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Relações Precoces

ritacf012

Created on April 6, 2021

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Transcript

Psicologia B

12ºANO

Nós

Relações precoces

Ana Rita nº4, Inês Martins nº13 e Inês Lisboa nº17

ÍNDICE

1. Caracterizar as relações precoces

2. Explicar a estrutura da relação do bebé com a mãe

3. Analisar o papel das relações precoces no tornar-se humano

O caso de cindy e karine

O caso das gémeas é relevante por dois motivos. Primeiro porque mostra a importância dos primeiros tempos de vida no desenvolvimento e construção do eu; segundo porque mostra que não existem determinismos no que diz respeito ao meio pois, apesar de as gémeas terem partilhado um início de vida igualmente adverso, o desenvolvimento e a personalidade das duas adolescentes parecem bem contrastantes.

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O que são as relações precoces?

Relação precoce: Relação recíproca que tem por base o conjunto de comportamentos (chorar, sorrir, vocalizar, agarrar e gatinhar) que nos primeiros tempos de vida permitem estabelecer a ligação afetiva entre a criança e quem cuida dela. Vinculação: Conceito proposto por J.Bowlby para designar a necessidade básica de ligação do bebé à mãe e desta ao bebé, e que se expressa por um conjunto de comportamentos caracteristicos da espécie. É um importante elemento organizador da atividade socioemocional.

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Sentidos

Caracteristicas Precoces

Os recém-nascidos são relativamente míopes. no entanto, parecem ter preferências por estímulos complexos, contrastes e com contornos semelhantes ao rosto humano. Estudos recentes demonstram que aos 3 meses um bebé diferencia o rosto de um cuidador do rosto de um estranho. A capacidade de visão de um adulto é atingida aos 6 meses

Visão

No meio intrauterino, os bebés reagem a sons a partir das 20 semanas, conseguindo reconhecer, à nascença, a voz das suas mães. Adicionalmente, os bebés monstram ter capacidades para identificar a localização dos sons. Os estudos demonstram que a maioria dos bebés não gosta de sons altos e que prefere a voz humana e sons suaves e rítmicos.

Audição

Os recem nascidos têm o sentido do olfato fortemente apurado e estão aptodos para destinguir odores agradáveis (como o leite) de desagradáveis (como o do vinagre ou álcool). Estudos recentes demontram que bebés que estão a ser amamentados conseguem, com 3 dias de vida, diferenciar o cheiro da sua mãe.

Olfato

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Sentidos

Caracteristicas Precoces

Os recém-nascidos conseguem distinguir diferenças subtis de paladar. Foram registados diferentes tipos de sucção em bebés alimentados a biberão, consoante os líquidos que lhes foram dados a beber.

Paladar

O tato é o primeiro e o mais importante meio de comunicação entre os adultos e o bebé. tocar, embalar ou pegar ao colo acalma o recém-nascido, dá conforto e permite controlar a atividade motora.

Tato

Comportamentos de vinculação precoce

Sorriso

Choro

Vocalização

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Comunicação e Interação Precoces

O que revela o texto sobre as competências básicas do bebé?

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A estrutura da relação do bebé com a mãe

John bowlby

Primeira teoria consistente acerca da vinculação preococe surgida nas décadas de 1950 e 1960.

Contratado pela OMS para elaborar um estudo sobre crianças que tinham sofrido privação de cuidados maternos durante a Segunda Guerra Mundial.

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Harry Harlow

Foi Harlow quem forneceu o primeiro suporte empírico para a teoria de Bowlby. Nas décadas de 1950 e 1960, Harlow e a sua equipa observaram e registaram o desenvolvimento social de macacos Rhesus criados em situação laboratorial.

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Mary ainsworth

Para Ainsworth, a figura de vinculação fornece à criança uma base de segurança, a partir da qual é possível a exploração do meio sem ansiedade.

Situação Estranha: Tratava-se de ativar, em crianças entre os 12 e os 18 meses, comportamentos representativos de vinculação, induzindo ansiedade ligeira pela partida e regresso repetidos da figura de vinculação.

