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Descolonização pós guerra: África

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Created on February 26, 2021

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Transcript

Descolonização pós guerra: África

ONU

Angola e Moçambique:

Colonias portuguesas desde XVI, na epoca das grandes navegações. Nos anos 60 aparece as MPLA e FLM

Em 1807 exige o reconhecimento imediato da independência de todos os paises

Descolonização Africana

Colonização do continente africano

A colonização africana teve início no século XV, com a dominação portuguesa de territórios da costa atlântica do continente. E ela ocorreu de forma exploratória, desde os metais preciosos até o próprio povo, que serviu de mão de obra escrava por milhares de anos.

Alguns motivos que levaram a descolonização africana, destaca-se: Decadência das potências colonizadoras após a 2GM; Pressão da ONU para pôr fim à colonização; Apoio tanto dos EUA quanto da URSS; Ideias Pan-Africanistas

1974 - revolução dos cravos

1948 - Regime Apartheid

Foi um regime de segregação racial que ocorreu no território conhecido como África do Sul, entre 1948 e 1994.

Houve uma ascensão do partido nacional, o nacionalistas afrikanes, responsável pela formação do Apartheid.

Assim, a educação formal era, na maioria das vezes, oferecida apenas na língua do colonizador, os conteúdos eram a cultura, a religião e os costumes europeus. A África foi perdendo sua identidade. É então, no século XX, após décadas de exploração europeia, que a África inicia seu processo de descolonização.

Ocorre nesse período um evento muito conhecido: a partilha da áfrica. Por meio da conferência de Berlim, as nações europeias se reuniram e dividiram a África entre elas, levando em consideração apenas seus interesses, e ignorando os grupos étnicos ou a própria configuração geopolítica pré-existente. Durante esse período, os colonizadores buscaram impor sua cultura (a “civilização”) aos povos da África.

Colonização Africana

A colonização africana teve início no século XV, com a dominação portuguesa de territórios da costa atlântica do continente. Ela ocorreu de forma exploratória, desde os metais preciosos até o próprio povo, que serviu de mão de obra escrava por milhares de anos. Porém até então só se conhecia o litoral africano, pois os interesses das potências eram mais voltados às Américas, por isso não se dedicaram a conhecer melhor o território africano, mas com a conquista da independência das colônias americanas, no século XIX, o cenário mudou. Surge então uma corrida entre os países europeus disputando o território africano, no processo denominado NEOCOLONIALISMO.

Descolonização do continente africano

Dentre os motivos que levaram a descolonização africana, destaca-se:

Ao fim da segunda guerra, as potências europeias se encontravam enfraquecidas e não tinham condições de entrar em novos conflito, e em contrapartida, URSS e EUA disputavam o poder como nova ordem mundial, e ambos viam vantagens na independência dos países africanos. Entretanto, mesmo que tenha tido sua significativa influência, o maior motivo foram as lutas contínuas pela independência, iniciadas em 1945. Durante a primeira guerra mundial, por exemplo, as colônias eram forçadas a enviar soldados, mantimentos e outras coisas necessárias, ou seja, participar de uma luta que “não era deles”, porém participaram, com diversas promessas de recompensa, que nunca foram dadas. Além desses, outros tipos de exploração sofridas foram se acumulando, até explodir nas guerras de independência.

- Decadência das potências colonizadoras após a 2GM; - Pressão da ONU para pôr fim à colonização; - Apoio tanto dos EUA quanto da URSS; - Ideias Pan-Africanistas. Importante ressaltar que a descolonização africana ocorreu logo após a segunda guerra mundial e no período da Guerra Fria, portanto, teve influência de ambos os processos.

Ideias Pan-Africanistas

Essa reivindicação propiciou o surgimento de uma consciência africana que começou a se expressar a partir do I Congresso Pan-africano, organizado em Paris, em 1919, defendendo a emancipação gradual das colonias e a ampliação dos direitos dos negros. Após o primeiro, foram realizados outros quatro congressos pan-africanos. No último, foi tratado de aclamar a necessidade da formação de movimentos nacionalistas de massas para obterem a independência da África o mais rápido possível.

Ao mesmo tempo começam a circular as ideias Pan-Africanistas: inicialmente surgiu como um sentimento de semelhança entre as lutas e desafios dos negros do Caribe e Estados Unidos, ambos lutando contra a grave segregação racial. Mas se tornou uma ideologia a favor da união de todos os povos da África como forma de potencializar a voz do continente no contexto internacional.

