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Padrão- Fernando Pessoa
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Created on February 26, 2021
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Transcript
"Padrão"Da obra Mensagem de Fernando Pessoa
Trabalho realizado por:Ana Carolina Cordeiro, nº 2 Michelle Gaspar, nº 16
Diogo Cão
- Navegador Portugês da segunda metade do séc. XV; - Efetuou viagens essenciais para chegar a África do Sul a navegar pelo largo; - Foi o primeiro navegador a utilizar os padrões como marcação da passagem dos navios portugueses; - Pricipais feitos: descoberta da foz do Rio Congo (1483) e a chegada à Namíbia (1485).
Padrão
O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus. E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar.
Em que parte da obra se insere?
- O poema "Padrão" insere-se na II Parte da obra Mensagem que corresponde ao "Mar Português" (Possesio Maris- "Posse do Mar");- Exaltação ao período dos Descobrimentos; - Poema baseado no heroísmo da luta contra o Mar e a sua descoberta.
Análise
- Referência à obra d'Os Lusíadas "O esforço é grande e o homem é pequeno"; - Exaltação à figura de Diogo Cão; - Atitude de permanente insatisfação sobre tudo o que já foi feito "A alma é divina e a obra é imperfeita";- Padrão: Construções de pedra que representavam a posse e a presença de Portugal sobre os territórios conquistados: "Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei";
Representação do domínio português sobre o oceano através das Quinas gravadas no monumento: "Ensinam estas quinas que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português." - Superioridade dos portugueses em relação aos povos da antiguidade clássica que consideravam o "mar com fim", enquanto nós nos apropriámos do desconhecido;- Desejo e vontade de descobrir e conquistar sempre mais. "Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar."
Divisão do poema
1ª Parte: O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno E para diante naveguei. - Referência e exaltação à figura de Diogo Cão por parte do sujeito poético pelo seu feito (marcação de território português pelo padrão e continuação da viajem) 2ª Parte: A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus Que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus. - Reconhecimento de Fernando Pessoa de que o feito e a marca do padrão mostram que a missão do navegador foi cumprida.
3ª Parte:E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português. E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz a febre em mim de navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar. - Significado das quinas e da cruz que demonstram a marcação de território português, e vontade expressa do sujeito poético em conquistar sempre mais.
Características Épicas e Líricas
Épicas: - Valorização do real; - Narração de feitos históricos; - Expressão de sentimentos; - Exaltação ao herói. Líricas: - Subjetividade; - Valorização das emoções; - Perspetiva pessoal e simbólica.
Estrutura formal
O esforço é grande e o homem é pequeno. AEu, Diogo Cão, navegador, deixei B Este padrão ao pé do areal moreno A E para diante naveguei. B A alma é divina e a obra é imperfeita. C Este padrão sinala ao vento e aos céus D Que, da obra ousada, é minha a parte feita: C O por-fazer é só com Deus. D E ao imenso e possível oceano EEnsinam estas Quinas, que aqui vês, F Que o mar com fim será grego ou romano: E O mar sem fim é português. F E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma G E faz a febre em mim de navegar H Só encontrará de Deus na eterna calma G O porto sempre por achar. H
Recursos expressivos
"O esforço é grande e o homem é pequeno": Antítese; "A alma é divina e a obra é imperfeita": Metáfora; "Ensinam estas Quinas": Personificação; "O mar sem fim": Hipérbole; "E a Cruz ao alto diz": Personificação; "O porto sempre por achar": Metáfora.
Fim