Casamento de Dona Leonor
Trabalho realizado por: Inês Gomes nº9 10ºL
Depois do projeto de casamento com o Delfim de França ter falhado, os planos de casamento foram para Império Sacro Romano-Germânico.
Neste casamento convergiriam os interesses políticos por parte do "rei dos romanos", querendo um herdeiro para firmar a dinastia Habsburgo no trono imperial, e de D. Afonso V que encontraria uma oportunidade para prestigiar a sua realeza ligando-a à mais alta esfera temporal da Cristandade, dando assim sequência ao interesse manifestado pelo imperador pela mais velha das suas irmãs, D. Leonor.
Familia de D. Leonor
D. Leonor de Aragão (1402-1445)
D.Duarte (1391-1438)
D.Leonor de Portugal (1434-1467)
D.Fernando (1433-1470)
D.Afonso V (1432-1481) Tornou se rei em 1438
D. Leonor foi pedida em casamento pelo imperador Frederico iii da alemanha efoi celebrado por procuração, em Lisboa, no dia 13 de outubro de 1451 . Durou quase 2 semanas os longos e exuberantes festejos – espirituais e profanos – em que toda a sociedade foi chamada a tomar parte. Esses festejos ajudaram na afirmação internacional de portugal e na propaganda do poder do rei. Também serviu para mostrar o grau de desenvolvimento que as cidades alcançaram no século XV
Os festejos incluiam, durante dia e noite, em privado ou perante o publico português :
- banquetes,
- danças
- jogos
- cortejos
- touradas e matança de touros, cuja carne era distribuída pelo povo
- exibição de animais e homens exóticos que haviam sido trazidos de África
- torneios
- justas
- duelos e caçadas
- representações teatrais
- declamações de discursos de homenagem à princesa tornada imperatriz
- cerimónias religiosas
- festas populares
- folguedos vários.
- No dia 13 de Outubro de 1451 a Infanta foi jantar com o rei e restante família real ao castelo S. Jorge, em Lisboa.Acabada a ceia, e pela noite dentro, fizeram-se danças, jogos e diversos espetáculos exóticos e prestaram-se homenagens à nova Imperatriz.
- No dia 14 de Outubro, passou o cortejo pela Sé, onde estavam as relíquias de S. Vicente, e onde o Arcebispo e cónegos aclamaram a Imperatriz.
- No dia 17 de Outubro, chegou um engenho em forma de serpente, com um cavaleiro armado e um elefante com uma pequena torre em madeira e donde se lançavam laranjas ao povo.
- No dia 20 foram até à praça multidões de homens e mulheres de diferentes línguas e nações, em festejos e danças diversas, bestas selvagens e caçadores com grandes cães e, ao meio-dia, houve lutas de homens para divertimento geral.
Desde 25 de outubro, acompanhámos o percurso de D. Leonor em terras italianas, desde o ritual do encontro com o noivo, em Siena, à efectivação carnal do matrimónio, em Nápoles, passando pela bênção nupcial e pela coroação imperial, em Roma, no primeiro templo e pelas mãos do principal prelado da Cristandade, o Papa Nicolau V.
Nicolau Lanckman de Valckenstein, capelão imperial e embaixador alemão, em Portugal, deixou no seu diário de viagem um relato de todas as fases do casamento ao promenor. Parte deste diário está contido no nosso manual nas páginas 234 -235
Do casamento entre Frederico iii e D. Leonor resultou numa junção de duas monarquias que deu origem a um grande incremento económico, circulação social e uma aproximação política que, no início do século XVI, se renovaria com um novo matrimonial luso-imperial.
Numa perspectiva portuguesa, muito em particular, D. Afonso V, conseguiram com o enlace imperial legitimar a dinastia de Avis, abrindo caminho sob o seu governo, num novo ciclo em Portugal. Uma maior importância económica no nosso reino perante as dinastias europeias, ao estarem vários embaixadores representados em Lisboa durantes as festas que celebraram o casamento.
Do casamento nasceram quatro filhos:
- Cristóvão
- Maximiliano I
- Helena
- Cunegunda
Leonor morreu com trinta e três anos, a 3 de Setembro, foi sepultada no Mosteiro da Ordem de Cister, na cidade de Neustadt, era muito estimada pelos alemães.