Regime Apartheid

O Apartheid foi um regime de segregação racial que ocorreu no território conhecido como África do Sul, entre 1948 e 1994. Este regime privilegiava diretamente a elite branca do país (que era minoria), deixando de lado o povo negro, impedidndo que partcipassem de forma ativa na sociedade. Pessoas negras não podiam frequentar os mesmos espaços do que as brancas, o casamento inter-racial era proibido e a minoria branca detinha da maioria do território do país. Como a África do Sul possuía muitos diamantes em seu território, a disputa por este ficou acirrada entre os colonos britânicos e bôeres.

Os britânicos venceram a “queda de braço” e deram origem à União Sul Africana. Anos depois, mesmo com a abolição da escravidão, o povo negro não foi integrado a sociedade, tendo seus direitos civis privados, estabelecendo assim uma hierarquia racial e a descriminação escancarada. Em 1912 foi criado o partido político Congresso Nacional Africano, que tinha por objetivo defender os direitos civis da população negra. Um dos líderes do partido de suma importância na luta contra o racismo e a segregação na África do Sul foi Nelson Mandela, que no futuro se tornaria presidente do país.

Depois do Massacre de Sharpeville em 1960, onde dezenas de negros foram mortos em uma manifestação passífica, Mandela, até então um líder pacifista, decide utilizar a luta armada para acabar com o Apartheid. Por promover ações ilegais foi condenado à prisão perpétua na Ilha Robben. Apenas em 1990, o líder sul africano é libertado e a população negra finalmente pôde participar das eleições civis. Em 1994, Nelson Mandela ganha as eleições democráticas, assumindo o país e continuando a luta contra as cicatrizes do regime Apartheid.

Independênciada Argélia

Ao chegar na Argélia o então presidente francês concede a autodeterminação do povo argelino. Foi fundada então a república da Argélia, mesmo assim os conflitos continuam. Apenas em 8 de março de 1962, através do Acordo de Evian, a guerra cessou e logo depois é proclamada a República Democrática e Popular da Argélia, onde Ahmed Ben Bella assume a presidência. A Guerra da Argélia gerou a morte de 1 milhão de argelinos e o êxodo de 900.000 franceses, um verdadeiro massacre.

O processo de independência da Argélia além de longo foi marcado pela violência, tendo por referência a Guerra da Argélia, que aconteceu entre 1954 e 1962. O povo argelino, reprimido pelos colonos franceses (que eram minoria) já não aguentava mais e decidiu revidar. Jovens da Frente de Libertação Nacional (FLN), liderada por Ahmed Ben Bella, começaram os primeiros ataques e a resposta dos franceses veio com aproximadamente 400.000 soldados.Com medo, o governo francês pediu reforços em 1958, designando o General De Gaulle para deter a crise, que se tornaria o mais novo presidente da França.

Revolução dos Cravos

Esse novo governo fez acordos com as colônias que ainda restavam no continente africano, resultando na independência deles. A revolução ganhou esse nome por ter ocorrido na primavera e os militares colocavam as flores denominadas de “cravos” em seus fuzis e fardas para diferenciar os militares que combatiam o regime ditatorial dos que eram favoráveis. Além disso representava a liberdade.

Ainda nos anos 60, Angola e Moçambique eram consideradas colônias portuguesas. Isso porque Portugal vivia em uma ditadura, desse modo, para que esses países tivessem suas liberdades reconhecidas, era necessário que se extinguisse o regime autoritário em Portugal.Sendo assim, em 1974 ocorreu a chamada Revolução dos Cravos, onde os próprios militares se reuniram e derrubaram o regime ditatorial no país.

Ainda hoje existem pessoas sofrendo consequências dessa guerra, tendo mãos e pés amputados devido a existência de campos minados não identificados.

As guerras deixaram mais de 1 milhão de mortos, sendo que em Moçambique teve fim em 1992, enquanto em Angola prosseguiu até 2002.

Após essa revolução, em 1975, Moçambique e Angola conseguem sua independência, entretanto logo entram em uma guerra civil.

Sendo que um dos principais motivos desse conflito eram os interesses relacionados à Guerra Fria, tendo de um lado pessoas ligadas ao socialismo e do outro ao capitalismo.