Respostas SOCIAIS e EDUCATIVAS para crianças e jovens
UFCD 9634
Professora Ana Manuel
Técnica Pedagógica e Intervenção Educativa
O que são RESPOSTAS SOCIAIS?
Respostas sociais são as actividades e serviços do âmbito da segurança social relativos a crianças, jovens, pessoas idosas ou pessoas com deficiência, bem como os destinados à prevenção e reparação das situações de carência, disfunção e marginalização social. Estas respostas podem ser desenvolvidas por IPSS´s (Instituição Particular de Solidariedade Social) ou por outros organismos com ou sem utilidade pública, podendo estar ou não abrangidos por acordos de cooperação celebrados com o Instituto da Segurança Social (ex: Santas Casas da Misericórdia, Casa Pia, Caritas, entre outros).
Tipos de RESPOSTAS SOCIAIS
perante o Ministério do Trabalho Solidariedade e Segurança Social
População Adulta
Infância e Juventude
Centra-se nas respostas para as pessoas adultas, em função da problemáticas que lhes estejam associadas (deficiência, situações de dependência, doenças do foro mental ou psiquiátrico e sem-abrigo) e nas respostas específicas para pessoas idosas. Aqui integram-se respostas como “Equipa de Rua para Pessoas Sem Abrigo” e “Atelier Ocupacional”;
Congrega as respostas para crianças e jovens, inclusivamente as mais recentes: “Equipa de Rua de Apoio a Crianças e Jovens” e “Apartamento de Autonomização”;(Outro exemplo de resposta:
Tipos de RESPOSTAS SOCIAIS
Famíla e Comunidade
Grupo fechado de respostas pontuais
Congrega respostas transversais, dirigidas a mais de um grupo populacional e ainda, por razões idênticas, as que se destinam a Pessoas com VIH/SIDA e suas famílias, Pessoas Toxicodependentes e Pessoas Vítimas de Violência Doméstica (ex.: "Casa Abrigo" ). Mais recentemente foram introduzidas novas respostas como o “Centro de Apoio à Vida”, “Grupo de Auto-Ajuda” e “Centro de Atendimento”;
Reporta-se a respostas cuja inclusão foi determinada para atribuição de código estatístico e necessidades financeiras, como “Apoio Domiciliário para Guarda de Crianças”, “Apoio em Regime Ambulatório”, “Imprensa Braille” e “Escola de Cães-Guia”;
Tipos de RESPOSTAS SOCIAIS
Relativamente ao Serviço de Apoio Domiciliário , muito embora se trate também de uma resposta transversal, optou-se pela sua integração nas respectivas áreas – Pessoas Idosas, Pessoas Adultas com Deficiência, Pessoas em Situação de Dependência e Pessoas com VIH/SIDA – uma vez que organizacionalmente será mais adequado; O mesmo acontece com o Acolhimento Familiar e o Transporte de Pessoas com Deficiência.
AMAS
Conceito:
Resposta social desenvolvida através de um serviço prestado por pessoa idónea que, por conta própria e
mediante retribuição, cuida de crianças que não sejam suas parentes ou afins na linha recta ou no 2º grau
da linha colateral, por um período de tempo correspondente ao trabalho ou impedimento dos pais.
+ INFO
Objetivos
- Apoiar as famílias mediante o acolhimento de crianças, providenciando a continuidade dos cuidados a prestar;
- Manter as crianças em condições de segurança;
- Proporcionar, num ambiente familiar, as condições adequadas ao desenvolvimento integral das crianças.
Destinatários
Crianças até aos 3 anos de idade
CRECHE FAMILIAR
Conceito:
Entende-se, por Creche Familiar, um conjunto de amas, não inferior a 12 nem superior a 20, que residam na mesma zona geográfica e que estejam enquadradas, técnica e financeiramente, pelos Centros Regionais de Segurança Social, Santa Casa da Misericórdia ou Instituições Particulares de Solidariedade Social, com atividades no âmbito da 1.ª e 2.ª infância.
CRECHE FAMILIAR
Conceito (cont.): As amas são selecionadas por técnicos da Segurança Social (Educadoras, assistentes sociais, psicólogas) e são preparadas para que, na sua própria habitação, possam cuidar e promover o desenvolvimento de crianças, por um período de tempo correspondente ao trabalho ou impedimento dos pais. Estas são profissionais formadas para essa função e licenciadas pelo Centro Distrital de Segurança Social, acolhendo cada uma, no máximo 4 crianças, trabalhando sob a orientação de uma educadora de infância que supervisiona e acompanha a sua ação.