Webgrafia
- https://journals.openedition.org/medievalista/1703
- https://docs.google.com/presentation/d/1LCusWGwtE33su-2OmnFICP9Tk0fXoRCl/edit#slide=id.p14
Bibliografia
- Manual de história e da cultura das artes 10 - raiz
Razão de escolha deste tema e preferências/dificulades
Escolhi este tema porque sempre gostei desta parte da matéria em história nos anos anteriores e gosto bastante das histórias sobre os casamentos reais e das dinastias. Achei muito interessante e iria ser muito mais fácil falar sobre algo que realmente aprecio, apesar de eu gostar muito de história no geral. A minha preferência ao fazer o trabalho foi fazer a a apresentação para este trabalho deixando tudo mais fácil para perceber. E a minha maior dificulade foi reunir toda a informação necessária para o trabalho.
FIM!
Casamento de Dona Leonor
inês gomes
Created on February 23, 2021
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Casamento de Dona Leonor
Trabalho realizado por: Inês Gomes nº9 10ºL
Depois do projeto de casamento com o Delfim de França ter falhado, os planos de casamento foram para Império Sacro Romano-Germânico.
Neste casamento convergiriam os interesses políticos por parte do "rei dos romanos", querendo um herdeiro para firmar a dinastia Habsburgo no trono imperial, e de D. Afonso V que encontraria uma oportunidade para prestigiar a sua realeza ligando-a à mais alta esfera temporal da Cristandade, dando assim sequência ao interesse manifestado pelo imperador pela mais velha das suas irmãs, D. Leonor.
Familia de D. Leonor
D. Leonor de Aragão (1402-1445)
D.Duarte (1391-1438)
D.Leonor de Portugal (1434-1467)
D.Fernando (1433-1470)
D.Afonso V (1432-1481) Tornou se rei em 1438
D. Leonor foi pedida em casamento pelo imperador Frederico iii da alemanha efoi celebrado por procuração, em Lisboa, no dia 13 de outubro de 1451 . Durou quase 2 semanas os longos e exuberantes festejos – espirituais e profanos – em que toda a sociedade foi chamada a tomar parte. Esses festejos ajudaram na afirmação internacional de portugal e na propaganda do poder do rei. Também serviu para mostrar o grau de desenvolvimento que as cidades alcançaram no século XV
Os festejos incluiam, durante dia e noite, em privado ou perante o publico português :
Desde 25 de outubro, acompanhámos o percurso de D. Leonor em terras italianas, desde o ritual do encontro com o noivo, em Siena, à efectivação carnal do matrimónio, em Nápoles, passando pela bênção nupcial e pela coroação imperial, em Roma, no primeiro templo e pelas mãos do principal prelado da Cristandade, o Papa Nicolau V.
Nicolau Lanckman de Valckenstein, capelão imperial e embaixador alemão, em Portugal, deixou no seu diário de viagem um relato de todas as fases do casamento ao promenor. Parte deste diário está contido no nosso manual nas páginas 234 -235
Do casamento entre Frederico iii e D. Leonor resultou numa junção de duas monarquias que deu origem a um grande incremento económico, circulação social e uma aproximação política que, no início do século XVI, se renovaria com um novo matrimonial luso-imperial.
Numa perspectiva portuguesa, muito em particular, D. Afonso V, conseguiram com o enlace imperial legitimar a dinastia de Avis, abrindo caminho sob o seu governo, num novo ciclo em Portugal. Uma maior importância económica no nosso reino perante as dinastias europeias, ao estarem vários embaixadores representados em Lisboa durantes as festas que celebraram o casamento.
Do casamento nasceram quatro filhos:
Leonor morreu com trinta e três anos, a 3 de Setembro, foi sepultada no Mosteiro da Ordem de Cister, na cidade de Neustadt, era muito estimada pelos alemães.
Webgrafia
Bibliografia
Razão de escolha deste tema e preferências/dificulades
Escolhi este tema porque sempre gostei desta parte da matéria em história nos anos anteriores e gosto bastante das histórias sobre os casamentos reais e das dinastias. Achei muito interessante e iria ser muito mais fácil falar sobre algo que realmente aprecio, apesar de eu gostar muito de história no geral. A minha preferência ao fazer o trabalho foi fazer a a apresentação para este trabalho deixando tudo mais fácil para perceber. E a minha maior dificulade foi reunir toda a informação necessária para o trabalho.
FIM!