D. SebastiãoRei de Portugal
Trabalho realizado por:- Afonso Fonseca, N.º1 - Leonor Ferreira, N.º15
Índice
Contexto histórico
Análise do poema
Características épicas e líricas do poema
Recursos expressivos
Estrutura formal
D. Sebastião
Contexto histórico:
- D. Sebastião nasceu a 20 de janeiro de 1554 em Lisboa e morreu a 4 de agosto de 1578 em Álcacer-Quibir;- O seu cognome era "O Desejado"; - Em 1578, partiu para Marrocos com um exército de dezassete mil homens; - Em Alcácer-Quibir os portugueses encontraram um exército muçulmano e travou-se a balhata, onde muitos morreram, inclusive o rei apesar de ninguém ter visto o seu corpo; - Nos anos que se seguiram, o povo acreditava que o rei não tinha morrido na batalha e que regressaria a Portugal, numa noite de nevoreiro - Mito Sebastianista.
D. SebastiãoRei de Portugal
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
Fernando Pessoa, Mensagem
Análise do poema
Inserção do poema na estrutura em Mensagem:
- O poema insere-se na primeira parte - Brasão e dentro desta integra-se em As Quinas, visto corresponder ao nascimento do Império Português, tendo como protagonista uma figura histórica - D.Sebastião;- Por outro lado, nesta primeira parte o mito é considerado incapaz de gerar os impulsos nessários à construção da realidade; - O Brasão simboliza o passado inalterável; - As Quinas simbolizam as chagas de cristo, e por sua vez, a dimensão espiritual.
Análise do poema
Tema do poema e o seu desenvolvimento:
- Nesta primeira parte da obra, é abordada a origem e a fundação de Portugal; - O título D. Sebastião remete-nos para um momento importante da nação, tendo o rei assumido um papel crucial na decisão de avançar para a conquista de África; - Neste poema, D. Sebastião é caracterizado como a personificação da loucura heroica - herói que sonha e que age, mesmo que a "sorte" não esteja do seu lado, (versos 1 e 2).
Análise do poema
Síntese e delimitações:
- O poema poderá dividir-se em duas partes: a primeira corresponde à primeira estrofe e a segunda parte à segunda estrofe; - Na primeira parte, o sujeito poético faz uma autocaracterização como “louco”; na segunda parte, faz um enaltecimento da loucura, apelando a que outros dêem continuidade ao seu sonho.
Análise do poema
Primeira parte: Estrofe 1
- Na primeira estrofe , o sujeito poético afirma encontrar a base da loucura na grandeza (o sonho e glória) mostrando-se orgulhoso; - Em consequência dessa loucura e ambição, o herói encontrou a morte em Alcácer Quibir (verso 4 e 5); - No entanto, a loucura tem neste poema uma conotação positiva, já que está relacionado com o desejo de grandeza, à luta e capacidade de realização; - A metáfora "onde o areal está" (verso 4), refere-se ao arenoso campo de batalha, em Alcácer-Quibir; - "Ficou meu ser que houve, não o que há" (verso 5), representa a dicotomia entre o ser mortal "ser que houve" e o imortal "não o que há".
Análise do poema
Segunda parte: Estrofe 2
- Na segunda estrofe, o sujeito poético faz um apelo à locura e à valorização do sonho; - Igualmente, trata-se de um apelo de alcance nacional e universal; - É a referência ao mito sebastianista, força criadora, incapaz de impelir a nação para a sua última fase que está aqui em questão; - Sem sonhos o homem não passará de uma besta sadia; - A interrogação retórica com que termina o poema aponta precisamente para a loucura como força criativa que poderá ser canalizada para a reconstrução nacional.
Características épicas e líricas do poema
- Neste poema, podemos encontrar características comuns da poesia épico-lírica como, por exemplo: - Exaltação heroíca de D. Sebastião; - Sebastianismo; - Forma fragmentária; - Tom menor;
Recursos expressivos
Neste poema, podem-se encontrar vários recursos expressivos como, por exemplo: - Pleonasmo: "Louco, sim, louco"; (verso 1) "Ficou meu ser que houve, não o que há"; (verso 5) - Personificação: "Qual a Sorte a não dá"; (verso 2) - Eufemismo: "Não coube em minha certeza"; (verso 3) - Metáfora: "Por isso onde o areal está"; (verso 4) - Interrogação retórica: "Cadáver adiado que pocria?". (verso 10)
Estrutura formal
- Este poema é composto por duas quintilhas; - Presença de versos irregulares, ou seja, os versos variam entre as seis, as oito e as dez sílabas métricas; - O ritmo deste poema é essencialmente binário, aparecendo o trenário. - O esquema ritmático é: a b a b b / c d c d d com o predomínio de rimas cruzadas e emparelhadas; - Do mesmo modo, a alternância do ritmo proporciona a emissão de uma reflexão do próprio rei.
FIM
Obrigado!
