INSTALAÇÕES ZOOTÉCNICAS
BOVINOCULTURA LEITEIRA
INTRODUÇÃO
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
Saudável para os animais. Condições de trabalho favorável e confortável para os funcionários. Economicamente viável
- A grande maioria das edificações para bovinos leiteiros se mantém dentro de padrões de instalações abertas, com ventilação natural, associada ou não com ventilação artificial
- Espaço adequado; área de descanso seca e ventilada; sombra; espaço de cocho apropriado para alimento (e para reduzir competição); grupos homogêneos e ambiente saudável.
- Projetar instalações para animais não significa, apenas, dimensionar estruturas e definir espaços, mas dimensioná-las em função das necessidades próprias do animal e de sua interação com o meio ambiente e o homem.
PLANEJAMENTO DAS INSTALAÇÕES EM FUNÇÃO DE FATORES AMBIENTAIS
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
LOCALIZAÇÃO
- Boas características de drenagem, ser levemente inclinado, firme, ensolarado e protegido contra ventos frios.
- Abastecimento de energia elétrica e água de boa qualidade, além de ser servido de vias de acesso.
ORIENTAÇÃO
COBERTURA
- O mais recomendável é escolher para o telhado material com grande resistência térmica, refletindo mais calor do que absorvendo, pois quanto maior for a reflexão, menor a absorção.
ALTURA DA COBERTURA
- Quanto maior o pé direito, menor a carga térmica recebida pelos animais.
- Recomenda-se pé direito de, pelo menos, 3,00 a 3,60 m, o que pode variar com o tipo de instalação, o ambiente e o material que se vai utilizar.
VENTILAÇÃO
- O lanternim deve ser disposto longitudinalmente na cobertura e ter abertura mínima de 10% da largura da instalação e sobreposição de telhados, com afastamento mínimo de 5% da largura da instalação ou 40 cm no mínimo.
VENTILAÇÃO
- Quebra-ventos: Eles podem ser constituídos de plantas como eucalipto, acácia, bananeira etc, dispostas perpendicularmente à direção dos ventos dominantes.
BEIRAL
- Sua função é proteger a instalação da entrada de chuva e evitar a penetração dos raios solares.
- O beiral deverá prolongar o telhado em, pelo menos, 0,5 m.
- Beirais maiores (em regiões de ventos fortes) deverão ter entre 0,8 m e 1,2 m, devendo para isto contar com o suporte de “mão francesa” (mão de força).
SOMBREAMENTO NATURAL
- Devem ser plantadas ao norte e ao oeste da instalação e mantidas desgalhadas na região do tronco, preservando a copa superior.
- Desta forma, a ventilação natural não fica comprometida.
INSTALAÇÕES CONFORME O SISTEMA DE CRIAÇÃO
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
SISTEMA EXTENSIVO
- Curral rústico
- Pasto cercado, normalmente, há bebedouros e saleiros
- Bezerreiro
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
- Bebedouros;
- Reservatórios de água;
- Silos;
- Fenis;
- Esterqueiras;
- Cercas.
- Estábulo de ordenha;
- Curral de espera;
- Curral de manobra;
- Curral de alimentação com bebedouros;
- Cochos para alimentos e para minerais (saleiro);
SISTEMA INTENSIVO
- Estábulo de ordenha;
- Galpões de estabulação livre;
- Curral de espera;
- Curral de manobra;
- Curral de alimentação com bebedouros;
- Cochos para alimentos e para minerais (saleiro);
- Bebedouros;
- Salão/depósito de ração;
- Sala de máquinas;
- Galpão/depósito para máquinas, veículos e equipamentos;
- Reservatórios de água;
- Silos;
- Fenis;
- Esterqueiras;
- Cercas.
Modo Convencional (“tie-stall”)
- As vacas têm acesso, na maior parte do tempo, às baias individuais, uma ao lado da outra.
