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Erros meus, má fortuna, amor ardente
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Created on May 8, 2021
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Transcript
Erros meus, má fortuna, amor ardente
-Luís de camões
Biobibliografia
Nascido provavelmente em Lisboa em 1524(?).
É muito provável que tenha estudado em Coimbra (Mosteiro de Santa Cruz).
Em 1542 e 1545, foi para Lisboa e depressa conquistou fama de bom poeta e galanteador.
Entre 1549 e 1551, esteve em Ceuta, onde terá perdido um dos seus olhos.
Na viagem de regresso da Índia em 1552, o barco naufragou na foz do rio Mekong, salvando apenas o manuscrito d'Os Lusíadas.
Apenas em 1572, conseguiu publicar a epopeia, melhorando as condições de vida, graças a tença de 15000 réis, dado por D. Sebastião.
No dia 10 de junho de 1580, Camões acaba por falecer, e é por isso que se festeja o Dia de Portugal.
Obras: Os Luisíadas; Rimas; El-Rei Seleuco; Filodemo; Anfritriães....
Erros meus, má fortuna, amor ardente em minha perdição se conjuraram; os erros e a fortuna sobejaram, que para mim bastava o amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente a grande dor das cousas que passaram, que as magoadas iras me ensinaram a nao querer já nunca ser contente. Errei todo o discurso de meus anos; dei causa que a Fortuna castigasse as minhas mal fundadas esperanças. De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse que fartasse este meu duro génio de vinganças!
ESTRUTURA INTERNA/CONTEÚDO
Tema:
É o sofrimento do sujeito poético.
Assunto:
O sujeito poético diz que na vida os seus maiores inimigos foram os erros, o amor e a falta de sorte pois foram a causa de ele ter um grande sofrimento na sua vida.
Estado de espírito do sujeito poético:
O sujeito poético sentia uma grande tristeza, desgosto, frustração, desespero e desejo de vingança.
Tristeza desgosto e frustração:Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram. Desespero e desejo de vingança: De amor não vi senão breves enganos.
Opinião:
O sujeito poético transmite a ideia de que viveu muitos momentos difíceis e de grande sofrimento que ainda estão bem presentes no seu espírito. O sujeito poético exprime a sua tristeza em relação à vida que foi passando, os erros que foi cometendo e também o seu lamento. O sujeito poético aprendeu a não ter esperança na alegria que a vida lhe podia proporcionar. Depois todo o seu percurso de vida, pois sempre foi iludido pelo amor e tendo em conta que o amor seria o suficiente para o levar à perdição, a fortuna, ou seja o destino, castigou as suas sempre “mal fundadas esperanças” pois estas foram sempre criadas por um amor ilusório. O soneto encerra com um pedido que traduz todo o sofrimento do sujeito poético sendo transmitida toda a dor e no final é solicitado um descanso que o poeta entende por merecido. Nos últimos dois versos desta estrofe é visível.
ESTRUTURA EXTERNA
Este poema consiste em 4 estrofes:
-As primeiras duas estrofes são quadras e as outras duas são tercetos por isso é um soneto. Soneto - É uma estrutura literária composta por catorze versos, dos quais dois são quartetos e dois tercetos. No interior da estrutura do soneto é necessário observar alguns conceitos básicos como as estrofes, os versos, a métrica e a rima.
Sílabas métricas:
Erros meus, má fortuna, amor ardente em minha perdição se conjuraram;
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E/rros/ meus/, má/ for/tu/na, a/mor/ ar/den/te 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 em/ mi/nha/ per/di/ção/ se/ con/ju/ra/ram;
Decassílabo
Decassílabo
A B B A
Erros meus, má fortuna, amor ardente em minha perdição se conjuraram; os erros e a fortuna sobejaram, que para mim bastava o amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente a grande dor das cousas que passaram, que as magoadas iras me ensinaram a nao querer já nunca ser contente. Errei todo o discurso de meus anos; dei causa que a Fortuna castigasse as minhas mal fundadas esperanças. De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse que fartasse este meu duro génio de vinganças!
Interpoladas Emparelhadas
A B B A
C D E
Interpoladas
C D E
Erros meus, má fortuna, amor ardente em minha perdição se conjuraram; os erros e a fortuna sobejaram, que para mim bastava o amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente a grande dor das cousas que passaram, que as magoadas iras me ensinaram a nao querer já nunca ser contente. Errei todo o discurso de meus anos; dei causa que a Fortuna castigasse as minhas mal fundadas esperanças. De amor não vi senão breves enganos. Oh! Quem tanto pudesse que fartasse este meu duro génio de vinganças!
Enumeração- 1º verso
Interjeição;
Anástrofe;
Adjetivação valorativa;
Hipérbole;
Conotações negativas;
Hipérbato;
Personificação;
Exclamação final;
Nos últimos versos ao recorrer à interjeição "Oh" e da frase exclamativa, transmite a dor que lhe vai no coração e no qual é pedido, um descanso que o poeta entende merecido.