D. Sebastião, Rei de Portugal
leonorsoaresferreira
Created on February 18, 2021
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D. SebastiãoRei de Portugal
Trabalho realizado por:- Afonso Fonseca, N.º1 - Leonor Ferreira, N.º15
Índice
Contexto histórico
Análise do poema
Características épicas e líricas do poema
Recursos expressivos
Estrutura formal
D. Sebastião
Contexto histórico:
- D. Sebastião nasceu a 20 de janeiro de 1554 em Lisboa e morreu a 4 de agosto de 1578 em Álcacer-Quibir;- O seu cognome era "O Desejado"; - Em 1578, partiu para Marrocos com um exército de dezassete mil homens; - Em Alcácer-Quibir os portugueses encontraram um exército muçulmano e travou-se a balhata, onde muitos morreram, inclusive o rei apesar de ninguém ter visto o seu corpo; - Nos anos que se seguiram, o povo acreditava que o rei não tinha morrido na batalha e que regressaria a Portugal, numa noite de nevoreiro - Mito Sebastianista.
D. SebastiãoRei de Portugal
Louco, sim, louco, porque quis grandeza Qual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há. Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria?
Fernando Pessoa, Mensagem
Análise do poema
Inserção do poema na estrutura em Mensagem:
- O poema insere-se na primeira parte - Brasão e dentro desta integra-se em As Quinas, visto corresponder ao nascimento do Império Português, tendo como protagonista uma figura histórica - D.Sebastião;- Por outro lado, nesta primeira parte o mito é considerado incapaz de gerar os impulsos nessários à construção da realidade; - O Brasão simboliza o passado inalterável; - As Quinas simbolizam as chagas de cristo, e por sua vez, a dimensão espiritual.
Análise do poema
Tema do poema e o seu desenvolvimento:
- Nesta primeira parte da obra, é abordada a origem e a fundação de Portugal; - O título D. Sebastião remete-nos para um momento importante da nação, tendo o rei assumido um papel crucial na decisão de avançar para a conquista de África; - Neste poema, D. Sebastião é caracterizado como a personificação da loucura heroica - herói que sonha e que age, mesmo que a "sorte" não esteja do seu lado, (versos 1 e 2).
Análise do poema
Síntese e delimitações:
- O poema poderá dividir-se em duas partes: a primeira corresponde à primeira estrofe e a segunda parte à segunda estrofe; - Na primeira parte, o sujeito poético faz uma autocaracterização como “louco”; na segunda parte, faz um enaltecimento da loucura, apelando a que outros dêem continuidade ao seu sonho.
Análise do poema
Primeira parte: Estrofe 1
- Na primeira estrofe , o sujeito poético afirma encontrar a base da loucura na grandeza (o sonho e glória) mostrando-se orgulhoso; - Em consequência dessa loucura e ambição, o herói encontrou a morte em Alcácer Quibir (verso 4 e 5); - No entanto, a loucura tem neste poema uma conotação positiva, já que está relacionado com o desejo de grandeza, à luta e capacidade de realização; - A metáfora "onde o areal está" (verso 4), refere-se ao arenoso campo de batalha, em Alcácer-Quibir; - "Ficou meu ser que houve, não o que há" (verso 5), representa a dicotomia entre o ser mortal "ser que houve" e o imortal "não o que há".
Análise do poema
Segunda parte: Estrofe 2
- Na segunda estrofe, o sujeito poético faz um apelo à locura e à valorização do sonho; - Igualmente, trata-se de um apelo de alcance nacional e universal; - É a referência ao mito sebastianista, força criadora, incapaz de impelir a nação para a sua última fase que está aqui em questão; - Sem sonhos o homem não passará de uma besta sadia; - A interrogação retórica com que termina o poema aponta precisamente para a loucura como força criativa que poderá ser canalizada para a reconstrução nacional.
Características épicas e líricas do poema
- Neste poema, podemos encontrar características comuns da poesia épico-lírica como, por exemplo: - Exaltação heroíca de D. Sebastião; - Sebastianismo; - Forma fragmentária; - Tom menor;
Recursos expressivos
Neste poema, podem-se encontrar vários recursos expressivos como, por exemplo: - Pleonasmo: "Louco, sim, louco"; (verso 1) "Ficou meu ser que houve, não o que há"; (verso 5) - Personificação: "Qual a Sorte a não dá"; (verso 2) - Eufemismo: "Não coube em minha certeza"; (verso 3) - Metáfora: "Por isso onde o areal está"; (verso 4) - Interrogação retórica: "Cadáver adiado que pocria?". (verso 10)
Estrutura formal
- Este poema é composto por duas quintilhas; - Presença de versos irregulares, ou seja, os versos variam entre as seis, as oito e as dez sílabas métricas; - O ritmo deste poema é essencialmente binário, aparecendo o trenário. - O esquema ritmático é: a b a b b / c d c d d com o predomínio de rimas cruzadas e emparelhadas; - Do mesmo modo, a alternância do ritmo proporciona a emissão de uma reflexão do próprio rei.
FIM
Obrigado!