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Teorias não essencialistas

beatrizurbano19

Created on April 10, 2021

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Transcript

Teorias não essencialistas

FILOSOFIA DA ARTE

ÍNDICE

Definição de teoria não essencialista ------------------------------- slide 3

Teorias no contexto social e filosófico--------------------------------slide 4

Morris Weitz-----------------------------------------------------------slide 5

Diferença dos essencialistas e dos não essencialistas------------slide 6 e 7

Teoria Institucional da Arte e as suas respetivas críticas--------slide 8 a 11

Teoria Histórica da Arte e as suas respetivas críticas-----------slide 12 a 15

Síntese das duas teorias----------------------------------------------slide 16

Conclusão-------------------------------------------------------------slide 17

Mini Kahoot------------------------------------------------------------slide 18

DEFINIÇÃO DE TEORIA NÃO ESSENCIALISTA

Uma teoria é não essencialista, quando defende que o que faz com que um determinado objeto seja um objeto de arte, tenha de ser encontrado fora do objeto e não no objeto em si.

TEORIAS NÃO ESSENCIALISTAS

Filosófico

Social

Novas tentativas de definir uma obra de arte por meio de condições necessárias e suficientes surge como reação às insuficiências das teses céticas.

Os artistas criam cada vez mais obras desafiadoras e desconcertantes, o que acabam por não “caber” dentro de teorias.

MORRIS WEITZ

Morris Weitz foi um filósofo americano da estética que se concentrou principalmente em ontologia, interpretação e crítica literária.

Ficou conhecido por defender o antiessencialismo da arte e como consequência as teorias essencialistas fracassaram a seu propósito.

Ao contrário dos essencialistas que olham para as obras de arte de acordo com a função que a arte deve desempenhar (representar, expressar ou despertar as emoções), os não essencialistas elaboram um conjunto de características das obras de arte que não estão apenas relacionadas com a sua funcionalidade, tais como:

  • Alargar o conhecimento;
  • Exprimir e explorar emoções;
  • Proporcionar boas experiências;
  • Divertir e entreter;
  • Comunicar ideias;
  • Críticar aspetos da sociedade;
  • Transformar o mundo;
  • Criar beleza;
  • Dar sentido às nossas vidas.

Desta forma, uma obra de arte pode assim, desempenhar diversas e determinadas funções.

Para os não essencialistas essa definição tem de ser procurada fora da própria obra. Tem de ser procurada no seu contexto (fora da obra).

Ademais a definição não tem de ser valorativa (distinguindo as boas das más obras) mas talvez e apenas classificativa (distinguindo o que é e não é uma obra de arte, ou quando um objeto adquire o estatuto de arte).

Contextualismo

Não Essencialismo

GEORGE DICKIE

George Dickie ( 1926-2020) foi professor emérito de filosofia na Universidade de Illinois em Chicago. As suas especialidades incluíam estética, filosofia da arte e teorias do paladar do século XVIII.

TEORIA INSTITUCIONAL DA ARTE

Esta teoria destaca o contexto em que surgem e são apreciadas as obras de arte.

George Dickie , defendeu que as propriedades comuns das obras de arte não são visíveis nas próprias obras ou seja, são invisíveis.

Assim para que um objeto seja uma obra de arte, tem de satisfazer a duas condições necessárias:

  • Ser um artefacto

O artefacto mede-se pelo uso que damos ao objeto

  • Pertencer ao mundo da arte

Atribuir um estatuto é pertencer ao mundo da arte

CONDIÇÕES PARA PERTENCER AO MUNDO DA ARTE

1ª- Agir em nome de uma instituição

2ª- Atribuir um estatuto

3ª- Ser Candidato

4ª- A avaliação

De acordo com esta teoria:

Algo é uma obra de arte, no sentido classificativo, se, e só se, algo é um artefacto que possui um conjunto de características ao qual foi atribuído o estatuto de candidato a apreciação por uma ou várias pessoas que atuam em nome de determinada instituição social: o mundo da arte.

CRÍTICAS À TEORIA INSTITUCIONAL DA ARTE

  • Oferece uma definição viciosamente circular da arte;
  • Torna a definição de arte inútil;

TEORIA HISTÓRICA DA ARTE

As teorias históricas da arte sublinham que a arte é um fenómeno inteiramente dependente da sua história. Esta teoria foi apresentada por Jerrold Levinson (1948). Levinson pretende dar uma definição de arte suficientemente ampla para englobar tudo o que seja considerado obra de arte. Essa definição tal como sucede na teoria de Dickie, é feita com base nas propriedades não visíveis que todas as obras de arte partilham. Mas Levinson destaca não o mundo da arte mas sim as intenções de quem cria a arte.

Jerrold Levinson é um distinto professor universitário de filosofia na University of Maryland, College Park. É particularmente conhecido pelo seu trabalho sobre a estética da música, bem como pela sua procura por significado e ontologia no cinema, arte e humor.

TEORIA HISTÓRICA DA ARTE

As teorias históricas da arte sublinham que a arte é um fenómeno inteiramente dependente da sua história. Esta teoria foi apresentada por Jerrold Levinson (1948). Levinson pretende dar uma definição de arte suficientemente ampla para englobar tudo o que seja considerado obra de arte. Essa definição tal como sucede na teoria de Dickie, é feita com base nas propriedades não visíveis que todas as obras de arte partilham. Mas Levinson destaca não o mundo da arte mas sim as intenções de quem cria a arte.

De acordo com este autor, são as seguintes as condições necessárias e conjuntamente suficientes para que algo seja considerado uma obra de arte, aplicando-se a toda a arte possível:

  • O direito de propriedade sobre o objeto -o objeto é nosso ou temos o direito de o usar como tal. Assim, o artista não pode transformar em arte qualquer coisa que queira.
  • A intenção séria ou não passageira de que o objeto seja visto ou perspetivado como uma obra de arte, isto é, que seja visto como corretamente foram ou são vistas as obras de arte do passado. Assim, as obras de arte têm um tipo especial de relação com as práticas do presente e do passado, tanto de artistas como de observadores, sendo caracterizadas pela historicidade.

Para Levinson:

Algo é uma obra de arte se, e só se, alguém com direitos de propriedade sobre isso tem a intenção séria de que seja encarado da mesma forma como foram corretamente encarados outros objetos abrangidos pelo conceito de "obra de arte".

CRÍTICAS À TEORIA HISTÓRICA DA ARTE

  • Não explica porque a primeira obra de arte é considerada arte;
  • É demasiado inclusiva;
  • É demasiado exclusiva.

CONCLUSÃO

Após a análise de várias teorias que procuram definir arte, não se pode excluir a hipótese de ela nem sequer poder ser definida. Morris Weitz, por exemplo, considera que a arte não pode ser definida, pois não é possivel estabelecer as condições necessárias e suficientes para que tal aconteça. Sendo assim, é um erro procurar um denominador comum entre diferentes obras de arte. O conceito de arte é um conceito em aberto, o que aliás se encontra em sintonia com a própria criatividade artística e com o surgimento de novas formas de arte.

MINI KAHOOT

https://play.kahoot.it/v2/?quizId=21a7af34-2ea1-436f-aced-d67c9f8169c8

Trabalho realiazado por: Beatriz Urbano nº3 11ºD Disciplina: Filosofia Professora: Helena Pohle Ano Letivo: 2020/2021