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Kant e Stuart Mill

CarolinaS

Created on March 20, 2021

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Transcript

Kant e Stuart Mill

Nesta apresentação, desenvolvida no âmbito da disciplina de Filosofia, tenho o principal intuito de caraterizar e explicar em que consiste a Ética Deontológica de Kant e a Ética Utilitarista de Mill.

Trabalho realizado por: Carolina Cordeiro Dos Santos Número: 4 Turma: 10ºA Escola: EB23 Rainha Santa Isabel Tema: Kant e Stuart Mill Data de apresentação do trabalho: 9 de Março

Índice

07. Agir em conformidade com o dever e agir por dever

01. Biografia de Kant

13. Críticas à ética de Mill

02. A ética deontológica de Kant

08. Críticas à ética de Kant

03. O dever e a lei moral

09. Biografia de Stuart Mill

04. A boa vontade em Kant

10. A ética utilitarista de Mill

11. A intenção e consequências; o princípio da utilidade

05. Máxima, imperativo hipotético e imperativo categórico

06. Heteronomia e autonomia da vontade

12. A felicidade; prazeres inferiores e prazeres superiores;

01. Biografia de Kant

  • Immanuel Kant (1724-1804) foi um filósofo alemão, fundador da “Filosofia Crítica” - um sistema que procurou determinar os limites da razão humana e que atualmente é considerado como uma pedra angular da filosofia moderna. Kant foi o responsável pela escrita de diversos ensaios, que apresentam grande influência dos tratados de física de Newton e pelo racionalismo do filósofo Leibniz.
  • A níveis profissionais tem-se conhecimento que Kant estudou no "Colégio Fredericianum" antes de, aos 16 anos, conseguir entrar na Universidade de Königsberg, onde ingressou no curso de teologia e onde, para além disso, começou a licenciar-se em filosofia, estudando também física e matemática, além de lecionar Ciências Naturais.

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02. A ética deontológica de Kant

Ética Deontológica derivada da palavra grega Deon, significa "Dever", e esta baseia-se essencialmente na opinião, de que uma ação é moralmente boa de acordo com as intenções do autor. Por outras palavras, defende que o valor moral de uma ação reside em si mesma (na sua intenção) e não nas suas consequências.

Ação por Dever

01

  • Ação com valor moral;
  • O agente cumpre a lei moral, pois deseja/quer assumir o dever;

Ação Conforme ao Dever

02

  • Ação legal, sem valor moral;
  • O agente cumpre a lei moral, movido por interesses que são alheios ao cumprimento do dever;

Ação contra o Dever

03

  • Ação ilegal, sem valor moral;
  • O agente não cumpre a lei moral, pois é movido por razões alheias que nada têm a ver com o cumprimento do dever;

Exemplos:

Ação por Dever

O Rui é um jovem pouco simpático, de temperamento frio e indiferente às dores dos outros. No entanto, têm por hábito ajudar os mais necessitados porque acha que esse é o seu dever.

O Rui é um jovem pouco simpático, de temperamento frio e indiferente às dores dos outros. No entanto, têm por hábito ajudar os mais necessitados porque acha que esse é o seu dever.

Ação Conforme ao Dever

Se as circunstâncias mudassem, e a personalidade da Joana fosse alterada, ela poderia deixar de ajudar as pessoas.

A Joana tem um carácter filantropo, pelo que tem por hábito ajudar os mais necessitados.

Ação Contra o Dever

A Rita está a ir contra o dever, está a fazer algo que não é suposto: mentir.

Sempre que alguém pede dinheiro à Rita, ela diz que não tem, embora isso nunca seja verdade.

03. O DEver e a Lei Moral

O que é Lei Moral?

  • Ouvir a voz da Lei Moral é ficar a saber como cumprir de forma moralmente correta o nosso dever e a forma como devemos agir em determinadas situações.
  • Para além disso, esta lei diz-nos de uma forma geral que: "Deves em qualquer circunstância cumprir o dever pelo dever"

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03. O DEver e a Lei Moral

O que é agir por Dever?

