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SP6 - Taquiarritmias

Vitoria Beatriz

Created on March 20, 2021

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Transcript

taquiarritmias

SP6 - UC19

MAS PRIMEIRAMENTE...

VAMOS ENTENDER MELHOR O ECG

Entendendo o traçado do ECG

- Estímulo elétrico sai do nó sinusal, passa pelas paredes dos átrios, desce para o nó AV, desce pelo septo interventricular e divide-se em dois para as paredes dos ventrículos (fibras de purkinje)

Interpretação dos Estímulo Elétrico pelos Eletrodos

- A soma dos estímuos formam um vetor - Esse vetor segue de cima para baixo, da direita para esquerda e de trás para frente

- Quando vetor segue em direção ao sensor, ele é interpretado como +- Quando o vetor segue em direção oposta ao sensor, ele é interpetado como -

9 PASSOS PARA LEITURA DO ECG

1 - IDENTIFICAÇÃO E CONFIGURAÇÃO

3 - RITMO

2 - FREQUÊNCIA CARDÍACA

- SE RITMO REGULAR: 1500/intervalo RR - SE RITMO NÃO REGULAR: CONTAR Nº DE QRS NA DERIVAÇÃO DII LONGO E MULTIPLICAR POR 6 ** ECG PADRÃO EXIBE REGISTRO DE 10 SEGS EM DII LONGO

SINUSAL SE:- HOUVER ONDA P POSITIVA EM DII, DIII E aVF E NEGATIVA EM aVR - SEMPRE HOUVER UMA ONDA P PRECEDENDO CADA QRS - ONDAS P COM MORFOLOGIA SEMELHANTE NA MESMA DERIVAÇÃO - INTERVALO RR REGULAR

- MUITOS DOS ECG's SÃO FEITOS EM CONTEXTO DE EMERGÊNCIA- IMPORTANTE DETERMINAR SE REALMENTE É DO PACIENTE - ANALISAR: NOME, SEXO, IDADE -DETERMINAR EM QUE CALIBRAÇÃO FOI FEITO O EXAME: N, 2N OU N/2

9 PASSOS PARA LEITURA DO ECG

4- ONDA P

6 - COMPLEXO QRS

5 - INTERVALO PR

- MORFOLOGIA: VARIA A DEPENDER DA DERIVAÇÃO ** HÁ PROGRESSÃO DA ONDA R E DIMINUIÇÃO DA ONDA S NAS DERIVAÇÕES PRÉ-CORDIAIS ** V1: R PEQUENO E S GRANDE ** V6: R GRANDE E S PEQUENO - DURAÇÃO: EM GERAL DE 0,06 A 0,10 segs - AMPLITUDE: ÚTIL PARA AVALIAR SOBRECARGA VENTRICULAR

- COMEÇA NO ÍNICIO DA ONDA P E VAI ATÉ O COMEÇO DO QRS - DURAÇÃO DE 0,12 - 0,20 segs - GERALMENTE É UMA LINHA ISOELÉTRICA - PODE VARIAR COM A FC

- MORFOLOGIA: + NA MAIORIA DAS DERIVAÇÕES- DURAÇÃO: <0,12s (3 QUADRADOS PEQUENOS) - AMPLITUDE: 0,25mv (2,5 QUADRADOS PEQUENOS) ** TENTAR VER SEMPRE EM DII E V1 QUE DA PRA VER MELHOR

9 PASSOS PARA LEITURA DO ECG

8 - ONDA T

7- SEGMENTO ST

9 - INTERVALO QT

- MORFOLOGIA: ASCENDENTE LENTA E DESCENDENTE RÁPIDA - EIXO: TEM QUE CONCORDAR COM QRS - ONDA T PATOLÓGICA

- PRINCIPAL MEDIDA DA REPOLARIZAÇÃO VENTRIUCLAR - COMEÇA NO COMEÇO DO QRS E VAI ATÉ O FINAL DA ONDA T - DURAÇÃO: FÓRMULA DE BAZETT - VALOR NORMAL DE QTC MULHER < 0,46s HOMEM < 0,45s

- MORFOLOGIA: ISOELÉTRICA, PODENDO TER VARIAÇÕES DE 0,5MM E COM LEVE CONCAVIDADE PARA CIMA - DURAÇÃO: AVALIADO EM CONJUNTO COM INTERVALO QT **NEM TODO SUPRA DE ST É INFARTO, NÃO SE EMOCIONE