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A forma como as crianças lidaram com a necessidade de proximidade com a figura de vinculação e as estratégias encontradas forneceram indicações sobre a qualidade da relação de vinculação. De acordo com o equilíbrio existente entre o comportamento exploratório do bebé e as reações à figura de vinculação e ao estranho, foi possível distinguir três padrões distintos:

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o pApel das relações precoces no tornar-se humano

René spitz

René Spitz foi um psicanalista austríaco que desenvolveu estudos experimentais sobre as trocas emocionais entre a criança e a mãe e estudou o efeito que a ausência de uma relação materna pode provocar nas crianças. Ele defendeu que a carência de cuidados maternos, de ternura, de relações interpessoais e de comunicação eram a principal causa das elevadas taxas de mortalidade e de morbilidade entre as crianças recolhidas em instituições.

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Em 1946, após a realização de alguns estudos experimentais, Spitz identificou duas doenças associadas à privação de vínculos previamente estabelecidos: • A depressão anaclítica; • A síndrome de hospitalismo.

Os efeitos depressivos da síndrome de hospitalismo são devastadores e ocorrem sequencialmente: 1. No primeiro mês de separação, a criança abandonada chora e procura proximidade e conforto junto de outros seres humanos; 2. No segundo mês de separação, o choro contínuo vai dando progressivamente lugar ao lamento e ao gemido. A criança perde peso e o seu desenvolvimento psicomotor é interrompido; 3. No terceiro mês de separação, a criança evita o contato humano e a atividade motora, passa longas horas deitada e sofre de insónias.

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- As relações precoces desempenham um papel importante na construção da autoestima e na identificação e desenvolvimento de relações íntimas, duradouras e gratificantes. - Inúmeros investigadores refletem sobre a capacidade de várias crianças para ultrapassar os obstáculos de um meio precoce adverso ao seu desenvolvimento e destacam o potencial criativo da infância na procura de vínculos alternativos que fornecem experiências de acolhimento, proteção e afeto continuados e apontam numerosos casos de indivíduos com passados traumáticos, repletos de fatores de risco, que se tornaram adultos aparentemente bem adaptados e realizados. - Esta consciência deu origem à utilização do conceito de resiliência em psicologia, que significa a capacidade de resistência à destruição e a possibilidade de reconstrução de si mesmo sob circunstâncias desfavoráveis.

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A resiliência engloba dois conceitos fundamentais: • Fatores de risco; • Fatores de proteção. Estes fatores alternativos incluem, por vezes, aproximação a um tutor de resiliência, uma pessoa que passa a fazer parte da vida da criança, como um professor atento ou um vizinho protetor, alguém disponível que se cruza no seu caminho e com quem ela cria um vínculo.

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EMMY WERNER

Emmy Werner que foi uma pioneira na investigação sobre resiliência e sobre o desenvolvimento das crianças que crescem rodeadas de adversidades. Ela tornou-se conhecida por ter coordenado, durante mais de três décadas, um estudo longitudinal que acompanhou 698 crianças da ilha Kauai, no Havai, nascidas no ano de 1955.

Página 200

- Cerca de 30 por cento das crianças estudadas nasceu e cresceu em situação de pobreza extrema e foi criada por famílias marcadas pela discórdia crónica, dissolução, violência, doença mental e alcoolismo parental, abusos de vária ordem, etc. Porém, Werner constatou que 1 em cada 3 destas crianças conseguiu superar as adversidades recorrendo a fatores de proteção e tornando-se um adulto competente, integrado e afetuoso. - Em todos esses casos de sucesso havia um aspeto comum. Todos tinham tido o apoio, ao longo do seu desenvolvimento, de um adulto significativo, familiar ou não, ou seja, do auxílio, afeto e acompanhamento de um tutor de resiliência. - Concluiu-se assim que a resiliência não se constrói exclusivamente no interior de cada pessoa nem é o resultado exclusivo da influência do meio, mas sim o resultado da interação estreita entre ambos.

Obrigada

Esperamos que tenham compreendido todos os conceitos