  • Agir por Dever consiste na criação/elaboração de Leis Nacionais a que a nossa própria Razão se submete (Autonomia), isto é, existe uma exigência pelo conhecimento das regras e normas a que devemos obedecer.

O Dever é o respeito pela Lei Moral!

Exemplos: Não mentir, não roubar, não matar... são algumas das regras/normas que são instruídas em diversas sociedades, as quais devemos obedecer, porque se não lhe obdecermos, estamos a cometer algo extremamente errado. Essa é forma como devemos agir!

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04/ 06A boa vontade em Kant

Vontade Autónoma:

Vontade Heterónoma

  • Vontade que cumpre o Dever pelo Dever, é uma boa vontade.
  • A Vontade Autónoma trata-se de uma vontade puramente racional, que faz a sua própria lei da Razão, ou seja, que diz a si mesma "Eu quero o que a lei da Moral exige". Ao pensar da seguinte forma, estarei a agir por dever obedecendo apenas e exclusivamente à minha razão.
  • Apela à prática de ações que outras pessoas possam seguir como exemplo, sem quaisqueres tipos de interesses envolvidos.
  • Concluímos assim que a Vontade Autónoma é aquela que foi e é conhecida como a apoiada por Kant.
  • Vontade que NÃO cumpre o Dever pelo Dever, ou seja, NÃO é uma boa vontade.
  • A Vontade Heterónoma trata-se de uma vontade que necessita de invocar razões externas como: o receio das consequências, entre outras... Ou seja, podemos concluir que esta determinada vontade submete-se a autoridades que não a razão.

05. Imperativo Categórico

  • Imperativo Categórico: Indica universalmente, a forma como devemos agir, contudo sem impor condições. Assim podemos concluir que o Imperativo Categórico é uma lei formal que foi criada com o intuito de orientar a raça Humana a identificar qual o seu dever e como agir perante uma situação.
  • Importante realçar que o imperativo categórico não é especifíco a uma situação restrita, podendo ser aplicado em qualquer outra circunstância que o permita.

05. Máxima

O que são máximas?

As máximas são fatores que nos indicam os motivos que levaram à realização daquela ação. Conhecidas como a informação que completa a seguinte frase: "Estou a agir de acordo com..."

  1. Dessa forma a primeira coisa que devemos fazer para sabermos se estamos a agir de forma moralmente correta, é saber qual a máxima pela qual nos estamos a orientar.
  1. Após esse primeiro passo devemos nos questionar se essa respetiva máxima se trata de uma lei universal, ou não.

05. Imperativo hipotético

O que é o Imperativo Hipoténico?

  • Ordena que se cumpra determinada situação com o intuito de atingir determinado objetivo/fim que desejamos. Assim podemos concluir que o Imperativo Hipotético é todo ele baseado nos nossos desejos pessoais.
  • Porém como já vimos, para Kant, não nos devemos apenas reger aos nossos desejos, ou seja, não devemos seguir o Imperativo Hipotético como exemplo.

Exemplo: Um rapaz que deseja ser melhor pessoa, e que dessa forma e com base no seu desejo pessoal, ele irá ajudar as pessoas para desse modo, ser melhor pessoa.

Exemplo: Basta apenas o rapaz não desejar ser uma melhor pessoa para passar a não ajudar os outros

08. Críticas à ética de Kant

Existem sobretudo 3 objeções à ética deontológica de Kant, tais como:

  • Não resolve problemas morais: Segundo Kant, não devemos viver num Mundo onde a mentira é considerada uma lei universal. Porém nessa ordem de ideias, caso precisasse-mos recorrer á mentira para ajudar uns aos outros, também não seria permitido;
  • Negligencia a efetividade;
  • Ignora as consequências;

01. Biografia de Stuart Mill

  • John Stuart Mill (1806-73) foi um dos mais importantes filósofos, economista britânico, membro do Parlamento e funcionário público e reformistas sociais do séc. XIX .
  • Conhecido como um dos filósofo de língua inglesa e da história do liberalismo clássico mais influente do século XIX, Mill contribuiu bastante para o desenvolvimento da teoria social, teoria e economia política (Concebeu a liberdade como uma justificativa da liberdade do indivíduo em oposição ao estado ilimitado e ao controle social)
  • Mill para além disso, ao longo da sua vida, teve inúmeras ideias bastante revolucionadoras, essas que se fixaram principalmente em áreas como: a Lógica, a Psicologia, a Justiça, a Economia (integrante do liberalismo clássico) e na Política (liberalista extremado).