TAQUIARRITMIAS

  • Taquicardia: frequência cardíada > 100bpm
  • Sintomas de instabilidade geralmente ocorrem quando a FC está > 150 bpm
  • Critérios de instabilidade (5 D's): dor torácica, dispnéia, dimuição do nível de consciência, desmaio e diminuição da PA
  • Após determinar se há instabilidade, devemos determinar de qual tipo é a arritmia
  • QRS estreito: taquiarritmias supra-ventriculares (TSV)
  • QRS alargado: taquiarritmias ventriculares (TV)

O termo “TSV paroxística” é devido às taquicardias de origem não ventricular que começam e terminam subitamente (caráter paroxístico)

TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA - COM REENTRADA NODAL

DEFINIÇÃO

  • Se caracteriza por ser uma ativação arterial retrógrada
  • FC 120-220 bpm
  • Complexo QRS estreito
  • RR regular
  • Sem onda P aparente ou com pseudo S

TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA - COM REENTRADA NODAL

FISIOPATOLOGIA

O nó AV com duas vias de condução:

  1. Uma via de condução rápida, com período refratário prolongado (beta)
  2. Uma via de condução lenta, com período refratário curto (alfa)
Outra coisa fundamental é a presença do fator predisponente: extrassístole atrial

  • O estímulo que passa pela via lenta despolariza os ventrículos
  • Ao subir pela via rápida, despolariza os átrios de forma retrógada, quase ao mesmo tempo que os ventrículos foram despolarizados
  • O resultado é uma onda P negativa ao final do QRS, justificando o pseudo-S em D2, D3 e aVF e pseudo R em V1

TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA - COM REENTRADA NODAL

QUADRO CLÍNICO

TRATAMENTO

  • Palpitações no pescoço - "sinal de frog"
  • Início e término súbito
  • Mais comum em mulheres jovens
  • Manobras vagais: massagem de seio carotídeo, manobra de valsalva
  • Adenosina IV 6mg; dose adicional de 12mg se necessário
  • Bloquadores dos canais de cálcio (verapamil e diltiazem)
  • Ablação por radiofrequência com catéter da via lenta (alfa)
  • Cardioversão sincronizada (50-100J)

Sedação pré-cardioversão:

  • Propofol: 0,5 – 1 mg/Kg, intravenosa, durante 1 a 5 minutos
  • Etomidato: 0,2-0,3 mg/Kg IV; 1 ampola é suficiente para hipnose de 4 a 5 minutos de duração em adultos (dose máxima de 3 ampolas – 30 mL);
  • Midazolam: 3-5 mg IV em bolus, repetir até sedação adequada.

SÍNDROME DE WOLFF-PARKINSON-WHITE

DEFINIÇÃO

  • Síndrome de pré-excitação
  • Ocorre uma condução do impulso elétrico dos átrios para os ventrículos de forma mais rápida
  • Via acessória de condução -> Feixe de Kent
  • Mais comum em homens
  • É uma condiçao benigna e geralmente assintomática, mas pode predispor à ocorrência de arritmias, ou torná-las mais graves e causar morte cardíaca súbita

Se caracteriza por:

  • Taquicardia
  • Ritmo sinusal
  • Intervalo PR curto
  • Presença de onde Delta (atraso na porção inicial do QRS)

SÍNDROME DE WOLF-PARKINSON-WHITE

FISIOPATOLOGIA

  • Feixe de Kent
  • O estímulo elétrico chega precocemente ao ventrículo através desse feixe acessório
  • A despolarização ventricular se inicia pelo miocárdio e não pelo feixe de His-Purkinje
  • Dessa maneira despolarização ocorre de forma lenta -> onda delta
  • Eventualmente, o estímulo elétrico conduzido pelo nó AV atinge as fibras do feixe de His-Purkinje, e os dois estímulos se combinam para contrair os ventrículos

SÍNDROME DE WOLF-PARKINSON-WHITE

ARRITMIA ATRIAL

  • Nas arritmias atriais, os átrios se contraem de maneira muito rápida (cerca de 200-300bpm), mas o nó AV não permite que todos esses sinais sejam propagados para os ventrículos
  • Na Sd. WFW, como há um feixe acessório, os ventrículos se contraem no mesmo ritmo dos átrios
  • Esse ritmo é muito acelerado para os ventrículos, o que leva à um choque cardiogênico -> o <3 não consegue se encher o suficiente para bombear o sangue para o corpo