- A contenção dos animais é feita com canzis de madeira ou de tubos metálicos chumbados, diretamente no piso de concreto.
- A alimentação pode ser dada em cochos situados ao longo do corredor central.
- As canaletas de limpeza (pisos de vigotas de concreto ou piso ripado) ficam nas laterais do galpão, permitindo a higiene e drenagem rápida da área quando os animais vão ao piquete tomar sol.
- A ordenha é feita no próprio local em que as vacas ficam estabuladas.
- Em geral, o pé-direito do galpão deve ser de, no mínimo, 3 metros.
Modo Convencional (“tie-stall”)
Modo de Estabulação Livre
- Os animais são alojados em galpões onde podem circular pelos corredores para se alimentar, beber água ou descansar.
- Em geral, o concentrado e as fontes de minerais são misturadas de forma balanceada ao volumoso, constituindo a ração total.
Modelo Alojamento Livre (“loose-housing”)
- Nesse sistema, é construído um galpão de sombreamento para repouso coletivo, dotado de cama.
- Construída uma estrutura somente para o fornecimento de alimento, onde se tem, geralmente, um corredor central por onde pode ser distribuído o alimento, por meio de trator, nos comedouros laterais.
- O controle da competição pelo alimento é realizado somente por meio de um sistema de semicontenção.
- Área de solário com, aproximadamente, 8 a 10 m² por cabeça. Como espaço mínimo para cada animal no galpão coberto (galpão de descanso), anexo ao solário, pode-se considerar 4,5 m².
- Quando se utiliza palha em geral como cama, são necessários, aproximadamente, 5 a 6 kg deste material por animal/dia.
Modelo Alojamento Livre (“loose-housing”)
Modelo Alojamento Livre (“loose-housing”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
- Um só galpão contém área para alimentação, semelhante à do modelo alojamento livre, área para repouso com baias individuais e áreas para circulação dos animais, que servem para exercício e acesso ao cocho e bebedouro.
- O pé-direito deve ser de 4 a 4,5 m; o telhado deve ter inclinação adequada; ser confeccionado com telhas de cerâmica ou telhas térmicas.
- O galpão pode ser totalmente aberto nas laterais ou ser dotado de divisórias de alvenaria de tijolo, madeira, arame, cordoalha etc.
- A sala de ordenha, normalmente automatizada, deve estar ligada ao galpão de confinamento.
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
- O piso das baias pode ser de terra batida, areia ou concreto, sendo que a cama deve ser de material seco e macio, distribuído com uma espessura de 10 cm.
- O corredor de serviço deve ter o piso concretado e frisado no sentido longitudinal, com declividade de 1 a 1,5%.
- Eventualmente, podem ocorrer problemas durante o parto, sendo aconselhável manter os animais em observação de sete a dez dias antes da data prevista.
- Uma alternativa seria a coberta simples, com área de 3 a 4 m² por animal a parir.
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
BENFEITORIAS DIVERSAS
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
ESTÁBULO DE ORDENHA
- Vacas entram todas de uma vez e recebem os alimentos concentrados e volumosos durante a ordenha
- Construção de bezerreiro anexo à sala de ordenha.
GALPÕES DE ESTABULAÇÃO LIVRE
- 3 a 4 m de pé-direito.
- Um modo fácil de construí-los é utilizar estruturas pré-moldadas de concreto.
- Nesses galpões, o piso de concreto também deve ter 10 cm de espessura e inclinação de 1% (1 cm por metro) no sentido do comprimento e ranhuras superficiais com 1 cm de largura e 2 cm de profundidade a cada 15 cm, feitas com sarrafos de madeira com as mesmas dimensões dos sulcos.
- Isso evita que os animais escorreguem.
CURRAL DE ESPERA
- Anexo ao estábulo de ordenha, é usado para reunir as vacas antes da ordenha.
- Nos sistemas intensivos mais modernos de produção de leite, o curral de espera deve ser coberto, para oferecer sombra e maior conforto às vacas.