CRECHE FAMILIAR
Conceito (cont.): Estas amas distingam-se das amas particulares uma vez que podem oferecer um serviço mais qualificado, constituindo uma boa alternativa às creches convencionais. É uma resposta social menos institucionalizada, mais flexível, em que os cuidados prestados são mais individualizados, valorizando a importância de um ambiente familiar no desenvolvimento da criança.
Objetivos
- Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral das crianças num clima de segurança afetiva e física no acolhimento diurno, durante o afastamento parcial do seu meio familiar através de um atendimento individualizado;
- Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças;
- Colaborar de forma eficaz no despiste precoce de qualquer inadaptação ou deficiência assegurando o seu encaminhamento adequado;
- Prevenir e compensar défices sociais e culturais do meio familiar;
- Proporcionar às crianças continuidade de vida em ambiente familiar e seguro com intencionalidade pedagógica.
Destinatários
Crianças até aos 3 anos de idade
CRECHE
Conceito:
Resposta social de natureza sócio-educativa, para acolher crianças até aos 3 anos de idade, durante o período de impedimento dos pais ou da pessoa que tenha a sua guarda de facto. A creche presta um conjunto de actividades e serviços: a) Cuidados adequados à satisfação das necessidades da criança;
+ INFO
+ INFO
CRECHE
Conceito (cont.): b) Nutrição e alimentação adequada, qualitativa e quantitativamente, à idade da criança, sem prejuízo de dietas especiais em caso de prescrição médica; c) Cuidados de higiene pessoal;
d) Atendimento individualizado, de acordo com as capacidades e competências das crianças;
e) Actividades pedagógicas, lúdicas e de motricidade, em função da idade e necessidades específicas das crianças; f) Disponibilização de informação, à família, sobre o
funcionamento da creche e desenvolvimento da criança.
Objetivos
- Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral e harmonioso das crianças num clima de segurança afetiva e física;
- Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças;
- Colaborar de forma eficaz no despiste precoce de qualquer inadaptação ou deficiência, assegurando o seu encaminhamento adequado;
- Sensibilizar a criança, para a observação do mundo que a rodeia.
Destinatários
Crianças até aos 3 anos de idade
Objetivos
pré-escolar
Conceito: Resposta, desenvolvida em equipamento, vocacionada para o desenvolvimento da criança,
proporcionando-lhe actividades educativas (período letivo) e actividades de apoio à família (componente não letiva). A educação Pré-Escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, onde se devem criar condições para que a criança aprenda a aprender.
Objetivos
- Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança e proporcionar-lhe condições de bem estar e segurança;
- Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso da aprendizagem e desenvolver a expressão e a comunicação através da utilização de linguagens múltiplas como meios de relação, de informação, de sensibilização estética e de compreensão do mundo;
- Despertar a curiosidade e o pensamento crítico;
- Proceder à despistagem de inadaptações, deficiências e precocidades, promovendo a melhor orientação e encaminhamento da criança;
- Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efectiva colaboração com a comunidade;
- Apoiar a família através de fornecimento de refeições e de prolongamentos de horários com actividades de animação sócio-educativa.
Destinatários
Crianças dos 3 anos de idade até ao ingresso no 1º Ciclo
Centro de actividades de tempos livres
Conceito:
Resposta social, desenvolvida em equipamento ou serviço, que proporciona actividades de lazer a crianças e jovens a partir dos 6 anos, nos períodos disponíveis das responsabilidades escolares (não letivos), desenvolvendo-se através de diferentes modelos de intervenção, nomeadamente acompanhamento/inserção, prática de actividades específicas e multi-actividades.
Objetivos
- Criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de cada criança ou jovem, de forma a ser capaz de se situar e expressar num clima de compreensão, respeito e aceitação de cada um;
- Colaborar na socialização de cada criança ou jovem, através da participação na vida em grupo;
- Favorecer a relação entre família, escola, comunidade e estabelecimento, com vista a uma valorização, aproveitamento e rentabilização de todos os recursos do meio;
- Proporcionar actividades integradas num projecto de animação sociocultural, em que as crianças possam escolher e participar voluntariamente, tendo em conta as características dos grupos e como base o maior respeito pela pessoa;
- Melhorar a situação social e educativa e a qualidade de vida das crianças;
- Potenciar a interacção e a integração social das crianças com deficiência, em risco e em exclusão social e familiar.