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10. A ética utilitarista de Mill

Ética utilitarista de Mill apoia sobretudo que uma ação apenas poderá ser considerada moralmente correta tendo em conta as consequência que provieram dessa respetiva ação. Ou seja, nenhuma ação é boa ou errada por si mesma, mas sim dependendo das consequências fruto desse acontecimento.

11. A intenção e consequências; o princípio da utilidade

Princípio da Utilidade/ Princípio da maior felicidade

  • O Princípio da Utilidade/ Princípio da maior felicidade, defende que devemos agir de modo a que a nossa ação resulte na maior felicidade ou bem-estar possível para as pessoas afetadas. Por outras palavras conseguimos concluir que devemos fazer boas ações de modo a que estejamos aptos para produzir a máxima felicidade possível para o maior número de pessoas posssível.
  • Quando não conseguimos produzir essa felicidade devemos tentar reduzir os níveis de infelicidade existentes

12. A felicidade; prazeres inferiores e prazeres superiores

O que é a Felicidade?

  • Segundo a perspetiva de Mill, felicidade é o único bem realmente desejável, pois tudo o resto é considerado bom de acordo com a porporção de felicidade que nos proporciona.
  • Desse modo, Mill afirma: " A felicidade consiste na presença do prazer e na ausência de dor"

As ações podem ser classificados como:

Ação Boa

01

  • Tende a produzir felicidade;
  • Provoca prazer e diminui a dor;

Ação Má

02

  • Não tende a produzir felicidade;
  • Provoca dor e diminui a felicidade;

VS

Prazer Superior

Prazer Inferior

  • Menos intenso;
  • Prazer é mais momentâneo ou mais curto;
  • Ocorre no corpo;
  • Produz contentamento;
  • Mais intenso;
  • Prazer é mais duradouro;
  • Ocorre na mente;
  • Produz felicidade;

Ambos trazem sensações/felicidade ao agente

Prazeres Inferiores:

Prazeres ligados ao corpo, provenientes das sensações;Por serem inferiores, não permitem a realização plena na natureza humana

Exemplo: Prazer sensível (comida, bebida, conforto...)

Prazeres Superiores:

Prazeres ligados ao espiríto, potenciadores de bons sentimentos morais (como a generosidade, a honradez, o bom carácter, a nobreza de espírito)

Exemplo: Prazer inteletual (conhecimento, sentimento, criatividade, liberdade...)

12. A felicidade; prazeres inferiores e prazeres superiores

  • Na perspetiva de Stuart Mill, a finalidade de moralidade é a felicidade o que signifca que a ação que estamos a desempenhar será cada vez melhor, quanta maior felicidade produzir.
  • E por essa respetiva razão podemos afirmar que a felicidade de todos os seres humanos supera a nossa felicidade pessoal, pois a quantidade de felicidade que irá ser produzida nas duas circunstâncias é diferente (Sendo maior na felidade de todos os Seres Humanos, obviamente).
  • Muitas das vezes perante dilemas morais, é comum um utilitarista ter de abdicar da sua própria felicidade em prol de uma felicidade maior.

