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Trabalho de portugûes

matildevieira2006

Created on April 23, 2021

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Transcript

"Escrever"

Irene Lisboa

Alunas: Matilde Vieira, Rita Carvalho Docente: Ana Luísa Cardoso

Aveiro, 11 de junho 2021

Índice

07. Webgrafia

04. Assunto do poe.

01. Escrever

08. Fotos

05. Recursos expres.

02. Irene Lisboa

06. A escolha

09. Fim

03. Estrutura Extern.

Se eu pudesse havia de transformar as palavras em clava. Havia de escrever rijamente. Cada palavra seca, irressonante, sem música. Como um gesto, uma pancada brusca e sóbria. Para quê todo este artifício da composição sintá- tica e métrica? Para quê o arredondado linguístico? Gostava de atirar palavras. Rápidas, secas e bárbaras, pedradas! Sentidos próprios em tudo. Amo? Amo ou não amo. Vejo, admiro, desejo? Ou sim ou não. E como isto continuando. E gostava para as infinitamente delicadas coisas do espírito… Quais, mas quais? Gostava, em oposição com a braveza do jogo da pedrada, do tal ataque às coisas certas e negadas… Gostava de escrever com um fio de água. Um fio que nada traçasse. Fino e sem cor, medroso. Ó infinitamente delicadas coisas do espírito! Amor que se não tem, se julga ter. Desejo dispersivo. Vagos sofrimentos. Ideias sem contorno. Apreços e gostos fugitivos. Ai! o fio da água , o próprio fio da água sobre vós passaria, transparentemente? Ou vos seguiria humilde e tranquilo?

.01

"Escrever"

.02

Irene Lisboa

Irene Lisboa nasceu a 25 de dezembro de 1962, na quinta da Murzinheira, no concelho de Arruda dos Vinhos. Estudou em Bélgica, França e Suíça. Foi professora do ensino pré-primário, inspetora, orientadora de ensino e funcionária admistrativa do instituinto para a Alta Cultura. Reformou-se aos 48 anos. Algumas obras desta grande escritora são:

  • "Treze Contarelos" (1926)
  • "Outono Havias de Vir" (1937)
  • "Solidão" (1939)
  • "Voltar atrás para quê?" (1956)
Faleceu em 1958

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Estrutura externa

3 estrofes

3ª estrofe

1ª estrofe

2 ª estrofe

  • 15 versos
  • Não tem esquema rimático
  • Tem sílabas métricas irregulares
  • 9 versos (nona)
  • Não tem esquema rimático
  • Tem sílabas métricas irregulares
  • 8 versos (oitava)
  • Não tem esquema rimático
  • Tem sílabas métricas irregulares

.04

Sobre o poema...

Neste poema, Irene Lisboa pretende transformar as palavras em armas, sendo elas cacetes e pedradas. Tenta também exprimir a dificuldade em escrever as infinitamente delicadas coisas do espírito. "Se eu pudesse havia de transformar as palavras em clava" (est. 1, vv 1-2). Armas que fossem secas, irressonantes, sem música, rápidas e bárbaras- "Cada palavra seca, irresonante, sem música" / "Rápidas, secas e bárbaras, pedradas!" (est.1, vv 4-5, vv 10) "Gostava de escrever com um fio de água./ Um fio que nada traçasse. Fino e sem cor, medroso./ ´´Ó infinitamente delicadas coisas do espírito!/ Amor que se não tem,se julga ter./ Desejo dispersivo./ Vagos sofrimentos./ Ideias sem contorno./ Apreças e gostos fugitivos./ Ai! o fio de água, o próprio fio de água sobre/ vós passaria, transperentemente?/ Ou vos seguiria humilde e tranquilo?" (est 2. vv 21- 23; est 3)

.05

Recursos expressivos

Recursos expressivos presentes no poema:

  • enumeração - v4 ; v10
  • comparação- v5
  • hipérbole- v16
  • antítese- v19; v20; v25
  • metáfora- v21
  • personificação- v22; v23
  • apóstrofe- v24

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Os motivos da nossa escolha

Nós escolhemos este poema porque achámos interessante a maneira como o sujeito poético se refere às palavras, podendo por vezes não ter o sentido que desejamos. Admirámos também o facto do sujeito poético não cumprir com as "regras" gerais da estrutura do poema, depois de se ter questionado sobre esse mesmo facto. ("Para quê todo este artifício da composição sintá-/ tica e métrica?/ Para quê o arredondado linguístico?"- est. 1 vv.6-8)

.07

Webgrafia

  • https://prezi.com/klketal7diwn/analise-do-poema-quotescreverquot-de-irene-lisboa/?frame=87247f73d8460cbe5b0e5bcccb23794b77afdc24
  • https://prezi.com/i2ugsduyz2xn/escrever-irene-lisboa/
  • https://www.wook.pt/autor/irene-lisboa/7834

.08

Fotos

Obrigada pela vossa atenção!

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