Destinatários
Crianças a partir dos 6 anos de idade
Objetivos
Características das actividades integradas nos modelos de intervenção referidos:
- Acompanhamento/inserção - actividades de animação de rua e actividades de porta aberta;
- Prática de actividades específicas - desporto, biblioteca, ludotecas, ateliers de expressão, cineclubes, clubes de fotografia e quintas pedagógicas;
- Multi-actividades - actividades diferenciadas desenvolvidas nos ATL tradicionais.
Intervenção Precoce
Conceito: A Intervenção Precoce na Infância (IPI) apresenta-se como um conjunto de medidas de apoio integrado dirigido à criança e à família, incluindo acções de natureza preventiva e reabilitativa, no campo da educação, da saúde e da acção social - alterações nas funções ou estruturas do corpo que limitam a participação nas actividades típicas para a respectiva idade e contexto social ou com risco grave de atraso de desenvolvimento. Estas medidas, atendendo às necessidades das famílias, são definidas num Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP) elaborado pelas Equipas Locais de Intervenção (ELI).
Objetivos
- Assegurar condições facilitadoras do desenvolvimento global da criança com deficiência ou em risco de atraso grave de desenvolvimento;
- Potenciar a melhoria das interacções familiares;
- Reforçar as competências familiares como suporte da sua progressiva capacitação e autonomia face à problemática da deficiência;
- Envolver a comunidade através da criação de mecanismos articulados de suporte social;
Destinatários
Crianças até aos 7 anos de idade, especialmente dos 0 aos 3, com deficiência ou em risco de atraso grave de desenvolvimento
Objetivos
- Encaminhar as crianças para consultas ou centros de desenvolvimento, para efeitos de diagnóstico e orientação especializada, assegurando a exequibilidade do plano individual de intervenção precoce aplicável;
- Designar profissionais para as equipas de coordenação regional;
- Assegurar a contratação de profissionais para a constituição de equipas de intervenção precoce, na rede de cuidados de saúde primários e nos hospitais, integrando profissionais de saúde com qualificação adequada às necessidades de cada criança.
- Critérios de eligibilidade para apoio da Intervenção Precoce
IntervençãoPrecoce - percurso
Missão
Intervenção Precoce
- Resposta de intervenção integrada - Segurança Social / Educação / Saúde;
- Responder precocemente aquando da existência de “risco de atraso grave de desenvolvimento”, considerando-se este risco o que, por factores pré, peri ou post natal, ou ainda por razões que limitem a capacidade de tirar partido de experiências importantes de aprendizagem, constitui probabilidade de que uma ou mais disfunções possam ocorrer.
- sinalizar uma criança para apoio da Intervenção Precoce [Ficha de Referenciação]
Intervenção Precoce
Missão
- Resposta de intervenção integrada - Segurança Social / Educação / Saúde;
- Responder precocemente aquando da existência de “risco de atraso grave de desenvolvimento”, considerando-se este risco o que, por factores pré, peri ou post natal, ou ainda por razões que limitem a capacidade de tirar partido de experiências importantes de aprendizagem, constitui probabilidade de que uma ou mais disfunções possam ocorrer.
- sinalizar uma criança para apoio da Intervenção Precoce [Ficha de Referenciação]
A criança e o jovem no contexto
O desenvolvimento humano constitui um processo dinâmico de relação com o meio. Considerando cada um dos contextos onde a criança e o jovem interagem, há que considerá-los como sistemas que desempenham funções específicas e que, estando em interconexão, se apresentam como dinâmicos e em evolução.
Importa distinguir os sistemas restritos e imediatos, com características físicas e materiais particulares — a casa, a sala de jardim de infância, a rua, a família de acolhimento, etc.
A criança e o jovem no contexto
Sistemas: os vários contextos
- A abordagem sistémica e ecológica constitui, assim, uma perspetiva de compreensão da realidade que permite adequar, de forma dinâmica, o contexto do estabelecimento educativo às características e necessidades das crianças e jovens, devendo o agente educativo adaptar a sua intervenção às crianças e ao meio social em que trabalha.