SÍNDROME DE WOLF-PARKINSON-WHITE

CIRCUITO DE REENTRADA NODAL

  • Impulso elétrico se move de maneira retrógrada
  • Pode ser precipitado por inúmeros mecanismos, como por exemplo uma contração prematura nos átrios ou ventrículos

SÍNDROME DE WOLF-PARKINSON-WHITE

TRATAMENTO

QUADRO CLÍNICO

  • São contra-indicados os inibidores do nó AV
  • Utilizam-se drogas que bloqueiam ou aumentam o período refratário da via acessória - Procainamida
  • Cardioversão em casos de instabilidade - 200J
  • Ablação por radiofrequência da via acessória para tratamento definitivo - com catéter
  • Síncope
  • Dispnéia
  • Dor torácica
  • Letargia
  • Perda de Peso
  • Perda de apetite
  • Dificuldades respiratórias
  • Palpitações

FIBRILAÇÃO ATRIAL

DEFINIÇÃO

  • É uma taquicardia supraventricular que ocorre por uma desorganização da transmissão do impulso elétrico nos átrio.
Vai ter como características:
  • FC 90-170 bpm
  • Irregularide do intervlo RR
  • Ausência de ondas P - são observada ondas F no lugar
  • QRS estreito

FISIOPATOLOGIA

  • Anarquia do ritmo atrial.
  • Ocorre pela existência de inúmeros circuitos de microreentrada com relação temporal e anatômica imprevisíveis - cerca de 400 a 600 movimentos por minuto
  • O nó AV funciona como um filtro para evitar a condução muito acelerada para o ventrículo
  • É a arritmia supraventricular mais comum após a taquicardia sinusal

FIBRILAÇÃO ATRIAL

FATORES DE RISCO

QUADRO CLÍNICO

  • Palpitações
  • Dispnéia
  • Desconforto torácico
  • Tonteira
  • Sudorese fria
  • Fadiga e cansaço
  • O aumento sustentado da freq. de contrações -> taquicardiomiopatia -> disfunção ventriuclar e atrial
  • Estase sanguínea no interior dos vasos -> formação de trombos murais -> tromboembolismo (principal complicação
- Paroxistica: autolimitada, dura < 24 horas - Persistente: persiste por mais de 7 dias e precisa de cardioversão - Permanente: permanece por mais de um ano ou é refratária à cardioversão
  • Doenças Cardiovasculares: HAS, DAC, valvopatias
  • Não Cardiovasculares: DM, obesidades, etilistmo
  • Fatores Genéticos

CAUSAS

  • Cardiovasculares: cardiopatias hipertensivas e reumáticas; valvopatia mitral; disfunção do VE; IAM; hipertireoidismo; miocardite; pericardite
  • Pulmoares: embolia pulmonar; DPOC descompensada; apnéia obstrutiva do sono
  • Outros: Uso de cocaína

CLASSIFICAÇÃO

FIBRILAÇÃO ATRIAL

TRATAMENTO

  • Cardioversão sincronizada: sedar paciente e iniciar com 200J de forma imedita em pacientes hemodinamicamente instáveis
  • Bloqueadores dos canais de cálcio ou BB: controle da FC
  • Terapia anticoagulante
  • Ablação com cáteter da via elétrica anormal
  • Ablação cirúrgica minimamente invasiva
  • Marca-passo

CHICO SOCIAL

  • Avaliação mais qualificada
  • Mais segurança no diagnóstico tanto para o paciente, como para o profissional
  • Solução para casos de falta de especialista em áreas remotas do Br
  • O procedimento é realizado por um modem, acoplado a um computador, que capta a atividade elétrica e a frequência cardíaca do paciente
  • Depois, os dados são enviados à Central de Diagnósticos do HCor (Hospital do Coração) de São Paulo, entidade filantrópica parceira do Ministério da Saúde no serviço de Telemedicina, via internet ou sinal de telefone.
  • Ali, a equipe de cardiologistas analisa o caso e emite o laudo rapidamente (cerca de 10 minutos).
  • Apoio na condução de casos clínicos complexos

E ISSO É TUDO PESSOAL!!