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Mensagem

tatianarodriguesfilipa

Created on February 20, 2021

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Transcript

A MENSAGEM

1934

D. Sebastião Rei de Portugal

Fernando Pessoa afirma " Sou um nacionalista místico, um sebastianista racional"

Os trabalhadores vidreiros da Marinha Grande revoltam-se contra o governo de Salazar

Movimento Nacional sindicalista é proibido

Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de junho de 1888 em Lisboa. Em 1895 foi viver para África do Sul, porque a mãe voltara a casar com cônsul de Porugal na África do Sul. Fez todos os seus estudos em lingua inglesa. Voltou a Portugal para se matricular na Universidade, mas não continuou os estudos. Vive em Lisboa. A 8 de março de 1914 começam a surgerir os heterónimos. Inventou todas as vanguardas portuguesas. O seu verdadeiro amor é Ophélia Queiroz, datilógrafa da firma em que ambos trabalham. Este ano publicou uma obra intitulada Mensagem.

Mensagem

O primeiro título do livro não era Mensagem, mas Portugal. A obra está dividida em três partes, Brasão, Mar Português e O Encorberto. As principais temáticas exploradas são a natureza de Portugal e a necessidade de se fazer cumprir uma missão.Nos 44 poemas da Mensagem contam-se séculos de história, das glórias e não glórias que Portugal viveu. Fernando Pessoa contempla o passado dos heróis e dos mitos, de Ulisses, de Viriato, do Infante D. Henrique, de Nuno Álvares Pereira e do desejado D. Sebastião. Tal como Camões, Pessoa, olha para a grandeza das viagens marítimas como um incentivo para o sonho: “É a Hora!”, escreve no último verso da obra.

" As nações são todas mistérios. Cada uma é todo o mundo a sós."

D.Sebastião, rei de Portugal

Louco, sim, louco, porque quis grandeza Qual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria?

Estrutura formal

  • Trata-se de um poema da primeira parte – Brasão na terceira secção " Quinas"
  • Constituído por duas estrofes- 5 versos cada, quintilha;
  • Rimas cruzadas e emparelhadas;
  • A estrutura métrica varia entre as 6, 8 e 10 sílabas métricas

D.Sebastião, rei de Portugal

O título remete-nos para um momento importante da história. D. Sebastião assume um papel importante na decisão tomada de avançar para a conquista de África.

Na primeira parte, o sujeito poético caracteriza D.Sebastião como louco porque, e apenas porque, queria algo mais do que era esperado e Fernando Pessoa vê isso com orgulho. Em consequência dessa loucura, o heroí encontrou a morte em Alcácer-Quibir. Apesar disto a loucura tem neste poema uma conotação positiva, já que se liga ao desejo de grandeza. Independentemente de D.Sebastião ter morrido, este continua vivo através do mito, da nossa memória e da história portuguesa.

Louco, sim, louco, porque quis grandeza Qual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há

Recursos expressivos:

  • Pleonasmo
  • Personificação
  • Eufemismo
  • Perífrase

D. Sebastião

D. Sebastião nasceu em 1554 e transformou-se num mito após o seu desaparecimento na batalha de Alcácer Quibir, no norte de África. A sua morte, em 1578, originou uma crise dinástica que colocou, dois anos depois, Portugal sob o domínio espanhol. D. Sebastião era neto de D. João III e o seu nascimento foi muito desejado por se temer um problema de sucessão na coroa portuguesa. Religioso e militar, empenhou-se na preparação de um exército para combater os Mouros e em ganhar prestígio militar À sua volta nasceu o mito do “Sebastianismo”, a esperança de que regressaria um dia, numa manhã de nevoeiro, para salvar o país de todos os seus problemas

" Enquanto formos escravos de Felipe Ovelhas seremos de Sebastião"

D.Sebastião, rei de Portugal

Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria?

Na segunda parte o sujeito poético apela a todos os portugueses à loucura e à valorização do sonho. Faz referência ao mito sebastianista. Nos versos 8-9 , Pessoa defende que sem o sonho, o Homem é apenas um animal. D.Sebastião não é um " Cadáver adiado" mas sim alguém que se distinguiu por ser sonhador, ambicioso e " Louco".

Recurso expressivo: Interrogação retórica