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Sociedade do Cansaço

Giovanna

Created on March 27, 2021

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Sociedade do cansaço

capítulo 2: Além da sociedade disciplinar

Nome: Giovanna Rocha Turma: 3ª série E.M. Disciplina: Filosofia e Sociologia Professor: Lendro Kotz

Byung-chul han

Byung-Chul Han é um filósofo sul-coreano que se dedicou a analisar as estruturas da sociedade do século XXI para entender como o modelo de produção da última fase do capitalismo tem interferido diretamente na vida psicológica das pessoas.

  • A sociedade disciplinar de Foucault, feita de hospitais, asilos, presídios, quartéis e fábricas, não é mais a sociedade de hoje.
  • A sociedade do século XXI não é mais a sociedade disciplinar, mas uma sociedade de desempenho.
  • O conceito da “sociedade de controle” não dá mais conta de explicar aquela mudança. Ele contém sempre ainda muita negatividade.
  • A sociedade disciplinar é uma sociedade da negatividade; O verbo modal negativo que a domina é o não-ter-o-direito.
  • A sociedade de desempenho se desprende cada vez mais da negatividade; O poder ilimitado é o verbo modal positivo.
  • Yes, we can expressa essa positividade.

Capítulo 2: além da sociedade disciplinar

  • No lugar de proibição, mandamento ou lei, entram projeto, iniciativa e motivação.
  • A sociedade disciplinar ainda está dominada pelo não. Sua negatividade gera loucos e delinquentes.
  • A sociedade do desempenho, ao contrário, produz depressivos e fracassados.
  • Para elevar a produtividade, o paradigma da disciplina é substituído pelo paradigma do desempenho ou pelo esquema positivo do poder, pois a partir de um determinado nível de produtividade, a negatividade da proibição tem um efeito de bloqueio, impedindo um maior crescimento.
  • A positividade do poder é bem mais eficiente que a negatividade do dever.
  • O sujeito de desempenho é mais rápido e mais produtivo que o sujeito da obediência.
  • O poder não cancela o dever; O poder eleva o nível de produtividade que é intencionado através da técnica disciplinar, o imperativo do dever.

alain Ehrenberg

  • Ele localiza a depressão na passagem da sociedade disciplinar para a sociedade de desempenho:
  • “A carreira da depressão começa no instante em que o modelo disciplinar de controle comportamental, que, autoritária e proibitivamente, estabeleceu seu papel às classes sociais e aos dois gêneros, [...] O depressivo não está cheio, no limite, mas está esgotado pelo esforço de ter de ser ele mesmo”
  • O que nos torna depressivos seria o imperativo de obedecer apenas a nós mesmos. Para ele, a depressão é a expressão patológica do fracasso do homem pós moderno em ser ele mesmo; O que causa a depressão é a pressão do desempenho.
  • Ehrenberg equipara equivocadamente o tipo humano da atualidade com o homem soberano nietzscheano:
  • "[...] Nada há acima dele que lhe possa dizer quem ele deve ser, pois ele dá mostras de obedecer apenas a si mesmo."

Alain Ehrenberg

alain ehrenberg

  • Precisamente Nietzsche diria que aquele tipo humano está em vias de tornar-se realidade en masse; soberano não é o super-homem, mas o último homem, que apenas ainda trabalha. Essa soberania está precisamente ausente daquele novo tipo humano (homem depressivo), exposto e entregue indefeso ao excesso de positividade.
  • O homem depressivo: É agressor e vítima ao mesmo tempo. A depressão é o adoecimento de uma sociedade que sofre sob o excesso de positividade. Reflete aquela humanidade que está em guerra consigo mesma.
  • O sujeito de desempenho é senhor e soberano de si mesmo. Assim, não está submisso a ninguém ou está submisso apenas a si mesmo. A queda da instância dominadora não leva à liberdade. Ao contrário, faz com que liberdade e coação coincidam.
  • O excesso de trabalho e desempenho agudiza-se numa autoexploração. O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Agressor e vítima não podem mais ser distinguidos.

Obrigada pela atenção!