- A área necessária por animal é de 2 m² para raças de pequeno porte e 2,5 m² para as de grande porte.
- O lava-pés (6,00 x 1,00 x 0,20 m) é um rebaixo do piso, com o comprimento mínimo de 5 m, contendo água.
- Deve ser construído com uma profundidade de 20 cm e ter um ralo no fundo, para limpezas periódicas. O fundo e as paredes do lava-pés devem ser revestidos com argamassa de impermeabilização.
- Pedilúvio coberto (2,50 x 1,00 x 0,20 m), contendo solução preventiva/ curativa de cascos; tronco de vacinações (1,50 m por cabeça); brete pulverizador; balança e embarcadouro.
SALA DE ORDENHA
- Sem fosso, em ala simples – recomendada para pequenos rebanhos (até 20 vacas). Sua principal vantagem é a utilização de galpões de uma água, pois sua largura, em geral, é de 4 m. O pé-direito deve ter 3 metros, no mínimo;
- Sem fosso, em ala dupla - recomendado para rebanhos maiores, com de até 60 vacas (ordenha manual) ou até 100 vacas (ordenha mecânica). A principal vantagem desse modelo é o manuseio de dois grupos na ordenha. Enquanto o primeiro está sendo ordenhado, o segundo é preparado, agilizando o processo. Nesse caso, o galpão é um pouco mais largo (7,6 m). O pé-direito também deve ter 3 metros, no mínimo;
- Com fosso - usado para ordenha mecânica, é um modelo mais moderno, que aumenta o conforto e a eficiência do ordenhador. O pé direito deve ter no mínimo 3 metros e fosso de 1,8 m de largura, com profundidade de 0,9 m. Em geral, a largura do galpão é de 6,6 m. O modelo espinha de peixe é o mais usado, porque permite o manejo dos animais em grupos e aumenta muito a eficiência da ordenha. Próprio para rebanhos com mais de 30 vacas, pode ter uma ou duas alas, permitindo a ordenha em grupos de 3 a 12 animais ao mesmo tempo, dependendo do número de contenções. A sua principal vantagem é o menor tempo gasto por ordenha. Assim, é possível ordenhar mais vacas num determinado período de tempo.
SALA DE ORDENHA
SALA DE LEITE
- Essa sala é o local onde o leite proveniente da ordenha é filtrado, resfriado e armazenado em temperatura adequada, antes de ser entregue ao laticínio para beneficiamento.
- Pia para limpeza dos utensílios e dispor de espaço para os equipamentos de armazenagem e resfriamento do leite até o momento de transporte para beneficiamento.
- A sala de leite deve ter pé direito mínimo de 3 m, laje ou forro e janela para ventilação com tela fina, para evitar a entrada de insetos.
CURRAL DE ALIMENTAÇÃO
- O curral de alimentação, usado no sistema semi-intensivo de criação, também serve para descanso dos animais e é constituído por cercas, cochos para volumosos, saleiros e bebedouros.
- O seu formato depende do modelo e do comprimento do cocho a ser adotado. Por exemplo, um cocho coberto para volumosos para alimentar 30 animais deve ter comprimento equivalente a 30 vezes 1,2 m (o espaço para cada vaca de leite), ou seja, 36 m.
- A área necessária por bovino de pequeno porte no curral de alimentação é de 5 m² e para as raças de grande porte é de 6 m².
BEZERREIRO
- O bezerreiro deve ser bastante aberto. Para isso, as paredes laterais poderão ter 1,5 m de altura apenas, o que confere uma quebra das correntes de ar sem impedir uma boa ventilação.
- As celas individuais deverão ser afastadas das paredes externas, de forma que os bezerros fi quem resguardados das chuvas.
- O pé-direito deve ser elevado no mínimo 3 m, o que é muito importante para manter a temperatura mais fresca.
- Os baldes ou cochos devem ficar a uma altura de cerca de 50 cm do solo (piso).
