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CAROLINA DE JESUS
luisa araujo
Created on May 18, 2021
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Transcript
Carolina de Jesus
1914-1977
A autora lendária de "Quarto de Despejo" e sua visão atemporal.
QUEM FOI CAROLINA MARIA DE JESUS?
Mulher negra, catadora de papel, favelada e mãe solteira. Nascida em 14 de março de 1914 em Sacramento, Minas Gerais, Carolina era filha de pais analfabetos. Em 1937, mudou-se para São Paulo, trabalhou como empregada e catadora de papel. Escrevia diários com os materiais que encontrava no lixo, até que um deles foi publicado e deu vida ao livro "Quarto de Despejo".
Carolina frequentou a escola até o segundo ano do ensino fundamental. A escritora construiu sozinha a própria casa. Utilizando apenas: madeira, lata, papelão e alguns materiais que encontrava na rua. Seu primeiro emprego na capital paulistana, foi na casa do médico Euryclides Zerbini. Porém, ao engravidar, não pode trabalhar como empregada doméstica.
VERA EUNICE, FILHA DE CAROLINA
"Eu classifico São Paulo assim: O Palácio é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos."
Carolina de Jesus
Principais Obras
Quarto de Despejo
O livro foi publicado com o auxílio do jornalista Audálio Dantas, repórter da Folha da Manhã. Assuntos como fome, política, saúde mental e alcoolismo são debatidos. Carolina serviu como voz de denúncia sobre inúmeras problemáticas que permanecem até hoje. Vendido em 40 países e traduzido para 16 línguas. Após ser lançado, Dantas contou que recebeu vários manuscritos de livros de mulheres que estavam numa mesma situação que Carolina.
É a fome que dita o ritmo de "Quarto de Despejo". Este fator pode ser relacionado com a saúde mental da autora. Fica claro quanto a ansiedade e a melancolia estão presentes no cotidiano dos moradores. Seu impacto para a cultura brasileira é tremendo, pois serviu de inspiração para aqueles que se encontravam — e ainda se encontram — em situações de vida semelhantes aquelas descritas por Carolina.
A proposta de reforma tributária entregue em julho de 2020, por Paulo Guedes, propunha uma taxação de livros. A medida é completamente imoral e totalmente contra ao que Carolina defendia, uma vez que a autora sempre enxergou arte e literatura como necessidade básica. A fim de discutirmos um pouco mais do impacto negativo que tal proposta traria, conversamos com Leonardo Alves, bacharel em pedagogia pela UFMS e pós graduando em literatura na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
"O entendimento de que no Brasil apenas rico lê, certamente demonstra uma ineficácia do Estado em criar e incentivar programas de leitura, políticas de acesso à cultura e a literatura e demais manifestações artísticas"
"Criou na leitura um hábito, algo para passar seu tempo e construiu suas opiniões sobre política, desigualdade social e diversas questões acerca da sociedade. Tal atitude já justifica o erro na fala de Paulo Guedes."
- Leonardo Alves
Um ponto fortemente presente nos relatos de Carolina é sua ideologia política acentuada constantemente decorrente aos consequentes sofrimentos, indignações, revoltas e angústias que a população marginalizada era obrigada a superar diante de sua situação de miséria e desamparo. Seus relatos chamaram atenção do Brasil e do mundo, abrindo os caminhos para a literatura marginal no país, representando um Brasil esquecido pelas políticas públicas e pelos direitos humanos.
Amanda Crispim, pesquisadora e especialista em Carolina de Jesus
Debatendo sobre a autora e sua obra, levantamos também a questão da taxação de livros, proposta por Paulo Guedes. A pesquisadora nos conta que um dos fatos que mais assusta o leitor, é a atualidade nos relatos de Carolina.
CAROLINA É INSPIRAÇÃO, ATÉ HOJE.
A figura da escritora segue sendo a fonte de estímulo na evolução educacional de muitas histórias de vida, como no caso da estudante de bacharel em história na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Stefanie Oliveira, jovem que se encontrou no curso após ler “Quarto de Despejo”.
"Ela causou um impacto. Comecei a me ver nela, vi as mulheres da minha família, meus irmãos. Fiquei tão próxima da Carolina que achei estar falando com uma tia, alguém muito próxima"
- Stefanie Oliveira
CAROLINA É INSPIRAÇÃO, ATÉ HOJE.
O livro "Carolinas" é um livro com mais de 200 histórias de mulheres negras, todas inspiradas por Carolina. A iniciativa do projeto veio da FLUP (Festa Literária das Periferias), e mais te 500 mulheres se inscreveram para participar do processo.
Por:fELIPE SANTOS | 19000537 GABRIELA MERCÊS | 19000555 LUISA ARAÚJO | 19000368 MYLENA RODRIGUES | 19000431