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SEMINÁRIO - MICHAEL POLLAK

Marcone Rodrigues de Sousa

Created on April 26, 2021

MESTRADO UFPI

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Transcript

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍMESTRADO EM HISTÓRIA DO BRASIL DISCIPLINA: HISTÓRIA & MEMÓRIA PROFESSOR: DR. PETRÚCIO

"MEMÓRIA, ESQUECIMENTO & SILÊNCIO"

mESTRANDOS:- GraciValDa Albano - Marcone rodrigues

TREND TOPICS

BIOGRAFIA

TEXTO

DIÁLOGO COM OUTROS AUTORES

BIOGRAFIA

- Nasceu em Viena/Áustria em 1948 e morreu em Paris/França em 1992; - Formou-se em Sociologia na Universidade de Linz; - Erradicado na França, defende sua tese de doutorado (1975) na área de política e ciências sociais sob a orientação Pierre Bourdie; - Sendo poliglota escreveu diversos trabalhos em inglês, francês e alemão (Centre National de Recherches Scientifiques - CNRS); - Ao estudar fenômenos relacionados à memória e identidade social de grupos em situações extremas, a exemplo, das condições de vida dos sobreviventes em campos de concentração, ou o estilo de vida dos homossexuais e a epidemia de AIDS na França, envereda pelo campo da perspectiva histórica; - Principais Publicações:  The Concentration Experience. Ensaio sobre a manutenção da identidade social (1990);  Homosexuals and AIDS: sociology of an epidemic (1988);  Memória, Esquecimento & Silêncio (1989);  Memória e Identidade Social (1992);  O “Testemunho” (1986)

APRESENTAÇÃO DO TEXTO

 ESTE ARTIGO É ESTRUTURADO EM 04 TÓPICOS

  • A Memória em disputa
  • A função do “Não-Dito”
  • O Enquadramento da Memória
  • O Mal do Passado
 DIALOGANDO COM HALBWACHS - A força dos diferentes pontos de referências (símbolos) que estruturam a memória coletiva e nos inserem num ambiente da coletividade.

 Na perspectiva durkheimiana, que consiste em tratar “fatos sociais como coisas”, esses pontos de referências (símbolos) tornam-se indicadores empíricos que formatam a memória coletiva de um determinado grupo. Noutras palavras, uma memória estruturada que define o que é comum a um grupo e o que é diferente dos outros, fundamentando o sentimento de pertencimento e delimitando as fronteiras socioculturais;  Nessa abordagem, a força dessa memória coletiva é dada na duração, na continuidade e na estabilidade. E isso nada tem haver com imposição ou violência simbólica, pelo contrário, acentua positivamente que a memória comum ou coletiva reforça a coesão social, não pela coerção, mas pela adesão afetiva do grupo (“Comunidade Afetiva”);  Para Halbwachs, a nação é a forma mais acabada de um grupo e a memória nacional a forma mais completa de uma memória coletiva;

PONTOS DE INFLEXÃO

 Segundo Pollak, Halbwachs insinua em vários momentos não apenas a seleção de toda memória, mas também um “processo de negociação” entre a memória coletiva e as memórias individuais;

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MEMÓRIA EM DISPUTA

 Atualmente, essa predileção dos pesquisadores pelos conflitos e disputas em detrimento dos fatores de continuidade e de estabilidade tem provocado verdadeiras “Batalhas da Memória”.

Esse processo despertou traumatismos profundos na ex-URSS ganhando corpo um movimento popular que defende a construção de um memorial em homenagem às vítimas do stalinismo;  Tal cenário subversivo, expressa bem a irrupção de “ressentimentos” acumulados no tempo contra uma memória de dominação e sofrimento que jamais pudera se exprimir publicamente. Essa memória clandestina/proibida ocupa toda cena cultural, o setor editorial, os meios de comunicação, o cinema, a pintura e a arte em geral, comprovando o abismo que separa a sociedade civil x o aparelho ideológico do Estado ;

 Ao retornar ao seu local de origem (Alemanha ou Áustria), seu silêncio está relacionado, em primeiro lugar, à necessidade de encontrar um “MODUS VIVENDI” com aqueles que no mínimo ou foram omissos ou consentiram com sua deportação;  Em face dessas lembranças traumatizantes, o silêncio parece se fazer imperar sobre todos àqueles que preferem evitar culpar as vítimas e, também, sobre algumas vítimas que ao compartilhar dessa mesma "lembrança comprometedora”, também preferem guardar silêncio;

