos universos literários mais sólidos do século XX;
  • Membro do Partido Comunista Português desde sempre;
  • Autor de mais de 40 livros como "O Evangelho segundo Jesus Cristo", "Ensaio sobre a cegueira", "Memorial do Convento", "O ano da morte de Ricardo Reis", entre outros;
  • Conquistou em 1995 o Prémio Camões e em 1998 o Prémio Nobel da Literatura;
  • Casado com a jornalista Pilar del Rio, com quem viveu os seus ultimos anos de vida em Lanzarote, no arquipélago das Canárias;
  • Faleceu a 18 de junho de 2010;
  • Um ano após a morte inaugura-se em Portugal a Fundação Saramago.

"Memorial do Convento"

É um romance de José Saramago, publicado pela primeira vez em outubro de 1982. A ação decorre no início do século XVIII, durante o reinado de D. João V. Este rei absolutista, graças à grande quantidade de ouro e diamantes vindos do Brasil, mandou construir o magnânimo Palácio Nacional de Mafra, mais conhecido por convento, em resultado de uma promessa que fez para garantir a sucessão do trono.

Capítulo XVII

• Baltasar e Blimunda voltam a Mafra; • Baltasar procura trabalho nas obras do convento; • Descrição da vida nas barracas de madeira; • Verificação do atraso das obras por causa da chuva e a dificuldade no transporte dos materiais; • Notícias de um terramoto em Lisboa; • Regresso de Baltasar ao Monte Junto, onde se encontra a passarola; • Scarlatti visita o convento e informa Blimunda da morte do padre Bartolomeu de Gusmão; • No dia seguinte, Scarlatti volta para Lisboa.

Acontecimentos que antecedem o Capítulo XVII Acontecimentos que sucedem o Capítulo XVII

  • Enumeração dos bens do Império de D. João V;
  • Enumeração dos bens comprados para a construção do convento;
  • Realização de uma missa numa capela situada entre o local do futuro convento e a Ilha da Madeira;
  • Apresentação dos trabalhadores do convento e apresentação de Baltasar Mateus (já com 40 anos).
  • O duque de Aveiro recupera a Quinta de S. Sebastião da Pedreira;
  • O padre Bartolomeu, Baltasar e Blimunda concretizam o desejo de voar;
  • Os três sobrevoam a vila de Mafra, porém com dificuldades de navegação;
  • O padre tenta incendiar a máquina e foge sozinho mata adentro;
  • Blimunda e Baltasar escondem a máquina e partem;
  • Chegam a Mafra enquanto uma procissão celebra um milagre, julgando ser uma aparição do Espirito Santo, mas que, na verdade, é a máquina voadora.

Personagens presentes no meu capítulo

Domenico Scarlatti

Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão

View +

Blimunda de Jesus

Baltasar Mateus

Álvaro Diogo

Marcas de linguagem de Saramago

• Utiliza frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional; os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros. Por isso, muitos dos seus capítulos ocupam mais de uma página, usando virgulas onde a maioria dos escritores usaria pontos finais. Um exemplo desta marca é o diálogo de Blimunda com Scarlatti quando este lhe comunica que o Padre Bartolomeu Lourenço havia morrido: “Morreu, Foi essa a noticia que chegou a Lisboa, Na noite em que a maquina caiu na serra, o padre Bartolomeu Lourenço fugiu de nós e nunca mais voltou, E a máquina, cuidem-na, pode ser que um dia volte a voar, Quando foi que morreu o padre Bartolomeu Lourenço, Diz-se que foi no dia dezanove de Novembro,…” (Cap. XVII, p.220) • Outra particularidade de Saramago é a forma como este adapta provérbios e expressões populares ao seu trabalho, como em "(...) para grandes males, grandes remédios" (Cap. XVII, p. 217) ou em “(...) quem corre de gosto não cansa" (Cap. XVII, p. 218).

Figuras de estilo presentes no capítulo

• Dupla adjetivação - “(…) os bois ruminam jungidos e indiferentes…” (Cap. XVII p. 215) • Comparação - “Aproximaram-se da sege como quem ia pedir esmola…” (Cap. XVII p. 220-221)

Gramática - Capítulo XVII

a) oração coordenada (copulativa) “Baltasar agradeceu como devia ao matriculador e saiu da vedoria-geral.” (p. 209) b) oração subordinada adverbial (condicional) “Numa esteira ou num beliche como estes é que Baltasar dormiria se não tivesse casa em Mafra…” (p.210) c) oração subordinada substantiva completiva “(…) Diz-se que foi no dia dezanove de Novembro…” (p.220) d) oração subordinada adjetiva relativa (explicativa) “(…) com o bico de espigão, que nos últimos tempos não precisara usar, riscou um sol e uma lua…” (p.218) e) complemento oblíquo “(…) Baltasar e Blimunda chegaram a Mafra…” (p.218) f) modificador do grupo verbal “E como a chuva voltou novamente…” (p.215) g) predicativo do sujeito “Baltasar e Blimunda ficaram tristes…” (p.219)

Gramática - Capítulo XVII

h) complemento do nome “Havia oficinas de ferreiros…” (p.209) i) modificador (restritivo) do nome “Ao redor, pelo chão pedregoso, rebentava mato novo e alto…” (p.218) j) sujeito nulo subentendido (ou indeterminado) “Enfim, desce pelo carreiro que subiu…” refere-se a Baltasar (p.212) k) mecanismo de coesão textual (coesão referencial) “Se Deus, que lá do alto vê tudo, vê tudo assim tão mal, então mais lhe valia andar cá pelo mundo, por seu próprio e divino pé.” (p.208) l) modalidade discursiva (valor modal) - modalidade deôntica - valor de permissão “(…) Podes vir trabalhar na segunda-feira…” (p. 209) m) adjetivo com valor restritivo “(…) vinte frades velhos…” (p.210) n) ato ilocutório “(…) Defendam-na, cuidem-na…” (p.220)

"Se não houvesse tristeza nem miséria, se em todo o lugar corressem águas sobre as pedras, se cantassem as aves, a vida podia ser apenas estar sentado na erva, segurar um malmequer e não lhe arrancar as pétalas, por serem já sabidas as respostas, ou por serem estas de tão pouca importância, que descobri-las não valeria a vida duma flor."

Memorial do Convento, José Saramago