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Tempo/Os Maias

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Created on March 15, 2021

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Transcript

tempo cronológico, tempo do discurso e tempo psicológico

Eça de Queiroz, Os Maias.

Alunos: Bruno Marques Nº119676 Beatriz Sousa Nº116993 Professora: Carmo Sousa

Ultima data de Modificação: 15/03/2021

Sumário

01. O que é o tempo

04. Tempo de Discurso

Tempo cronlógico

02. Tipos de tempo

05. Tempo Psicológico

03. Tempo Cronológico

06. Agradecimento

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O que é o tempo?

Importância do tempo

O tempo é inconstante, depende da velocidade em que é sentido, das emoções que carrega, das texturas em que é percebido e das formas em que caminha. A verdade é que não entendemos o tempo só por um sentido ou sensação, mas fazemo-lo de diversas formas combinadas. Para além da complexidade que este conceito abstracto acarreta, não é só dos acontecimentos que o tempo vive, mas também da relação entre os acontecimentos, sejam eles no passado, presente ou futuro.

O tempo é um elemento omnipresente, componente inseparável da existência, e excessivamente representado na literatura desde o seu nascimento, como não podia deixar de ser. Não seríamos capazes de entender uma narrativa sem tempo, e a literatura só se desenvolve através das inúmeras formas de desenvolver e assimilar o tempo.

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Tipos de tempo

Existem 3 tipos de tempo:

Tempo Cronológico; Tempo de Discurso; Tempo Psicológico;

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Tempo Cronológico

Exemplo:

O que é o tempo Cronológico

O tempo cronológico ou o da história é aquele no qual as ações das personagens se desenvolvem. O tempo cronológico, por sua vez, informa a era ou a que instante da história no qual as ações se desenlaçam.

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Tempo cronológico na obra

Caracterização

A ação da obra Os Maias decorre no século XIX, de 1820 a 1887.

O tempo concreto de Os Maias é extremamente lento e carregado de elementos significativos, e abrange o decurso de várias gerações desde Afonso, até Carlos passando por Pedro da Maia, representante de uma época exacerbadamente romântica.

• Outono de 1875 -> Afonso e Carlos da Maia instalam-se no Ramalhete. • Analepse -> Recuo até 1820. • Fim da analepse -> Do outono de 1875 ao fim de 1876 -> Vida social -> de Carlos (crónica de costumes, em vários «episódios»); amor incestuoso entre Carlos e Maria Eduarda. • 1877 -> Viagem de Carlos e Ega «nos primeiros dias do ano novo». • 1878 -> Regresso de Ega a Portugal («ano e meio» depois de 1877). • 1887 -> Regresso de Carlos a Lisboa e passeio final.

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Tempo de Discurso

Tempo de Discurso têm 3 tipos:

O que é o tempo de Discurso

O tempo do discurso é revelado através da forma como o narrador relata os acontecimentos. Ele pode apresentá-los de forma linear, optar por retroceder no tempo em relação ao momento da narrativa em que se encontra ou antecipar situações.

-Analepse -Prolepse -Elipse

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Tempo de Discurso na obra

O tempo psicológico introduz a subjetividade, o que põe em causa as leis do naturalismo.

Na obra, o discurso inicia-se no outono de 1875, data em que Carlos, concluída a sua viagem de um ano pela Europa, após a formatura, veio com o avô instalar-se definitivamente em Lisboa. Pelo processo de analepse, o narrador vai, até parte do capítulo IV, referir-se aos antepassados do protagonista (juventude e exílio de Afonso da Maia, educação, casamento e suicídio de Pedro da Maia, e à educação de Carlos da Maia e sua formatura em Coimbra) para recuperar o presente da história que havia referido nas primeiras linhas do livro. Esta primeira parte pode considerar-se uma novela introdutória que dura quase 60 anos. Esta analepse ocupa apenas 90 páginas, apresentadas por meio de resumos e elipses. Assim, como vemos, o tempo histórico é muito mais longo do que o tempo do discurso. Do outono de 1875 a janeiro de 1877 - data em que Carlos abandona o Ramalhete - existe uma tentativa para que o tempo histórico (pouco mais de um ano da vida de Carlos) seja idêntico ao tempo do discurso - cerca de 600 páginas - para tal Eça serve-se muitas vezes da cena dialogada. O último capítulo é uma elipse (salto no tempo) onde, passados 10 anos, Ega se encontra com Carlos em Lisboa.

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Tempo Psicológico

Importância do tempo psicológico

O que é o tempo psicológico:

Uma das principais funções do uso do tempo psicológico é a oportunidade do autor explorar a ambiguidade das personagens e da própria história,

O tempo psicológico possui um sentido subjetivo, pois o que predomina não é a ação da personagem, mas sim os seus pensamentos, lembranças, reflexões e sentimentos dentro de um determinado contexto. Ou seja, sabemos que o nosso próprio pensamento não é linear, ele vai e vem no passado, no presente e até mesmo no futuro. Portanto, quando se fala de uma obra com tempo psicológico, estamos querendo dizer que a produção literária foi realizada com foco no interior da personagem e é o oposto do tempo cronológico.

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Tempo Psicológico na obra

O tempo psicológico introduz a subjetividade, o que põe em causa as leis do naturalismo.

No romance, embora não muito frequente, é possível evidenciar alguns momentos de tempo psicológico nalgumas personagens: Pedro da Maia, na noite em que se deu o desaparecimento de Maria Monforte e o comunicado a seu pai; Carlos, quando recorda o primeiro beijo que lhe deu a Condessa de Gouvarinho, ou, na companhia de João da Ega, contempla, já no final de livro, após a sua chegada de Paris, o velho Ramalhete abandonado e ambos recordam o passado com nostalgia. Uma visão pessimista do Mundo e das coisas. É o caso de "agora o seu dia estava findo: mas, passadas as longas horas, terminada a longa noite, ele penetrava outra vez naquela sala de repes vermelhos...".

Obrigado pela atenção.

Dúvidas?