A criança e o jovem no contexto
Adaptação da criança e do jovem aos vários contextos
A adaptação de uma criança ou jovem não decorre apenas quando esta/e vai para a escola ou outro contexto pela primeira vez, mas sempre que se depara com uma nova etapa ou um novo ambiente, como uma mudança de turma, de cidade, entre outras situações.
Tendo em conta as sucessivas readaptações relacionadas com os confinamentos a que temos sido sujeitos, a postura do profissional de educação é determinante para o bem-estar e segurança por parte das crianças.A considerar:
- Sobre o regresso às Creches e Jardins de Infância
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- Processo de adaptação
A criança e o jovem no contexto
A criança e o jovem no contexto
- Processo de adaptação
A postura do educador, a disponibilidade para a criança e para a família, assim como o estabelecimento de um vínculo afetivo com a criança, facilitam esta circunstância e transmitem confiança aos pais, que são muitas vezes quem gera ansiedade neste processo.
A rotina é uma sucessão de acontecimentos que são conhecidos pela criança, podendo especificar-se como sendo a repetição de atividades e ritmos na organização espácio-temporal da sala, sendo esses tempos momentos de experiências educacionais ricas e interações positivas e diversas.
A criança e o jovem no contexto
- ROTINA
A rotina assenta assim numa sequência constante, estável e previsível para a criançae para o jovem, que quando se apropria desta, sente-se:
- Mais segura e confortável (antevê o que vai suceder a seguir);
- Mais tranquila (organiza-se em torno de “acontecimentos diários regulares” como a entrada e saída, tempos de atividade orientada e atividade livre);
- Mais autónoma e independente (ao reconhecer cada momento, a criança adquire sentido de controlo e continuidade);
- Mais predisposta para aprender (uma vez que se encontra mais tranquila, sente o ambiente envolvente de forma harmoniosa, sendo a rotina facilitadora da captação temporal através da sequência de momentos).
- ROTINA
A criança e o jovem no contexto
O estabelecer de uma ROTINA fomenta o desenvolvimento de competências sociais (autoestima positiva, auto-organização, curiosidade e desejo de aprender…) que estão ligadas à construção da autonomia. Ajuda as crianças e os jovens a tornarem-se responsáveis, construindo comportamentos e atitudes com um sentido gradualmente mais autónomo, assim como a aprender “a ser, a estar, e a fazer”.
A existência da rotina num estabelecimento de ensino é educativa e pedagógica porque é intencional, refletida e planeada pela equipa pedagógica e é conhecida e reconhecida pelos alunos, sejam crianças ou adolescentes. A existência darotina, seja ela na escola ou num ambiente doméstico, tem que ser consistente, mas deve ser sempre flexível, uma vez que para atender às reais necessidades das crianças (que nem sempre são as mesmas) não se podem considerar processos rígidos.
Respostas Sociais e Educativas para Crianças e Jovens
anamanuelmartins
Created on March 5, 2021
disciplina: Técnica Pedagógica e Intervenção Educativa
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Respostas SOCIAIS e EDUCATIVAS para crianças e jovens
UFCD 9634
Professora Ana Manuel
Técnica Pedagógica e Intervenção Educativa
O que são RESPOSTAS SOCIAIS?
Respostas sociais são as actividades e serviços do âmbito da segurança social relativos a crianças, jovens, pessoas idosas ou pessoas com deficiência, bem como os destinados à prevenção e reparação das situações de carência, disfunção e marginalização social. Estas respostas podem ser desenvolvidas por IPSS´s (Instituição Particular de Solidariedade Social) ou por outros organismos com ou sem utilidade pública, podendo estar ou não abrangidos por acordos de cooperação celebrados com o Instituto da Segurança Social (ex: Santas Casas da Misericórdia, Casa Pia, Caritas, entre outros).