13. Críticas à ética de Mill

São 5 as críticas existentes à Ética Utilitarista de Stuart Mill, dentro das quais:

  • Objeção à conceção hedonista do utilitarismo;
  • Os padrões morais utilitaristas são muito exigentes;
  • Impossibilidade de cálculo das consequências da ação;
  • A ética utilitarista é uma ética de interesses;
  • Objeção da máquina de experiências;

12. A felicidade; prazeres inferiores e prazeres superiores

Os padrões morais utilitaristas são muito exigentes:

Objeção à conceção hedonista do utilitarismo:

  • Se a felicidade consiste no prazer e na ausência de dor então a vida humana reduz-se a uma vida similar à dos animais, ficando a ação moral limitada à satisfação das necessidades básicas, tais como comer ou dormir.
  • Ao termos de agir em função de felicidade geral, de acordo com o pricínpio da imparcialidade, temos que sacrificar os nossos interesses em função do maior bem para um maior número de pessoas.

Resposta de Stuart Mill: Não existem deveres absolutos. A felicidade global não é um dever absoluto.

Resposta de Stuart Mill: Distinção entre os prazeres inferiores e superiores.

12. A felicidade; prazeres inferiores e prazeres superiores

Os padrões morais utilitaristas são muito exigentes:

Impossibilidade de cálculo das consequências da ação:

  • Não existem ações boas e más em si mesmas, o que poderá levar a uma desorientação, já que as possíveis consequências benéficas de uma ação se sobrepõem a considerações morais fundamentais para o bom funcionamento da sociedade.
  • Não se consegue prever todas as consequências da ação e a tentativa de o fazer, pode paralisar o agente.

Resposta de Stuart Mill: O conhecimento moral adquirido ao longo de séculos permite-nos realizar os cálculos necessários.

Resposta de Stuart Mill:Todo o ato que possa abalar a confiança em que se baseia a sociedade não é aceite pelo princípio da utilidade.

Conclusão

Em suma, podemos concluir que Kant e Stuart Mill tinham forma de ver e pontos de vistas diferentes, o que permitiu a ambos criar a sua própria Ética, baseada nas ideias e opiniões de cada um: Ética Deontológica de Kant e a Ética Utilitarista de Mill.

Referências Bibliográficas

  • Informação:
  • https://pt.slideshare.net/Filazambuja/a-filosofia-moral-de-kant
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Immanuel_Kant
  • https://guiadoestudante.abril.com.br/especiais/immanuel-kant/
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Stuart_Mill
  • https://www.ebiografia.com/john_stuart_mill/
  • https://pt.slideshare.net/Filazambuja/a-filosofia-moral-utilitarista-de-stuart-mill
  • Manual
  • Imagens:
  • https://www.google.pt/search?q=kant%C2%B4&tbm=isch&ved=2ahUKEwjrpfyp6b_vAhUE4RoKHTWaC9wQ2-cCegQIABAA&oq=kant%C2%B4&gs_lcp=CgNpbWcQAzIHCAAQsQMQQzIECAAQQzIECAAQQzIICAAQsQMQgwEyBAgAEEMyBAgAEEMyAggAMgIIADICCAAyAggAOgUIABCxA1C9jgZY6J8GYOqfBmgAcAB4AIABZYgB_AKSAQMzLjGYAQCgAQGqAQtnd3Mtd2l6LWltZ7ABAMABAQ&sclient=img&ei=JmpWYOv6MoTCa7W0ruAN&bih=701&biw=1455#imgrc=YfBFZyTE4RPgQM
  • https://www.google.pt/search?q=stuart+mill&tbm=isch&ved=2ahUKEwi43Lfb6b_vAhVLihoKHaa2D0AQ2-cCegQIABAA&oq=stuar&gs_lcp=CgNpbWcQARgAMgoIABCxAxCDARBDMgUIABCxAzICCAAyAggAMgIIADICCAAyAggAMgIIADICCAAyAggAOgQIABBDOggIABCxAxCDAVC4hAJYw4sCYPGVAmgAcAB4AIABbogBhwSSAQMxLjSYAQCgAQGqAQtnd3Mtd2l6LWltZ7ABAMABAQ&sclient=img&ei=jmpWYLjdIsuUaqbtvoAE&bih=701&biw=1455#imgrc=MzYbTkzqrlbLxM