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"Nevoeiro"
ibonguardo
Created on February 17, 2021
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Transcript
"nevoeiro"
Mensagem por Fernando Pessoa
Português
Trabalho por: Mariana Rodrigues Isadora Mendes
Índice
1. Insere-se em que parte da obra
4. Em quantas partes se divide e o porquê
2. Estrutura formal do poema
5. Recursos Expressivos
3. A temática
1.
Nevoeiro
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer — Brilho sem luz e sem arder Como o que o fogo-fátuo encerra. Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a hora! Valete, Fratres.
Insere-se em que parte da obra
"O Encoberto"
O poema "Nevoeiro insere-se na última parte da obra "Mensagem", no "O Encoberto", na terceira subdivisão do mesmo "Os Tempos", e é o último poema da obra "Mensagem". No final da obra depois de Pessoa apresentar em divisão tripartida o nascimento "Brasão", crescimento "Mar Português", e a morte "O Encoberto" do Império Português, Pessoa com o "Nevoeiro" apela à esperança e a ação dos português para um futuro melhor e a contrução do 5º Império, independentemente dos tempos presentes sejam de miséria, há esperança para a ressurreição do Império Português.
info
2.
Estrutura Formal do Poema
O poema têm 14 versos e está dividido em três estrofes irregulares, a primeira sendo uma sextilha, a segunda uma septilha, e a última um monóstico.
Sistema Rimático: 1º Estrofe- A B A B B A, rima cruzada e emparelhada; 2º Estrofe- B C C D D D, rima emparelhada. Os restantes versos são livres. Por fim em relação às sílabas métricas, as duas primeiras estrofes são compostas por versos de seis, oito, nove e dez sílabas métricas e o último verso do poema tem três sílabas métricas (trissílabo).
3.
A Temática
Sentido da expressão paradoxal:
- Momento de viragem;
- Réstia de esperança.
O título do poema vem no seguimento dos outros poemas da secção “Os Tempos”.
- Ao longo desta série de cinco poemas Pessoa descreve, metaforicamente, desde um passado remoto a um futuro ainda sem data, a evolução de Portugal.
- O título aponta também para uma situação de indefinição, que depois se desenvolve num tom de melancolia, marcado por palavras e expressões de negatividade, caracterizando a situação de crise a vários níveis: de identidade, política e moral.
- O estado em que ficou o país é de incerteza e de indefinição
Referências ao V Império:
- Indefinição: " Tudo é incerto e derradeiro./ Tudo é disperso, nada é inteiro...";
- Pode ser vista como uma expectativa de mudanças futuras para a constituição próxima de um Quinto Império.
4.
Em quantas partes se divide e o porquê
- O poema divide-se em 3 partes
1ªparte: 1ª estrofe 2ª parte: 2ª estrofe 3ª parte: último verso
5.
Recursos Expressivos
Anáfora: intuito de enfatizar a situação de crise e decadência vivida. "Ninguém sabe que coisa quer./ Ninguém conhece que alma tem" versos 7 e 8 "Tudo é incerto e derradeiro./ Tudo é disperso, nada é inteiro." versos 11 e 12 Personificação: acentuar a sensação de sofrimento da Pátria. "Que é Portugal a entristercer" verso 4 "Ó Portugal, hoje és nevoeiro..." verso 13 Antítese: apresentanda, através de ideias contrastantes, o negativismo presente e a glória do passado. "Este fulgor baço da terra" verso 3 Apóstrofe: tom de apelo a um país a necessitar de mudar. Paradoxo: "Brilho sem luz" Exclamação: "É a Hora!" Comparação: "Brilho sem luz e sem arder/ Como o que o fogo-fátuo encerra."
6.
Características Épico-Lírica
- Características do discurso épico:
- O caráter histórico e factual;
- Mitificação do herói;
- Uso da 3º pessoa do singualar;
- Concretização de de um ato heróico;
- Características do díscurso lírico:
- Subjetividade por parte do sujeito poético, logo utilização da 1º pessoa do singular;
- Caráter emocional;
- Intimismo por parte do sujeito poético.
Obrigada pela vossa atenção!