Tipos de RESPOSTAS SOCIAIS
perante o Ministério do Trabalho Solidariedade e Segurança Social
População Adulta
Infância e Juventude
Centra-se nas respostas para as pessoas adultas, em função da problemáticas que lhes estejam associadas (deficiência, situações de dependência, doenças do foro mental ou psiquiátrico e sem-abrigo) e nas respostas específicas para pessoas idosas. Aqui integram-se respostas como “Equipa de Rua para Pessoas Sem Abrigo” e “Atelier Ocupacional”;
Congrega as respostas para crianças e jovens, inclusivamente as mais recentes: “Equipa de Rua de Apoio a Crianças e Jovens” e “Apartamento de Autonomização”;(Outro exemplo de resposta:
Tipos de RESPOSTAS SOCIAIS
Famíla e Comunidade
Grupo fechado de respostas pontuais
Congrega respostas transversais, dirigidas a mais de um grupo populacional e ainda, por razões idênticas, as que se destinam a Pessoas com VIH/SIDA e suas famílias, Pessoas Toxicodependentes e Pessoas Vítimas de Violência Doméstica (ex.: "Casa Abrigo" ). Mais recentemente foram introduzidas novas respostas como o “Centro de Apoio à Vida”, “Grupo de Auto-Ajuda” e “Centro de Atendimento”;
Reporta-se a respostas cuja inclusão foi determinada para atribuição de código estatístico e necessidades financeiras, como “Apoio Domiciliário para Guarda de Crianças”, “Apoio em Regime Ambulatório”, “Imprensa Braille” e “Escola de Cães-Guia”;
Tipos de RESPOSTAS SOCIAIS
Relativamente ao Serviço de Apoio Domiciliário , muito embora se trate também de uma resposta transversal, optou-se pela sua integração nas respectivas áreas – Pessoas Idosas, Pessoas Adultas com Deficiência, Pessoas em Situação de Dependência e Pessoas com VIH/SIDA – uma vez que organizacionalmente será mais adequado; O mesmo acontece com o Acolhimento Familiar e o Transporte de Pessoas com Deficiência.
AMAS
Conceito: Resposta social desenvolvida através de um serviço prestado por pessoa idónea que, por conta própria e mediante retribuição, cuida de crianças que não sejam suas parentes ou afins na linha recta ou no 2º grau da linha colateral, por um período de tempo correspondente ao trabalho ou impedimento dos pais.
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Objetivos
Destinatários
Crianças até aos 3 anos de idade
CRECHE FAMILIAR
Conceito: Entende-se, por Creche Familiar, um conjunto de amas, não inferior a 12 nem superior a 20, que residam na mesma zona geográfica e que estejam enquadradas, técnica e financeiramente, pelos Centros Regionais de Segurança Social, Santa Casa da Misericórdia ou Instituições Particulares de Solidariedade Social, com atividades no âmbito da 1.ª e 2.ª infância.
CRECHE FAMILIAR
Conceito (cont.): As amas são selecionadas por técnicos da Segurança Social (Educadoras, assistentes sociais, psicólogas) e são preparadas para que, na sua própria habitação, possam cuidar e promover o desenvolvimento de crianças, por um período de tempo correspondente ao trabalho ou impedimento dos pais. Estas são profissionais formadas para essa função e licenciadas pelo Centro Distrital de Segurança Social, acolhendo cada uma, no máximo 4 crianças, trabalhando sob a orientação de uma educadora de infância que supervisiona e acompanha a sua ação.
CRECHE FAMILIAR
Conceito (cont.): Estas amas distingam-se das amas particulares uma vez que podem oferecer um serviço mais qualificado, constituindo uma boa alternativa às creches convencionais. É uma resposta social menos institucionalizada, mais flexível, em que os cuidados prestados são mais individualizados, valorizando a importância de um ambiente familiar no desenvolvimento da criança.
Objetivos
Destinatários
Crianças até aos 3 anos de idade
CRECHE
Conceito: Resposta social de natureza sócio-educativa, para acolher crianças até aos 3 anos de idade, durante o período de impedimento dos pais ou da pessoa que tenha a sua guarda de facto. A creche presta um conjunto de actividades e serviços: a) Cuidados adequados à satisfação das necessidades da criança;
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CRECHE
Conceito (cont.): b) Nutrição e alimentação adequada, qualitativa e quantitativamente, à idade da criança, sem prejuízo de dietas especiais em caso de prescrição médica; c) Cuidados de higiene pessoal; d) Atendimento individualizado, de acordo com as capacidades e competências das crianças; e) Actividades pedagógicas, lúdicas e de motricidade, em função da idade e necessidades específicas das crianças; f) Disponibilização de informação, à família, sobre o funcionamento da creche e desenvolvimento da criança.
Objetivos
Destinatários
Crianças até aos 3 anos de idade
Objetivos
pré-escolar
Conceito: Resposta, desenvolvida em equipamento, vocacionada para o desenvolvimento da criança, proporcionando-lhe actividades educativas (período letivo) e actividades de apoio à família (componente não letiva). A educação Pré-Escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, onde se devem criar condições para que a criança aprenda a aprender.