 Segundo Pollak, poucos períodos históricos foram tão bem estudados como o nazismo e suas nuances (política antissemita e a exterminação dos judeus). Porém, esse assunto, a despeito da farta literatura e do lugar concedido aos meios de comunicação, permanece sendo um “tabu” nas histórias individuais na Alemanha e na Áustria, inclusive em rodas de conversas familiares e nas biografias de empresas & personagens públicos. Exemplo: IBM, Siemens, Coca-Cola, Fanta, Nestlé, Oetker, BMW, Mercedes-Benz, General Motors, Opel, Ford, Chanel, Hugo Boss, etc;

https://super.abril.com.br/historia/os-aliados-ocultos-de-hitler/

 Pollak afirma que às razões de um tal silêncio é compreensível entre os carrascos nazistas e seus simpatizantes, porém no caso das vítimas, esse silêncio tem razões de ser bem complexas, a saber: O relato testemunhal das vítimas necessita antes de mais nada de uma escuta atenta; A concorrência com a ideologia política já posta em 1945 em torno do esquecimento dos deportados; De cunho pessoal, em querer poupar os filhos de crescerem na lembrança das feridas dos pais;  Porém, 40 anos depois, as razões políticas e familiares convergem em prol do rompimento desse silêncio. Quando as testemunhas oculares se dão conta que vão desaparecer em breve, elas querem registrar essas lembranças contra o esquecimento. E seus filhos também querem saber. E conclui Pollak: Nesse meio tempo, foram as associações de deportados que, bem ou mal, conservaram e transmitiram essa memória.

 O último exemplo, mostra até que ponto uma situação ambígua e passível de mal-entendidos por levar ao silêncio antes de produzir ressentimentos e contestações inesperadas, a exemplo disso, a situação do recrutamento dos alsacianos pelo exército alemão através de decretos. Entre 1942 a 1944, cerca de 130 mil foram recrutados contra sua vontade, incorrendo em atos de revolta, resistência, desobediência e deserção;

 A despeito da coercitividade dos recrutamentos, após o término da guerra colocou-se uma questão a respeito do grau de colaboração e comprometimento desses homens. Muitos desses recrutados, ou morreram no front de batalha diante do exército vermelho ou só regressaram na década de 1950. Trata-se de uma experiência dificilmente dizível no contexto do mito de uma nação de resistentes;

 Meu avô francês foi feito prisioneiro pelos prussianos em 1870; Meu pai alemão foi feito prisioneiro pelos franceses em 1918; Eu, francês, fui feito prisioneiro pelos alemães em 1940, e depois, recrutado a força em 1943 e por fim preso pelos soviéticos em 1945. Veja senhor que nós temos um sentido muito particular da história: ESTAMOS SEMPRE DO LADO ERRADO DA HISTÓRIA, ou seja, sempre acabamos as guerras com o uniforme do prisioneiro, o nosso único uniforme permanente. (RAPHAEL, Freddy. Memórias de Mineiro Loreno.)

Esse mecanismo é muito comum em populações que vivem em zonas de fronteiras da Europa, que em lugar de agirem sobre sua história, frequentemente se submetem à memoria oficial;

A FUNÇÃO DO "NÃO-DITO"

 O problema que se coloca a longo prazo p/ as memórias clandestinas e inaudíveis é o de sua transmissão intacta até o dia que elas possam aproveitar a ocasião p/ invadir o espaço público e passar do “não-dito” à contestação/reivindicação;  Já o problema de toda memória oficial é de sua credibilidade, aceitação e organização. Para que apareça um fundo comum nos discursos políticos afim de constituir uma memória nacional, um intenso trabalho de organização se faz indispensável p/ superar a simples montagem ideológica;  Há uma permanente interação entre o vivido e o aprendido, o vivido e o transmitido, e isso perpassa a toda forma de memória (individual, coletiva, subterrânea, familiar, nacional, etc);

O ENQUADRAMENTO DA MEMÓRIA

O MAL DO PASSADO

DIÁLOGO COM OUTROS AUTORES

- Pierre Nora - Michael Pollak

PolLAK pergunta: Quais são os elementos constitutivos da Memória Coletiva e Individual?

"A referência ao passado serve para manter a coesão dos grupos e das instituições que compõem uma sociedade, para definir seu lugar respectivo, sua complementaridade, mas também as posições irredutíveis ”. (POLLAK)

TERESINA IN MEMORY

"A memória é a vida, sempre carregada por grupos vivos, estando em permanente evolução, aberta à dialética da lembrança e do esquecimento (...), vulnerável a todos os usos e manipulações enquanto a história é a “reconstrução, sempre problemática e incompleta, do que não existe mais”. (NORA)

REFERÊNCIAS

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2004. NORA, Pierre. “Entre memória e história: a problemática dos lugares”. Projeto História. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em História e do Departamento de História da PUC-SP, n. 10. São Paulo, dez.-1993 POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. In: Estudos Históricos, 2 (3). Rio de Janeiro, 1989. ______________.“Memória e identidade social”. In: Estudos Históricos, 5 (10). Rio de Janeiro, 1992. RICOUER, Paul. Memória, esquecimento, silêncio. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007.

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