- No caso da utilização de comedouros, uma boa medida é de 20 cm x 25 cm, com profundidade de 15 cm.
- O piso do bezerreiro pode ser de cimento rústico, com caimento, para permitir que tanto a urina como as águas de lavagem escoem rapidamente.
BEZERREIRO
- Boxes individuais variam bastante; porém, os tamanhos de 1,2 m x 1,5 m a 1,2 m x 1,8 m são convenientes; e o de 1,2 m x 2 m é bastante confortável.
- O corredor de serviço, quando central, deverá ter 1,20 m de largura.
CURRAL DE MANOBRA
- A área necessária por animal nas raças de pequeno porte é de 1,8 m² e para as raças de grande porte é de 2 m².
- Curraletes de Aparte
- Seringa
- Tronco de Contenção
- Apartador
- Balança
- Rampa de Embarque
- Brete Carrapaticida
COCHOS (COMEDOUROS)
- Normalmente, é recomendado espaço disponível por animal de 1,2 a 1,25 m para vacas leiteiras, cuja ordenha é feita sem bezerro; e 1,30 a 1,50 m no caso da ordenha feita com o bezerro ao pé.
- declive de 1% no sentido do comprimento
- A cobertura do cocho deve ter altura média de 1,80 m ou mais
COCHOS (COMEDOUROS)
SALEIROS
- As dimensões mais recomendáveis são 2,5 m de comprimento, 30 cm de altura e 30 cm de largura.
BEBEDOUROS
- 40 a 60 litros de água por bovino adulto/dia.
- A altura do bebedouro varia de 60 a 75 cm e o comprimento de acordo com o formato volume de água necessário.
- Os bebedouros para curral ou estábulo têm, em geral, formato retangular, com largura de 60 a 70 cm.
- O piso pode ser em tijolo ou concreto, com aproximadamente 5 cm de espessura.
- A altura deve ser próxima de 0,75 m para os animais adultos e 0,50 m para os bezerros, sendo que o nível da água deve estar, aproximadamente, 10 cm abaixo.
- Um dado alternativo para o dimensionamento é considerar 5 cm de comprimento de bebedouro por animal, caso o número de animais seja maior que 20 (vinte).
- Bebedouros para pasto: deverá ter condições de armazenar, permanentemente, pelo menos 50% da necessidade diária média de cada animal.
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Created on March 5, 2021
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Transcript
INSTALAÇÕES ZOOTÉCNICAS
BOVINOCULTURA LEITEIRA
INTRODUÇÃO
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
Saudável para os animais. Condições de trabalho favorável e confortável para os funcionários. Economicamente viável
PLANEJAMENTO DAS INSTALAÇÕES EM FUNÇÃO DE FATORES AMBIENTAIS
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
LOCALIZAÇÃO
ORIENTAÇÃO
COBERTURA
ALTURA DA COBERTURA
VENTILAÇÃO
VENTILAÇÃO
BEIRAL
SOMBREAMENTO NATURAL
INSTALAÇÕES CONFORME O SISTEMA DE CRIAÇÃO
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
SISTEMA EXTENSIVO
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
SISTEMA INTENSIVO
Modo Convencional (“tie-stall”)
Modo Convencional (“tie-stall”)
Modo de Estabulação Livre
Modelo Alojamento Livre (“loose-housing”)
Modelo Alojamento Livre (“loose-housing”)
Modelo Alojamento Livre (“loose-housing”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
Modelo Baias Livres (“free–stall”)
BENFEITORIAS DIVERSAS
INSTALAÇÕES: BOVINOS DE LEITE
ESTÁBULO DE ORDENHA
GALPÕES DE ESTABULAÇÃO LIVRE
CURRAL DE ESPERA
SALA DE ORDENHA
SALA DE ORDENHA
SALA DE LEITE
CURRAL DE ALIMENTAÇÃO
BEZERREIRO
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COCHOS (COMEDOUROS)
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