Objetivos
Destinatários
Crianças dos 3 anos de idade até ao ingresso no 1º Ciclo
Centro de actividades de tempos livres
Conceito: Resposta social, desenvolvida em equipamento ou serviço, que proporciona actividades de lazer a crianças e jovens a partir dos 6 anos, nos períodos disponíveis das responsabilidades escolares (não letivos), desenvolvendo-se através de diferentes modelos de intervenção, nomeadamente acompanhamento/inserção, prática de actividades específicas e multi-actividades.
Objetivos
Destinatários
Crianças a partir dos 6 anos de idade
Objetivos
Características das actividades integradas nos modelos de intervenção referidos:
Intervenção Precoce
Conceito: A Intervenção Precoce na Infância (IPI) apresenta-se como um conjunto de medidas de apoio integrado dirigido à criança e à família, incluindo acções de natureza preventiva e reabilitativa, no campo da educação, da saúde e da acção social - alterações nas funções ou estruturas do corpo que limitam a participação nas actividades típicas para a respectiva idade e contexto social ou com risco grave de atraso de desenvolvimento. Estas medidas, atendendo às necessidades das famílias, são definidas num Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP) elaborado pelas Equipas Locais de Intervenção (ELI).
Objetivos
Destinatários
Crianças até aos 7 anos de idade, especialmente dos 0 aos 3, com deficiência ou em risco de atraso grave de desenvolvimento
Objetivos
IntervençãoPrecoce - percurso
Missão
Intervenção Precoce
Intervenção Precoce
Missão
A criança e o jovem no contexto
O desenvolvimento humano constitui um processo dinâmico de relação com o meio. Considerando cada um dos contextos onde a criança e o jovem interagem, há que considerá-los como sistemas que desempenham funções específicas e que, estando em interconexão, se apresentam como dinâmicos e em evolução.
Importa distinguir os sistemas restritos e imediatos, com características físicas e materiais particulares — a casa, a sala de jardim de infância, a rua, a família de acolhimento, etc.
A criança e o jovem no contexto
Sistemas: os vários contextos
A criança e o jovem no contexto
Adaptação da criança e do jovem aos vários contextos
A adaptação de uma criança ou jovem não decorre apenas quando esta/e vai para a escola ou outro contexto pela primeira vez, mas sempre que se depara com uma nova etapa ou um novo ambiente, como uma mudança de turma, de cidade, entre outras situações.
Tendo em conta as sucessivas readaptações relacionadas com os confinamentos a que temos sido sujeitos, a postura do profissional de educação é determinante para o bem-estar e segurança por parte das crianças.A considerar:
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- Processo de adaptação
A criança e o jovem no contexto
A criança e o jovem no contexto
- Processo de adaptação
A postura do educador, a disponibilidade para a criança e para a família, assim como o estabelecimento de um vínculo afetivo com a criança, facilitam esta circunstância e transmitem confiança aos pais, que são muitas vezes quem gera ansiedade neste processo.
A rotina é uma sucessão de acontecimentos que são conhecidos pela criança, podendo especificar-se como sendo a repetição de atividades e ritmos na organização espácio-temporal da sala, sendo esses tempos momentos de experiências educacionais ricas e interações positivas e diversas.
A criança e o jovem no contexto
- ROTINA
A rotina assenta assim numa sequência constante, estável e previsível para a criançae para o jovem, que quando se apropria desta, sente-se:
- ROTINA
A criança e o jovem no contexto
O estabelecer de uma ROTINA fomenta o desenvolvimento de competências sociais (autoestima positiva, auto-organização, curiosidade e desejo de aprender…) que estão ligadas à construção da autonomia. Ajuda as crianças e os jovens a tornarem-se responsáveis, construindo comportamentos e atitudes com um sentido gradualmente mais autónomo, assim como a aprender “a ser, a estar, e a fazer”.
A existência da rotina num estabelecimento de ensino é educativa e pedagógica porque é intencional, refletida e planeada pela equipa pedagógica e é conhecida e reconhecida pelos alunos, sejam crianças ou adolescentes. A existência darotina, seja ela na escola ou num ambiente doméstico, tem que ser consistente, mas deve ser sempre flexível, uma vez que para atender às reais necessidades das crianças (que nem sempre são as mesmas) não se podem considerar processos rígidos.