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Ilhas afortunadas

marianajv

Created on February 23, 2021

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Transcript

Ilhas afortunadas

índice

O poema

A mitologia das ilhas

CaracterÍsticas Épicas e lÍricas

Terceira parte- "O encoberto"

divisÃo do poema

Estrutura Externa

Estrutura interna

Comparação dos lusíadas

Anologia entre D.sebastião e o Rei Artur

O poema

Que voz vem no som das ondas, Que não é a voz do mar? É a voz de alguém que nos fala, Mas que, se escutamos, cala, Por ter havido escutar. E só se, meio dormindo, Sem saber de ouvir ouvimos, Que ela nos diz a esperança A que, como uma criança Dormente, a dormir sorrimos. São ilhas afortunadas, São terras sem ter lugar, Onde o Rei mora esperando. Mas, se vamos despertando, Cala a voz, e há só o mar.

Terceira parte-"O encoberto"

O poema “Ilhas afortunadas” insere-se na terceira parte da Mensagem, encontrando-se num momento de inspiração sebástica em que se destaca a imagem de um império agonizante e incompleto, ao qual apenas resta a fé na futura regeneração, prevista através de símbolos e sinais. As “Ilhas Afortunadas” servem de anunciadoras da ressurreição a nível espiritual e moral, servindo desta forma como a voz da esperança no meio do desespero. São a resposta ao vazio de uma nação por cumprir com a promessa do regresso de El-Rei.

Divisão do poema

1 parte: Uma voz distante e incompreensível Que voz vem no som das ondas Que não é a voz do mar? É a voz de alguém que nos fala, Mas que, se escutamos, cala, Por ter havido escutar. 2 parte: A voz da esperança que surge como uma criança E só se, meio dormindo, Sem saber de ouvir ouvimos, Que ela nos diz a esperança A que, como uma criança Dormente, a dormir sorrimos. 3 parte: As ilhas mágicas onde D.Sebastião espera São ilhas afortunadas, São terras sem ter lugar, Onde o Rei mora esperando. Mas, se vamos despertando, Cala a voz, e há só o mar.

Estrutura interna

2º Estrofe

E só se, meio dormindo, Sem saber de ouvir ouvimos, Que ela nos diz a esperança A que, como uma criança Dormente, a dormir sorrimos.

  • Na segunda estrofe descobrimos que é uma voz de esperança, que funciona como um apelo à ação e que se torna perceptível quando se deixa de tentar escutá-la, surpreendendo com o seu significado. Portugal é comparado a uma “criança/Dormente”, pois de igual forma se encontra num estado de apatia. A nação persegue uma realidade que se vai desvanecendo.

Estrutura interna

1º Estrofe

Que voz vem no som das ondas, Que não é a voz do mar? É a voz de alguém que nos fala, Mas que, se escutamos, cala, Por ter havido escutarar..

  • A primeira estrofe do poema é iniciada com uma interrogação retórica “Que voz vem no som das ondas/Que não é a voz do mar?”, funciona assim como o ponto de partida do sujeito poético, tentando decifrar a mesma ao longo dos versos. Esta voz é longínqua e misteriosa não é compreensível, calando-se quando é alvo de atenção.

Estrutura interna

3º Estrofe

São ilhas afortunadas, São terras sem ter lugar, Onde o Rei mora esperando. Mas, se vamos despertando, Cala a voz, e há só o mar.

  • Em relação à terceira estrofe podemos concluir que as “Ilhas Afortunadas” são um lugar fora do tempo e do espaço, onde se encontra o Desejado que virá fundar o Quinto Império “onde o Rei mora esperando”. O regresso de D.Sebastião não é físico, mas sim simbólico.

Analogia entre D. Sebastião e o rei Artur

  • Segunda uma lenda antiga, numa batalha um tal rei Artur foi ferido e ficou à beira da morte e foi levado para a ilha de Avalon (uma ilha afortunada), onde, em vez de morrer, ficou adormecido para um dia voltar numa hora de suprema necessidade para salvar o seu povo e restaurar o seu reino.Pode-se ver essa analogia através do verso "onde o rei mora esperando".

A mitologia das ilhas afortunadas

As ilhas afortunadas representam um espaço perfeito, utópico e idílico, onde os heróis eram recebidos pelos deuses. Fernando Pessoa apropria-se deste mito, transformando-as na terra onde está D. Sebastião, de onde um dia regressará.

Características épicas e líricas

As “Ilhas Afortunadas” remetem-nos à tradição clássica, tal como em obras de escritores gregos surgem como paraísos luxuosos, ilhas de clima agradável, onde deuses e heróis míticos repousam. Na Mensagem assumem-se como mito e símbolo. O sujeito poético estabelece uma analogia entre D.Sebastião e Rei Artur.

Estrutura Externa

Que voz vem no som das ondas, Que não é a voz do mar?É a voz de alguém que nos fala, Mas que, se escutamos, cala, Por ter havido escutar. E só se, meio dormindo, Sem saber de ouvir ouvimos, Que ela nos diz a esperança A que, como uma criança Dormente, a dormir sorrimos. São ilhas afortunadas, São terras sem ter lugar, Onde o Rei mora esperando. Mas, se vamos despertando, Cala a voz, e há só o mar.

● Três quintilhas (estrofes de 5 versos) ● Rima interpolada (Nos primeiros e nos últimos quatro versos) ● Versos de sete sílabas métricas (redondilha maior) ● Recursos expressivos

Comparação com os LUsíadas

Nos Lusíadas aparecem as Ilhas dos Amores, um paraíso terrestre em que não existem pecados. Nelas, os heróis portugueses são premiados pelos seus feitos e glorificados. Na Mensagem existem as Ilhas Afortunadas, onde D. Sebastião se encontra, aguardando num limbo, o dia do seu regresso à pátria, para a implantação do Quinto Império.

Esperamos que tenham gostado!

Trabalho realizado por : Mariana Ventura nº19, Jorge Marques nº 12 , Rodrigo Costa Santos nº 22